domingo, 18 de julho de 2021

Palavras inglesas desnecessárias ao português

Baby-doll – camisolinha

Baby-sitter – babá

Back-ground – fundamento, fundo

Barman – garçom de bar

Black-out – apagão

Boiler – caixa térmica

Boom – surto

Bookstore – livraria

Briefing – reunião, conferência

Button – broche, botão

Break – intervalo comercial

Camping – acampamento

Cameraman – cinegrafista, operador de câmera

Cartoon – desenho animado, caricatura

Casual – informal (em português, casual significa eventual, acidental)

Cash – pagamento em dinheiro

Charter – fretado


Chip – plaqueta, pastilha

Check-up – exame geral

Cheeseburguer – sanduíche de queijo

Clip – pregador

Closet – depósito

Commodity – mercadoria

Contraceptive – anticoncepcional

Cookie – biscoito

Copyright – direito autoral

Delivery – entrega a domicílio

Designer – desenhista industrial ou de produto

Destroyer – destróier

Dial – painel

Diet – dietético

Display – mostrador

Drink – aperitivo

Drive-in – acesso motorizado

Doping – dopagem 


Drop – bala, confeito

Drugstore – farmácia

Email – correio eletrônico

Fair play – jogo limpo

Fast food – comida rápida

Fashion – moda

Feed back – retorno

Folder – brochura, folheto

Flat – apartamento à beira-mar

Freezer – congelador

Franchise – licença comercial

Hall – saguão

Handicap – dificuldade, desvantagem

Hacker – pirata eletrônico

Home theater – cinema em casa

Home care – atendimento médico a domicílio

Input – entrada

Jingle – música de propaganda

Jogging – corrida a pé


Joint venture – empresa conjunta

Kit – conjunto

Know-how – conhecimento

Leasing – arredamento mercantil

Living – sala de estar

Light – suave

Layout – esboço

Make up – maquiagem

Meeting – encontro, reunião

Merchandising – comercialização, comércio

Marketing – publicidade, propaganda

Manager – gerente, empresário

Mix – mistura

Non sense – absurdo, incoerente

Non stop – sem escala

Notebook – computador portátil

Outdoor – painel


Overdose – superdose

Paper – resumo, relatório

Parking – estacionamento

Partner – parceiro, par de dança

Penalty – penalidade máxima

Performance – desempenho, apresentação, atuação

Pick up – caminhonete

Playback – gravação

Poster – cartaz

Pole position – ponta

Pool – conjunto

Poster – cartaz, quadro

Press release – informação para a imprensa

Rack – estante, prateleira


Raid – incursão

Rally – prova de regularidade

Ranking – colocação

Relax – descanso, relaxamento

Remake – nova versão, regravação, releitura

Refil – carga

Ring – tablado

Rink – pista

Round – assalto (no boxe)

Royalty – regalia

Rush – congestionamento

Script – roteiro

Slide – transparência

Stand – expositor


Self-service – autoatendimento

Set – cenário, parte

Sexy – sedutor, atraente

Shopping center – centro comercial

Shorts – calção, curta-metragem

Show room – exposição

Show – concerto, espetáculo, encenação

Site – portal

Skate – patinete

Sketch – cena, história em quadrinhos


Slack – blusão

Slip – cueca

Slogan – lema

Software – programa de computador

Speech – alocução

Spoiler – difusor

Spot – ponto de luz

Spray – aerossol, vaporizador

Spread – juro variável

Sprinkler – chuveiro automático


Sprinter – velocista

Staff – assessoramento

Stand – barraca

Star – estrela, astro

Stress – tensão

Tape – fita magnética

Teen – juvenil, adolescente

Test drive – experiência de direção

Thriller – filme de terror, suspense

Ticket – bilhete, ingresso

Timer – temporizador


Trading – comércio internacional

Trailer – reboque, amostra, trecho

Training – agasalho esportivo

Trainee – aprendiz, estagiário

Trust – cartel

T-shirt – camiseta

Tweeter – alto falante para agudos

Waffle – panqueca

Walkie talkie – transceptor portátil

Water closet – privada

Wind surf – prancha à vela

Workshop – oficina, laboratório

quinta-feira, 15 de julho de 2021

CelsoGJ - Vinhetas: TV Tribuna - 2011

 1 - vinheta da revista eletrônica Rota do Sol, exibida aos sábados após o Jornal Hoje

2 - vinheta do programa de variedades Corpo em Ação, exibido aos sábados após a TV Globinho ou o Ação

3 - vinheta do programa de variedades Revista da Praia

4 - vinheta da revista eletrônica Viver Bem

CelsoGJ - Vinhetas: TV Vanguarda - 2012

 1 - vinheta da revista eletrônica dominical Vanguarda Comunidade, exibida nas manhãs de domingo após a Santa Missa de Padre Marcelo Rossi

2 - vinheta do programa de variedades Planeta Vanguarda, exibido aos sábados após a TV Globinho

3 - vinheta do programa de variedades Vanguarda Mix, exibido aos sábados após a faixa educativa Globo Cidadania

4 - vinheta do talk show Papo Vanguarda, exibido aos domingos após o Fantástico

5 - vinheta do programa turístico Roteiro Vanguarda, exibido nas madrugadas de domingo para segunda após o Domingo Maior

6 - vinheta da mesa-redonda esportiva Boteco Vanguarda, exibida nas madrugadas de segunda para terça após a Sessão Brasil, de terça para quarta e quarta para quinta após o Corujão e sexta para sábado após o Corujão do Esporte

Estes são exibidos apenas na emissora de Taubaté


7 - vinheta do boletim cultural Agenda Vanguarda, exibido de segunda a sexta nos intervalos do Mais Você, Bem Estar, Encontro com Fátima Bernardes, Vídeo Show, Vale a Pena Ver de Novo, Sessão da Tarde e Malhação

8 - vinheta do boletim social Vanguarda Gente, exibido de segunda a sexta nos intervalos das novelas das seis, das sete e das oito e do Jornal Nacional

terça-feira, 13 de julho de 2021

2015 - Rede Fuso

 Em época de horário de verão, ela sempre vem à tona para os estados do Nordeste, Pará, Amapá e Tocantins. A Rede Fuso (inicialmente termo exclusivo Globo para definir seu sinal alternativo, mas que depois se popularizou para as outras emissoras) sempre gera discussões sobre a necessidade de sua existência. Se para uns ela mantém a grade intacta, para outros o atraso causado para essa manutenção só gera desconfortos. Boa parte do país sequer sabe que ela existe, mesmo estando em vigor desde abril de 2008 para os estados que ficam fora do fuso horário de Brasília, data em que por força da Portaria 1220/07 do Ministério da Justiça finalmente passou a haver respeito à classificação indicativa nos diversos fusos do país. Até então, era comum a novela das 21h, à época veiculada sempre às 20h55, de classificação 12 ou 14 anos, passar no Nordeste às 19h55 e no Norte do país às 18h55. No caso do Nordeste, AP, PA e TO, importante salientar que ela só passou a ser adotada a partir do horário de verão de 2009/2010, após uma ordem do STJ reconhecer o horário de verão como fuso horário. Importante citar: Ela é fixa para os estados do MT, MS, AM, AC, RR e RO.

Mas, vamos fazer um panorama sobre esta questão. Evidentemente que este texto não pode responder pelos outros estados e fazer um recorte total de todos os canais desde a criação da televisão em 1950 (E no caso do Recife, em 1960), mas ao menos um histórico deste milênio é possível fazer, já que boa parte este que escreve testemunhou e há mais informações sobre.

A última vez que o Horário de Verão vigorou em Pernambuco foi em 2001/2002. Desde então, nunca mais. Com isso, a programação da televisão no Estado seguia a rede nacional, adiantando sua programação em uma hora. Todas as emissoras faziam isso, com exceção da TV Jornal, afiliada do SBT e da Globo Nordeste.

A TV Jornal desde o final de 2006 passou a gravar a grade de programação nacional, com o intuito de não adiantar nada, restringindo a programação adiantada em uma hora apenas nos fins-de-semana. Até então, a afiliada adiantava sua programação em uma hora. Mas exceções foram sendo feitas com o tempo.

Em 2009, ela invertia o “Programa do Ratinho” com o “Casos de Família”, mantendo sua veiculação ao vivo. No horário de verão de 2012, o canal passou a seguir as ordens do SBT de Belém, exibindo em rede o “SBT Brasil” e as novelas infantis, com o horário nobre sendo atrasado por uma série americana. Contudo, em 2015, ela tornou a gravar integralmente a programação, exibindo com atraso telejornais e até mesmo a grade dos fins de semana, conforme orientado do próprio SBT para algumas praças, por questões de estratégia de grade.


