O verbo é palavra que exprime ação, estado, mudança de estado, fenômeno da natureza, desejo, ocorrência. Ele apresenta as seguintes flexões de número, pessoa, modo, tempo, aspecto e voz.
Exemplos:
Sou feliz.
Estou doente.
Fiquei cansado.
Amanheceu.
Que cheguem depressa!
Haverá muitos concertos.
Estrutura do verbo
O verbo é formado por três elementos: radical, vogal temática e desinências
1. Radical
O radical é a base. Nele está expresso o significado do verbo.
Exemplos: DISSERT- (dissert-ar), ESCLAREC- (esclarec-er), CONTRIBU- (contribu-ir).
2. Vogal Temática
A vogal temática se une ao radical para receber as desinências e, assim, conjugar os verbos. O resultado dessa união chama-se tema.
Assim, tema = radical + vogal temática.
Exemplos: DISSERTA- (disserta-r), ESCLARECE- (esclarece-r), CONTRIBUI- (contribui-r).
A vogal temática indica a qual conjugação o verbo pertence:
1.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é A: argumentar, dançar, sambar.
2.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é E e O: escrever, ter, supor.
3.ª conjugação abrange os verbos cuja vogal temática é I: emitir, evoluir, ir.
3. Desinências
As desinências são os elementos que junto com o radical promovem as conjugações. Elas podem ser:
Desinências modo-temporais - quando indicam os modos e os tempos.
Desinências número-pessoais - quando indicam as pessoas.
Exemplos:
Dissertávamos (va- desinência de tempo pretérito do modo indicativo), (mos- desinência de 1.ª pessoa do plural)
Esclarecerei (re- desinência de tempo futuro do modo indicativo), (i- desinência de 1.ª pessoa do singular)
Contribuamos (a- desinência de modo presente do modo subjuntivo), (mos- desinência de 1.ª pessoa do plural)
Flexões do verbo
Para conjugarmos os verbos temos de ter em conta as flexões de: pessoa, número, tempo, modo e voz.
1. Flexões de pessoa:
1.ª pessoa (eu, nós)
2.ª pessoa (tu, vós)
3.ª pessoa (ele, eles)
2. Flexões de número:
singular (eu, tu, ele)
plural (nós, vós, eles)
3. Flexões de tempo: presente, pretérito e futuro.
4. Flexões de modo: indicativo, subjuntivo e imperativo.
5. Flexões de voz: voz ativa, voz passiva e voz reflexiva.
Formas nominais
As formas nominais são três: infinitivo, particípio e gerúndio.
1. Infinitivo
O infinitivo não tem valor temporal ou modal. Ele é pessoal quando tem sujeito e é impessoal quando, por sua vez, não tem sujeito.
Exemplo de infinitivo pessoal: O gerente da loja disse para irem embora.
Exemplos de infinitivo impessoal: Cantar é uma delícia!
2. Particípio
O particípio é empregado como indicador de ação finalizada, na formação de tempos compostos ou como adjetivo.
Exemplos:
Feito o trabalho, vamos descansar!
A Ana já tinha falado sobre esse tema.
Calados, os filhos ouviram o sermão dos pais.
3. Gerúndio
O gerúndio é empregado para indicar uma ação em desenvolvimento.
Exemplos:
Estou comendo.
Encontrei João correndo.
Cantando, terminaremos depressa.
Classificação dos Verbos
Os verbos são classificados em quatro tipos: regulares, irregulares, defectivos e abundantes.
1. Verbos regulares: não têm o seu radical alterado.
Exemplos: falar, torcer, partir.
2. Verbos irregulares: nos verbos irregulares, o radical é alterado.
Exemplos: dar, caber, medir.
Quando as alterações são profundas, eles são chamados de verbos anômalos. É o caso dos verbos ser e vir.
3. Verbos defectivos: os verbos defectivos são aqueles que não são conjugados em todas as pessoas, tempos e modos. Eles podem ser: impessoais, unipessoais e pessoais.
Impessoais, quando os verbos indicam, especialmente, fenômenos da natureza (não tem sujeito) e são conjugados na terceira pessoa do singular. Exemplos: chover, trovejar, ventar.
Unipessoais, quando os verbos indicam vozes dos animais e são conjugados na terceira pessoa do singular ou do plural. Exemplos: ladrar, miar, surtir.
Pessoais, quando os verbos têm sujeito, mas não são conjugados em todas as pessoas. Exemplos: banir, falir, reaver.
4. Verbos abundantes: os verbos abundantes são aqueles que aceitam duas ou mais formas. É comum ocorrer no Particípio. Exemplos: aceitado e aceito, inserido e inserto, segurado e seguro.
Os tempos simples são tempos verbais - presente, passado e futuro - que são expressos por uma só palavra.
Eles exprimem ação, estado, mudança de estado ou fenômeno da natureza mediante a utilização de apenas uma palavra, ao contrário dos tempos compostos, que são expressos por uma combinação de verbos.
Exemplos:
Caminho todos os dias. (Tempo Simples)
Teria caminhado hoje se não estivesse chovendo. (Tempo Composto)
Tempos Simples do Indicativo
Os tempos simples do modo indicativo são:
Presente
Pretérito Perfeito
Pretérito Imperfeito
Pretérito Mais-que-perfeito
Futuro do Presente
Futuro do Pretérito
Tempos Simples do Subjuntivo
Os tempos simples do modo subjuntivo são:
Presente
Pretérito Imperfeito
Futuro
Nos tempos simples temos, ainda, o Modo Imperativo (afirmativo e negativo), bem como as formas nominais: Infinitivo Pessoal, Infinitivo Impessoal, Gerúndio e Particípio.
Formação dos Tempos Simples
Aprender a conjugar os verbos se torna mais fácil se em vez de se preocupar com a sua memorização você entender a sua formação, porque no caso dos verbos regulares, ela é lógica.
Existem três tempos primitivos e que você tem de saber: Presente do Indicativo, Pretérito Perfeito do Indicativo e Infinitivo Impessoal.
A partir deles todos os outros são formados. Assim, temos:
Derivados do Presente do Indicativo: Pretérito Imperfeito do Indicativo, Presente do Subjuntivo e Imperativo.
Derivados do Pretérito Perfeito do Indicativo: Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo, Pretérito Imperfeito do Subjuntivo, Futuro do Subjuntivo.
Derivados do Infinitivo Impessoal: Futuro do Presente do Indicativo, Futuro do Pretérito do Indicativo, Infinitivo Pessoal, Gerúndio, Particípio.
O estudo da formação dos tempos simples, que são os verbos expressos por uma só palavra, é essencial para aprender a conjugar verbos regulares corretamente.
Assim, inicialmente, é importante saber que os verbos têm origem nos chamados tempos primitivos: Presente do Indicativo, Pretérito Perfeito do Indicativo, Infinitivo Impessoal.
Tempos Verbais Primitivos
Existem três tempos primitivos. Eles são assim chamados porque são tempos e modos que formam ou dão origem a outros tempos e modos verbais.
Os tempos primitivos são:
Presente do Indicativo
Pretérito Perfeito do Indicativo
Infinitivo Impessoal
Todos os tempos restantes são seus derivados.
Tempos Verbais Derivados
Derivados do Presente do Indicativo: Pretérito Imperfeito do Indicativo, Presente do Subjuntivo e Imperativo.
Derivados do Pretérito Perfeito do Indicativo: Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo, Pretérito Imperfeito do Subjuntivo, Futuro do Subjuntivo.
Derivados do Infinitivo Impessoal: Futuro do Presente do Indicativo, Futuro do Pretérito do Indicativo, Infinitivo Pessoal, Gerúndio, Particípio.
A partir do radical dos tempos primitivos se acrescenta as desinências de tempo e modo, resultando dessa combinação os tempos derivados.
Esses são paradigmas pertinentes aos verbos regulares, uma vez que esses verbos não sofrem alteração em seu radical.
Derivados do Presente do Indicativo
Os derivados do Presente do Indicativo são: Pretérito Imperfeito do Indicativo, Presente do Subjuntivo e Imperativo.
Pretérito Imperfeito do Indicativo
Nos verbos da 1.ª conjugação (vogal temática A) acrescenta-se ao radical as terminações: -ava, -avas, -ava, -ávamos, -áveis, -avam.
Exemplo:
Verbo amar (radical am-)
amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam.
Nos verbos da 2.ª conjugação (vogal temática E e O) e da 3.ª conjugação (vogal temática I) acrescenta-se ao radical as terminações: -ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, -iam.
Exemplos:
Verbo beber (radical beb-)
bebia, bebias, bebia, bebíamos, bebíeis, bebiam.
Verbo partir (radical part-)
partia, partias, partia, partíamos, partíeis, partiam.
Presente do Subjuntivo
Nos verbos da 1.ª conjugação (vogal temática A) após retirar a desinência -o da 1.ª pessoa do presente do indicativo, acrescenta-se as seguintes terminações: -e, -es, -e, -emos, - eis, -em.
Exemplo:
Verbo amar (1.ª pessoa do presente do indicativo: amo)
ame, ames, ame, amemos, ameis, amem.
Nos verbos da 2.ª conjugação (vogal temática E e O) e da 3.ª conjugação (vogal temática I) após retirar a desinência -o da 1.ª pessoa do presente do indicativo, acrescenta-se as seguintes terminações: -a, -as, -a, -amos, -ais, -am.
Exemplos:
Verbo beber (1.ª pessoa do presente do indicativo: bebo)
beba, bebas, beba, bebamos, bebais, bebam.
Verbo partir (1.ª pessoa do presente do indicativo: parto)
parta, partas, parta, partamos, partais, partam.
Imperativo
Tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da 3.ª conjugação a 2.ª pessoa do singular e a 2.ª pessoa do plural são as mesmas que as do presente do indicativo sem o -s final. As restantes pessoas são idênticas às pessoas do presente do subjuntivo.
Exemplos:
Verbo amar
(2.ª pessoa do singular do presente do indicativo: amas e 2.ª pessoa do plural do presente do indicativo: amais)
(3.ª pessoa do singular do presente do subjuntivo: ame; 1.ª pessoa do plural do presente do subjuntivo: amemos e 3.ª pessoa do plural do presente do subjuntivo: amem)
ama tu, ame ele, amemos nós, amai vós, amem eles.
Verbo beber
(2.ª pessoa do singular do presente do indicativo: bebes e 2.ª pessoa do plural do presente do indicativo: bebeis)
(3.ª pessoa do singular do presente do subjuntivo: beba; 1.ª pessoa do plural do presente do subjuntivo: bebamos e 3.ª pessoa do plural do presente do subjuntivo: bebam)
bebe tu, beba ele, bebamos nós, bebei vós, bebam eles.
Verbo partir
(2.ª pessoa do singular do presente do indicativo: partes e 2.ª pessoa do plural do presente do indicativo: partis)
(3.ª pessoa do singular do presente do subjuntivo: parta; 1.ª pessoa do plural do presente do subjuntivo: partamos e 3.ª pessoa do plural do presente do subjuntivo: partam)
parte tu, parta ele, partamos nós, parti vós, partam eles.
Derivados do Pretérito Perfeito do Indicativo
Os derivados do Pretérito Perfeito do Indicativo são: Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo, Pretérito Imperfeito do Subjuntivo, Futuro do Subjuntivo.
Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo
Tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da 3.ª conjugação se acrescenta as seguintes terminações aos respectivos temas: -ra, -ras, -ra, -ramos, -reis, -ram.
Exemplos:
Verbo amar (tema: ama)
amara, amaras, amara, amáramos, amáreis, amaram.
Verbo beber (tema: bebe)
bebera, beberas, bebera, bebêramos, bebêreis, beberam.
Verbo partir (tema: parti)
partira, partiras, partira, partíramos, partíreis, partiram.
Pretérito Imperfeito do Subjuntivo
Tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da 3.ª conjugação se acrescenta as seguintes terminações aos respectivos temas: -sse, -sses, - sse, -ssemos, -sseis, -ssem.
Exemplos:
Verbo amar (tema: ama)
amasse, amasses, amasse, amássemos, amásseis, amassem.
Verbo beber (tema: bebe)
bebesse, bebesses, bebesse, bebêssemos, bebêsseis, bebessem.
Verbo partir (tema: parti)
partisse, partisses, partisse, partíssemos, partísseis, partissem.
Futuro do Subjuntivo
Tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da 3.ª conjugação se acrescenta as seguintes terminações aos respectivos temas: -r, -res, - r, -rmos, -rdes, -rem.
Exemplos:
Verbo amar (tema: ama)
amar, amares, amar, amarmos, amárdes, amarem.
Verbo beber (tema: bebe)
beber, beberes, beber, bebermos, beberdes, beberem.
Verbo partir (tema: parti)
partir, partires, partir, partirmos, partirdes, partirem.
Derivados do Infinitivo Impessoal
Os derivados do Infinitivo Impessoal são: Futuro do Presente do Indicativo, Futuro do Pretérito do Indicativo, Infinitivo Pessoal, Gerúndio, Particípio.
