sábado, 17 de abril de 2021

Orações subordinadas reduzidas - substantivas, adjetivas e adverbiais

 Prof. Júnior Oliveira

ORAÇÕES REDUZIDAS


2  ORAÇÕES REDUZIDAS

Até agora, estudamos as Orações Subordinadas utilizando uma lógica verbal finita, ou seja, verbos que dão uma ação delimitada no tempo, no caso os tempos do Indicativo e do Infinitivo.


3  ORAÇÕES REDUZIDAS

Desta feita, Orações Reduzidas são as orações que apresentam o verbo da oração subordinada em alguma das três formas nominais do verbo, que são: infinitivo, gerúndio e particípio, não são introduzidas por conjunção subordinativa, locução conjuntiva ou pronome relativo, mas podem ser introduzidas por preposição ou locução prepositiva. Nem toda oração desenvolvida pode ser reduzida, bem como nem toda oração reduzida pode ser desenvolvida, há orações que só aparecem sob a forma desenvolvida, ou só sob a forma reduzida. Há orações reduzidas, especialmente adverbiais, que permitem mais de um desenvolvimento.


4  ORAÇÕES REDUZIDAS

Portanto, para cada oração subordinada, seja ela substantiva, adjetiva ou adverbial, teremos uma oração reduzida.


5  ORAÇÕES REDUZIDAS

Para essa transformação, basta trocarmos o verbo da oração original (desenvolvida) por uma forma nominal do verbo e retirarmos a conjunção integrante ou o pronome relativo. Vejamos a seguir:


6  ORAÇÕES REDUZIDAS

Marcos afirmou que conhecia bem a floresta Marcos afirmou conhecer bem a floresta

Or. Sub. Subst. Objetiva Direta

SUJ.

VTD

O.S.S. Obj. Direta Reduzida de Infinitivo

Infinitivo


7  ORAÇÕES REDUZIDAS Orações Reduzidas de Infinitivo:

São aquelas em que o verbo da oração subordinada é substituído por um no infinitivo(-r), que pode vir ou não regido de preposição. As infinitivas podem reduzir todo e qualquer tipo de oração subordinada substantiva e adjetiva e algumas adverbiais (Causais, Concessivas, Condicionais, Consecutivas, Finais e Temporais). 

Quanto às adverbiais, as comparativas, conformativas e proporcionais são sempre desenvolvidas, as consecutivas e finais são sempre reduzidas de infinitivo, as demais podem ser reduzidas de infinitivo, gerúndio e particípio. 


8  ORAÇÕES REDUZIDAS

Ex.: Tudo dependeria de que ele voltasse para a sala Tudo dependeria de ele voltar para a sala

Or. Sub. Subst. Objetiva Indireta

SUJ.

VTI

O.S.S. Obj. Indireta Red de Infinitivo

Infinitivo


9  ORAÇÕES REDUZIDAS Orações Reduzidas de Gerúndio:

Neste caso, há a troca pela forma nominal no Gerúndio (-ndo). As reduzidas de gerúndio podem ser coordenadas aditivas, adjetivas ou adverbiais (temporais, causais, concessivas ou condicionais).


10  O.S.A. Condicional Red. de Gerúndio

ORAÇÕES REDUZIDAS

Ex.: Se ler este livro, você poderá mudar de opinião. Lendo este livro, você poderá mudar de opinião

O.S. Adv. Condicional

O.S.A. Condicional Red. de Gerúndio

Gerúndio


11  ORAÇÕES REDUZIDAS Orações Reduzidas de Particípio:

Por fim, há aqui a troca do verbo da oração subordinada pelo seu particípio (-ido/-ado). Assim como as reduzidas de gerúndio, as reduzidas de particípio podem ser adjetivas ou adverbiais (temporais, causais, concessivas ou condicionais).


12  O.S.A. Temporal Red. de Particípio

ORAÇÕES REDUZIDAS

Ex.: Assim que acabou a cerimônia, fomos para casa. Acabada a cerimônia, fomos para casa.