Créditos: Reprodução/Globo

No caso da Globo Nordeste, ela sempre seguiu a rede nacional, com exceção das manhãs. Até o ano de 2008 (Ela foi procurada para saber quando iniciou o expediente, mas até a postagem não respondeu. Assim que a informação for repassada, será colocada aqui) a emissora atrasava a grade no horário. Os “Telecursos” e o “Globo Rural” eram exibidos por duas vezes, e em seguida, entrava o “Bom Dia Pernambuco” às 6h30, em seu horário habitual. Na sequência, vinha o “Bom Dia Brasil” gravado e assim seguia o resto da programação: Mais Você, Globo Notícia e TV Globinho. Porém, para poder seguir a rede nacional do “Globo Esporte” em diante (à época, 12h45 em Brasília, 11h45 em Pernambuco), se tirava a diferença na programação, cortando pela metade desenhos animados da programação infantil. Nesta fase foram atingidos os programas: “Xuxa no mundo da imaginação”, “TV Xuxa” e “TV Globinho”. O “NETV” entrava de 11h15 (Totalmente fora do público do meio-dia) e daí em diante se seguia a rede nacional. No fim de 2008, a emissora resolveu alterar o desenho das manhãs, invertendo a posição dos jornais matinais. O “Bom Dia Brasil” passou a entrar às 6h15 ao vivo, e em seguida o “Bom dia Pernambuco” e depois seguia o restante da programação. E assim foi até 2009, quando ela passou a adotar a Rede Fuso, e com ressalvas.


Créditos: Reprodução/Globo

Mas vem cá, e os outros estados? E a Rede Fuso oficial? Muito bem, ela estreou em 8 abril de 2008 para poder deixar nivelado o horário da programação com o fuso local das praças, para assim haver respeito à classificação etária dos programas. Na ocasião, a culpa recaiu sobre a novela “Duas Caras”, classificada como 14 anos e que forçou a emissora a tomar esta atitude, para respeitar a portaria. A grade original da Rede Fuso previa a exibição de todos os telejornais em rede, fazendo as adaptações necessárias. Uma exceção a esse modelo é o “Jornal da Globo”, impossível de se veicular ao vivo. Para o “Bom Dia Brasil”, se invertia o seu horário com o telejornal local das manhãs. No “Globo Esporte” e no “Jornal Hoje”, colocava-se o noticiário do almoço após eles. (Globo Esporte às 11h45, Jornal Hoje de 12h15 e de 12h45 o jornal) e depois seguia a programação da tarde: Vídeo Show, Vale a Pena Ver de Novo, Sessão da Tarde, Globo Notícia, Malhação e novela das 18h. Para o “Jornal Nacional”, trocava de posição com a novela das 19h e depois seguia a novela das 21h e a faixa de shows da época, expediente esse que felizmente ainda dura.

A exibição do futebol é polêmica. Nos primeiros meses da aplicação da Rede Fuso, a emissora carioca, por não poder veicular “Duas Caras” mais cedo e não estando disposta a exibir seu principal produto de 23h, simplesmente deixou de transmitir as partidas. Após a novela, entrava o “Cinema Especial” e em seguida um compacto de no máximo 25 minutos com os melhores momentos do jogo do dia, para depois seguir a programação da madrugada: Jornal da Globo, Programa do Jô, Intercine, Sessão Brasil e Corujão, e começar a programação com o Tecendo o Saber e o Telecurso. Essa medida enfureceu quem morava nestes estados. 

Mas, com a estreia de “A Favorita” em junho de 2008 (Desde então, as novelas das 21h sempre são orientadas a se manter na faixa de 12 anos), a emissora pode voltar a exibir as partidas ao vivo, ainda que não de forma plena. Porém, para poder acomodar o jogo ao vivo, a novela das 19h passou a ser exibida pela metade nas quartas, sendo compensada no dia seguinte. Mesmo com essas adaptações, a Rede Fuso nunca consegue assistir um jogo plenamente. A transmissão costuma começar quando o jogo beira entre os 10–20 minutos do primeiro tempo, e não obstante, se perde momentos importantes. Até gols já foram perdidos.


Créditos: Reprodução/Globo

Para os estados do Norte que ficam atrasados em duas horas durante o horário de verão, as novelas não sofriam interferência. Contudo, só assistiam ao segundo tempo da partida. Esse expediente deixou de vigorar a partir de 2014/2015, quando a emissora para esses estados deixou de mão as adaptações e passou a exibir tudo gravado, até mesmo o “Jornal Nacional”. Nesse novo caso, a novela das 19h passou a ser exibida pela metade com compensação no dia seguinte. A programação segue com a transmissão do futebol do ponto que estiver e, às 22h (0h em Brasília), entra a novela das 21h.

Nos realitys shows, também há atraso. No “Big Brother Brasil”, só a edição de domingo é vista ao vivo. No resto da semana, até mesmo no dia de eliminação, vem tudo gravado. Vale ressaltar que a edição de terça tem alguns detalhes. Geralmente, durante o intervalo comercial da novela das 21h que esteja próximo do encerramento das votações, entra um aviso do Pedro Bial dizendo que ela foi encerrada. E, talvez para compensar esse atraso, ao final da edição, a emissora costuma exibir um flash de 5 minutos ao vivo da casa. Lamenta-se, contudo, que esse expediente tenha sido abandonado na edição de 2015 do programa.

O “The Voice Brasil” por pouco não passou por isso. Quando o programa foi transferido do domingo para o horário nobre criou-se uma insatisfação pela possibilidade de exclusão dos estados da participação nas votações da fase ao vivo do programa. Com a pressão popular, aderida inclusive pelo diretor do show, o Boninho, a emissora para os estados que ficam com 1h a menos assistem a fase ao vivo em rede, fazendo com que a emissora deixe para compensar a novela das 19h no resto da semana e a novela das 21h seja exibida pela metade, com compensação no dia seguinte. Há dias que essas compensações fazem a trama das 19h ser veiculada até às 22h e a das 21h, até às 23h20, com uma certa semelhança à época em que existia a 3ª edição do jornal local e o Globo Economia. Os outros fusos infelizmente não foram contemplados com adaptação alguma e veem o programa totalmente gravado.


Créditos: Reprodução/Globo

Durante o período de propaganda eleitoral para presidente e governador, a emissora suspende a vigência do sinal, deixando a programação em rede nacional e evitando exibir filmes e séries com faixas etárias altas. No ano de 2010, a novela “Tititi”, primeira em HD do horário das 19h, foi veiculada em SD para as praças com sinal da Rede Fuso, por conta da incapacidade operacional da emissora para editar os capítulos de duração diferente. Mas, para os estados do Nordeste, PA, AP e TO, assim que acabou o horário de verão, a trama passou a ser transmitida em alta definição.

Entre os anos de 2008 e 2011, ainda existia a exibição de uma série americana na faixa das 17h, entre a “Sessão da Tarde” e a “Malhação”. Passaram por esta faixa séries como “iCarly”, “Kenan e Kel” e “Zack & Cody”. Foram canceladas no ano de 2011, quando o desenho original da Rede Fuso passou a se perder.

As alterações que a grade sofreu também refletiram na exibição dos telejornais. Para quem acompanhava o sinal fixamente, se manteve o “Bom Dia Brasil” em rede (Em 2014 este expediente deixou de vigorar para estes locais). Agora quem só entrava no sinal por conta do horário de verão, passou a ser gravado. O “Jornal Hoje” ganhou uma segunda edição ao vivo, mas que não durou muito. No horário de verão seguinte essa edição exclusiva fora cancelada e o jornal passou a ser exibido gravado. E por conta disso, gerou uma das maiores bizarrices que as adaptações da Rede Fuso talvez tenha causado: Em 9 de janeiro de 2015, durante a veiculação do “JH” no fuso, um plantão interrompeu o próprio jornal para atualizar informações sobre os atentados em Paris. Talvez por conta dessa situação, no horário de verão posterior a emissora passou a gerar blocos ao vivo do telejornal, quando há necessidade de atualização de informações. Como no caso da tragédia das barragens em Mariana em novembro. O mesmo se aplica ao sorteio da Mega-Sena em 31 de novembro, aos discursos do Presidente da República ou os ministros, aos eventos esportivos como a Libertadores, o UFC, Copa do Mundo e as Olimpíadas, aos festivais de música como o Lollapalooza e o Rock in Rio, aos desfiles das escolas de samba de São Paulo e do Rio de Janeiro, à apuração dos desfiles e às dobradinhas do Vale a Pena Ver de Novo, a cobertura das eleições, o debate com os candidatos e a posse dos eleitos, as corridas e os treinos de Fórmula 1, e os aulões de véspera para provas como vestibulares, concursos e Enem.

A Globo Nordeste nunca adotou plenamente a Rede Fuso, diferente dos outros estados. Entre 2009 e 2011, contrariando o desenho da grade, ela deixava a programação integralmente gravada em seu horário habitual, sequer fazendo as adaptações que até então existiam, só passando a entrar no sinal fuso do final do “Jornal Nacional” até os Telecursos, quando a geração da programação tornava a seu controle. Nos períodos eleitorais, nada de adiantar a grade como nos outros locais, talvez para deixar tudo já adaptado e evitar um fluxo de mudanças. O “NETV 1” e a novela das 19h sucediam as veiculação das propagandas partidárias. No ano de 2012, quando o apagão na região prejudicou a exibição do penúltimo capítulo de “Gabriela”, nos outros estados ele foi reprisado na sexta e seu final transmitido no sábado, inclusive onde houve debate eleitoral. Menos em Recife, que assistiu os dois capítulos na mesma sexta-feira, fazendo com que o Globo Repórter fosse cancelado e só voltasse a ser exibido na semana seguinte.