Futuro do Presente do Indicativo
Tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da 3.ª conjugação se acrescenta as seguintes terminações aos respectivos infinitivos: -ei, -ás, -á, -emos, -eis, -ão.
Exemplos:
Verbo amar (infinitivo: amar)
amarei, amarás, amará, amaremos, amareis, amarão.
Verbo beber (infinitivo: beber)
beberei, beberás, beberá, beberemos, bebereis, beberão.
Verbo partir (infinitivo: partir)
partirei, partirás, partirá, partiremos, partireis, partirão.
Futuro do Pretérito do Indicativo
Tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da 3.ª conjugação se acrescenta as seguintes terminações aos respectivos infinitivos: -ia, -ias, -ia, -íamos, -íeis, -iam.
Exemplos:
Verbo amar (infinitivo: amar)
amaria, amarias, amaria, amaríamos, amaríeis, amariam.
Verbo beber (infinitivo: beber)
beberia, beberias, beberia, beberíamos, beberíeis, beberiam.
Verbo partir (infinitivo: partir)
partiria, partirias, partiria, partiríamos, partiríeis, partiriam.
Infinitivo Pessoal
Tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ªe da 3.ª conjugação se acrescenta as seguintes terminações aos respectivos infinitivos: -es, -mos, - des, -em.
Exemplos:
Verbo amar (infinitivo: amar)
amar eu, amares tu, amar ele, amarmos nós, amardes vós, amarem eles.
Verbo beber (infinitivo: beber)
beber eu, beberes tu, beber ele, bebermos nós, beberdes vós, beberem eles.
Verbo partir (infinitivo: partir)
partir eu, partires tu, parti ele, partirmos nós, partirdes vós, partirem eles.
Gerúndio
Na formação do gerúndio, tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da 3.ª conjugação se substitui o sufixo -r pelo sufixo -ndo.
Exemplos:
amando, bebendo, partindo.
Particípio
Na formação do particípio, tanto nos verbos da 1.ª como nos verbos da 2.ª e da 3.ª conjugação se substitui o sufixo -r do infinitivo pelo sufixo -do, lembrando que no caso dos verbos da 2.ª conjugação cuja vogal temática é E, essa vogal é substituída por I.
Exemplos:
amado, bebido, partido.
Os tempos compostos são tempos verbais - presente, passado e futuro - que são expressos por mais do que uma palavra.
Eles exprimem ação, estado, mudança de estado ou fenômeno da natureza mediante a utilização uma combinação de verbos, ao contrário dos tempos simples, que são expressos por apenas uma palavra.
Exemplos:
Vou ao Rock in Rio. (Tempo Simples)
Ele tinha saído à procura do ingresso. (Tempo Composto)
Tempos compostos do indicativo
Os tempos compostos do modo indicativo são:
Pretérito Perfeito
Pretérito Mais-que-perfeito
Futuro do Presente
Futuro do Pretérito
Tempos compostos do subjuntivo
Os tempos compostos do modo subjuntivo são:
Pretérito Perfeito
Pretérito Mais-que-perfeito
Futuro
Nos tempos compostos temos, ainda, as formas nominais: Infinitivo Pessoal, Infinitivo Impessoal e Gerúndio.
Formação dos tempos compostos
Os tempos compostos são formados pelos verbos auxiliares ter e haver e por um verbo principal no particípio, do qual resulta uma locução verbal.
Para formar os verbos compostos somente conjugamos o verbo auxiliar, uma vez que o verbo principal estará sempre no particípio.
Para formar os verbos compostos conjugamos apenas o verbo auxiliar, enquanto o verbo principal fica sempre no particípio.
Os tempos compostos são os verbos auxiliares ter e haver ligados a um verbo principal no particípio, do qual resulta uma locução verbal.
Veja abaixo como são formados todos os tempos compostos, lembrando que o verbo principal fica sempre no particípio e que esses paradigmas são seguidos na 1.ª, na 2.ª e na 3.ª conjugação.
Formação dos Compostos do Indicativo
Os tempos compostos do modo indicativo são: Pretérito Perfeito, Pretérito Mais-que-perfeito, Futuro do Presente e Futuro do Pretérito.
Pretérito Perfeito
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no presente do indicativo.
Exemplo:
tenho brincado, tens brincado, tem brincado, temos brincado, tendes brincado, temos brincado.
Pretérito Mais-que-perfeito
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no pretérito imperfeito do indicativo.
Exemplo:
tinha brincado, tinhas brincado, tinha brincado, tínhamos brincado, tínheis brincado, tinham brincado.
Futuro do Presente
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no futuro do presente do indicativo.
Exemplo:
terei brincado, terás brincado, terá brincado, teremos brincado, tereis brincado, terão brincado.
Futuro do Pretérito
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no futuro do pretérito.
Exemplo:
teria brincado, terias brincado, teria brincado, teríamos brincado, teríeis brincado, teriam brincado.
Tempos Compostos do Subjuntivo
Os tempos compostos do modo subjuntivo são: Pretérito Perfeito, Pretérito Mais-que-perfeito e Futuro.
Pretérito Perfeito
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no presente do subjuntivo.
Exemplo:
tenha brincado, tenhas brincado, tenha brincado, tenhamos brincado, tenhais brincado, tenham brincado.
Pretérito Mais-que-perfeito
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no imperfeito do subjuntivo.
Exemplo:
tivesse brincado, tivesses brincado, tivesse brincado, tivéssemos brincado, tivésseis brincado, tivessem brincado.
Futuro
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no futuro do subjuntivo.
Exemplos:
tiver brincado, tiveres brincado, tiver brincado, tivermos brincado, tiverdes brincado, tiverem brincado.
Formas Nominais
Infinitivo Pessoal
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no infinitivo pessoal.
Exemplo:
ter brincado, teres brincado, ter brincado, termos brincado, terdes brincado, terem brincado.
Infinitivo Impessoal
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no infinitivo impessoal.
Exemplo:
ter brincado.
Gerúndio
O verbo auxiliar ter ou haver é conjugado no gerúndio.
Exemplo:
tendo brincado.
Os verbos em língua portuguesa são classificados em regulares, irregulares, defectivos ou abundantes.
A classificação dos verbos está condicionada à flexão verbal e não ao significado. Verbo é a classe de palavras que tem o maior número de flexões na língua portuguesa.
Flexões verbais
As flexões verbais ocorrem em número (singular e plural), pessoa (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas), modo (indicativo, subjuntivo, imperativo), tempo (presente, pretérito, futuro) e voz (ativa, passiva, reflexiva).
Podem indicar ação (fazer, copiar), caráter de estado (ser, ficar), fenômeno natural (chover, anoitecer), ocorrência (acontecer, suceder), desejo (aspirar, almejar) e outros processos.
Os verbos são divididos em três grupos de flexões, as chamadas conjugações, que são identificadas pelas vogais temáticas -a, -e, e -i.
Para cada uma das conjugações, há um paradigma indicativo das formas verbais consideradas regulares.
E é a relação estabelecida com tais paradigmas que classifica os verbos como regulares, irregulares, defectivos ou abundantes.
Verbos regulares
São considerados regulares os verbos que obedecem de maneira precisa a um paradigma de respectiva conjugação.
Verbos Irregulares
Os verbos irregulares são classificados assim porque não seguem nenhum paradigma da respectiva conjugação.
Esses verbos podem apresentar irregularidades no radical, nas terminações ou em ambos.
Verbos anômalos
Dentro da classificação de verbos irregulares estão os chamados verbos anômalos.
Entre os exemplos de verbos anômalos estão ser e ir, que apresentam profundas alterações nos radicais e na sua conjugação.
Verbos defectivos
Os verbos defectivos não são conjugados em determinadas pessoas, tempos ou modos. Ou seja, não flexionam em algumas formas.
Os verbos defectivos podem ser impessoais, unipessoais e pessoais.
Verbos abundantes
Verbos abundantes apresentam mais de uma forma aceitas pela norma culta.
Eles podem ser encontrados em verbos no particípio e, logo, nos tempos compostos em que o verbo principal fica nessa forma nominal.
Por exemplo, o verbo eleger apresenta duas formas para o particípio passado: elegido e eleito. Assim, veja a conjugação do verbo eleger no mais-que-perfeito composto do indicativo:
Eu tinha elegido ou eleito
Tu tinhas elegido ou eleito
Ele/Ela tinha elegido ou eleito
Nós tínhamos elegido ou eleito
Vós tínheis elegido ou eleito
Eles/Elas tinham elegido ou eleito
Os Modos Verbais (indicativo, subjuntivo e imperativo) indicam as maneiras como os verbos se expressam:
Indicativo - exprime fatos, certezas. Exemplo: Discursa muito bem.
Subjuntivo - exprime desejos, possibilidades, dúvidas. Exemplo: Talvez discurse bem esta noite.
Imperativo - exprime ordens, pedidos. Exemplo: Discurse como ele!
Os modos verbais estão intimamente ligados aos tempos presente, passado e futuro.
Modo Indicativo
O modo indicativo manifesta ações habituais, bem como expressa tanto fatos presentes, como passados ou futuros.
Exemplos:
Caminho todas as manhãs. (acontece)
Caminhei ontem à noite. (aconteceu)
Caminharei sábado à tarde. (acontecerá)
Modo Subjuntivo
O modo subjuntivo manifesta desejos ou hipóteses no tempo presente, bem como no passado e no futuro.
Exemplos:
Espero que chova durante toda a noite. (desejo presente)
Se chovesse, as plantas estariam regadas. (hipótese passada)
Quando chover o caso estará resolvido. (possibilidade futura)
Modo Imperativo
O modo imperativo manifesta ordens ou pedidos de forma afirmativa e também de forma negativa.
Exemplos:
Ajude a senhora a atravessar a rua. (imperativo afirmativo)
Não ajude aqueles malandros! (imperativo negativo)
Os tempos verbais (presente, pretérito e futuro) indicam quando ocorre a ação, estado ou fenômeno expressado pelo verbo:
Presente - não só indica o momento atual, mas ações regulares ou situações permanentes. Exemplos:
Tomo medicamentos.
Estou aqui!
Lá, neva muito.
Pretérito - indica momentos anteriores, decorridos ou acabados. Exemplos:
Eles fizeram mesmo isso?
Eu não acreditava no que meus olhos viam.
Trovejou a noite toda!
Futuro - indica acontecimentos que se realizarão. Exemplos:
Dormirei o dia todo se for preciso.
Ficarei aqui!
Ventará durante o dia.
Os tempos verbais (presente, pretérito e futuro) se unem aos modos verbais (indicativo, subjuntivo e imperativo) para indicar a forma como ocorrem as ações, estados ou fenômenos expressados pelo verbo.
O modo indicativo expressa certezas. Exemplo: O aluno entendeu.
O modo subjuntivo expressa desejos e possibilidades. Exemplo: Tomara que o aluno entenda.
O modo imperativo expressa ordens, pedidos. Exemplo: Por favor, entenda!
Tempos do modo indicativo
Os tempos do indicativo são: presente, pretérito (perfeito, imperfeito e pretérito mais-que-perfeito), futuro (do presente e do pretérito).
Presente
O presente do indicativo exprime uma ação na atualidade.
EXEMPLO: Leio o jornal todos os dias pela manhã.
CONJUGAÇÃO do verbo ler no presente do indicativo: (eu) leio, (tu) lês, (ele) lê, (nós) lemos, (vós) ledes, (eles) leem.
Pretérito
O pretérito indica passado. No modo indicativo, ele é usado para situações acabadas, para situações inacabadas ou para situações anteriores a outras já passadas.
Assim, existem três tipos de pretérito: pretérito perfeito, pretérito imperfeito e pretérito mais-que-perfeito.
1. Pretérito perfeito - o pretérito perfeito do indicativo exprime uma ação concluída.
EXEMPLO: Porém, ontem não li o jornal.
CONJUGAÇÃO do verbo ler no pretérito perfeito: (eu) li, (tu) leste, (ele) leu, (nós) lemos, (vós) lestes, (eles) leram.
2. Pretérito imperfeito - o pretérito imperfeito do indicativo exprime uma ação anterior ao presente, mas ainda não concluída.
EXEMPLO: Antes não lia nenhum tipo de publicação.
CONJUGAÇÃO do verbo ler no pretérito imperfeito do indicativo: (eu) lia, (tu) lias, (ele) lia, (nós) líamos, (vós) líeis, (eles) liam.
3. Pretérito mais-que-perfeito - o pretérito mais-que-perfeito exprime uma ação anterior a outra já concluída. Exemplo: Quando saí para trabalhar, já lera o jornal de hoje.
Esse tempo está em desuso. Atualmente, é mais comum combinar dois ou mais verbos que transmitam o mesmo sentido, mas, mesmo assim, é importante conhecê-lo.
EXEMPLO: Quando saí para trabalhar, já tinha lido o jornal de hoje.
CONJUGAÇÃO do verbo ler no pretérito mais-que-perfeito: (eu) lera, (tu) leras, (ele) lera, (nós) lêramos, (vós) lêreis, (eles) leram.