O.S. Adv. Temporal

O.S.A. Temporal Red. de Particípio

Particípio

Orações subordinadas adjetivas e substantivas

 ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS

Prof.ª Juli


2  Orações subordinadas adjetivas

Função: caracterizar a oração principal. Não são ligadas por conjunções. São ligadas por pronomes relativos: que, o qual (e flexões), onde, quem, cujo (e flexões), quanto (e flexões), como e quando. Esses pronomes desempenham diferentes funções sintáticas na oração por eles introduzida. Dividem-se em: adjetivas explicativas e adjetivas restritivas


3  Orações subordinadas adjetivas 

4  Orações subordinadas adjetivas explicativas

Como o nome já diz, explicam algo sobre a oração principal, generalizam e universalizam seu sentido. Há uso de vírgula, travessão ou parênteses. Referem-se ao todo da oração. Os jogadores de futebol, que são iniciantes, não recebem salário. Os alunos, que foram mal na prova, serão reprovados.

PRONOME RELATIVO

PRONOME RELATIVO


5  Orações subordinadas adjetivas restritivas

Referem-se a uma parte da oração, restringem, delimitam, particularizam seu sentido. Não há uso da vírgula. Os jogadores de futebol que são iniciantes não recebem salário. Os alunos que foram mal na prova serão reprovados.

Ninguém lamentou sua renúncia.

Para compreender como a oração subordinada substantiva desempenha a função própria de um substantivo, basta comparar as duas frases que seguem:

Ninguém lamentou sua renúncia.

objeto direto

sujeito

V.T.D.

Nesse caso, temos um período simples, uma oração ab-

soluta. Nessa oração o objeto direto vem representado

basicamente por um substantivo renúncia.


3  Ninguém lamentou / que você renunciasse.

Mas o objeto direto pode ser constituído por uma oração inteira, como no caso que segue:

1ª oração

2ª oração

Ninguém lamentou / que você renunciasse.

sujeito

V.T.D.

objeto direto

No caso, o período é composto (há duas orações): a oração 2 encaixa-se como objeto direto do verbo lamentou da oração 1. Portanto, classifica-se como:

• subordinada: porque funciona como um termo da 1;

• substantiva: porque desempenha uma função própria do substantivo (objeto direto).


4  CLASSIFICAÇÃO DA SUBORDORDINADA SUBSTANTIVA

Orações subordinadas substantivas ligadas ao verbo da oração principal. São iniciadas por conjunções integrantes, que não desempenham função sintática, apenas ligam as orações.

Se uma oração subordinada substantiva vem ligada ao verbo da oração principal, pode, teoricamente, funcionar como:

• sujeito subjetiva

objeto direto objetiva direta

objeto indireto objetiva indireta


5  ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA

É aquela que funciona como sujeito do verbo da oração principal.

Interessa-me / que você compareça à reunião.

oração principal

oração subordinada substantiva subjetiva

Quando a oração substantiva é subjetiva:

O verbo da oração principal está sempre na 3ª pessoa do singular (interessa-me);

Não ocorre sujeito dentro dos limites da oração principal (o sujeito é a própria oração subordinada).


6  Oração subordinada substantiva objetiva direta

É aquela que funciona como objeto direto do verbo da oração principal. Além da conjunção integrante que, pode ser iniciada pela conjunção integrante se ou pelos pronomes ou advérbios interrogativos, quando nas frases interrogativas indiretas.

Eles não permitem / que os índios vivam em paz.

oração subordinada substantiva

objetiva direta

oração principal

A oração objetiva direta:

sempre se liga a um verbo da oração principal sem preposição;

• indica o alvo sobre o qual recai a ação desse verbo.


7  Oração subordinada substantiva objetiva indireta

É aquela que funciona como objeto indireto da oração

principal.

Ninguém desconfiava de que o plano fracassasse.

Oração subordinada substantiva objetiva indireta

Oração principal

A oração objetiva indireta:

• liga-se ao verbo da oração principal, com preposição.

• indica o alvo ou o destinatário do processo verbal.


8  Orações subordinadas substantivas ligadas ao nome da oração principal

Se uma oração subordinada substantiva vem ligada

a um nome da oração principal, pode, teoricamente,

funcionar como:

Predicativo do sujeito predicativa

Complemento nominal completiva nominal

Aposto apositiva


9  Oração subordinada substantiva predicativa

É aquela que funciona como predicativo do sujeito da oração principal.

O problema é / que o prazo já se esgotou.

Oração subordinada

Substantiva predicativa

Oração principal

A oração subordinada substantiva predicativa se liga:

ao sujeito da oração principal;

através do verbo ser.


10  Oração subordinada substantiva completiva nominal

É aquela que funciona como complemento nominal de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) da oração principal.