Créditos: Reprodução/SBT

Nos outros canais, existem os sinais alternativos oficiais desde a aplicação da antiga Portaria 1220. O SBT costuma atrasar toda sua programação, deixando a exibidora de Belém coordenando a grade, que nem sempre é respeitada pelas afiliadas do Nordeste. Ao menos desde 2012 segue o mesmo desenho: Grade toda gravada, mas com o “Chaves” exibido pela metade para poder comportar em rede nacional a transmissão do “SBT Brasil” e das novelas infantis. Na sequência, para atrasar a programação, se exibe uma série americana. Em 2014, apenas para a região Nordeste, o SBT criou uma edição do “Okay Pessoal”. Contudo, com a falta de êxito desse programa exclusivo, ainda no mesmo ano, as séries voltaram a ser exibidas. A TV Jornal do Recife, no entanto, exibia episódios do “Chaves”. Em 2015, algumas praças por estratégia de programação foram orientadas a exibir toda a programação gravada. Outras, seguem o modelo até então vigente com o SBT Brasil e as novelas infantis exibidas em rede nacional.


Créditos: Reprodução/Band

A Band desde 2008, com exceção do horário noturno, deixa sua programação intacta. O atraso começa após a veiculação do “Show da Fé”, com a exibição de séries e desenhos animados que atrasam a programação. Nos estados com -1h, o bloco dura 1h. Nos que tem -2h e -3h, duas horas. Aos domingos, desde 2012 por conta do “Pânico na Band”, ela costuma inserir reprises de seus programas. Já passaram por essa faixa desde então o “Polícia 24h”, “Sabe ou não sabe”, “Zoo” e atualmente o “Só Risos”.

A RedeTV nunca fez adaptações oficiais, salvo quando veiculava a série “Dexter” em 2010 e os programas “Teste de Fidelidade” em 2014 e “Pânico na TV” em 2009/2012. No caso do humorístico, era exibido a série “Dallas” em 2009 para atrasar sua veiculação. Para o programa picante, o atraso era gerado por blocos extras de pegadinhas. O curioso é que até 2012, quando havia choques, como a exibidora de Recife não tinha capacidade operacional para gerir o sinal HD, simplesmente desligava o transmissor e só tornava ao ar quando o programa impróprio acabava (No caso de “Dexter”) ou quando chegava a hora correta (Para o “Pânico, que enquanto no sinal analógico era exibido na íntegra, no digital era exibido do ponto que estava).


Créditos: Reprodução/Record

A Record nunca teve um desenho fixo de grade, seja para os estados oficialmente fora fuso de Brasília, seja para os que só não tem horário de verão. No de 2010/2011, a emissora optou por deixar a grade em rede nacional, trocando a série “CSI - Investigação Criminal” por “Dr. House”, expediente que não durou por muito tempo, já que de 3 de janeiro de 2011 em diante ela tornou a exibir a série policial nestes locais, atrasando a grade noturna. Em 2011/2012 ela passou a gravar toda a programação, fazendo apenas adaptações para alocar o “Jornal da Record” ao vivo. O atraso da programação noturna era feito até 2013 por um bloco de desenhos bíblicos. Em 2014/2015, pela comédia “Todo Mundo Odeia o Chris”. O expediente, neste horário de verão, não coloca mais o “JR” ao vivo, pelo seu choque de horário com a novela “Os Dez Mandamentos”. O atraso de grade da emissora gerou algumas situações controversas, como a exibição de provas dos jogos de inverno em Sochi gravadas ou a debilitação da participação de alguns estados nas votações da “Fazenda”.

Assim desde então é a vida de quem fica fora do fuso de Brasília. Programas atrasados, notícias velhas, exclusão de participação de interatividades… Muito se culpa a vinculação horária da classificação indicativa, que até é um empecilho, mas dependendo do caso, ela não impediria que algumas regiões ficassem em rede. Adaptar é preciso, mas nem sempre deveria ser feito.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Como lidar com palavras estrangeiras?

 Na era da informática, da internet e do mundo dos negócios, palavras estrangeiras frequentam nosso dia a dia sem cerimônia. Apesar da invasão, muitos têm dúvidas de como lidar com elas. Eis quatro pistas.


Dica 1


Se escrita na língua original, respeite a grafia da palavra. É o caso de show, shopping, hardware, apartheid, zoom, slide, holding, marketing, joint venture, outdoor, funk.


Dica 2


Não empregue no idioma original palavras que estão aportuguesadas. São os estrangeirismos familiares — os que viram feijão com arroz. Aí perdem a cara de fora e se tornam gente nossa. Veja exemplos: uísque (não whisky), conhaque (não cognac), recorde (não record), chique (não chic), futebol (não football), caratê (não karatê),  gangue (não gang), piquenique (não picnic), estresse (não stress).

Dica 3


Dê preferência à palavra vernácula. O equivalente em português (quando não for esquisito) é preferível ao estrangeirismo: pré-estreia (não avant-première), pesquisa (não enquete), cavalheiro (não gentleman), frequentador (não habitué), encontro ou reunião (não meeting), padrão (não standard), desempenho (não performance), fim de semana (não weekend), anticoncepcional (não contraceptivo), direito autoral (não copyright).

Menu - use apenas no sentido de lista de opções à disposição do usuário

Dica 4


Nada de aspas, itálicos e negritos (estes dois no caso da TV).

Enquete na internet - Erros que mais incomodam

Entrei na onda da enquete que circula na internet: “Cite um erro de português que o incomoda profundamente”. Postei no Instagram. Eis respostas:


“Menas”: Esse feminino não existe. A forma é sempre menos: menos brincadeira, menos brincadeiras, menos bonito, menos bonitos.


“Pra mim fazer”: Mim não faz nada, não conjuga verbo. Só na língua dos índios: mim trabalha, mim caça, mim pesca. O sujeito é sempre eu: pra eu anotar, pra eu escrever, pra eu resolver, pra eu comprar.


“Haverão protestos”: No sentido de existir ou ocorrer, o verbo haver só se flexiona na 3ª pessoa do singular: Há três pessoas na sala. Haverá protestos contra o racismo. Houve distúrbios nas manifestações.


“Meia louca”: No sentido de “um tanto”, é a vez de meio. Invariável — sem feminino, masculino, singular ou plural: Ela é meio louca. Estou meio estressada. Ficamos meio cansados com a quarentena. O noticiário está meio repetitivo. Só no sentido de metade ou de modo, maneira, esfera, veículo, procedimento ou método meio é variável: Tomei meia dose. Comi meia pizza. Estudei os meios de comunicação. Há um meio mais fácil de resolver essa questão? Os fins não justificam os meios.


“Soa” em vez de “sua”: Soa é forma do verbo soar. Sua, do verbo suar: A campainha soa. O trabalhador sua (transpira).


“Graças à Deus”: Deus é nome masculino. Não aceita crase como barco a vapor, bebê a bordo, a menos que se subentenda a palavra 'moda': redação à (moda de) Jorge Amado.


“Vou com tu”: O pronome se junta à preposição: Vou contigo.


“Mal humor, mau humorado”: Mau é o contrário de bom. Mal, o oposto de bem. Na dúvida, basta apelar para o troca-troca: mau humor (bom humor), mal-humorado (bem-humorado“.


“Fazem 10 anos”: Na contagem de tempo, o verbo fazer é invariável. Fica sempre na 3ª pessoa do singular: Faz um ano. Faz 10 anos.


“A dó”: É sempre masculino: O dó é sentimento de piedade, pena, compaixão. Tenho muito dó dos médicos que têm de escolher quem vai viver e quem vai morrer. O dó também é uma nota musical. Esse erro ocorre por associação com as palavras já citadas. Embora sejam sinônimas, dó é substantivo masculino e as demais são femininas.

Mais / mas


Mais = o contrário de menos. Exprime quantidade ou adição: Trabalho mais (menos) que Maria. Sete mais três são dez. / Sete menos três são quatro.


Mas = conjunção adversativa. Exprime ideia oposta, contrária à lógica: Ele estudou muito, mas não passou na prova. (Se estudou muito, deveria ter passado, mas…)


 


A ver / haver


A ver = ter relação, corresponder, dizer respeito a: Minha história tem tudo a ver com a de Paulo. Este fato não tem nada a ver com aquele. Tudo e nada aa haver existe, mas significam tudo ou nada a receber: Ainda tenho tudo a haver do dinheiro herança de meus avós. / Não tenho nada a haver de meus clientes.


Haver = verbo (existir): Segundo a ONU, no mundo deve haver 60 milhões de crianças sem acesso à internet. O emprego do verbo haver oferece dificuldades aos falante. Vai haver aula?


 


Acento / assento


Acento = sinal gráfico: agudo (´), grave (à) e circunflexo (^). Todas as palavras proparoxítonas levam acento.