Futuro
O futuro indica algo que se realizará. No modo indicativo, ele e é usado para situações que se realizarão depois do momento em que falamos ou para situações que se realizariam, se não fossem interrompidas por uma situação passada.
1. Futuro do presente - o futuro do presente exprime uma ação que irá se realizar.
EXEMPLO: Amanhã lerei o jornal na hora do almoço.
CONJUGAÇÃO do verbo ler no futuro do presente: (eu) lerei, (tu) lerás, (ele) lerá, (nós) leremos, (vós) lereis, (eles) lerão.
2. Futuro do pretérito - o futuro do pretérito exprime uma ação futura em relação a outra já concluída.
EXEMPLO: Leria mais se houvera (ou se tivesse havido) tempo.
CONJUGAÇÃO do verbo ler no futuro do pretérito: (eu) leria, (tu) lerias, (ele) leria, (nós) leríamos, (vós) leríeis, (eles) leriam.
Tempos do modo subjuntivo
Os tempos do subjuntivo são: presente, pretérito (imperfeito) e futuro.
Presente
O presente do subjuntivo exprime uma ação na atualidade que é incerta ou duvidosa.
EXEMPLO: Que eles leiam!
CONJUGAÇÃO do verbo ler no futuro do subjuntivo: (que eu) leia, (que tu) leias, (que ele) leia, (que nós) leiamos, (que vós) leiais, (que eles) leiam.
Pretérito
O pretérito imperfeito do subjuntivo exprime um verbo no passado dependente de uma ação também já passada.
EXEMPLO: Se eles lessem estariam informados.
CONJUGAÇÃO do verbo ler no pretérito imperfeito do subjuntivo: (se eu) lesse, (se tu) lesses, (se ele) lesse, (se nós) lêssemos, (se vós) lêsseis, (se eles) lessem.
Futuro
O futuro do subjuntivo exprime uma ação que irá se realizar dependendo de outra ação futura.
EXEMPLO: Quando eles lerem ficarão informados.
CONJUGAÇÃO do verbo ler no futuro do subjuntivo: (quando eu) ler, (quando tu) leres, (quando ele) ler, (quando nós) lermos, (quando vós) lerdes, (quando eles) lerem.
Tempos do modo imperativo
O modo imperativo se apresenta apenas no presente, e pode ser afirmativo ou negativo.
Modo imperativo afirmativo
O imperativo afirmativo expressa uma ordem na forma positiva.
EXEMPLO: Eu estou cansada. Leia ele o relatório.
CONJUGAÇÃO do verbo ler no imperativo afirmativo: lê (tu), leia (você), leiamos (nós), lede (vós), leiam (vocês).
Modo imperativo negativo
O imperativo negativo expressa uma ordem na forma negativa.
EXEMPLO: Precisamos de uma apresentação natural. Não leia ele o trabalho.
CONJUGAÇÃO do verbo ler no imperativo negativo: não leias (tu), não leia (você), não leiamos (nós), não leiais (vós), não leiam (vocês).
Os verbos auxiliares são aqueles que auxiliam na conjugação de outros verbos e por isso recebem esse nome.
Eles se unem ao verbo principal na formação dos tempos compostos e das locuções verbais.
Os principais verbos auxiliares no português são o ser, o estar, o ter e o haver.
Verbos modais, acurativos, causativos e sensitivos
Ao lado dos principais verbos auxiliares (ser, estar, ter, haver), há outros verbos que têm a função de verbos auxiliares. São eles: verbos modais, acurativos, causativos e sensitivos.
Os verbos modais indicam desejo, intenção e possibilidade. São eles: querer, dever, poder, conseguir, pretender, tentar. Nesse caso, o verbo principal fica no gerúndio (-ando, -endo, -indo) ou no infinitivo (-ar, -er, -ir). Exemplo: Os alunos querem aprender matemática.
Os verbos acurativos indicam início, continuidade, repetição e fim da ação verbal. São eles: continuar, começar, voltar, andar, acabar. Nesse caso, o verbo principal fica no gerúndio (-ando, -endo, -indo) ou no infinitivo (-ar, -er, -ir). Exemplo: Joel continua ouvindo a mesma música.
Os verbos causativos têm a função de locução verbal e indicam causa. São eles: mandar, fazer. Exemplo: Faça-o ficar quieto!
Os verbos sensitivos têm a função de locução verbal e fazem referência aos sentidos. São eles: ver, ouvir, sentir. Exemplo: Eles ouviram ventar a noite toda.
Formação dos tempos compostos
Os tempos compostos são formados por um verbo auxiliar (geralmente, o ter ou o haver) e um verbo principal no particípio (-ado, -edo, -ido).
Exemplos:
Luís Felipe havia passado pela loja da mãe quando aconteceu o acidente.
Brida teria falado com ele antes se ela não tivesse um compromisso.
João tem vendido muito suco na praia.
Classificação dos verbos defectivos
Os Verbos Defectivos podem ser: impessoais, unipessoais e pessoais.
Verbos defectivos impessoais
Os verbos defectivos impessoais não têm sujeito. Além dos verbos que manifestam fenômenos naturais, o verbo haver (no sentido de existir) e o verbo fazer (no sentido de tempo decorrido) são verbos impessoais e, assim, são normalmente conjugados na 3.ª pessoa do singular.
Exemplos:
Anoitece mais tarde no verão.
Trovejou durante todo o dia.
Venta muito naquela cidade.
Verbos defectivos unipessoais
Os verbos defectivos unipessoais indicam vozes dos animais e, assim, são normalmente conjugados na 3.ª pessoa do singular e do plural.
Exemplos:
Acordei logo que o galo cocoricou.
Assustou-se quando a vaca mugiu.
As abelhas zunem.
Verbos defectivos pessoais
Os verbos defectivos pessoais são verbos que, ao contrário dos impessoais, têm sujeito, mas não são conjugados em todas as formas.
Exemplos:
Pinto esta parte, enquanto ele colore aquela. (Uma vez que não existe “eu coloro”, substituímos pelo sinônimo pintar)
O gerente da loja pediu desculpas pelos danos causados, e indeniza o cliente. (Uma vez que não existe “ela (a loja) ressarce”, substituímos pelo sinônimo indenizar)
Ele calcula os dados da empresa. (Uma vez que não existe “ele computa”, substituímos pelo sinônimo calcular)
Classificação dos verbos defectivos
Os Verbos Defectivos podem ser: impessoais, unipessoais e pessoais.
Verbos defectivos impessoais
Os verbos defectivos impessoais não têm sujeito. Além dos verbos que manifestam fenômenos naturais, o verbo haver (no sentido de existir) e o verbo fazer (no sentido de tempo decorrido) são verbos impessoais e, assim, são normalmente conjugados na 3.ª pessoa do singular.
Exemplos:
Anoitece mais tarde no verão.
Trovejou durante todo o dia.
Venta muito naquela cidade.
Verbos defectivos unipessoais
Os verbos defectivos unipessoais indicam vozes dos animais e, assim, são normalmente conjugados na 3.ª pessoa do singular e do plural.
Exemplos:
Acordei logo que o galo cocoricou.
Assustou-se quando a vaca mugiu.
As abelhas zunem.
Outros verbos unipessoais são os que indicam acontecimento, urgência ou necessidade: acontecer, convir, ocorrer, suceder, custar, cumprir, importar, doer, aprazer, parecer.
Verbos defectivos pessoais
Os verbos defectivos pessoais são verbos que, ao contrário dos impessoais, têm sujeito, mas não são conjugados em todas as formas.
Exemplos:
Vou colorir esta parte, enquanto ele colore aquela. (Uma vez que não existe “eu coloro”, substituímos por outra forma: “Vou colorir”)
Ressarcindo os clientes, o gerente da loja pediu desculpas pelos danos causados. (Uma vez que não existe “ela (a loja) ressarce”, substituímos por outra forma: “Ressarcindo”)
Ele retruca tudo o que falo. Parece que gosta mesmo de retorquir! (Uma vez que não existe “ele retorque”, substituímos pelo sinônimo retrucar: “Ele retruca”)
Verbos Reflexivos são aqueles que expressam ações praticadas sobre a própria pessoa, ou seja, quem faz também recebe a ação (ferir-se, lavar-se, pentear-se).
Eles são sempre acompanhados de pronomes reflexivos (se, si e consigo, além de pronomes oblíquos átonos que assumem essa função: me, te, nos e vos).
Verbos Reflexivos Exemplos
Corta-se Cortou-se com as próprias unhas.
Dar-se Dei-me de corpo e alma ao projeto.
Ferir-se Feri-me com gravidade.
Lavar-se Lavou-se a si mesmo após a cirurgia.
Maquiar-se A noiva maquiar-se-á para o casamento.
Pentear-se Pentearam-se antes de sair.
Os Verbos Pronominais são verbos que vem acompanhados de pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos, se).
Exemplos:
condoer-me
pentear-te
sentar-se
zangarmo-nos
abraçar-vos
lembrarem-se
A conjugação desse tipo de verbo é feita conforme a seguinte correspondência entre pronomes retos e oblíquos:
Pronomes Retos Pronomes Oblíquos
Eu Me
Tu Te
Ele Se
Nós Nos
Vós Vos
Eles Se
As vozes verbais são a forma como os verbos se apresentam na oração a fim de determinar se o sujeito pratica ou recebe a ação. Elas podem ser de três tipos: ativa, passiva ou reflexiva.
Voz ativa Sujeito é o agente da ação. Exemplo: Vi a professora.
Voz passiva Sujeito sofre a ação. Exemplo: A professora foi vista.
Voz reflexiva Sujeito pratica e sofre a ação. Exemplo: Vi-me ao espelho.
Voz ativa
Na voz ativa o sujeito é agente, ou seja, pratica a ação.
Exemplos:
Bia tomou o café da manhã logo cedo.
Aspiramos a casa toda.
Já fiz o trabalho.
Voz passiva
Na voz passiva o sujeito é paciente e, assim, não pratica, mas recebe a ação.
Exemplos:
A vítima foi vista ontem à noite.
Aumentou-se a vigilância desde ontem.
A voz passiva pode ser analítica ou sintética.
Formação da voz passiva analítica
A voz passiva analítica é formada por:
Sujeito paciente + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) + verbo principal da ação conjugado no particípio + agente da passiva.
Exemplos:
O café da manhã foi tomado por Bia logo cedo.
A casa toda foi aspirada por nós.
O trabalho foi feito por mim.
Formação da voz passiva sintética
A voz passiva sintética é formada por:
Verbo conjugado na 3.ª pessoa (no singular ou no plural) + pronome apassivador "se" + sujeito paciente.
Exemplos:
Tomou-se o café da manhã logo cedo.
Aspirou-se a casa toda.
Já se fez o trabalho.
Voz reflexiva
Na voz reflexiva o sujeito é agente e paciente ao mesmo tempo, uma vez que ele pratica e recebe a ação.
Exemplos:
A velhinha sempre se penteia antes de sair.
Eu me cortei hoje quando estava cozinhando.
Formação da voz reflexiva
A voz reflexiva é formada por:
Verbo na voz ativa + pronome oblíquo (me, te, se, nos, vos), que serve de objeto direto ou, por vezes, de objeto indireto, e representa a mesma pessoa que o sujeito.
Exemplos:
Atropelou-se em suas próprias palavras.
Machucou-se todo naquele jogo de futebol.
Olhei-me ao espelho.
Voz reflexiva recíproca
A voz reflexiva também pode ser recíproca. Isso acontece quando o verbo reflexivo indica reciprocidade, ou seja, quando dois ou mais sujeitos praticam a ação, ao mesmo tempo que também são pacientes.
Exemplos:
Eu, meus irmãos e meus primos damo-nos bastante bem.
Aqui, os dias passam-se com muitas novidades.
Sofia e Lucas amam-se.
Vozes verbais e sua conversão
Geralmente, por uma questão de estilo, podemos passar a voz verbal ativa para a voz verbal passiva.
Ao fazer a transposição, o sujeito da voz ativa torna-se o agente da passiva e o objeto direto da voz ativa torna-se o sujeito da voz passiva.
Exemplo na voz ativa: Aspiramos a casa toda.
Sujeito da ativa: Nós (oculto)
Verbo: Aspiramos (transitivo direto)
Objeto direto: a casa toda.
Exemplo na voz passiva: A casa toda foi aspirada por nós.
Sujeito: A casa toda
Verbo auxiliar: foi
Verbo principal: aspirada
Agente da passiva: por nós.
Observe que o verbo auxiliar "foi" está no mesmo tempo verbal que o verbo "aspiramos" estava na oração cuja voz é ativa. O verbo "aspiramos" na oração cuja voz é passiva está no particípio.
Assim, a oração transposta para a voz passiva é formada da seguinte forma:
Sujeito + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) conjugado no mesmo tempo verbal que o verbo principal da oração na voz ativa + verbo principal da ação conjugado no particípio + agente da passiva.