Chego à conclusão de que o contrato é legal.

Oração subordinada substantiva

completiva nominal

Oração principal

A oração subordinada substantiva completiva nominal sempre se liga:

a um nome da oração principal;

através de preposição (a, de, com, por, para, em, etc)


11  Diferença entre objetiva indireta e completiva nominal

Apesar de muita semelhança no plano formal, a

substantiva completiva nominal não se confunde com a objetiva indireta porque:

A substantiva completiva nominal liga-se a um nome da oração principal.

Ex.: Ninguém teve dúvida de que ela mentiu

A objetiva indireta liga-se a um verbo da oração principal.

Ex.: Ninguém duvidou de que ela mentiu.


12  Oração subordinada substantiva apositiva

É aquela que funciona como aposto de um nome da oração principal. Diferente das outras, pode vir justaposta, isto é, sem a presença da conjunção integrante.

Existe nos presídios esta lei: (que) ninguém denuncia ninguém.

Oração subordinada

substantiva apositiva

Oração principal

A oração subordinada substantiva apositiva sempre se liga:

a um nome da oração principal;

sem preposição e sem a mediação de um verbo de ligação


Orações subordinadas adverbiais e coordenadas

  oRAções coordenadas 

2  Faz um dia lindo de sol. Portanto, irei à praia.

Definição

São orações independentes sintaticamente e dependentes semanticamente; isto é, pode-se tirar a conjunção entre as orações e não há perda de sentido.


3  Tipos de Orações Coordenadas

Sindéticas: apresentam conjunção coordenativa

Chove e faz frio.


4  Tipos de Orações Coordenadas

Assindéticas: NÃO apresentam conjunção coordenativa, estão apenas justapostas, separadas por vírgula

Chove, faz frio.

5  Classificação das Orações Coordenadas

Aditivas: expressam adição


6  Classificação das Orações Coordenadas

Aditivas: expressam adição

conjunções: e, nem, mas/como/senão também (depois de não só), mas ainda

Os estudantes perguntam e participam da aula.

Ela não fez o dever nem trouxe o material.


7  Classificação das Orações Coordenadas

Adversativas: expressam contrariedade, oposição.

conjunções: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, senão (= mas sim)

Está chovendo. Contudo, irei à praia.

Não confundir com as subordinadas adverbiais concessivas. Nestas, há a possibilidade de uma oposição, mesmo que contraditória, garante que o fato vai ser realizado.

8  Classificação das Orações Coordenadas

Alternativas: expressam opção, escolha, alternância.

conjunções: ou (repetida ou não), ora, quer, já, seja (repetidos)

Faça chuva, faça Sol, eles farão o filme.


9  Classificação das Orações Coordenadas

Conclusivas: expressam conclusão.

conjunções: por isso, logo, portanto, então, assim, por conseguinte, pois (após o verbo ou no fim da frase), dessarte, destarte

Faz um lindo dia. Portanto, irei à praia.

Está chovendo. Levarei, pois, um guarda-chuva.


10  Classificação das Orações Coordenadas

Explicativas: expressam explicação de uma sugestão, ordem ou suposição.

conjunções: porque, porquanto, que, pois (antes do verbo)

Ela se atrasou, porque dormiu demais.

Não se atrase, que a peça começa pontualmente.

Não confundir com as subordinadas adverbiais causais. Nestas, informa-se a causa de um fato.

Orações subordinadas adverbiais

Período composto

Orações subordinadas adverbiais


2  Oração subordinada adverbial

É aquela que se encaixa na oração principal, funcionando como adjunto adverbial.

Observe:

Todos chegaram agora.

sujeito

V.I

Adj. Adv. tempo

O período acima é um período simples, a oração é absoluta.

O adjunto adverbial é uma função própria do advérbio.


3  Observação:

A oração subordinada adverbial liga-se:

ao verbo da oração principal;

através de qualquer tipo de conjunção subordinativa, com exceção da integrante (esta última introduz a oração subordinada substantiva). Tal conjunção tem valor semântico, mas não desempenha função sintática.


4  O adjunto adverbial pode ser constituído por uma oração in- 

teira, como no caso que segue:

Observe:

Todos chegaram /quando a cerimônia estava começando.

1 2

No caso, o período é composto por duas orações:

A oração 2 encaixa-se como adjunto adverbial do verbo chegaram da oração 1.