Assento = lugar onde se senta: assento preferencial, assento na ABL, assento dianteiro. No ônibus, cedi meu assento ao senhor idoso.


 


A gente / agente


A gente = nós. Exige o verbo na 3ª pessoa do singular: A gente vai sair mais cedo. Quer sair com a gente? A gente quer ficar em casa, mas nem sempre pode.


Agente = ser que executa uma ação: agente penitenciário, agente secreto, agente da passiva.


 


Óculos


Óculos só se usa no plural: meus óculos, óculos escuros, óculos importados, óculos de sol, óculos de grau.


 


Privilégio


Privilégio tem dose dupla de i, vem de privado. Previlégio não tem vez. Xô! Esse erro ocorre por associação com palavras que começam com o prefixo pre.


 


Com certeza


Com certeza se escreve assim, um lá e outro cá. Concerteza e conserteza não existem.


 


Subsídio


Subsídio joga no time de subsolo. Com a duplinha, o som z não tem vez. Xô! Tal erro ocorre por associação com obséquio, subsistência e subsistir.

Da mesma forma, o S na palavra transubstanciação soa SS e soa Z na palavra trânsito.


 


Estupro


Estupro se escreve assim. O r fica na última sílaba. Muitos o mudam de lugar. Escrevem estrupo. Nada feito. Estrupo existe, mas é um termo antigo para barulho ou tumulto.


 


Por hora / por ora


Por hora = a cada 60 minutos: Recebe R$ 100 por hora de trabalho.


Por ora = por agora: Por ora, a velocidade máxima na via é de 60km por hora.

“Vítima fatal”


Fatal significa “que mata”. O acidente mata. É fatal. A queda mata. É fatal. O veneno mata. É fatal. O disparo mata. É fatal. O coronavírus mata. É fatal. Quem morreu não matou. É vítima. Ou morto.


A pessoa não mata, morre: O acidente fez duas vítimas. No acidente, morreram duas pessoas. Saldo do acidente: dois mortos.


 


“Outra alternativa, única alternativa”


Alternativa é sempre outra. Como só há uma, é sempre única: Com a propagação do coronavírus, a alternativa é o isolamento social. Se for mais de uma, troque por saída ou opção.


 


“A muito tempo”


Na indicação de tempo, olho no tempo:


o passado pede o verbo haver: Cheguei há pouco. Ele morou em Brasília há cinco anos.  Trabalhamos aqui há 10 meses.

o futuro dá a vez à preposição a: Viajo daqui a pouco. A quatro meses das eleições, não há definição sobre possível adiamento.

 


“Há dois anos atrás”


Há indica tempo passado. Atrás também. Os dois juntos formam baita pleonasmo. Fiquemos com um ou outro: Há dois anos fui aos Estados Unidos. Dois anos atrás fui aos Estados Unidos.


 


“Qüestão”


Questão joga no time de quente, química, guerra e guitarra. O u é mudo. Não se pronuncia. O mesmo se aplica aos derivados: questionar, questionário, questionamento, questionável, questiúncula, questor etc.


 


“Melhor preparado”


O particípio sofre de alergia. Quando melhor se aproxima dele, espirros se sucedem. Que tal evitar contratempos? O mais bem pede passagem: Paulo está mais bem preparado que Maria. Vou selecionar o texto mais bem escrito. Dizem que as francesas são as mulheres mais bem vestidas da Europa.


 


De encontro x ao encontro


De encontro a = contra, em sentido contrário: O carro foi de encontro à árvore. O projeto vai de encontro aos desejos do governador.


Ao encontro de = em favor de, na direção de: O projeto veio ao encontro dos interesses de estudantes. O filho correu ao encontro do pai.


 


Ao contrário / diferentemente


Ao contrário = o contrário, o oposto (sair x entrar, morrer x sobreviver, aprovar x reprovar): Ao contrário do prometido (ficar em casa), saiu tão logo o telefone tocou.


Diferentemente = de forma diferente: Diferentemente do publicado na edição de ontem, o brinquedo custa R$ 50, não R$ 500.


 


Independente / independentemente


Independente = livre, soberano, autônomo: O Brasil ficou independente em 1822.


Independentemente = sem levar em conta: Ganha o mesmo salário independentemente do número de horas trabalhadas.


 


Embaixo, em cima


Embaixo se escreve junto. Em cima, separado: O sapato está embaixo da cama; o livro, em cima da mesa. Em baixo existe, mas apenas quando baixo funciona como adjetivo.

 Tampouco / tão pouco

Tampouco = nem: Maria não fez a prova e tampouco deu explicações.


Tão pouco = muito pouco: O deputado falou tão pouco que surpreendeu. Comeu tão pouco que deixou a mãe preocupada. Peço tão pouco!


 


Onde / em que

Onde indica lugar físico: A cidade onde nasci tem 2 milhões de habitantes. A gaveta onde guardou os documentos está trancada. Minha terra tem palmeiras / onde canta o sabiá.


Em que indica lugar virtual ou figurado: Na palestra em que falou sobre a pandemia, o ministro foi muito questionado. No debate em que o deputado sobressaiu, havia muitos eleitores da oposição. Lembrou-se do encontro em que se viram pela primeira vez.


 


Aonde

Só se usa com verbo de movimento que exige a preposição a: Aonde ele foi? Não sei aonde ele foi. Talvez ele saiba aonde ela foi.


Superdica


Pintou a dúvida? Parta pro troca-troca. Substitua a por para. Se couber, vá em frente. Dê a vez ao aonde: Aonde ele foi? Para onde ele foi? Não sei aonde ela foi. Não sei para onde ele foi. Talvez ele saiba aonde ela foi. Talvez ele saiba para onde ela foi.


 


O qual / que

O qual tem vez se o pronome for antecedido de sem ou de sob, preposição com mais de uma sílaba ou locução prepositiva. Se não, prefira que: O senador a que se referiu é líder do partido. O livro de que lhe falei está esgotado. A casa sobre a qual lhe falei está à venda. O público perante o qual se manifestou se manteve indiferente.


 


“Interviu”

Intervir é filhote de vir. Os dois se conjugam do mesmo jeito: eu venho (intervenho), ele vem (intervém), nós vimos (intervimos), eles vêm (intervêm); eu vim (intervim), ele veio (interveio), nós viemos (interviemos), eles vieram (intervieram); se eu vier (intervier), se ele vier (intervier), se nós viermos (interviermos), se eles vierem (intervierem). Etc. e tal.


 


“Se ele obter”

O futuro do subjuntivo tem pai e mãe. Os inexperientes acham que ele nasce do infinitivo. Mas o pai dele é outro. Ele nasce do pretérito perfeito do indicativo. Ele Mais especificamente da 3ª pessoa do plural menos o -am final. Assim:


Pretérito perfeito: obtive, obteve, obtivemos, obtiver(am)


Futuro do subjuntivo: se eu obtiver, ele obtiver, nós obtivermos, eles obtiverem


 


“Se eu ver Maria”

Trata-se do futuro do subjuntivo. Vale a regra 6:


Pretérito perfeito: eu vi, ele viu, nós vimos, eles vir(am)


Futuro do subjuntivo: se eu vir, se ele vir, se nós virmos, se eles virem


 


“Se ele fazer”

Trata-se do futuro do subjuntivo. Vale a regra 6:


Pretérito perfeito: eu fiz, ele fez, nós fizemos, eles fizer(am)


Futuro do subjuntivo: se eu fizer, ele fizer, nós fizermos, eles fizerem


 


“Se eu pôr”

Trata-se do futuro do subjuntivo. Vale a regra 6:


Pretérito perfeito: pus, pôs, pusemos, puser(am)


Futuro do subjuntivo: se eu puser, ele puser, nós pusermos, eles puserem


 


“Houveram manifestações”

O verbo haver, no sentido de ocorrer e existir, é impessoal. Só se conjuga na 3ª pessoa do singular: Houve manifestações em frente ao STF. Havia recursos a analisar. Há 10 pessoas na sala.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Colocação pronominal e regência verbal

COLOCAÇÃO PRONOMINAL

Os Pronomes Oblíquos Átonos (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos, os, as, lhes) podem ocupar três posições em relação aos verbos.

Não me ofertaste flores ontem.

Ofertar-me-ás flores amanhã?

Oferta-me flores hoje.


3  Ocorre Próclise:

Diante de palavras ou expressões negativas: não, ninguém, jamais, nada, nunca, nem, de modo algum, de jeito nenhum, em hipótese alguma.

Não lhe perguntei isso.

Jamais me disseram tudo.

Ninguém se deu ao respeito na reunião.


4  Diante de pronomes indefinidos e demonstrativos substantivos: alguém, tudo, ninguém, outros, muitos, alguns, isto, isso, aquilo, este, esse, aquele.

Alguém nos viu perto da escola.

Isso nos emocionou naquela festa.


5  Falarei com quem te convidou. Se me deixarem falar, direi tudo.

Diante de pronomes relativos: que, quem, qual, cujo, onde, quanto, como, quando.

Falarei com quem te convidou.


6  Realmente a encontrei presa.

Diante de advérbios em geral: aqui, já, lá, muito, talvez, sempre, realmente.