É importante lembrar que somente os verbos transitivos diretos admitem transposição de voz. Isso ocorre uma vez que não podem ir para a voz passiva os verbos intransitivos, porque não têm complemento, os verbos transitivos indiretos, porque seu complemento tem preposição e os verbos de ligação, porque indicam estado e não ação.
Quando usar cada um?
Particípio Regular
O particípio regular é, geralmente, utilizado na voz passiva, aquelas em que o sujeito não pratica e, sim, recebe a ação. Exemplo: A luz foi acendida pelos moradores do edifício.
Nesse caso, o particípio recebe as seguintes terminações:
-ado em verbos da 1.ª conjugação (terminados em ar: ditar, isentar, promulgar): ditado, isentado, promulgado.
-ido em verbos da 2.ª conjugação (terminados em er: ceder, remeter, tecer): cedido, remetido, tecido.
-ido em verbos da 3.ª conjugação (terminados em ir ou or: falir, inserir, remir): falido, inserido, remido.
Particípio Irregular
O particípio irregular é, geralmente, utilizado na voz ativa, aquelas em que o sujeito pratica a ação. Exemplo: A luz está acesa.
Quando ambas as formas de particípio - regular e irregular - são aceitas, temos aquilo de que chamamos “duplos particípios”.
Mas, atenção!
Há verbos que apresentam somente particípio regular (acabado, arremessado, falado) e há outras que somente apresentam particípio irregular (coberto, dito, feito).
quinta-feira, 17 de agosto de 2023
Toda Matéria - verbos
Toda Matéria - substantivos
Substantivo é a classe de palavras usada para dar nome aos seres, objetos, fenômenos, lugares, qualidades, ações, dentre outros.
Exemplos: menino, João, Portugal, caneta, ventania, coragem, corrida.
Os substantivos podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo).
Classificação dos substantivos
Os substantivos são classificados em: comum, próprio, simples, composto, concreto, abstrato, primitivo, derivado e coletivo.
1. Substantivos comuns
Os substantivos são comuns se eles dão nome a seres de forma genérica.
Exemplos: pessoa, gente, país.
2. Substantivos próprios
Os substantivos são próprios quando eles dão nome a seres de forma particular. Eles são escritos com letra maiúscula.
Exemplos: Maria, São Paulo, Brasil.
3. Substantivos simples
Os substantivos simples são formados por apenas um radical (radical é a parte da palavra que contém o seu significado básico).
Exemplos: casa, carro, camiseta.
4. Substantivos compostos
Os substantivos compostos são formados por mais de um radical (radical é a parte da palavra que contém o seu significado básico).
Exemplos: guarda-chuva, passatempo, beija-flor.
5. Substantivos concretos
Os substantivos concretos designam as palavras reais, concretas, sejam elas pessoas, objetos, animais ou lugares.
Exemplos: menina, homem, cachorro.
6. Substantivos abstratos
Os substantivos abstratos são aqueles relacionados aos sentimentos, estados, qualidades e ações.
Exemplos: beleza, alegria, bondade.
7. Substantivos primitivos
Os substantivos primitivos, como o próprio nome indica, são aqueles que não derivam de outras palavras.
Exemplos: casa, folha, chuva.
8. Substantivos derivados
Os substantivos derivados são aquelas palavras que derivam de outras.
Exemplos: casarão (derivado de casa), folhagem (derivado de folha), chuvarada (derivado de chuva).
9. Substantivos coletivos
Os substantivos coletivos são aqueles que se referem a um conjunto de seres.
Exemplos: flora (conjunto de plantas), álbum (conjunto de fotos), colmeia (conjunto de abelhas).
Flexão de gênero dos substantivos
De acordo com o gênero (feminino e masculino) dos substantivos, eles são classificados em: biforme e uniforme.
Substantivos biformes - apresentam duas formas, ou seja, uma para o masculino e outra para o feminino. Exemplos: professor e professora; amigo e amiga.
Substantivos uniformes - somente um termo especifica os dois gêneros (masculino e feminino), sendo classificados em: epiceno, sobrecomum e comum de dois gêneros.
Epicenos: apresenta somente um gênero e refere-se aos animais. Exemplo: foca (macho ou fêmea).
Sobrecomum: apresenta somente um gênero e refere-se às pessoas. Exemplo: criança (masculino e feminino).
Comum de dois gêneros: termo que se refere aos dois gêneros (masculino e feminino), identificado por meio do artigo que o acompanha. Exemplo: "o artista" e "a artista".
Os substantivos de origem grega terminados em "ema" e "oma" são masculinos, por exemplo: teorema, poema.
Há os substantivos chamados de "gênero duvidoso ou incerto", ou seja, aqueles utilizados para os dois gêneros sem alteração do significado, por exemplo: o personagem e a personagem.
Existem alguns substantivos que, variando de gênero, mudam seu significado, por exemplo: "o cabeça" (líder), "a cabeça" (parte do corpo humano).
Flexão de número dos substantivos
De acordo com o número do substantivo, eles são classificados em: singular e plural.
Singular - designa uma única coisa, pessoa ou um grupo. Exemplo: bola, mulher.
Plural - designa várias coisas, pessoas ou grupos. Exemplo: bolas, mulheres.
Flexão de grau dos substantivos
De acordo com o grau dos substantivos, eles são classificados em: aumentativo e diminutivo.
Aumentativo - indica o aumento do tamanho de algum ser ou alguma coisa.
Diminutivo - indica a diminuição do tamanho de algum ser ou alguma coisa.
Os graus aumentativo e diminutivo podem ser analíticos e sintéticos.
O aumentativo analítico é acompanhado de um adjetivo que indica grandeza. Exemplo: casa grande.
O aumentativo sintético recebe o acréscimo de um sufixo indicador de aumento. Exemplo: casarão.
O diminutivo analítico é acompanhado de um adjetivo que indica pequenez. Exemplo: casa pequena.
O diminutivo sintético recebe o acréscimo de um sufixo indicador de diminuição. Exemplo: casinha.
Relação entre adjetivos e substantivos
Os adjetivos correspondem à classe de palavras que indicam qualidades e estados aos substantivos, por exemplo: casa bonita. Aqui, o termo "bonita" atribui uma qualidade ao substantivo "casa".
Os substantivos simples caraterizam um tipo de substantivo que apresenta somente um radical ou uma palavra, por exemplo: papel, homem, caneta.
Flexão dos substantivos simples
O substantivo é uma classe gramatical flexionada em gênero (feminino e masculino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo).
1. Flexão de Gênero
Substantivos Biformes: apresentam duas formas, ou seja, uma feminina e outra masculina, por exemplo: menino - menina
Substantivos Heterônimos: apresentam formas para ambos os gêneros, porém com radicais distintos, por exemplo: mulher - homem
Substantivos Uniformes: apresentam somente uma forma para ambos os gêneros e são classificados em:
Comum de dois: apresentam uma forma para ambos os gêneros, diferenciada somente pelo artigo ou outro determinante, por exemplo: o estudante - a estudante.
Sobrecomum: apresenta uma forma e um artigo (masculino ou feminino) para ambos os gêneros, por exemplo: a criança; o indivíduo; a pessoa; o gênio.
Epiceno: utilizado para distinguir os animais (macho ou fêmea), os epicenos apresentam uma forma e um artigo (masculino ou feminino) para ambos os gêneros, por exemplo: a piranha (macho ou fêmea).
2. Flexão de Número
Singular: indica um ser, coisa, objeto, por exemplo: casa, criança, voz.
Plural: indica dois ou mais seres, coisas, objetos, por exemplo: casas, crianças, vozes.
Note que alguns substantivos são empregados somente no plural, por exemplo: costas, férias, óculos, trevas, núpcias, dentre outros.
A formação do plural para os substantivos simples é baseada nas seguintes regras gramaticais:
Terminados em vogal e ditongo oral, há acréscimo de s, por exemplo: chapéu - chapéus; sofá - sofás; bola - bolas.
Terminados em n, há acréscimo de s ou es, por exemplo: cânon - cânones; hífen - hifens ou hífenes; pólen - polens ou pólenes.
Terminados em m, há acréscimo de ns, por exemplo: álbum - álbuns; homem - homens; item - itens.
Terminados em r e z, há acréscimo de es, por exemplo: sonar - sonares; raiz - raízes; sênior - seniores.
Terminados em al, el, ol, ul, troca-se o l por is (há exceções, por exemplo: mal e males, cônsul e cônsules). Alguns exemplos: quintal - quintais; hotel - hotéis; farol - faróis.
Terminados em il fazem o plural de duas maneiras:
Oxítonos em is, por exemplo: canil - canis; barril - barris;
Paroxítonos em eis, por exemplo: míssil - mísseis; fóssil - fósseis.
Terminados em s fazem o plural de duas maneiras:
Monossilábicos ou Oxítonos mediante o acréscimo de es, por exemplo: ás - ases; retrós - retróses;
Paroxítonos ou Proparoxítonos permanecem invariáveis, por exemplo: o ônibus - os ônibus; o lápis - os lápis.
Terminados em ão fazem o plural de três maneiras:
substituindo o -ão por -ões, por exemplo: falcão - falcões;
substituindo o -ão por -ães, por exemplo: escrivão - escrivães;
substituindo o -ão por -ãos, por exemplo: cidadãos - cidadãos.
Terminados em x ficam invariáveis, por exemplo: o látex - os látex; o tórax - os tórax.
3. Flexão de Grau
O Grau está relacionado ao tamanho das coisas e dos seres. São classificados em grau aumentativo e grau diminutivo, sendo constituídos através de dois processos:
Analítico: acréscimo de outra palavra, por exemplo: menino grande, menino pequeno.
Sintético: acréscimo de sufixo, por exemplo: menino - menininho (diminutivo); meninão (aumentativo).
O substantivo composto é o substantivo formado por mais de uma palavra ou radical.
Exemplos:
sexta-feira (é formado por dois radicais: sext- e feir-).
cachorro-quente (é formado por dois radicais: cachor- e quent-).
cana-de-açúcar (é formado por três radicais: can-, d- e açúc-).
O substantivo composto pode ser formado de duas formas: por justaposição ou por aglutinação.
JUSTAPOSIÇÃO, quando os radicais se juntam sem que sofram alterações. Exemplos: arco-íris, fim de semana, passatempo.
AGLUTINAÇÃO, quando os radicais se juntam e, nesse processo, sofrem alterações. Exemplos: aguardente (água + ardente), vinagre (vinho + acre), planalto (plano + alto).
O plural dos substantivos compostos é feito mediante duas situações. Uma delas se refere à forma como ele é escrito.
Se o substantivo composto for escrito sem hífen, o plural é feito tal como os substantivos simples, muitas vezes acrescentando o “s” no final. Exemplos: claraboia(s), ferrovia(s), passatempo(s).
A outra situação que deve ser observada é como o substantivo que escrito com hífen é formado (por verbo + substantivo, por palavras unidas por preposição, por palavras repetidas, entre outros). Nesses casos, algumas regras devem ser observadas.
Regras dos substantivos compostos com hífen
1) Substantivo + substantivo que especifica o primeiro
Apenas o primeiro elemento passa para o plural ou os dois elementos passam para o plural. Exemplos:
caneta-tinteiro (canetas-tinteiro ou canetas-tinteiro)
salário-família (salários-família ou salários-famílias)
banana-prata (bananas-prata ou banana-pratas)
2) Palavras unidas por preposição
Apenas o primeiro elemento passa para o plural. Exemplos:
estrela-do-mar (estrelas-do-mar)
mula-sem-cabeça (mulas-sem-cabeça)
peroba-do-campo (perobas-do-campo)
3) Verbo, prefixo ou advérbio + substantivo ou adjetivo
Apenas o segundo elemento passa para o plural. Exemplos:
abaixo-assinado (abaixo-assinados)
beija-flor (beija-flores)
vice-prefeito (vice-prefeitos)
4) Palavras repetidas ou onomatopeias
Apenas o segundo elemento passa para o plural. Exemplos:
pingue-pongue (pingue-pongues)
teco-teco (teco-tecos)
tique-taque (tique-taques)
5) Palavra variável + palavra variável
Os dois elementos passam para o plural. Lembrando que são palavras variáveis substantivos, verbos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais. Exemplos:
cota-parte (cotas-partes)
mão-boba (mãos-bobas)
segunda-feira (segundas-feiras)
Os substantivos primitivos são aqueles que não derivam de outras palavras da língua portuguesa. As palavras classificadas como substantivos primitivos têm origem em outras línguas, como latim e grego.
Exemplos de substantivos primitivos:
ferro (tem origem do latim: ferrum, e dele surge o derivado ferreiro)
flor (tem origem do latim: flore, e dele surge o derivado floricultura)
pedra (tem origem do grego: pétra, e dele surge o derivado pedreira)
folha (tem origem do latim: folia, e dele surge o derivado folhagem)
papel (tem origem do latim: papyrus, e dele surge o derivado papelaria)
Substantivo primitivo e derivado
Ao contrário dos substantivos primitivos, os substantivos derivados são palavras que surgem de outras palavras primitivas. Isso acontece pelo processo chamado de derivação, em que há o acréscimo de sílabas ou letras.