Como o adjunto adverbial é uma função própria do advérbio, a oração 2 classifica-se como:

 subordinada: porque está encaixada em outra, funcionando como termo desta.

 adverbial: porque está desempenhando uma função própria do advérbio.


5  Classificação das orações subordinadas adverbiais

1. Oração subordinada adverbial causal

Indica a causa provocadora do processo expresso pelo verbo da oração principal.

1 2

Ex.: A sessão foi suspensa / porque faltou energia elétrica.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial causal

Principais conjunções: porque, visto que, já que, uma vez que, na medida em que, porquanto, como, etc.


6  2. Oração subordinada adverbial consecutiva

Indica uma conseqüência decorrente do processo expresso pelo verbo da oração principal.

1 2

Falaram tão mal do filme / que ele nem entrou em cartaz.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial consecutiva.

Principais conjunções: que (normalmente precedido de tão, tal, tanto, tamanho...), de forma que, de modo que, de sorte que, de maneira que


7  3. Oração subordinada adverbial condicional

Manifesta uma condição sob a qual se efetua o processo expresso pelo verbo da oração principal.

1 2

Deixe um recado / se você não me encontrar em casa.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial condicional

Principais conjunções: se, caso, desde que, contanto que, sem que (= se não), exceto se, salvo se, a menos que, a não ser que, uma vez que ...


8  4. Oração subordinada adverbial concessiva

Concede ou admite uma condição contrária ao processo expresso pelo verbo da oração principal.

1 2

Vencemos o inimigo, / embora ele fosse mais forte.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial concessiva

Principais conjunções: embora, ainda que, se bem que, conquanto, mesmo que, por mais/menos que, por muito/pouco que, por melhor/pior que, posto que, nem que, apesar de que...


9  5. Oração subordinada adverbial conformativa

Estabelece uma relação de adequação ou conformidade com o processo expresso pelo verbo da oração principal.

1 2

Tudo ocorreu / como estava previsto.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial conformativa

Principais conjunções: conforme, como, segundo, consoante...


10  6. Oração subordinada adverbial comparativa

Estabelece uma relação de comparação com o processo expresso pelo verbo da oração principal, manifestando uma situação de igualdade, inferioridade ou superioridade entre os dois pólos comparados.

1 2

Recebeu a todos / como um anfitrião.

(receberia)

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial comparativa

Principais conjunções: como, bem como, assim como, mais... (do) que, menos... (do) que, tão... quanto/como, tanto... quanto/como, tal qual...

São as mesmas estruturas do grau comparativo dos adjetivos e dos advérbios.


11  7. Oração subordinada adverbial final

Indica a finalidade para a qual se destina o processo do verbo da oração principal.

1 2

Os índios usaram as armas / para que não invadissem suas terras.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial final

Principais conjunções: para que, a fim de que, que, porque (= para que) ...


12  8. Oração subordinada adverbial temporal

Demarca em que tempo ocorreu o processo expresso pelo verbo da oração principal.

1 2

Todos fugiam para o abrigo / quando soava o alarme.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial final

Principais conjunções: quando, enquanto, logo que, assim que, sempre que, depois que, antes que, desde que, até que, mal, ...


13  9. Oração subordinada adverbial proporcional

Estabelece uma relação de proporcionalidade com o processo expresso pelo verbo da oração principal.

1 2

Aumenta a tensão / à medida que a esquadra se aproxima.

1. Oração principal

2. Oração subordinada adverbial proporcional

Principais conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto mais... mais, quanto mais ... menos... etc.


14  Observação:

A subordinada adverbial possui uma liberdade de colocação muito grande, podendo vir antes, no meio ou depois da oração principal. É assim como o adjunto adverbial, que pode vir no início, no meio ou no fim da oração.

Exemplo:

Embora seja possível, é pouco provável uma terceira guerra.

É pouco provável, embora seja possível, uma terceira guerra.

É pouco provável uma terceira guerra, embora seja possível.


15  O uso da vírgula entre a oração principal e a subordinada adverbial

 Nem sempre é obrigatório, mas sempre é correto o uso da vírgula entre as orações subordinadas adverbiais e a oração principal. A única exceção é a adverbial consecutiva. É obrigatória a vírgula quando a oração subordinada adverbial está antes da oração principal ou intercalada a ela.

 Se a oração subordinada adverbial vier depois da principal, pode-se dispensar a vírgula.