Ontem me telefonaram.

Realmente a encontrei presa.


7  Diante de frases exclamativas, interrogativas e optativas.

Quantas frutas se estragaram hoje!

Por que te irritas?

Que Deus te abençoe (= desejo).


8  Diante de gerúndio precedido de preposição em. 

Em se tratando de estudos, prefiro língua portuguesa.

Diante de conjunções subordinativas integrantes ou adverbiais: que, quando, se, porque, conforme, embora.

Confesso que a ajudei bastante.

Embora me dissessem a verdade, nada mudaria.

Ocorre Mesóclise:

Com verbos no futuro do presente.

Dar-te-ei meu amor quando quiseres.

Com verbos no futuro do pretérito.

Dar-te-ia minha paixão, se não fosses arrogante.

Se houver palavra atrativa, a próclise será obrigatória.

Sempre te darei minha paixão.

Com esses tempos verbais, não ocorre a ênclise.


10  Ocorre Ênclise:

Em frases iniciadas por verbo, uma vez que não se inicia oração com pronome átono, exceto sob licença poética ou quando se pretende reproduzir a fala coloquial.

Os pronomes retos e as conjunções (coordenativas e subordinativas) podem começar frases.

Justificou-nos a sua ausência à reunião.

Quando o verbo estiver no imperativo afirmativo.

Deixe-o na gaveta do armário.


11  Quando o verbo no gerúndio não vier precedido de preposição em.

Não se explicou, deixando-nos apreensivos.

Se o verbo estiver no infinitivo impessoal.

Vai acompanhar-me até o aeroporto?

Com infinitivo pessoal precedido de preposição, usa-se a próclise.


12  Colocação dos pronomes pessoais oblíquos átonos em locuções verbais.

Verbo auxiliar + gerúndio

a) Sem palavra atrativa, o pronome se une ao 1º ou 2º verbo.

As visitas foram-se retirando – As visitas foram se retirando – As visitas se foram retirando – As visitas foram retirando-se

b) Com palavra atrativa, o pronome une-se a partícula ou vai para o último verbo.

As visitas não se foram retirando – As visitas não foram se retirando – As visitas não foram retirando-se

A colocação com o infinitivo é idêntica.

Particípio

a) Sem palavra atrativa, o pronome une-se ao 1º verbo com hífen.

Os alunos tinham-se levantado. – Os alunos tinham se levantado. – Os alunos se tinham levantado.

b) Com palavra atrativa, o pronome une-se a partícula.

Os alunos não se tinham levantado. – Os alunos não tinham se levantado.

 ASSISTIR a. Ver - (não admite lhe, lhes) – V.T.I + O.I.(A) Assistimos impacientes aos comerciais. Assistimos impacientes às aulas de teatro. Assistimos impacientes a aulas de teatro. Assistimos impacientes àquela(s) aula(s) de teatro. b.Pertencer – (admite lhe, lhes) – V.T.I. + O.I. (A) Férias e FGTS são um direito que assiste aos trabalhadores. (a eles) c.Ajudar – V.T.D + O.D. Assistimos as vítimas das enchentes Assistimo-las d.Morar – VI + A.Adv. (EM) Assisto em uma cidade do interior 

2  ASPIRAR a. Almejar – (não admite lhe, lhes) – V.T.I.+ O.I. (A) Aspiro a um cargo de chefia (a ele) b. Respirar – V.T.D. + O.D. Nunca aspirei este perfume suave. Nunca o aspirei. 

3  VISAR a. Ter em vista – V.T.I. + O.I. (A) Sempre visei a este carro importado (a ele) b. Dar visto –V.T.D. + O.D. O gerente do banco visou os meus documentos. (os) c. Mirar – V.T.D. + O.D. O casador visou a presa (a) e desferiu um tiro certeiro. ( a ) 

4  ACOSTUMAR a.Não prorominal – V.B. + O.D. + O.I. (A) Acostume os filhos/aos estudos. b.Pronominal – V.T.I. + O.I. (A) A gente se acostuma à poluição (a ela) 

5  AGRADAR a.Satisfazer – V.T.I. + O.I. (A) A peça não agradou ao público (lhe / a ele) b.Fazer carinho – V.T.D. + O.D. Os avós agradam os netos exageradamente (os/nos) 

O antônimo desagradar é sempre VTI.

6  PAGAR – PERDOAR – AGRADECER a.V.T.D. + O.D. (coisa) Agradeci o convite ( o ) b.V.T.I. + O.I. (pessoa / instituição) Agradeci aos noivos ( lhes ) c.V.B. + O.D. + O.I. Agradeci o convite / aos noivos ( lho ) 

7  CHAMAR a.Convocar –  V.T.D. + O.D. O diretor chamou os professores para uma reunião ( os ) b.Qualificar – V.T.D. ou V.T.I. Chamei o vereador corrupto ( o ) Chamei o vereador de corrupto ( o ) Chamei ao vereador corrupto ( lhe ) Chamei ao vereador de corrupto ( lhe ) c.Invocar – V.T.I. Chamei por Deus.

8  CHEGAR a.ir – V.I. + A.Adv. ( a ) Chegaremos cedo a Fortaleza. b.voltar – V.I. + A.Adv. ( de ) Chegaremos cedo de Fortaleza. c.Ser transportado – V.I. + A.Adv. (em) ou ( e ) A carga chegou no avião. Chegamos na hora certa. d.Aproximar – V.B. + O.D. + O.I. ( a ) Chegue seu corpo / ao meu. 

9  CUSTAR a.Exigir – V.B. + O.D. + O.I. ( a ) O erro nos cálculos custou o emprego / ao gerente. O erro nos cálculo custou-lhe / o emprego. b.Ser difícil – custoso – V.T.I. + O.I. ( a ) + Suj. Oracional Custou ao pai / castigar o filho. c.Ter valor – preço – V.I. + A.Adv. O relógio custa cem reais.

10  IMPLICAR a.Acarretar – V.T.D. + O.D. O desrespeito à ecologia implica a destruição do planeta. b.Envolver(-se) – V.B. + O.D. + O.I. (em) Implicaram o rapaz / em vários crimes. c.Ter implicância – V.T.I. + O.I. ( a ) Não impliquemos com os mais velhos. 

11  LEMBRAR – ESQUECER a.Não pronominal – V.T.D. + O.D. Esqueci os documentos na gaveta. ( os ) b.Pronominal – V.T.I. + O.I. ( de ) Esqueci-me dos documentos na gaveta. SUJ. = pessoa que lembra / esquece OD/OI = coisa lembrada / esquecida FORMA LITERÁRIA VERBO (3º p.) + OI + SUJ Lembrou-me aquele terrível acidente. Esqueceram-me os conselhos dados. c.Fazer recordar = V.T.D + O.D Você lembra muito o seu pai (o) d.Fazer alguém recordar algo = V.B. + O.D. + O.I. (A) lembrei à sua namorada / que você fez aniversário. 

12  NAMORAR – V.T.D + OD. Pedro namorou Júlia durante três anos (a) 

Não aceita a preposição com. Esse uso é influência dos verbos casar e noivar.

13  PREFERIR – V.B. + O.D. + O.I. a.Coisa preferida - (OD) d.Coisa preterida – (OI) – (A) prefiro o frio / ao calor. 

Preferir uma coisa do que outra é influência do verbo gostar usado em comparações.

Preferir mais, mil vezes, muito mais é pleonasmo.

14  OLHAR a.Ver - V.T.D + OD Olhei os rostos e não reconheci ninguém (os) b.Mirar – V.T.I + OI (para) Olhei para aquele rosto, mas não o reconheci. c.Levar em contas – V.T.I + OI (A) Quando faz compras, não olha a preços. d.Cuidar – V.T.I + OI (por) Olhei por você a vida inteira. 

15  VIVER a.Morar – VI + AAdv (EM) Nunca viveria em cidades pequenas. b.Alimentar-se – manter-se – VI + AAdv (DE) Vive de vegetais e carnes brancas. Vive de rendimentos. c.Desfrutar – V.T.D + OD Morreu sem ter vivido a juventude. 

16  INFORMAR a.Algo a alguém Alguém de (sobre) algo OD OI O governo acaba de informar o aumento dos combustíveis / aos jornalistas.... informá-lo / aos jornalistas.... informar-lhes / o aumento dos combustíveis. O governo acaba de informar os jornalistas / de (sobre) o aumento dos combustíveis.... informá-los / de (sobre) o aumento... Mesma regência para os seguintes verbos: avisar, notificar, certificar, cientificar e prevenir.

17  OBEDECER – DESOBEDECER – V.T.I + OI (A) Obedeçamos aos preceitos da lei. (a eles) O bom filho não desobedece aos pais, sempre lhes obedece. Embora sejam transitivos indiretos, admitem voz passiva, porque antigamente eram transitivos diretos. 