Assim sendo, os substantivos primitivos são responsáveis por originar essas outras palavras:
sorveteria (derivado do substantivo primitivo sorvete);
lixeira (derivado do substantivo primitivo lixo);
dentadura (derivado do substantivo primitivo dente).
Exemplos de frases com substantivos primitivos e derivados:
Substantivo primitivo Substantivo derivado
A casa da Mariana ficou pronta este ano. Mário viveu durante dez anos num casarão.
O livro de Tomás ficou molhado com a chuva. A livraria do centro é a mais conhecida da cidade.
A folha da árvore ressecou com o inseticida. A folhagem dessa planta está cada dia maior.
Resolveu colocar pedras no jardim. Aquele pedreiro construiu grande parte da nossa casa.
Recebeu a carta do pai na noite de natal. O carteiro não passou naquele dia.
Pela manhã percebeu que seu dente estava caindo. Sempre gostou do trabalho do César, seu dentista.
Cada dia que passava a chuva diminuía. Naquele dia, a previsão era de chuvisco pela tarde.
Precisava comprar sapatos novos. Tinha a profissão de sapateiro desde a adolescência.
A partir dos exemplos acima, podemos distinguir esses dois tipos de substantivos: os primitivos e os derivados.
As palavras que não são originárias de outras são classificadas como substantivos primitivos: casa, livro, folha, pedra, carta, dente, chuva, sapato.
Já as palavras que derivam de outras são classificadas como substantivos derivados: casarão, livraria, folhagem, pedreiro, carteiro, dentista, chuvisco, sapateiro.
Os substantivos derivados são substantivos formados a partir de outras palavras. Por exemplo, o substantivo florista é derivado, porque é formado a partir da palavra flor.
Quando dizemos que um substantivo é derivado, estamos a classificá-lo considerando a sua formação. Os substantivos que não são formados a partir de outras palavras são substantivos primitivos.
Exemplos:
substantivos derivados: pedreiro, livraria, terreno
substantivo primitivos: pedra, livro, terra
Exemplos de substantivos derivados
Substantivos primitivos Substantivos derivados
Flor floração, flora, floral, florescente, floriano, floricultura, florido, florista
Chuva chuvada, chuvarada, chuveiro, chuvisco
Terra aterrado, aterro, enterrado, terreiro, terreno, terrestre, território
Livro livralhada, livraria, livreiro, livreto
Dente dentadura, dentição, dentina, dentista, dentuça
Ferro enferrujado, ferragem, ferreiro, férreo, ferrugem
Papel papelada, papelão, papelaria, papeleiro, papiro
Sapato sapatada, sapataria, sapateira, sapateiro
Jornal jornaleco, jornaleiro, jornalista
Formiga formigado, formigamento, formigueiro
Pedra pedrada, pedreiro, pedregulho, pedraria, pedrisco
Telha telhado, telheira, telheira
Sonho sonhado, sonhador
Boi boiada, boiadeiro, boizama, bovino
Ilha ilhado, ilhéu, ilhota
Máquina maquinaria, maquinário, maquinista
Bicicleta bicicletaria, bicicletário, bicicletista
Salsicha salsichão, salsicharia, salsicheiro
Café cafeicultor, cafeína, cafezal
Lua aluado, enluarado, luar, lunar, lunático
Vidro envidraçado, vidraça, vidraçaria, vidraceiro
Gato gataria, gateira
Cantina cantineiro
Mar maré, maresia, maremoto, marina, marinheiro, marítimo
Jardim jardinagem, jardineira, jardineiro
Fogo fogareiro, fogaréu, fogueira, foguista
Folha folhado, folhagem, folheto, folhetim, folhoso, folhudo
Leite leitoso, leiteira, leiteiro
História historiador, histórico, historiografia
Água aguaceiro, aguado, aguador
Sol insolação, solar, ensolarado
Amargo amargor, amargura, amargurado
Banana bananeira, bananada, bananal
Dia diário, diarista, diurno
Faca facada, facão
Feliz felicidade, felizmente, infelicidade
Mãe maternal, maternidade, materno
Morte imortal, mortal, morta, mortuário, mortífero
Pobre pobreza, empobrecido
Ter reter, deter, manter, obter
Ver antever, prever, rever
Vergonha vergonheira, vergonhoso, envergonhado
Laranja laranjeira, laranjada
Tinta tinteiro
Rei reinado
Grama gramado
Cozinha cozinheiro
Porta porta, portaria, porteiro
Casa caseiro
Substantivos primitivos e derivados
Conforme a formação dos substantivos, eles podem ser classificados como substantivos primitivos ou substantivos derivados.
Os substantivos primitivos não são formados a partir de nenhuma palavra. Exemplos: chuva, mar, jornal.
Os substantivos derivados são formados a partir de outras palavras. Exemplos: chuvisco, marítimo, jornalista.
Derivação: processo de formação de palavras
A formação das palavras derivadas pode ser feita através de cinco tipos de derivação: parassintética, sufixal, prefixal, imprópria e regressiva.
Derivação parassintética (prefixo + radical + sufixo) - acréscimo de prefixo e sufixo à palavra primitiva: anoitecer, enraivecer.
Derivação sufixal (radical + sufixo) -a créscimo de sufixo à palavra primitiva: felizmente, alegremente.
Derivação prefixal (prefixo + radical) - acréscimo de prefixo à palavra primitiva: reorganizar, refazer.
Derivação imprópria - mudança de classe de palavra sem que a forma primitiva seja alterada: O balançar de sua cabeça indicou sua decepção. (verbo torna-se substantivo)
Derivação regressiva - redução da palavra primitiva. Nesse processo têm-se os substantivos denominados "deverbais", ou seja, palavras que derivam de verbos: trabalho, derivado do verbo trabalhar.
Substantivo Concreto é um tipo de substantivo que designa seres ou objetos reais. Representa seres com existência própria (cadeira, mesa, gato, mulher, homem) e que não dependem de outros para existirem.
Substantivo Concreto e Abstrato
Ao contrário dos substantivos concretos, o substantivo abstrato é um tipo de substantivo que depende de outro para se manifestar.
Os substantivos abstratos são termos que nomeiam ações, estados e qualidades, os quais necessitam estar atribuídos a outros, por exemplo: felicidade e beleza.
Exemplos de Substantivos Concretos e Abstratos
Importante ressaltar que, segundo o contexto em que são empregadas as palavras, o mesmo substantivo pode ser concreto ou abstrato. Vejamos alguns exemplos:
A venda de roupas está aumentando com a chegada do Natal.
Na venda do seu Manuel tem frutas, legumes e verduras.
Note que no primeiro exemplo, a palavra "venda" depende da palavra "roupas" para existir, por isso trata-se de um substantivo abstrato.
Por outro lado, no segundo exemplo, a palavra "venda" representa uma loja, uma mercearia, e portanto, nesse caso, designa um substantivo concreto.
A aliança entre as nações favoreceu a adesão aos acordos internacionais.
Ganhou uma aliança de ouro branco da namorada.
O exemplo acima apresenta a mesma palavra em contextos distintos. No primeiro exemplo, a "aliança" depende das "nações" para existir, portanto designa um substantivo abstrato.
Já no segundo exemplo, a palavra "aliança" designa um objeto e, portanto, não depende de outra coisa para existir. Assim, trata-se de um substantivo concreto.
E Coisas Fictícias?
Também são substantivos concretos as palavras que designam seres fictícios. São aqueles termos que possuem uma representação ou um conceito conhecido por todos, por exemplo: fada, duende, Papai Noel, bruxa, vampiro, sereia, unicórnio, fantasma, saci-pererê, gnomo, dentre outros.
Substantivo abstrato é um tipo de substantivo que indica qualidade, sentimento, estado, ação e conceito.
Essas palavras abstratas não existem por si só, uma vez que dependem de outro ser para se manifestarem, por exemplo: alegria, beleza e felicidade.
A alegria de Ana Paula é contagiante.
Note que no exemplo acima, a "alegria" depende de alguém que esteja alegre para se manifestar e, por isso, é um substantivo abstrato.
Exemplos de substantivos abstratos
Os substantivos abstratos podem ser derivados de ações ou verbos, estados e qualidades.
1. Derivados de ação ou verbos
Beijo (verbo beijar)
Partida (verbo partir)
Corrida (verbo correr)
Arrumação (verbo arrumar)
Investimento (verbo investir)
2. Derivados de estados
Tristeza (triste)
Felicidade (feliz)
Emoção (emocionado)
Velhice (velho)
Pobreza (pobre)
3. Derivados de qualidades
Beleza (belo)
Gentileza (gentil)
Largura (largo)
Honestidade (honesto)
Seriedade (sério)
O substantivo comum é um tipo de substantivo que dá nome aos seres da mesma espécie (pessoas, animais, plantas, frutas, objetos, lugares, fenômenos) de forma genérica.
Esses termos são sempre grafados com letra minúscula - exceto em início de frase, por exemplo: pessoa, gente, criança, cidade, país.
Exemplos de substantivos comuns
1. Pessoas
Homem
Mulher
Criança
Amigo
Colega
2. Animais
Cachorro
Gato
Cavalo
Formiga
Tubarão
3. Plantas
Camomila
Jasmim
Erva-doce
Orquídea
Palmeira
4. Frutas
Banana
Maçã
Laranja
Abacaxi
Goiaba
5. Objetos
Mesa
Cadeira
Bicicleta
Computador
Microfone
6. Lugares
Bairro
Cidade
Município
Estado
Praia
7. Fenômenos
Tempestade
Trovoada
Furacão
Maremoto
Terremoto
Substantivo comum e próprio
O substantivo comum são palavras que designam os seres da mesma espécie de forma genérica, enquanto os substantivos próprios são termos utilizados para particularizá-los.
Além disso, os substantivos próprios, diferente dos comuns, são grafados com letra maiúscula, por exemplo: Brasil, Catarina, São Paulo.
Substantivo Próprio é aquele que particulariza seres distinguindo-os da sua espécie, como entidades, países, cidades, estados, continentes, planetas, oceanos, dentre outros. Esses termos são sempre grafados em letras maiúsculas.
Exemplos de Substantivos Próprios
1. Nomes de Pessoas
Os amigos da Ana Beatriz são: Paloma, Vitor, Leonardo e Rui.
Alice passou a tarde toda pensando no seu namorado.
Lucas e sua família foram viajar no final de semana.
O nome próprio de cada pessoa é escrito em letra maiúscula. Da mesma maneira, os sobrenomes também são grafados em letra maiúscula, por exemplo: Rafael Silveira Andrade.
2. Nomes de Entidades
A Organização das Nações Unidas (ONU) foi criada em 1945.
O Ministério da Educação (MEC) pretende reformular o currículo escolar.
O Conselho de Cultura da cidade existe desde o ano passado.
Nesse caso, as entidades públicas, privadas, sociais, desportivas, culturais são sempre grafadas com letra maiúscula.
3. Nome de Cidades, Estados e Países
Viveu durante muito tempo na cidade de São Paulo, conhecida como a "terra da garoa".
O estado de Minas Gerais é localizado na região sudeste do Brasil.
Os países que fazem parte do Mercosul são: Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela.
A partir dos exemplos acima, podemos constatar que os nomes de cidades, estados ou países são grafados com letra maiúscula, uma vez que são considerados nomes próprios.
4. Nome de Continentes, Planetas e Oceanos
A Europa está localizada no hemisfério norte, enquanto a África está no hemisfério sul.
O planeta Terra é o terceiro planeta mais próximo do sol, depois de Mercúrio e Vênus.
O oceano Pacífico separa a Ásia e a Oceania das Américas.
Da mesma maneira, os continentes, planetas e oceanos são escritos inicialmente com letra maiúscula.
Substantivos próprios e substantivos comuns
É importante ressaltar a diferença entre as classificações dos substantivos próprios e comuns.
Substantivos próprios: indicam seres, países, estados, sendo grafados com letra maiúscula, por exemplo: São Paulo, Brasil.
Substantivos comuns: grafados com letra minúscula, designam seres da mesma espécie (animais, plantas, objetos), por exemplo, as palavras: cidade, país.
Em resumo, quando há especificação da palavra, ela deve ser escrita com letra maiúscula (substantivo próprio, São Paulo). Do contrário, permanece com a letra minúscula (substantivo comum, cidade).
Substantivos coletivos são palavras que indicam o agrupamento de pessoas, seres, coisas, objetos ou animais da mesma espécie.
Confira abaixo alguns exemplos de substantivos coletivos.