A música litúrgica na Igreja, com adaptações

  A Música Litúrgica na Igreja hoje 

2  Canto e música, antes de serem repertório, são gesto vivo, experiência existencial simbólica “aqui e agora”; 

3  Canto e música participam da dimensão sacramental da liturgia, são símbolos importantes de Cristo e da Igreja e não mero enfeite; são encarnação da Palavra, do diálogo entre Deus e as pessoas e não elementos rituais ou de beleza de uma religiosidade qualquer; 

4  Canto e música não são realidades autônomas, mas estão a serviço do mistério da fé. Só serão bem executados se estiverem em sintonia com o rito e a realidade da comunidade na qual se celebra a liturgia; 

5  Canto e música devem possibilitar a expressão verdadeira da assembléia em sua autêntica participação. Deste modo, os ministros da música ajudem o povo participar e não façam show sozinhos. 

6  Canto e música devem servir à assembléia, não a indivíduos ou tendências. Não tem sentido escolher os cantos de uma celebração em função de alguns que se apegam a um único tipo de repertório (tradicional, músicas próprias de um grupo ou movimento...) é preciso pensar em todos! 

7  Verificar a realidade das pessoas que compõem a assembléia litúrgica, que geralmente é bastante variada. Deve-se descobrir que tipo de música serve melhor à sua comunidade. 

8  Como deve ser a música litúrgica?

fácil e simples

melódica e não estridente

diatônica e de estilo silábico

clareza de tom e modo

Os textos dos cantos sejam tirados da Sagrada Escritura ou inspirado nela e das fontes litúrgicas (cf. SC 121); 

1. O texto seja poético;

2. Não falte a dimensão comunitária, dialogal, orante nos textos e nas melodias; 

3. As melodias sejam acessíveis à grande maioria da assembleia, porém, belas e inspiradas; 

4. Sejam evitados melodias e textos adaptados de canções populares, trilhas sonoras de filmes e novelas; 

5. Sejam levados em conta o tipo de celebração, o momento ritual em que o canto será executado (cf. SC 112) e as características da assembleia; 

6. O tempo do ano litúrgico e suas festas (cf. SC 107); 

7. O jeito da cultura do povo do lugar (cf. SC 38-40).

Os compositores, letristas, animadores, salmistas, cantores, instrumentistas exercem um verdadeiro ministério litúrgico (cf. SC 29). Para um bom desempenho desse nobre serviço, é necessário que:

– Os compositores (letristas e músicos) conheçam profundamente a função ministerial de cada canto na ação litúrgica e traduzam, numa linguagem poética, mística, orante e performativa os textos e melodias destinados a cada momento da celebração litúrgica;

– Os instrumentistas utilizem seus instrumentos musicais para sustentar e nunca se sobrepor ao canto dos fiéis (cf. MS 64);

– Os animadores sustentem o canto da assembleia sem jamais lançar mão dessa sua função para dar “show”, ou seja, chamar a atenção sobre si próprio;

– Os salmistas poderão adaptar o Salmo Responsorial, mas nunca substituí-lo por outro canto. Se, porventura, não puderem cantá-lo, que o recitem com o refrão do povo (cf. IGMR 2002, 61);


9  evoque um mundo de mistério e transcendência

esteja a serviço da Palavra, cantando-a com clareza; aderência!

penetre e vivifique a Palavra, meditando e aprofundando o texto


10  Relação entre música e rito a) Cantos que constituem um rito: são indispensáveis, a letra pode ser adaptada, mas nunca substituída por outro canto com letra diferente. As Partes Fixas e os Cantos do Ordinário, cantados em comum, pelo presidente, os ministros e toda a assembléia. 

11  Nos Ritos iniciais: Sinal da Cruz; Ato penitencial (Confesso a Deus todo-poderoso, Tende compaixão de nós, Senhor, tende piedade de nós ou Kyrie eleison); Glória.

Na Liturgia da Palavra: Salmo responsorial; Creio.

Na Liturgia Eucarística: Prece Eucarística (diálogo inicial, prefácio, Santo, aclamação memorial, respostas da assembléia na epiclese, oblação / ofertório, segunda epiclese e intercessões, doxologia final – Amém); Pai-nosso; fração do pão (Cordeiro de Deus).


12  b) Cantos que acompanham um rito: o importante nestes é o rito, a música é mero acessório

Nos Ritos iniciais: entrada e aspersão.