18  SIMPATIZAR – ANTIPATIZAR – V.T.I + OI (com) (não é pronominal) Ele não simpatizou com a namorada do pai. 

19  QUERER a.Desejar – V.T.D + OD Eu quero paz, uma trégua. (a) b.Estimar – V.T.I + OI (A) Apesar de tudo, quero aos meus alunos. (lhes) 

20  REPARAR a.Consertar – indenizar – V.T.D + OD O homem reparou a fechadura da porta. A empresa reparou os prejuízos. (a) b.Observar – V.T.I + OI (EM) Repare nos olhos daquela garota (neles) 

21  RESPONDER a.Ser grosseiro – V.T.D + OD Nunca respondi os mais velhos. (os) b.Dar resposta – V.T.I + OI + (A) Respondi às questões mais difíceis (a elas) 

22  TORCER Sempre torci para o Flamengo (errado) Sempre torci pelo Flamengo (correto) Torço para que você se recupere. (correto) 

Não torça minhas palavras. (correto) Torci a perna durante o exercício. (correto)

23  GOSTAR a.Aprovar – V.T.I + OI (DE) Não gosto de pessoas tacanhas. b.Experimentar – V.T.D + OD Gostei o bolo.

24  PENSAR a.Refletir – V.T.I + OI (EM) Ele só pensa em se divertir b.Curar – V.T.D + OD Passava os dias pensando as vítimas da guerra. c.Planejar – V.T.D + O.D Vamos pensar o mesmo futuro juntos. 

25 PRECISAR a.Necessitar – V.T.I + OI (DE) Preciso de dinheiro. b.Marcar com precisão – V.T.D + OD Precisei a hora do encontro. c.Ser necessitado – V.I Vamos ajudar a quem precisa.

25 PROCEDER a.Realizar – V.T.I + OI (A) O juiz procedeu ao julgamento. b.Ter fundamento – comportar-se – V.I. Seu argumento não procede. Ele procedeu corretamente. c.Provir – V.T.I. + O.I. (DE) Aquele é o avião que procede de São Paulo.

25  IMPORTANTE

 Os pronomes o, a, os, as e suas variações lo, la, los, las e no, na, nos, nas devem ser empregados como complementos de verbos transitivos diretos e os pronomes lhe, lhes como complementos de verbos transitivos indiretos, enquanto os pronomes me, te, se, nos, vos podem ser usados como complementos de verbos transitivos diretos ou indiretos: Quero uma mesa nova. —> Quero-a. Quero a meus pais. —> Quero-lhes. Paguei o empréstimo. —> Paguei-o. Paguei ao gerente. —> Paguei-lhe. Convidei meus pais. —> Convidei-os. Obedeço a meu pai. —> Obedeço-lhe. 

Os verbos aspirar (almejar), assistir (ver) e visar (ter em vista) NÃO podem ter seus objetos indiretos substituídos pelo pronome pessoal oblíquo átono LHE, mesmo com a preposição A. O verbo assistir (pertencer) pode ter seu objeto indireto substituído pelo pronome LHE.

Ele assistiu ao filme.

Eu não assisti a ele.

 O verbo PREFERIR NÃO PODE ser usado em construções como:

Prefiro mais dançar do que cantar.

(A)

Prefiro mil vezes chocolate do que sorvete.

Ele prefere muito mais estudar que passear.

Esse uso se explica pela semelhança com o verbo gostar em comparações.

NÃO SE PODEM USAR ESTRUTURAS UNINDO VERBOS DE REGÊNCIAS DIFERENTES. ENTRETANTO, VERBOS DE MESMA REGÊNCIA PODEM TER O MESMO COMPLEMENTO.

Comprei e testei a TV. (correto)

Cheguei e saí de casa. (Cheguei a casa e saí dela.)

Assisti e gostei do filme. ( Assisti ao filme e gostei dele.

Entrei e saí cedo da academia. (Entrei na academia e saí dela.


sábado, 17 de abril de 2021

Orações subordinadas reduzidas - substantivas, adjetivas e adverbiais

 Prof. Júnior Oliveira

ORAÇÕES REDUZIDAS


2  ORAÇÕES REDUZIDAS

Até agora, estudamos as Orações Subordinadas utilizando uma lógica verbal finita, ou seja, verbos que dão uma ação delimitada no tempo, no caso os tempos do Indicativo e do Infinitivo.


3  ORAÇÕES REDUZIDAS

Desta feita, Orações Reduzidas são as orações que apresentam o verbo da oração subordinada em alguma das três formas nominais do verbo, que são: infinitivo, gerúndio e particípio, não são introduzidas por conjunção subordinativa, locução conjuntiva ou pronome relativo, mas podem ser introduzidas por preposição ou locução prepositiva. Nem toda oração desenvolvida pode ser reduzida, bem como nem toda oração reduzida pode ser desenvolvida, há orações que só aparecem sob a forma desenvolvida, ou só sob a forma reduzida. Há orações reduzidas, especialmente adverbiais, que permitem mais de um desenvolvimento.


4  ORAÇÕES REDUZIDAS

Portanto, para cada oração subordinada, seja ela substantiva, adjetiva ou adverbial, teremos uma oração reduzida.


5  ORAÇÕES REDUZIDAS

Para essa transformação, basta trocarmos o verbo da oração original (desenvolvida) por uma forma nominal do verbo e retirarmos a conjunção integrante ou o pronome relativo. Vejamos a seguir:


6  ORAÇÕES REDUZIDAS

Marcos afirmou que conhecia bem a floresta Marcos afirmou conhecer bem a floresta

Or. Sub. Subst. Objetiva Direta

SUJ.

VTD

O.S.S. Obj. Direta Reduzida de Infinitivo

Infinitivo


7  ORAÇÕES REDUZIDAS Orações Reduzidas de Infinitivo:

São aquelas em que o verbo da oração subordinada é substituído por um no infinitivo(-r), que pode vir ou não regido de preposição. As infinitivas podem reduzir todo e qualquer tipo de oração subordinada substantiva e adjetiva e algumas adverbiais (Causais, Concessivas, Condicionais, Consecutivas, Finais e Temporais). 

Quanto às adverbiais, as comparativas, conformativas e proporcionais são sempre desenvolvidas, as consecutivas e finais são sempre reduzidas de infinitivo, as demais podem ser reduzidas de infinitivo, gerúndio e particípio. 


8  ORAÇÕES REDUZIDAS

Ex.: Tudo dependeria de que ele voltasse para a sala Tudo dependeria de ele voltar para a sala

Or. Sub. Subst. Objetiva Indireta

SUJ.

VTI

O.S.S. Obj. Indireta Red de Infinitivo

Infinitivo


9  ORAÇÕES REDUZIDAS Orações Reduzidas de Gerúndio:

Neste caso, há a troca pela forma nominal no Gerúndio (-ndo). As reduzidas de gerúndio podem ser coordenadas aditivas, adjetivas ou adverbiais (temporais, causais, concessivas ou condicionais).


10  O.S.A. Condicional Red. de Gerúndio

ORAÇÕES REDUZIDAS

Ex.: Se ler este livro, você poderá mudar de opinião. Lendo este livro, você poderá mudar de opinião

O.S. Adv. Condicional

O.S.A. Condicional Red. de Gerúndio

Gerúndio


11  ORAÇÕES REDUZIDAS Orações Reduzidas de Particípio:

Por fim, há aqui a troca do verbo da oração subordinada pelo seu particípio (-ido/-ado). Assim como as reduzidas de gerúndio, as reduzidas de particípio podem ser adjetivas ou adverbiais (temporais, causais, concessivas ou condicionais).


12  O.S.A. Temporal Red. de Particípio

ORAÇÕES REDUZIDAS

Ex.: Assim que acabou a cerimônia, fomos para casa. Acabada a cerimônia, fomos para casa.

O.S. Adv. Temporal

O.S.A. Temporal Red. de Particípio

Particípio

Orações subordinadas adjetivas e substantivas

 ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS

Prof.ª Juli


2  Orações subordinadas adjetivas

Função: caracterizar a oração principal. Não são ligadas por conjunções. São ligadas por pronomes relativos: que, o qual (e flexões), onde, quem, cujo (e flexões), quanto (e flexões), como e quando. Esses pronomes desempenham diferentes funções sintáticas na oração por eles introduzida. Dividem-se em: adjetivas explicativas e adjetivas restritivas


3  Orações subordinadas adjetivas 

4  Orações subordinadas adjetivas explicativas

Como o nome já diz, explicam algo sobre a oração principal, generalizam e universalizam seu sentido. Há uso de vírgula, travessão ou parênteses. Referem-se ao todo da oração. Os jogadores de futebol, que são iniciantes, não recebem salário. Os alunos, que foram mal na prova, serão reprovados.

PRONOME RELATIVO

PRONOME RELATIVO


5  Orações subordinadas adjetivas restritivas

Referem-se a uma parte da oração, restringem, delimitam, particularizam seu sentido. Não há uso da vírgula. Os jogadores de futebol que são iniciantes não recebem salário. Os alunos que foram mal na prova serão reprovados.

Ninguém lamentou sua renúncia.

Para compreender como a oração subordinada substantiva desempenha a função própria de um substantivo, basta comparar as duas frases que seguem:

Ninguém lamentou sua renúncia.

objeto direto

sujeito

V.T.D.