Substantivos coletivos de grupos de pessoas
Coletivo de alunos: turma, classe
Coletivo de amigos: galera, roda
Coletivo de anjos: legião, falange, coro
Coletivo de atores ou artistas: elenco, companhia
Coletivo de aviadores: tripulação
Coletivo de bandidos: horda
Coletivo de bispos: concílio
Coletivo de cantores: coro, coral
Coletivo de cardeais reunidos para eleger o papa: conclave
Coletivo de cavaleiros: cavalgada
Coletivo de cidadãos: comunidade
Coletivo de ciganos: bando
Coletivo de credores: junta
Coletivo de demônios: legião
Coletivo de desonestos: súcia
Coletivo de desordeiros: corja, choldra, farândola, horda, malta
Coletivo de especialistas: congresso
Coletivo de espectadores: auditório, plateia
Coletivo de estudantes: turma, classe
Coletivo de examinadores: banca, junta
Coletivo de escravos: senzala
Coletivo de filhos: prole
Coletivo de heróis: falange
Coletivo de homens célebres pelo talento: plêiade
Coletivo de imigrantes: colônia
Coletivo de invasores: horda
Coletivo de jogadores: time, equipe
Coletivo de jurados: júri, conselho
Coletivo de ladrões: quadrilha, corja, choldra
Coletivo de malandros: cambada, corja, choldra
Coletivo de malfeitores: malta, bando, caterva, choldra
Coletivo de marinheiros: tripulação, chusma
Coletivo de médicos: junta
Coletivo de mercadores: caravana
Coletivo de músicos: banda, orquestra
Coletivo de ministros: ministério
Coletivo de padres: clero
Coletivo de parentes: família
Coletivo de parlamentares: assembleia, congresso, bancada
Coletivo de peregrinos: caravana
Coletivo de pessoas: multidão, grupo, gente, massa, roda, chusma, magote
Coletivo de pessoas de uma determinada região: população, povo
Coletivo de pessoas em deslocação: leva
Coletivo de poetas: plêiade
Coletivo de prisioneiros: leva
Coletivo de professores: corpo docente
Coletivo de religiosos: congregação
Coletivo de reunião de parentes ou amigos: tertúlia
Coletivo de sacerdotes: clero
Coletivo de soldados: batalhão, exército, pelotão, tropa, regimento, companhia, legião
Coletivo de tropas: falange
Coletivo de vadios: farândola, malta
Coletivo de viajantes: caravana
Substantivos coletivos de grupos de animais
Coletivo de abelhas: colmeia, enxame
Coletivo de animais de uma região: fauna
Coletivo de animais de raça: plantel
Coletivo de aves: bando, revoada
Coletivo de bactérias: colônia
Coletivo de cabras: fato, rebanho
Coletivo de bois: boiada, manada
Coletivo de borboletas: panapaná
Coletivo de búfalos: manada
Coletivo de burros: burricada
Coletivo de cachorros, cães: matilha
Coletivo de camelos: cáfila
Coletivo de caranguejos: cambada
Coletivo de cavalos: cavalaria, manada, tropa
Coletivo de dromedários: cáfila
Coletivo de elefantes: manada
Coletivo de filhotes: ninhada
Coletivo de formigas: colônia, formigueiro, formigame, carreiro, correição
Coletivo de gafanhotos: nuvem
Coletivo de gatos: gataria
Coletivo de insetos: miríade
Coletivo de insetos nocivos: praga
Coletivo de javalis: vara
Coletivo de leões: alcateia
Coletivo de lhamas: trompa
Coletivo de lobos: alcateia
Coletivo de macacos: bando, capela
Coletivo de marimbondo: nuvem, enxame
Coletivo de ovelhas: rebanho
Coletivo de pássaros: bando, revoada
Coletivo de peixes: cardume
Coletivo de pintinhos: ninhada
Coletivo de pombos: revoada
Coletivo de porcos: vara
Coletivo de vacas: manada
Substantivos coletivos de grupos de plantas
Coletivo de alhos: réstia
Coletivo de árvores: arvoredo, bosque
Coletivo de árvores frutíferas: pomar
Coletivo de carvalhos: carvalhal, reboredo
Coletivo de castanheiros: souto, castinçal
Coletivo de cebolas: réstia
Coletivo de cerquinhos: cerca
Coletivo de flores: buquê, ramalhete, ramo
Coletivo de frutas: cacho, penca
Coletivo de oliveiras: olival
Coletivo de pinheiros: pinhal
Coletivo de plantas de uma região: flora
Coletivo de plantas secas prensadas: herbário
Coletivo de verduras: molho
Substantivos coletivos de grupos de coisas e objetos
Coletivo de armas: arsenal
Coletivo de aviões: esquadrilha
Coletivo de canhões: bateria
Coletivo de carros: frota
Coletivo de cartas: escrínio
Coletivo de chaves: molho
Coletivo de coisas colocadas umas sobre as outras: pilhas
Coletivo de discos: discoteca
Coletivo de figurinhas: álbum
Coletivo de filmes: cinemateca
Coletivo de fogos de artifício: girândola
Coletivo de fotografias: álbum
Coletivo de jornais e revistas arquivados: hemeroteca
Coletivo de lenha: feixe
Coletivo de livros: biblioteca, livraria
Coletivo de munições: arsenal
Coletivo de navios: frota
Coletivo de navios de guerra: armada, esquadra
Coletivo de objetos de arte: galeria
Coletivo de objetos de mesa: baixela
Coletivo de obras de arte: acervo
Coletivo de ônibus: frota
Coletivo de palha: fardo
Coletivo de papel: resma, fardo
Coletivo de pratos: baixela, serviço
Coletivo de quadros ou de pinturas: pinacoteca
Coletivo de roupas: enxoval, trouxa
Coletivo de selos: álbum
Coletivo de tecidos: fardo
Coletivo de vídeos: videoteca
Substantivos coletivos de grupos de unidades de tempo
Coletivo de dois dias: bíduo
Coletivo de três dias: tríduo
Coletivo de sete dias: semana
Coletivo de nove dias: novena
Coletivo de treze dias: trezena
Coletivo de quinze dias: quinzena
Coletivo de 28, 29, 30 ou 31 dias: mês
Coletivo de quarenta dias: quarentena
Coletivo de dois meses: bimestre
Coletivo de três meses: trimestre
Coletivo de quatro meses: quadrimestre
Coletivo de seis meses: semestre
Coletivo de doze meses: ano
Coletivo de dois anos: biênio
Coletivo de três anos: triênio
Coletivo de quatro anos: quadriênio
Coletivo de cinco anos: lustro
Coletivo de seis anos: sexênio
Coletivo de sete anos: septênio
Coletivo dez anos: década
Coletivo de vinte anos: vintênio
Coletivo de cem anos: século, centenário
Coletivo de cento e cinquenta anos: sesquicentenário
Coletivo de mil anos: milênio
Outros substantivos coletivos
Coletivo de canções: cancioneiro
Coletivo de estrelas: constelação, miríade
Coletivo de faculdades: universidade
Coletivo de ilhas: arquipélago
Coletivo de letras: alfabeto
Coletivo de mapas: atlas
Coletivo de montanhas: cordilheira
Coletivo de músicas: coletânea, antologia
Coletivo de obras teatrais ou musicais: repertório
Coletivo de pães: fornada
Coletivo de palavras: vocabulário, dicionário
Coletivo de poemas narrativos: romanceiro
Coletivo de poesias líricas: cancioneiro
Coletivo de textos: coletânea, antologia
Coletivo de textos escolhidos: seleta
Coletivo de versos: estrofe
Coletivo de órgãos: sistema
O substantivo comum de dois gêneros, chamado também de comum de dois, é um tipo de substantivo uniforme. Ou seja, aquele que apresenta somente um termo para os dois gêneros (masculino e feminino).
Nesse caso, o que diferencia um termo de outro é o artigo que acompanha o substantivo:
o, um (masculino), por exemplo: o artista.
a, uma (feminino), por exemplo: a artista.
Outra forma de identificar o gênero do substantivo de dois gêneros é por meio do adjetivo que o acompanha, por exemplo:
Motorista sofre acidente na estrada.
Nesse exemplo, não conseguimos identificar se temos um motorista ou uma motorista, uma vez que a frase não possui um artigo de identificação do gênero.
Motorista argentino sofre acidente na estrada.
Após acrescentar o adjetivo "argentino" já identificamos que o motorista que sofreu o acidente era do sexo masculino.
Exemplos de substantivos comum de dois
O artista; a artista
O chefe; a chefe
O cliente; a cliente
O colega; a colega
O dentista; a dentista
O estudante; a estudante
O fã; a fã
O gerente; a gerente
O imigrante; a imigrante
O intérprete; a intérprete
O jornalista; a jornalista
O jovem; a jovem
O pianista; a pianista
O policial; a policial
O servente; a servente
O substantivo sobrecomum é um tipo de substantivo uniforme, ou seja, que apresenta somente um termo para os dois gêneros (masculino e feminino).
Ele é utilizado para nomear pessoas, por exemplo, a palavra "criança", utilizada para os dois gêneros: a criança menino; a criança menina.
Diferente dos substantivos uniformes, os substantivos biformesapresentam duas formas para os gêneros masculino e feminino, por exemplo: poeta e poetisa.
Exemplos de substantivos sobrecomuns
1. O anjo
João é um anjo que apareceu na minha vida.
Maria, funcionária da loja, é um anjo de mulher.
2. O cônjuge
Estela é cônjuge de Fernando.
Leonardo é cônjuge de Sandra desde 2012.
3. a criança
Ele é uma criança alegre ao lado de seus colegas.
Ela é uma criança teimosa na escola.
4. o defunto
Ficou claro que o defunto era de João Pedro.
O defunto descoberto no quintal da casa era de Maria Regina.
5. a estrela (de cinema)
Brad Pitt é uma grande estrela do cinema desde a infância.
Angelina Jolie é uma estrela de cinema e mulher de Brad Pitt.
6. o gênio
José Miguel é um gênio na matemática e na física.
Joana é um gênio que se destaca na escola.
7. o membro
Henrique foi membro do exército na Segunda Guerra Mundial.
Juliana era membro do grupo de escoteiros em sua cidade natal.
8. o monstro
Naquele tarde chuvosa, Alan parecia um monstro.
Lara estava igual um monstro após a cirurgia.
9. a pessoa
Ele é a pessoa mais carinhosa que já conheci.
Ela é a pessoa mais atenciosa do trabalho.
10. a testemunha
Luís foi testemunha do crime passional.
Luísa foi testemunha do roubo que aconteceu na joalheria.
11. a vítima
Lucas foi vítima de bullying na escola durante um ano.
Luciana foi vítima do atentado em Paris e infelizmente ficou com sequelas.
O substantivo epiceno é um tipo de substantivo uniforme que possui somente uma palavra para os dois gêneros (masculino e feminino).
Eles estão relacionados com os animais sendo diferenciados pelas palavras “macho” ou “fêmea”.
Fernando foi picado por uma cobra fêmea.
Nasceu um panda macho no zoológico.
A onça fêmea é a mais protetora do grupo.
O jacaré macho estava muito inquieto.
Exemplos de substantivos epicenos
a águia
a andorinha
a anta
o beija-flor
a borboleta
a cobra
o crocodilo
o escorpião
a foca
a formiga
a gaivota
o gavião
o hipopótamo
o jacaré
a mosca
o mosquito
a onça
o peixe
a pulga
o rinoceronte
o sapo
o tatu
o tigre
a zebra
Toda Matéria - formação das palavras
As palavras que compõem o léxico da língua são formadas principalmente por dois processos morfológicos:
Derivação (prefixal, sufixal, parassintética, regressiva e imprópria)
Composição (justaposição e aglutinação)
Palavras Primitivas e Derivadas
Antes de mais nada, vale ressaltar dois conceitos importantes para o estudo de formação das palavras.
Os vocábulos “primitivos” são as palavras que originam outras. Já as palavras “derivadas” são aquelas que surgem a partir das palavras primitivas
Exemplos:
dente (primitiva) e dentista (derivada)
mar (primitiva) e marítimo (derivada)
sol (primitiva) e solar (derivada)
Afixos
Além do conceito de palavras primitivas e derivadas, temos os afixos. Eles são morfemas, ou seja, as menores partículas significativas da língua.
Juntos a um radical, os afixos formam uma palavra, por exemplo, pedra (palavra primitiva) e pedreira (palavra derivada). Nesse exemplo, foi acrescentado o sufixo -eira.
Os afixos são classificados de acordo com sua localização na palavra. Assim, os sufixos vem depois do radical, por exemplo, folhagem e livraria.
Já os prefixos são acrescentados antes do radical, por exemplo desleal e ilegal.
Além deles, há ainda os “infixos” que aparecem no meio da palavra, sendo representados por uma consoante ou vogal, por exemplo, cafeteria e cafezal.
Radical e Prefixo
Antes de analisar uma palavra e o processo pelo qual ela foi formada, faz-se necessário o conhecimento de seu radical e de seus prefixos.
Segue abaixo alguns exemplos de radicais e prefixos gregos e latinos, ou seja, as línguas que mais influenciaram o léxico da língua portuguesa.