Na Liturgia da Palavra: aclamação ao Evangelho; respostas da oração dos fiéis (preces); ladainhas.

Na Liturgia Eucarística: preparação das oferendas; comunhão; ação de graças; final.


13  Observações: 

1. Os cantos que constituem o rito são mais importantes do que os que acompanham o rito. Vantagem: não precisar de papel, e ser cantados “de cor”, favorecendo a comunicação.

2. Não devem ser substituídos por paráfrases( desenvolvimento, dito com outras palavras), outros cantos...


14  3. Melodias respeitem os diversos gêneros e formas: diálogos, proclamação de leituras, salmodias, antífonas, hinos e cânticos, aclamações (Aleluia, Santo, Amém...)

4. Equilíbrio entre as partes cantadas, usando a criatividade, dependendo da festa ou solenidade, da assembléia, das possibilidades...


15  5. Repertório adequado à comunidade – sensibilidade, bom senso, escolha criteriosa.

6. Na escolha dos cantos, não fazer opção pelo novo, mas pelo melhor.

7. Equilíbrio entre cantar tudo e entre cantar nada. Os mais importantes: Santo, Amém (Doxologia – Aclamações) e o Salmo.

8. Cantar A liturgia, não NA liturgia, um canto qualquer, dispersivo... mas o rito, a Palavra, a festa, o mistério celebrado.


16  9. O silêncio: tão importante quanto a música

9. O silêncio: tão importante quanto a música. No ato penitencial, antes da oração da coleta, após a narrativa da instituição (consagração), depois da comunhão. Não se deve preencher os “espaços vazios” com canto e música, pois o silêncio tem valor de pausa para a reflexão, a concentração, ouvir o coração, encontrar-se em oração.


17  Leitura orante do texto… Passos:

Buscar um lugar…

Invocar o Espírito Santo…

Ler o texto lentamente… parar onde sentir-se tocado… respirar…

Fazer algumas anotações… Marcar o texto…

Agradecer…


18  Montagem:

Renato,SJ

quarta-feira, 31 de março de 2021

O acordo vai viger ou vigir?

 Depois de duas décadas de idas e vindas, o Mercosul e a União Europeia bateram o martelo. Vão formar a maior área de livre comércio do mundo. Ao falar no assunto, o secretário de Comércio Exterior disse cheio de entusiasmo: “Daqui a poucos anos, o acordo passa a vigir”. Ops! Tropeçou no verbo que faz estragos a torto e a direito. É viger, não vigir. Significa vigorar.


Defectivo, viger só se conjuga nas formas em que aparece o e ou o i depois do g. Por isso, não tem a primeira pessoa do singular presente do indicativo (vigo) nem o presente do subjuntivo (viga, etc.). Vigorar ou entrar em vigor as substitui com galhardia. No mais, viger flexiona-se como vender: vende (vige), vendeu (vigeu), vendia (vigia), vendera (vigera), venderá (vigerá), venderia (vigeria), vendesse (vigesse). E por aí vai: A lei vige. A medida provisória continua vigendo. Daqui a poucos anos, o acordo passa a viger.

O dicionário Houaiss já considera regular o verbo viger, seguindo a conjugação de proteger: protejo (vijo), proteja (vija), protejam (vijam). 

Abolir - conjugação

 Eu abolo comidas engordantes? É importante que eu abola alimentos engordantes? Ops! Olho vivíssimo. Abolir joga no time dos pra lá de preguiçosos. Defectivo, só se conjuga nas formas em que o l é seguido de e ou i. Eu abolo? Nem pensar! Que eu abola? Valha-nos, Deus! O boa-vida não tem a primeira pessoa do singular do presente do indicativo (eu abolo) nem o presente do subjuntivo (que eu abola). Em ambas o l vem acompanhado de o. Xô! Os demais tempos se conjugam normalmente. Se a forma eu abolo não existe, a menos que você queira inventar uma nova regra para a gramática, podemos substituir por um sinônimo. Que tal usar 'eu elimino'?


Melhor prestar atenção à exigência do trissílabo. Assim: aboles, abole, abolimos, abolem; aboli, aboliu, abolimos, aboliram; abolia, abolias, abolíamos, aboliam; abolira; abolisse; abolirei; aboliria; abolindo; abolido.