Nesse caso, temos um período simples, uma oração ab-

soluta. Nessa oração o objeto direto vem representado

basicamente por um substantivo renúncia.


3  Ninguém lamentou / que você renunciasse.

Mas o objeto direto pode ser constituído por uma oração inteira, como no caso que segue:

1ª oração

2ª oração

Ninguém lamentou / que você renunciasse.

sujeito

V.T.D.

objeto direto

No caso, o período é composto (há duas orações): a oração 2 encaixa-se como objeto direto do verbo lamentou da oração 1. Portanto, classifica-se como:

• subordinada: porque funciona como um termo da 1;

• substantiva: porque desempenha uma função própria do substantivo (objeto direto).


4  CLASSIFICAÇÃO DA SUBORDORDINADA SUBSTANTIVA

Orações subordinadas substantivas ligadas ao verbo da oração principal. São iniciadas por conjunções integrantes, que não desempenham função sintática, apenas ligam as orações.

Se uma oração subordinada substantiva vem ligada ao verbo da oração principal, pode, teoricamente, funcionar como:

• sujeito subjetiva

objeto direto objetiva direta

objeto indireto objetiva indireta


5  ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA

É aquela que funciona como sujeito do verbo da oração principal.

Interessa-me / que você compareça à reunião.

oração principal

oração subordinada substantiva subjetiva

Quando a oração substantiva é subjetiva:

O verbo da oração principal está sempre na 3ª pessoa do singular (interessa-me);

Não ocorre sujeito dentro dos limites da oração principal (o sujeito é a própria oração subordinada).


6  Oração subordinada substantiva objetiva direta

É aquela que funciona como objeto direto do verbo da oração principal. Além da conjunção integrante que, pode ser iniciada pela conjunção integrante se ou pelos pronomes ou advérbios interrogativos, quando nas frases interrogativas indiretas.

Eles não permitem / que os índios vivam em paz.

oração subordinada substantiva

objetiva direta

oração principal

A oração objetiva direta:

sempre se liga a um verbo da oração principal sem preposição;

• indica o alvo sobre o qual recai a ação desse verbo.


7  Oração subordinada substantiva objetiva indireta

É aquela que funciona como objeto indireto da oração

principal.

Ninguém desconfiava de que o plano fracassasse.

Oração subordinada substantiva objetiva indireta

Oração principal

A oração objetiva indireta:

• liga-se ao verbo da oração principal, com preposição.

• indica o alvo ou o destinatário do processo verbal.


8  Orações subordinadas substantivas ligadas ao nome da oração principal

Se uma oração subordinada substantiva vem ligada

a um nome da oração principal, pode, teoricamente,

funcionar como:

Predicativo do sujeito predicativa

Complemento nominal completiva nominal

Aposto apositiva


9  Oração subordinada substantiva predicativa

É aquela que funciona como predicativo do sujeito da oração principal.

O problema é / que o prazo já se esgotou.

Oração subordinada

Substantiva predicativa

Oração principal

A oração subordinada substantiva predicativa se liga:

ao sujeito da oração principal;

através do verbo ser.


10  Oração subordinada substantiva completiva nominal

É aquela que funciona como complemento nominal de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) da oração principal.

Chego à conclusão de que o contrato é legal.

Oração subordinada substantiva

completiva nominal

Oração principal

A oração subordinada substantiva completiva nominal sempre se liga:

a um nome da oração principal;

através de preposição (a, de, com, por, para, em, etc)


11  Diferença entre objetiva indireta e completiva nominal

Apesar de muita semelhança no plano formal, a

substantiva completiva nominal não se confunde com a objetiva indireta porque:

A substantiva completiva nominal liga-se a um nome da oração principal.

Ex.: Ninguém teve dúvida de que ela mentiu

A objetiva indireta liga-se a um verbo da oração principal.

Ex.: Ninguém duvidou de que ela mentiu.


12  Oração subordinada substantiva apositiva

É aquela que funciona como aposto de um nome da oração principal. Diferente das outras, pode vir justaposta, isto é, sem a presença da conjunção integrante.

Existe nos presídios esta lei: (que) ninguém denuncia ninguém.

Oração subordinada

substantiva apositiva

Oração principal

A oração subordinada substantiva apositiva sempre se liga:

a um nome da oração principal;

sem preposição e sem a mediação de um verbo de ligação


Orações subordinadas adverbiais e coordenadas

  oRAções coordenadas 

2  Faz um dia lindo de sol. Portanto, irei à praia.

Definição

São orações independentes sintaticamente e dependentes semanticamente; isto é, pode-se tirar a conjunção entre as orações e não há perda de sentido.


3  Tipos de Orações Coordenadas

Sindéticas: apresentam conjunção coordenativa

Chove e faz frio.


4  Tipos de Orações Coordenadas

Assindéticas: NÃO apresentam conjunção coordenativa, estão apenas justapostas, separadas por vírgula

Chove, faz frio.

5  Classificação das Orações Coordenadas

Aditivas: expressam adição


6  Classificação das Orações Coordenadas

Aditivas: expressam adição

conjunções: e, nem, mas/como/senão também (depois de não só), mas ainda

Os estudantes perguntam e participam da aula.

Ela não fez o dever nem trouxe o material.


7  Classificação das Orações Coordenadas

Adversativas: expressam contrariedade, oposição.

conjunções: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, senão (= mas sim)

Está chovendo. Contudo, irei à praia.

Não confundir com as subordinadas adverbiais concessivas. Nestas, há a possibilidade de uma oposição, mesmo que contraditória, garante que o fato vai ser realizado.

8  Classificação das Orações Coordenadas

Alternativas: expressam opção, escolha, alternância.

conjunções: ou (repetida ou não), ora, quer, já, seja (repetidos)

Faça chuva, faça Sol, eles farão o filme.


9  Classificação das Orações Coordenadas

Conclusivas: expressam conclusão.

conjunções: por isso, logo, portanto, então, assim, por conseguinte, pois (após o verbo ou no fim da frase), dessarte, destarte

Faz um lindo dia. Portanto, irei à praia.

Está chovendo. Levarei, pois, um guarda-chuva.


10  Classificação das Orações Coordenadas

Explicativas: expressam explicação de uma sugestão, ordem ou suposição.

conjunções: porque, porquanto, que, pois (antes do verbo)

Ela se atrasou, porque dormiu demais.

Não se atrase, que a peça começa pontualmente.

Não confundir com as subordinadas adverbiais causais. Nestas, informa-se a causa de um fato.

Orações subordinadas adverbiais

Período composto

Orações subordinadas adverbiais


2  Oração subordinada adverbial

É aquela que se encaixa na oração principal, funcionando como adjunto adverbial.

Observe:

Todos chegaram agora.

sujeito

V.I

Adj. Adv. tempo

O período acima é um período simples, a oração é absoluta.

O adjunto adverbial é uma função própria do advérbio.


3  Observação:

A oração subordinada adverbial liga-se:

ao verbo da oração principal;

através de qualquer tipo de conjunção subordinativa, com exceção da integrante (esta última introduz a oração subordinada substantiva). Tal conjunção tem valor semântico, mas não desempenha função sintática.


4  O adjunto adverbial pode ser constituído por uma oração in- 

teira, como no caso que segue:

Observe:

Todos chegaram /quando a cerimônia estava começando.

1 2

No caso, o período é composto por duas orações:

A oração 2 encaixa-se como adjunto adverbial do verbo chegaram da oração 1.

Como o adjunto adverbial é uma função própria do advérbio, a oração 2 classifica-se como:

 subordinada: porque está encaixada em outra, funcionando como termo desta.

 adverbial: porque está desempenhando uma função própria do advérbio.


5  Classificação das orações subordinadas adverbiais

1. Oração subordinada adverbial causal

Indica a causa provocadora do processo expresso pelo verbo da oração principal.

1 2

Ex.: A sessão foi suspensa / porque faltou energia elétrica.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial causal

Principais conjunções: porque, visto que, já que, uma vez que, na medida em que, porquanto, como, etc.


6  2. Oração subordinada adverbial consecutiva

Indica uma conseqüência decorrente do processo expresso pelo verbo da oração principal.

1 2

Falaram tão mal do filme / que ele nem entrou em cartaz.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial consecutiva.

Principais conjunções: que (normalmente precedido de tão, tal, tanto, tamanho...), de forma que, de modo que, de sorte que, de maneira que


7  3. Oração subordinada adverbial condicional

Manifesta uma condição sob a qual se efetua o processo expresso pelo verbo da oração principal.

1 2

Deixe um recado / se você não me encontrar em casa.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial condicional

Principais conjunções: se, caso, desde que, contanto que, sem que (= se não), exceto se, salvo se, a menos que, a não ser que, uma vez que ...


8  4. Oração subordinada adverbial concessiva

Concede ou admite uma condição contrária ao processo expresso pelo verbo da oração principal.

1 2

Vencemos o inimigo, / embora ele fosse mais forte.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial concessiva

Principais conjunções: embora, ainda que, se bem que, conquanto, mesmo que, por mais/menos que, por muito/pouco que, por melhor/pior que, posto que, nem que, apesar de que...