Radicais Gregos Prefixos Gregos Radicais Latinos Prefixos Latinos
Acro: alto, elevado acrobata a-, an-: negação Agri: campo ab- (abs-): afastamento
Aero: ar anti-: ação contrária Ambi: ambos, duplicidade ad- (a-): proximidade, direção
Antropo: homem dia-: movimento através Arbori: árvore ambi-: duplicidade
Arcaio/ arqueo: antigo epi-: posição superior Avi: ave ante-: anterioridade
Arquia: governo eu-: bem, bom Beli: guerra bem-: bom, êxito
Hidro: água hiper-: excesso, posição superior Bi, bis: duas vezes bi-: dois
Hipo: cavalo hipo-: deficiência Cultura: cultivar in-: negação
Pseudo: falso meta-: mudança, transformação Curvi: curvo infra-: abaixo
Psico: alma peri-: em torno de Ego: eu inter-: entre, posição intermediária
Sofia: sabedoria pro-: anteriormente Equi: igual intra-: posição interior
Processos de Derivação
Os processos de derivação de palavras ocorrem de cinco maneiras sempre com um radical e os afixos (sufixos e prefixos):
Derivação Prefixal (Prefixação): inclusão de prefixo à palavra primitiva, por exemplo: infeliz, antebraço, enraizar, refazer, etc.
Derivação Sufixal (Sufixação): inclusão de sufixo à palavra primitiva, por exemplo: felicidade, beleza, estudante, etc.
Derivação Parassintética (Parassíntese): inclusão de um prefixo e de um sufixo à palavra primitiva, de forma simultânea, por exemplo: entardecer, emagrecer, engaiolar, etc.
Derivação Regressiva: redução da palavra derivada por meio da retirada de uma parte da palavra primitiva, por exemplo: beijar-beijo, debater-debate, perder-perda, etc.
Derivação Imprópria: ocorre a mudança de classe gramatical da palavra, por exemplo, O jantar estava muito bom (substantivo); Fui jantar ontem à noite com Luís. (verbo)
Processos de Composição
Os processos de composição de palavras envolvem mais de dois radicais de palavras, sendo classificadas em:
Justaposição: Na união dos termos, os radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura, por exemplo, surdo-mudo, guarda-chuva, abre-latas, etc.
Aglutinação: Na união dos termos, pelo menos um dos radicais sofre alteração em sua estrutura, por exemplo, planalto (plano alto), vinagre (vinho e acre), etc.
Neologismo
O neologismo é um processo de formação de palavras em que se cria uma palavra ou uma palavra já existente muda de sentido. Podemos citar como exemplo a palavra "internetês", que se refere à linguagem da internet. É um processo de renovação da língua.
Hibridismo
O hibridismo também é um processo de formação de palavras. Esses termos são formados com elementos de idiomas diferentes, por exemplo, “sociologia” (do latim, “sócio” e do grego “logia”).
A derivação parassintética ou parassíntese é um tipo de derivação em que ocorre o acréscimo de afixos (prefixo e sufixo) à palavra primitiva.
Lembre-se que a derivação é um processo de formação de palavras que envolve o radical e os afixos (sufixo e prefixo).
Além de parassintética, a derivação pode ser: imprópria, regressiva, sufixal e prefixal.
Exemplos de Derivação Parassintética
Abençoar (a- prefixo e -oar - sufixo)
Amanhecer (a- prefixo e -ecer - sufixo)
Anoitecer (a- prefixo e -ecer - sufixo)
Entardecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
Envelhecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
Envernizar (en- prefixo e -izar - sufixo)
Enrijecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
Entristecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
Emagrecer (e- prefixo e -ecer - sufixo)
Engaiolar (en- prefixo e -ar - sufixo)
Em infelicidade e transformação, não ocorreu parassíntese, porque existem infeliz e felicidade, transformar e formação. Neste caso, ocorreu derivação prefixal e sufixal.
Em enlouquecer ocorreu parassíntese, porque não existem louquecer nem enlouco.
A derivação regressiva é um tipo de derivação que ocorre por meio da supressão da palavra primitiva, gerando uma derivada.
Exemplo:
Ele é um portuga muito legal. (portuga = português)
As palavras derivadas são criadas a partir de palavras primitivas, por exemplo: flor (primitiva) e florista (derivada).
Lembre-se que a derivação é um processo de formação de palavras que ocorre com o radical da palavra e seus afixos (sufixo e prefixo).
Além da derivação regressiva temos: derivação imprópria, sufixal, prefixal e parassintética.
Exemplos de Derivação Regressiva
O mengo arrasou essa tarde. (flamengo)
Todos os dias eles vão àquele boteco (botequim)
Maria Eugênia é muito comuna. (comunista)
Essa noite será um agito. (do verbo agitar)
Nora ofereceu ajuda para os estudantes. (do verbo ajudar)
Eles estavam num grande amasso (do verbo amassar)
O beijo é uma forma de cumprimento entre as pessoas. (do verbo beijar)
O choro da criança era muito desesperador. (do verbo chorar)
O debate foi sobre a privatização das empresas (do verbo debater)
Tivemos uma grande perda essa tarde. (do verbo perder)
Obs: Note que na derivação regressiva forma-se uma nova palavra (normalmente um substantivo) a partir de um verbo na forma infinitiva ou de outro substantivo. Por esse motivo, esses substantivos são chamados de deverbais, e são sempre abstratos.
Em telefone > telefonar, o substantivo é concreto, logo a formação é sufixal.
Nos exemplos acima, temos a supressão do –r final dos verbos, que indica a desinência de infinitivo.
A derivação imprópria, também chamada de conversão, é um tipo de derivação que acontece pela mudança de classe gramatical da palavra.
Ou seja, a formação de uma nova palavra é obtida pela mudança da função gramatical (substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, etc.) na frase.
Exemplo:
Joana tem um andar muito determinado. (substantivo)
Essa tarde podemos andar no parque. (verbo)
Note que nesse tipo de derivação não é acrescido nem prefixo e nem sufixo à nova palavra. Dessa forma, não ocorre nenhuma mudança na estrutura do termo, mas sim no significado dele. Por isso é chamada de imprópria.
Todavia, a nova palavra desempenha outro papel gramatical na frase de acordo com contexto em que está inserida.
Lembre-se que a derivação é um dos processos de formação de palavras que envolve o radical de uma palavra primitiva e os afixos (prefixo e sufixo).
Além da derivação imprópria temos: derivação regressiva, sufixal, prefixal e parassintética.
Exemplos de Derivação Imprópria
Nosso jantar estava ótimo. (substantivo)
Vamos jantar na casa da Fabiana? (verbo)
O olhar da garota era profundo. (substantivo)
Ao olhar os preços das camisas, resolvemos ir à feira. (verbo)
O conceito de belo nas artes é encontrado na Grécia Antiga. (substantivo)
O Coliseu de Roma é muito belo. (adjetivo)
Pedro é a mais alto da turma. (adjetivo)
A professora falava muito alto. (advérbio)
Sofia é a cabeça da classe. (adjetivo)
Minha cabeça dói muito hoje. (substantivo)
Toda Matéria - estrutura das palavras
Os morfemas são pequenas partes que formam as palavras. Cada uma dessas partes tem um significado. Por exemplo, a palavra gato é formada por dois morfemas: gat- e -o.
O morfema gat- é a parte principal da palavra, pois através dela, entendemos o que ela quer dizer. O morfema -o indica que a palavra pertence ao gênero masculino.
Classificação dos morfemas
Os morfemas podem ser classificados em: radical, desinências, afixos, vogal temática, vogal ou consoante de ligação.
Radical
Esse é o elemento comum. Ele serve de base às palavras.
Exemplos: ferro, ferreiro, ferragem, ferrugem.
Na nossa língua existem uma série de palavras cujos radicais são de origem grega ou latina.
Exemplos em grego:
agro = campo, tal como agronomia.
demo = povo, tal como democracia.
Exemplos em latim:
agri = campo, tal como agricultor.
fide = fé, tal como fidedigno.
Desinências
As desinências são os elementos que se juntam à palavra para indicar flexões gramaticais e podem ser nominais e verbais.
As desinências nominais indicam gênero e número, enquanto as verbais promovem as conjugações dos verbos (desinências modo-temporais e número-pessoais).
Exemplos de desinências nominais: aluno, alunos, bela, belas.
Exemplos de desinências verbais: escreverei (re - desinência de tempo futuro do modo indicativo), (i - desinência de 1.ª pessoa do singular); estudávamos (ava - desinência de tempo pretérito do modo indicativo), (mos - desinência de 1.ª pessoa do plural).
A desinência zero é a ausência de desinência. Assim, não necessita de qualquer desinência para encerrar o seu sentido. A ausência da letra “s” no final de uma palavra, por exemplo, pode indicar que a mesma se apresenta no singular. Exemplo: sol, livro, mês.
Afixos
Os afixos ou morfemas derivacionais são os elementos que se juntam à palavra para formar novas palavras. Os afixos são classificados em prefixos e sufixos, de acordo com a posição nas palavras, respectivamente antes e depois do radical.
Exemplos de prefixos: contradizer, infeliz, ambivalente.
Exemplos de sufixos: ricaço, lealdade, narigudo.
Tal como acontece com os radicais, a maior parte dos afixos da língua portuguesa tem origem no grego ou no latim.
Exemplos em grego:
anti = oposição, tal como antipatia
pos = posição, tal como posterior
cracia = poder, tal como democracia
Exemplos em latim:
bi = dois, tal como bisavô
re = repetição, tal como refazer
ista = ofício, tal como dentista
Vogal temática
A vogal temática é a vogal que se junta ao radical e daí recebe as desinências. Ela indica a conjugação a que os verbos pertencem:
1.ª conjugação - vogal temática A. Exemplos: amar, ensaiar, saltar.
2.ª conjugação - vogal temática E. Exemplos: entender, ler, saber.
3.ª conjugação - vogal temática I. Exemplos: decidir, sair, unir.
Vogal ou consoante de ligação
Esses são os elementos que não têm qualquer significado. Sua função é tão somente ligar os elementos para auxiliar a pronúncia das palavras.
Exemplos: chaleira, maresia, bananeira.
Tipos de morfemas: presos e livres
Quando o morfema por si só encerra o significado de um vocábulo, ele é chamado de livre. Os morfemas presos, por sua vez, são aqueles que sozinhos não detém significado.
Exemplo da palavra mares:
mar- é um morfema livre
-es é um morfema preso, que indica o plural da palavra mar
Morfemas lexicais e gramaticais
São morfemas lexicais: os substantivos, os adjetivos, os verbos e os advérbios de modo.
São morfemas gramaticais: os artigos, os pronomes, os numerais, as preposições, as conjunções e os demais advérbios, bem como os morfemas que indicam número, gênero, modo, tempo e aspecto verbal.
A vogal temática é a vogal que se une ao radical da palavra. A função desse morfema formador de palavras é ligar o radical às desinências, formando assim, o tema.
Lembre-se que o radical é um morfema que contém o significado básico das palavras.
Exemplo:
Ferr– radical de ferro, ferragem, ferrugem, etc.
As desinências são morfemas que indicam as flexões das palavras (número, gênero, pessoa, modo e tempo verbal). São acrescidas no final dos termos e podem ser nominais ou verbais.
Exemplo:
Amigo – amiga (desinências nominais de gênero)
Por fim, o tema é a união do radical com a vogal temática, por exemplo: estuda, onde estud– é o radical e o –a é a vogal temática.
Classificação
A vogal temática pode ser verbal ou nominal.
Verbal: de acordo com as conjugações verbais, temos três tipos de vogais temáticas.
1ª conjugação é o “a”, por exemplo: andar, amar, falar.
2ª conjugação é o “e”, por exemplo: vender, comer, ter.
3ª conjugação é o “i”, por exemplo, sair, partir, dormir.
Obs: há exceções que são chamadas de formas atemáticas. Nos verbos essas formas ocorrem no presente do subjuntivo, por exemplo:
1ª conjugação: cante – cant/e
2ª conjugação: venda – vend/a
3ª conjugação: parta – part/a
Nominal: presente nos nomes substantivos, elas são classificadas em três tipos:
A vogal “a”: substantivos terminados em “a”, por exemplo, casa, escola e sala.
A vogal “o”: substantivos terminados em “o”, por exemplo, prato, copo e livro.
A vogal “e”: substantivos terminados em “e”, por exemplo, controle, sorte e pote.
Obs: as palavras terminadas em vogais tônicas não apresentam vogal temática, por exemplo: café, sofá, picolé, cajá, etc. Elas representam as formas “atemáticas”. Assim, as vogais temáticas nominais estão presentes somente nos nomes átonos.
Vogal de Ligação
Importante não confundir a vogal temática com a chamada vogal de ligação. Essa serve para auxiliar a pronúncia de algumas palavras da língua, por exemplo: bananeira.
Além da vogal de ligação, há a consoante de ligação e apresenta o mesmo objetivo desta: facilitar a pronúncia das palavras, por exemplo: chaleira.
As desinências são morfemas que se juntam à parte final das palavras variáveis com o intuito de assinalar as suas flexões, por isso são também chamadas de morfemas flexionais. As desinências podem ser nominais ou verbais.
Desinências Nominais
As desinências nominais indicam gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural) dos substantivos, dos adjetivos e de alguns pronomes.