Falir - conjugação

 Defectivo, falir só se conjuga nas formas em que não se confunde com falar. São aquelas em que aparece o i depois do l. No presente do indicativo, só o nós e o vós têm vez (falimos, falis). O presente do subjuntivo não existe, que é derivado do presente do indicativo. Os demais tempos conjugam-se normalmente: faliu, falia, falira, falirá, faliria, falisse, falindo, falido. Eu falo só se for do verbo falar.


Substitutos


As formas inexistentes podem ser supridas. O verbo quebrar é uma saída. A expressão abrir falência, outra.

Explodir - conjugação

 Parece filme de ficção. Quatro homens entraram na garagem de hotel cinco estrelas localizado a 750m do Palácio da Alvorada. Estavam de olho nos caixas eletrônicos. Renderam o segurança e… bummmmmmmmmm! Eles conjugaram o verbo explodir. O trissílabo é pra lá de preguiçoso, não apresenta a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo e nenhuma no presente do subjuntivo, mas o pretérito e o futuro são regulares. Se a forma 'eu explodo' é inaceitável, podemos substituir por um sinônimo: estourar, por exemplo. Defectivo, só tem as formas em que ao d se segue e ou i: explode, explodia, explodiu, explodira, explodirá, explodiria, explodisse.  E por aí vai. 


Modernamente, o verbo ganhou a primeira pessoa do singular do presente do indicativo (eu explodo). Tornou-se regular: eu explodo, ele explode, nós explodimos, eles explodem, que eu exploda, que ele, exploda, que nós explodamos, que eles explodam. Etc. e tal. Agora você pode falar 'e a gramática que se exploda'.

7 pedidos do Pai Nosso

 Lembra-se do Pai Nosso? A oração que o Senhor nos ensinou encerra sete pedidos. Leia: “Pai nosso que estais no céu / Santificado seja o Vosso nome / Venha a nós o Vosso reino / Seja feita a Vossa vontade / Assim na terra como no céu. / O pão nosso de cada dia nos dai hoje / Perdoai-nos as nossas ofensas / Assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido / E não nos deixeis cair em tentação / Mas livrai-nos do mal. Amém”.


Oba! A prece diz o que pedir a Deus. Três súplicas se relacionam diretamente ao Todo-Poderoso. Uma: que Seu nome seja glorificado. Outra: que o Seu reino venha a nós. A última: que Sua vontade seja feita. Quatro se referem a nossos interesses pessoais. Pedimos: nosso pão de cada dia, o perdão dos nossos pecados, a vitória sobre as tentações, a distância de todo mal.


A língua ajuda o Pai Nosso. A prece ensina o que pedir. A língua, como pedir. O imperativo se presta à função. Saber empregá-lo como manda a norma culta traz dupla vantagem. Uma: acertar o alvo. A outra: receber a bênção de Deus e dos homens. São sete os passos.   Mande, peça ou suplique


Imperativo deriva de império. A família diz tudo. Trata-se de clã com poderes absolutos. Imperador, imperial e imperioso são alguns dos membros que mandam e desmandam. Às vezes, as criaturas têm de baixar a crista. Em vez de ordenar, pedem. Ou suplicam, aconselham, convidam, alertam ou recomendam. Em qualquer dos casos, o imperativo impera. Estamos falando do imperador do Japão, não do Adriano.   Sim e não


O imperativo joga em dois times. Num, libera a ação ou o modo de ser. É o afirmativo. Noutro, recusa. É o negativo. Pra não deixar dúvida, antecede as formas verbais de não.   Trate diferentemente os desiguais


O imperativo afirmativo exige atenção plena. Rigoroso, divide as pessoas do discurso em dois grupos. As segundas pessoas (tu e vós), preferidas dos gaúchos, ficam de um lado. As outras (ele, você, nós, eles), de outro. Nada de misturas.


“Tratar diferentemente os desiguais”, reza o mandamento do mandão. Como? Recorrendo ao presente do indicativo e do subjuntivo. O tu e o vós derivam do presente do indicativo. Mas esnobam o s final. Assim:


Presente do indicativo: estudo, estudas, estuda, estudamos, estudais, estudam. Imperativo afirmativo: estuda tu, estudai vós.


Simples, as demais pessoas não dão trabalho. Saem todas do presente do subjuntivo: que você estude, nós estudemos, eles estudem.