9  5. Oração subordinada adverbial conformativa

Estabelece uma relação de adequação ou conformidade com o processo expresso pelo verbo da oração principal.

1 2

Tudo ocorreu / como estava previsto.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial conformativa

Principais conjunções: conforme, como, segundo, consoante...


10  6. Oração subordinada adverbial comparativa

Estabelece uma relação de comparação com o processo expresso pelo verbo da oração principal, manifestando uma situação de igualdade, inferioridade ou superioridade entre os dois pólos comparados.

1 2

Recebeu a todos / como um anfitrião.

(receberia)

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial comparativa

Principais conjunções: como, bem como, assim como, mais... (do) que, menos... (do) que, tão... quanto/como, tanto... quanto/como, tal qual...

São as mesmas estruturas do grau comparativo dos adjetivos e dos advérbios.


11  7. Oração subordinada adverbial final

Indica a finalidade para a qual se destina o processo do verbo da oração principal.

1 2

Os índios usaram as armas / para que não invadissem suas terras.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial final

Principais conjunções: para que, a fim de que, que, porque (= para que) ...


12  8. Oração subordinada adverbial temporal

Demarca em que tempo ocorreu o processo expresso pelo verbo da oração principal.

1 2

Todos fugiam para o abrigo / quando soava o alarme.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial final

Principais conjunções: quando, enquanto, logo que, assim que, sempre que, depois que, antes que, desde que, até que, mal, ...


13  9. Oração subordinada adverbial proporcional

Estabelece uma relação de proporcionalidade com o processo expresso pelo verbo da oração principal.

1 2

Aumenta a tensão / à medida que a esquadra se aproxima.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial proporcional

Principais conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais... mais, quanto mais ... menos... etc.


14  Observação:

A subordinada adverbial possui uma liberdade de colocação muito grande, podendo vir antes, no meio ou depois da oração principal. É assim como o adjunto adverbial, que pode vir no início, no meio ou no fim da oração.

Exemplo:

Embora seja possível, é pouco provável uma terceira guerra.

É pouco provável, embora seja possível, uma terceira guerra.

É pouco provável uma terceira guerra, embora seja possível.


15  O uso da vírgula entre a oração principal e a subordinada adverbial

 Nem sempre é obrigatório, mas sempre é correto o uso da vírgula entre as orações subordinadas adverbiais e a oração principal. A única exceção é a adverbial consecutiva. É obrigatória a vírgula quando a oração subordinada adverbial está antes da oração principal ou intercalada a ela.

 Se a oração subordinada adverbial vier depois da principal, pode-se dispensar a vírgula.

A música litúrgica na Igreja, com adaptações

  A Música Litúrgica na Igreja hoje 

2  Canto e música, antes de serem repertório, são gesto vivo, experiência existencial simbólica “aqui e agora”; 

3  Canto e música participam da dimensão sacramental da liturgia, são símbolos importantes de Cristo e da Igreja e não mero enfeite; são encarnação da Palavra, do diálogo entre Deus e as pessoas e não elementos rituais ou de beleza de uma religiosidade qualquer; 

4  Canto e música não são realidades autônomas, mas estão a serviço do mistério da fé. Só serão bem executados se estiverem em sintonia com o rito e a realidade da comunidade na qual se celebra a liturgia; 

5  Canto e música devem possibilitar a expressão verdadeira da assembléia em sua autêntica participação. Deste modo, os ministros da música ajudem o povo participar e não façam show sozinhos. 

6  Canto e música devem servir à assembléia, não a indivíduos ou tendências. Não tem sentido escolher os cantos de uma celebração em função de alguns que se apegam a um único tipo de repertório (tradicional, músicas próprias de um grupo ou movimento...) é preciso pensar em todos! 

7  Verificar a realidade das pessoas que compõem a assembléia litúrgica, que geralmente é bastante variada. Deve-se descobrir que tipo de música serve melhor à sua comunidade. 

8  Como deve ser a música litúrgica?

fácil e simples

melódica e não estridente

diatônica e de estilo silábico

clareza de tom e modo

Os textos dos cantos sejam tirados da Sagrada Escritura ou inspirado nela e das fontes litúrgicas (cf. SC 121); 

1. O texto seja poético;

2. Não falte a dimensão comunitária, dialogal, orante nos textos e nas melodias; 

3. As melodias sejam acessíveis à grande maioria da assembleia, porém, belas e inspiradas; 

4. Sejam evitados melodias e textos adaptados de canções populares, trilhas sonoras de filmes e novelas; 

5. Sejam levados em conta o tipo de celebração, o momento ritual em que o canto será executado (cf. SC 112) e as características da assembleia; 

6. O tempo do ano litúrgico e suas festas (cf. SC 107); 

7. O jeito da cultura do povo do lugar (cf. SC 38-40).

Os compositores, letristas, animadores, salmistas, cantores, instrumentistas exercem um verdadeiro ministério litúrgico (cf. SC 29). Para um bom desempenho desse nobre serviço, é necessário que:

– Os compositores (letristas e músicos) conheçam profundamente a função ministerial de cada canto na ação litúrgica e traduzam, numa linguagem poética, mística, orante e performativa os textos e melodias destinados a cada momento da celebração litúrgica;

– Os instrumentistas utilizem seus instrumentos musicais para sustentar e nunca se sobrepor ao canto dos fiéis (cf. MS 64);

– Os animadores sustentem o canto da assembleia sem jamais lançar mão dessa sua função para dar “show”, ou seja, chamar a atenção sobre si próprio;

– Os salmistas poderão adaptar o Salmo Responsorial, mas nunca substituí-lo por outro canto. Se, porventura, não puderem cantá-lo, que o recitem com o refrão do povo (cf. IGMR 2002, 61);


9  evoque um mundo de mistério e transcendência

esteja a serviço da Palavra, cantando-a com clareza; aderência!

penetre e vivifique a Palavra, meditando e aprofundando o texto


10  Relação entre música e rito a) Cantos que constituem um rito: são indispensáveis, a letra pode ser adaptada, mas nunca substituída por outro canto com letra diferente. As Partes Fixas e os Cantos do Ordinário, cantados em comum, pelo presidente, os ministros e toda a assembléia. 

11  Nos Ritos iniciais: Sinal da Cruz; Ato penitencial (Confesso a Deus todo-poderoso, Tende compaixão de nós, Senhor, tende piedade de nós ou Kyrie eleison); Glória.

Na Liturgia da Palavra: Salmo responsorial; Creio.

Na Liturgia Eucarística: Prece Eucarística (diálogo inicial, prefácio, Santo, aclamação memorial, respostas da assembléia na epiclese, oblação / ofertório, segunda epiclese e intercessões, doxologia final – Amém); Pai-nosso; fração do pão (Cordeiro de Deus).


12  b) Cantos que acompanham um rito: o importante nestes é o rito, a música é mero acessório

Nos Ritos iniciais: entrada e aspersão.

Na Liturgia da Palavra: aclamação ao Evangelho; respostas da oração dos fiéis (preces); ladainhas.

Na Liturgia Eucarística: preparação das oferendas; comunhão; ação de graças; final.


13  Observações: 

1. Os cantos que constituem o rito são mais importantes do que os que acompanham o rito. Vantagem: não precisar de papel, e ser cantados “de cor”, favorecendo a comunicação.

2. Não devem ser substituídos por paráfrases( desenvolvimento, dito com outras palavras), outros cantos...


14  3. Melodias respeitem os diversos gêneros e formas: diálogos, proclamação de leituras, salmodias, antífonas, hinos e cânticos, aclamações (Aleluia, Santo, Amém...)

4. Equilíbrio entre as partes cantadas, usando a criatividade, dependendo da festa ou solenidade, da assembléia, das possibilidades...


15  5. Repertório adequado à comunidade – sensibilidade, bom senso, escolha criteriosa.

6. Na escolha dos cantos, não fazer opção pelo novo, mas pelo melhor.

7. Equilíbrio entre cantar tudo e entre cantar nada. Os mais importantes: Santo, Amém (Doxologia – Aclamações) e o Salmo.

8. Cantar A liturgia, não NA liturgia, um canto qualquer, dispersivo... mas o rito, a Palavra, a festa, o mistério celebrado.


16  9. O silêncio: tão importante quanto a música

9. O silêncio: tão importante quanto a música. No ato penitencial, antes da oração da coleta, após a narrativa da instituição (consagração), depois da comunhão. Não se deve preencher os “espaços vazios” com canto e música, pois o silêncio tem valor de pausa para a reflexão, a concentração, ouvir o coração, encontrar-se em oração.


17  Leitura orante do texto… Passos:

Buscar um lugar…

Invocar o Espírito Santo…

Ler o texto lentamente… parar onde sentir-se tocado… respirar…

Fazer algumas anotações… Marcar o texto…

Agradecer…


18  Montagem:

Renato,SJ

Toda Matéria - período composto por coordenação

 As orações coordenadas são orações independentes, ou seja, não há relação sintática entre elas. Elas são classificadas em dois tipos: oraçõ...