Gênero Número
Masculino Feminino Singular Plural
-o -a - -s
Exemplos:
O aluno atencioso prestou atenção na aula.
Os alunos atenciosos prestaram atenção nas aulas.
A aluna atenciosa prestou atenção na aula.
As alunas atenciosas prestaram atenção nas aulas.
O plural geralmente é indicado pela desinência -s. Algumas palavras terminadas com s, todavia, formam plural com o acréscimo de -es.
Exemplos: meses, países, portugueses.
Assim, muitas vezes, a ausência do -s indica o singular; é o que chamamos de desinência zero.
Desinências Verbais
As desinências verbais indicam flexões do verbo: número e pessoa, modo e tempo. Desta forma se dividem em:
Desinências modo-temporais (DMT)
Quando indicam os modos (indicativo, subjuntivo e imperativo) e os tempos (presente, passado e futuro).
Desinências número-pessoais (DNP)
Quando indicam o número (singular e plural) e as pessoas (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas).
Exemplos:
Viajo todas as férias. (1.ª pessoa do singular do presente do indicativo)
Se viajassem. (3.ª pessoa do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo)
Viajemos para Miami! (1.ª pessoa do plural do imperativo)
Confira o quadro das desinências dos tempos verbais que dão origem a outros tempos e modos verbais.
Presente Pretérito Perfeito
Infinitivo Pessoal
Futuro do Subjuntivo
Pessoa Singular Plural Singular Plural Singular Plural
1.ª -o -mos -i -mos - -mos
2.ª -s -is (-des) -ste -stes -es -des
3.ª - -m -u -ram - -em
Saiba mais sobre esse tema em Formação dos Tempos Simples.
Não confunda!
Desinência e vogal temática são diferentes. Enquanto a desinência indica o gênero, a vogal temática indica a que conjugação o verbo pertence, ao mesmo tempo que o prepara para receber as desinências que tornam possível a sua conjugação.
Exemplos:
estuda (a - 3.ª pessoa do singular do presente do indicativo)
estudava (a - vogal temática, va - 1.ª ou 3.ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo)
Prefixo e Sufixo são morfemas que se juntam às palavras a fim de formar novas palavras. Ambos são, na verdade, afixos.
O nome prefixo ou sufixo é dado dependendo do lugar que ocupam na palavra. Ou seja, se estiver antes do radical é prefixo, mas se estiver depois do radical é sufixo.
Exemplos:
antipatia (anti = prefixo)
retroceder (retro = prefixo)
tolerante (ante = sufixo)
realismo (ismo = sufixo)
Prefixos
Os prefixos são afixos que formam palavras a partir de um morfema que antecede o radical. Assim, eles modificam o seu sentido mas, geralmente, mantêm a classe gramatical a qual pertencem.
A maior parte dos prefixos da língua portuguesa são de origem latina ou grega. Confira as listas com os respetivos significados e exemplos:
Lista de Prefixos Latinos
Prefixos Significados Exemplos
ab- afastamento abdicar
ambi- duplicação ambidestro
ante- anterioridade antepor
bem-, ben- bem bendito, beneficente
bi-, bis- dois biênio, bisneto
contra- oposição contradizer
in-, i- negação ingrato, ilegal
pos- posição posterior
semi- metade semicírculo
tri- três triângulo
Lista de Prefixos Gregos
Prefixos Significados Exemplos
anti- oposição antipatia
arce- superioridade arcebispo
cata- movimento para baixo cataclismo
dis- dificuldade dispneia
en- posição interior encéfalo
epi- posterioridade epílogo
eu- bem, bom eufonia
hiper- excessivo hipertensão
para- proximidade paralelo
pro- anterioridade prólogo
Sufixos
Os sufixos são afixos que formam palavras a partir de um morfema que sucede o radical. Assim, eles modificam o seu sentido e, principalmente, alteram a classe gramatical a qual pertencem.
Os sufixos podem ser nominais, verbais e adverbiais.
Sufixos Nominais
Os sufixos nominais se juntam ao radical para formar substantivos e adjetivos.
Sufixos Nominais Sufixos Exemplos
Sufixos Aumentativos
-ão
-aço
-alhão
-aréu
-arra
-(z)arrão
-eirão
-uça
paredão
ricaço
grandalhão
povaréu
bocarra
homenzarrão
boqueirão
dentuça
Sufixos Diminutivos
-inho
-zinho
-acho
-icho (a)
-eco
-ela
-ote
-isco
Pedrinho
avozinho
riacho
barbicha
soneca
viela
velhote
chuvisco
Confira na tabela abaixo outros exemplos de sufixos nominais:
Sufixos Exemplos Significado
-dor
-tor
-sor
-eiro
-ista
-nte
-rio
causador
tradutor
professor
padeiro
dentista
estudante
bibliotecário
agente, profissão, instrumento
-dade
-ência
-ez
-eza
-ice
-ície
-ismo
-or
-ude
-ume
-ura credibilidade
paciência
sensatez
beleza
meiguice
imundície
patriotismo
frescor
amplitude
azedume
formosura qualidade, estado
-ado
-ato
-aria
-douro
-tório
-tério principado
orfanato
padaria
matadouro
dormitório
cemitério lugar, ramo de negócio
-ia
-ismo
-ica
-tica geometria
cristianismo
física
política ciência, técnica, doutrina
-al
-agem
-ada
-ama
-ame
-ário
-aria
-edo
-eiro
-eira
-ena cafezal
ferragem
boiada
dinheirama
vasilhame
mobiliário
gritaria
arvoredo
formigueiro
fumaceira
dezena
coletivo
-az
-ento
-lento
-into
-enho
-onho
-oso
-udo sagaz
ciumento
sonolento
faminto
ferrenho
medonho
jeitoso
barrigudo qualidade em abundância, intensidade
-eo
-aco
-iaco
-aco
-aico
-ano
-ão
-enho
-eno
-ense
-ês
-eu
-ino
-ista ósseo
demoníaco
paradisíaco
polaco
hebraico
paraibano
catalão
panamenho
chileno
cearense
francês
europeu
argentino
paulista natureza, origem, que tem a qualidade de
-ável
-ível
-óvel
-úvel
-iço
-ivo
amável
audível
móvel
solúvel
movediço
lucrativo possibilidade, tendência
-ada
-agem
-ança
-aria
-eria
-ata
-ção
-ura
-ela
-ença
-ência
-mento
-or cabeçada
aprendizagem
esperança
pirataria
selvageria
passeata
correção
formatura
olhadela
parecença
continência
juramento
temor ação, resultado de ação
Sufixos Verbais
Os sufixos verbais se juntam ao radical para formar verbos.
Sufixos Exemplos Significado
-ear
-ejar folhear, espernear
gotejar, apedrejar ação que se repete
-icar
-itar
-iscar bebericar
saltitar
petiscar ação diminutiva que se repete
-ecer
-escer amanhecer, anoitecer
florescer, rejuvenescer ação que principia
Sufixos Adverbais
Os sufixos adverbiais se juntam ao radical para formar advérbios. Há apenas um sufixo adverbial em português: -mente. Ele se acrescenta à forma feminina do adjetivo, quando for biforme.
Exemplos:
cuidadosamente
firmemente
francamente
justamente
rapidamente
sábado, 22 de julho de 2023
Lista dos adjetivos pátrios dos estados e capitais brasileiras
Acre – acriano
Rio Branco – rio-branquense
Alagoas – alagoano
Maceió – maceioense
Amapá – amapense
Macapá – macapaense
Amazonas – amazonense
Manaus – manauense
Bahia – baiano
Salvador – soteropolitano
Ceará – cearense
Fortaleza – fortalezense
Distrito Federal – brasiliense
Espírito Santo – capixaba
Vitória – vitoriense
Goiás – goiano
Goiânia – goianiense
Maranhão = maranhense
São Luís – ludovicense
Mato Grosso – mato-grossense
Cuiabá – cuiabano
Mato Grosso do Sul – sul-mato-grossense
Campo Grande – campo-grandense
Minas Gerais – mineiro
Belo Horizonte – belo-horizontino
Pará – paraense
Belém – belenense
Paraíba – paraibano
João Pessoa – pessoense
Paraná – paranaense
Curitiba – curitibano
Pernambuco – pernambucano
Recife – recifense
Piauí – piauiense
Teresina – teresinense
Rio de Janeiro – fluminense (Estado)
Rio de Janeiro – carioca (Capital)
Rio Grande do Norte – potiguar
Natal – natalense
Rio Grande do Sul – gaúcho
Porto Alegre – porto-alegrense
Rondônia – rondoniense
Porto Velho – porto-velhense
Roraima – roraimense
Boa Vista – boa-vistense
Santa Catarina – catarinense
Florianópolis – florianopolitano
São Paulo – paulista (Estado)
São Paulo – paulistano (Capital)
Sergipe – sergipano
Aracaju – aracajuano
Tocantins – tocantinense
Palmas – palmense
fonte:
Henrique Nuno - Português Descomplicado
Globo Espreeville - abertura - 06/11/1995
Juntos novamente, Rede Globo e você, para viver intensamente hoje, segunda-feira, 6 de novembro de 1995, todo este universo de emoções. Dentro de instantes:
06:15 - Telecurso Profissionalizante - Tratamento Térmico nº 4
06:30 - Telecurso 2000 - 2º Grau - Português nº 45
06:45 - Telecurso 2000 - 1º Grau - Ciências nº 38
07:00 - Bom Dia Espreeville
08:00 - TV Colosso
12:35 - Globo Esporte
12:50 - Espreeville TV 1ª Edição
13:15 - Jornal Hoje
13:40 - Vídeo Show
14:10 - Vale a Pena Ver de Novo - Renascer
15:20 - Sessão da Tarde - Ghost: Do Outro Lado da Vida
17:25 - Malhação
18:00 - História de Amor
18:50 - Espreeville TV 2ª Edição
19:05 - Cara & Coroa
20:00 - Jornal Nacional
20:35 - Explode Coração
21:40 - Tela Quente - O Guarda-Costas
00:10 - Jornal da Globo
00:45 - Espreeville News
01:15 - Concertos Internacionais
02:35 - Sessão Comédia - O Casamento da Senhora Delafield
sfl662006 - Espreeville News: vinheta
Essa é a vinheta do Espreeville News, exibido pela Globo desde 1983 - quando ainda se chamava Espreeville Television.
De segunda a sexta é exibido em duas edições:
uma após a faixa de shows, dura 10 minutos, logo após tem o Jornal da Globo.
e outra após a Sessão Brasil às segundas, dura 30 minutos, logo após tem o Telecurso e o Tecendo o Saber. De terça a sexta, é exibido após o Intercine, logo após tem o Corujão, de sexta para sábado tem o Globo Educação.
Aos sábados é exibido após a série Uma Família da Pesada e o Corujão, dura 15 minutos, logo após tem a Santa Missa de Padre Marcelo Rossi.
Aos domingos é exibido após o Domingo Maior ou a Sessão de Gala, esta exceto em dias de manutenção técnica ou exibição de programas especiais. Dura 20 minutos, logo após tem o Telecurso e o Tecendo o Saber.
sábado, 18 de junho de 2022
Intercine sai do ar
A sessão “Intercine” estava no ar desde 1996, e era marcada pela interatividade, na qual os filmes a serem veiculados eram escolhidos através de votação por telefone.
Aparentemente a mudança seria só na grade de verão, colocando só o tradicional Corujão no lugar.
Mas, como já foram anunciadas a estreia de duas séries (Crimes do Colarinho Branco e Lie to Me) e o agora fixo nas noites de sexta, o esportivo 'Corujão do Esporte' com Tande, além dos eventuais Som Brasil e Por Toda Minha Vida, além da Sessão Brasil às segundas e da série Uma Família da Pesada no sábado após o Supercine, que também é exibida no FX, todos na sequência do Programa do Jô; não haverá espaço para duas sessões de cinema na madrugada, já que há sempre um atraso no começo da programação do fim de noite, e as 5 da manhã têm que entregar o horário para o Telecurso de segunda a sexta e a Santa Missa aos domingos.
Tudo indica, que o Intercine não volta mais, se acontecer mesmo em Abril, não será surpresa, é um método da Globo, de tornar extinta uma atração discretamente, sem nenhum alarde.
Aos cinéfilos meus pesares, porque a Sessão de Sábado também sairá do ar para dar lugar as gracinhas da Xuxa. Ela e o Intercine podem voltar, nos feriados, no Natal, no Ano Novo e quando tem prova do Enem.
Toda Matéria - período composto por coordenação
As orações coordenadas são orações independentes, ou seja, não há relação sintática entre elas. Elas são classificadas em dois tipos: oraçõ...
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Em época de horário de verão, ela sempre vem à tona para os estados do Nordeste, Pará, Amapá e Tocantins. A Rede Fuso (inicialmente termo e...
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Filmes de drama, aventura, romance, suspense, terror, ficção científica, faroeste, animações, clássicos do cinema e até mesmo musicais. Exib...