Eureca! Eis o imperativo afirmativo completo: estuda tu, estude você, estudemos nós, estudai vós, estudem vocês.   Negue


O imperativo negativo é curto e grosso. Sai todinho do presente do subjuntivo — sem tirar nem pôr. Pra não deixar dúvida, antecede-se do advérbio não. Veja: não estudes tu, não estude você, não estudemos nós, não estudeis vós, não estudem vocês.   Não misture


“Vem pra Caixa você também”, diz o anúncio da Caixa Econômica Federal. Reparou? Ele misturou alhos com bugalhos. O alho: o verbo se dirige à segunda pessoa (vem tu). O bugalho: o pronome você conjuga o verbo na 3ª pessoa (você). Que tal desfazer a mistura? Há duas saídas. Uma: optar pelo tu (vem pra Caixa tu também). A outra: assumir o você (venha pra Caixa você também).   Outra cara


“Se liga na revisão”, ordena o Novo Telecurso. Ops! Olha a salada de pessoas. O se é pronome de terceira pessoa. O liga, imperativo da segunda pessoa. Que indigestão! Vamos tratar bem a língua e o organismo. Escolhamos uma ou outra. Sem misturas: Te liga na revisão (tu). Se ligue na revisão (você).   Mais uma


“Diga-me com quem andas e te direi quem és”, alardeia o povo sabido. O problema? A mistura de pessoas. Melhor descer do muro. Assumamos uma pessoa ou outra: Diga-me com quem anda e lhe direi quem é você. Dize-me com quem andas e te direi quem és.   Moral da história


Você tem poder? Mande. Não tem? Peça. Ou suplique, convide, aconselhe, alerte ou recomende. Mas faça-o bem. A receita: cuide do imperativo, a não ser que você queira inventar uma nova regra para a gramática.

Verbos pronominais: aposentar-se & cia.

 O Congresso retomou as atividades. Com ele, voltou ao cartaz a reforma da Previdência e, claro, o verbo aposentar. O governo vai propor idade mínima para homens e mulheres se aposentarem.


Aposentar pertence a um grupo especial de verbos. Transitivos diretos, em algumas construções o sujeito e o objeto são a mesma pessoa. Aí, o pronome se impõe porque é o objeto exigido pela ação:


O INSS aposenta o trabalhador.


INSS é o sujeito. Trabalhador, o objeto direto.


O trabalhador se aposenta.


Trabalhador é o sujeito. Ele pratica e sofre a ação. O pronome se é o objeto direto.


Com as outras pessoas ocorre o mesmo:


Eu me aposento.


Ele se aposenta.


Nós nos aposentamos.


Eles se aposentam.


Outros verbos jogam no mesmo time. Eis exemplos: acender (alguém acende a luz, mas a luz se acende); apagar (alguém apaga a luz, mas a luz se apaga);  complicar (alguém complica a vida de outro, mas ele se complica); derreter (o calor derrete o sorvete, mas o sorvete se derrete); distrair (o palhaço distrai o público, mas o público se distrai); encerrar-se (o apresentador encerra o programa, mas o programa se encerra); esgotar (o repórter esgota a matéria, mas ele se esgota); estragar (o sol estragou a fruta, mas a fruta estragou-se); esvaziar (o líder esvaziou a sessão, mas a sessão se esvaziou); formar (o diretor forma a equipe, mas a equipe se forma; a universidade forma o aluno, mas o aluno se forma); iniciar (o presidente iniciou a sessão, mas a sessão se iniciou); casar (o padre casa os noivos, mas os noivos se casam).

Se + infinitivo? Depende

 “Não é o momento de se falar em flexibilização vertical”, disse o ministro. Ops! Tropeçou no pronome átono se. O pequenino só acompanha o infinitivo nos verbos pronominais (aposentar-se, formar-se, aprontar-se). No mais, não tem vez. Melhor mandá-lo plantar batata no asfalto: Não é o momento de falar em flexibilização vertical. Lugar bom pra morar. Trabalho difícil de fazer. Entre tantas versões, há de arranjar um meio de entendimento.


Com verbo pronominal, o se é pra lá de bem-vindo: Aproxima-se a hora de Celso de Melo se aposentar. Muitos alunos não vão se formar por causa da paralisação das universidades. Suicidar-se? Decisão de desesperados.

Toda Matéria - período composto por coordenação

 As orações coordenadas são orações independentes, ou seja, não há relação sintática entre elas. Elas são classificadas em dois tipos: oraçõ...