As palavras que compõem o léxico da língua são formadas principalmente por dois processos morfológicos:
Derivação (prefixal, sufixal, parassintética, regressiva e imprópria)
Composição (justaposição e aglutinação)
Palavras Primitivas e Derivadas
Antes de mais nada, vale ressaltar dois conceitos importantes para o estudo de formação das palavras.
Os vocábulos “primitivos” são as palavras que originam outras. Já as palavras “derivadas” são aquelas que surgem a partir das palavras primitivas
Exemplos:
dente (primitiva) e dentista (derivada)
mar (primitiva) e marítimo (derivada)
sol (primitiva) e solar (derivada)
Afixos
Além do conceito de palavras primitivas e derivadas, temos os afixos. Eles são morfemas, ou seja, as menores partículas significativas da língua.
Juntos a um radical, os afixos formam uma palavra, por exemplo, pedra (palavra primitiva) e pedreira (palavra derivada). Nesse exemplo, foi acrescentado o sufixo -eira.
Os afixos são classificados de acordo com sua localização na palavra. Assim, os sufixos vem depois do radical, por exemplo, folhagem e livraria.
Já os prefixos são acrescentados antes do radical, por exemplo desleal e ilegal.
Além deles, há ainda os “infixos” que aparecem no meio da palavra, sendo representados por uma consoante ou vogal, por exemplo, cafeteria e cafezal.
Radical e Prefixo
Antes de analisar uma palavra e o processo pelo qual ela foi formada, faz-se necessário o conhecimento de seu radical e de seus prefixos.
Segue abaixo alguns exemplos de radicais e prefixos gregos e latinos, ou seja, as línguas que mais influenciaram o léxico da língua portuguesa.
Radicais Gregos Prefixos Gregos Radicais Latinos Prefixos Latinos
Acro: alto, elevado acrobata a-, an-: negação Agri: campo ab- (abs-): afastamento
Aero: ar anti-: ação contrária Ambi: ambos, duplicidade ad- (a-): proximidade, direção
Antropo: homem dia-: movimento através Arbori: árvore ambi-: duplicidade
Arcaio/ arqueo: antigo epi-: posição superior Avi: ave ante-: anterioridade
Arquia: governo eu-: bem, bom Beli: guerra bem-: bom, êxito
Hidro: água hiper-: excesso, posição superior Bi, bis: duas vezes bi-: dois
Hipo: cavalo hipo-: deficiência Cultura: cultivar in-: negação
Pseudo: falso meta-: mudança, transformação Curvi: curvo infra-: abaixo
Psico: alma peri-: em torno de Ego: eu inter-: entre, posição intermediária
Sofia: sabedoria pro-: anteriormente Equi: igual intra-: posição interior
Processos de Derivação
Os processos de derivação de palavras ocorrem de cinco maneiras sempre com um radical e os afixos (sufixos e prefixos):
Derivação Prefixal (Prefixação): inclusão de prefixo à palavra primitiva, por exemplo: infeliz, antebraço, enraizar, refazer, etc.
Derivação Sufixal (Sufixação): inclusão de sufixo à palavra primitiva, por exemplo: felicidade, beleza, estudante, etc.
Derivação Parassintética (Parassíntese): inclusão de um prefixo e de um sufixo à palavra primitiva, de forma simultânea, por exemplo: entardecer, emagrecer, engaiolar, etc.
Derivação Regressiva: redução da palavra derivada por meio da retirada de uma parte da palavra primitiva, por exemplo: beijar-beijo, debater-debate, perder-perda, etc.
Derivação Imprópria: ocorre a mudança de classe gramatical da palavra, por exemplo, O jantar estava muito bom (substantivo); Fui jantar ontem à noite com Luís. (verbo)
Processos de Composição
Os processos de composição de palavras envolvem mais de dois radicais de palavras, sendo classificadas em:
Justaposição: Na união dos termos, os radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura, por exemplo, surdo-mudo, guarda-chuva, abre-latas, etc.
Aglutinação: Na união dos termos, pelo menos um dos radicais sofre alteração em sua estrutura, por exemplo, planalto (plano alto), vinagre (vinho e acre), etc.
Neologismo
O neologismo é um processo de formação de palavras em que se cria uma palavra ou uma palavra já existente muda de sentido. Podemos citar como exemplo a palavra "internetês", que se refere à linguagem da internet. É um processo de renovação da língua.
Hibridismo
O hibridismo também é um processo de formação de palavras. Esses termos são formados com elementos de idiomas diferentes, por exemplo, “sociologia” (do latim, “sócio” e do grego “logia”).
A derivação parassintética ou parassíntese é um tipo de derivação em que ocorre o acréscimo de afixos (prefixo e sufixo) à palavra primitiva.
Lembre-se que a derivação é um processo de formação de palavras que envolve o radical e os afixos (sufixo e prefixo).
Além de parassintética, a derivação pode ser: imprópria, regressiva, sufixal e prefixal.
Exemplos de Derivação Parassintética
Abençoar (a- prefixo e -oar - sufixo)
Amanhecer (a- prefixo e -ecer - sufixo)
Anoitecer (a- prefixo e -ecer - sufixo)
Entardecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
Envelhecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
Envernizar (en- prefixo e -izar - sufixo)
Enrijecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
Entristecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
Emagrecer (e- prefixo e -ecer - sufixo)
Engaiolar (en- prefixo e -ar - sufixo)
Em infelicidade e transformação, não ocorreu parassíntese, porque existem infeliz e felicidade, transformar e formação. Neste caso, ocorreu derivação prefixal e sufixal.
Em enlouquecer ocorreu parassíntese, porque não existem louquecer nem enlouco.
A derivação regressiva é um tipo de derivação que ocorre por meio da supressão da palavra primitiva, gerando uma derivada.
Exemplo:
Ele é um portuga muito legal. (portuga = português)
As palavras derivadas são criadas a partir de palavras primitivas, por exemplo: flor (primitiva) e florista (derivada).
Lembre-se que a derivação é um processo de formação de palavras que ocorre com o radical da palavra e seus afixos (sufixo e prefixo).
Além da derivação regressiva temos: derivação imprópria, sufixal, prefixal e parassintética.
Exemplos de Derivação Regressiva
O mengo arrasou essa tarde. (flamengo)
Todos os dias eles vão àquele boteco (botequim)
Maria Eugênia é muito comuna. (comunista)
Essa noite será um agito. (do verbo agitar)
Nora ofereceu ajuda para os estudantes. (do verbo ajudar)
Eles estavam num grande amasso (do verbo amassar)
O beijo é uma forma de cumprimento entre as pessoas. (do verbo beijar)
O choro da criança era muito desesperador. (do verbo chorar)
O debate foi sobre a privatização das empresas (do verbo debater)
Tivemos uma grande perda essa tarde. (do verbo perder)
Obs: Note que na derivação regressiva forma-se uma nova palavra (normalmente um substantivo) a partir de um verbo na forma infinitiva ou de outro substantivo. Por esse motivo, esses substantivos são chamados de deverbais, e são sempre abstratos.
Em telefone > telefonar, o substantivo é concreto, logo a formação é sufixal.
Nos exemplos acima, temos a supressão do –r final dos verbos, que indica a desinência de infinitivo.
A derivação imprópria, também chamada de conversão, é um tipo de derivação que acontece pela mudança de classe gramatical da palavra.
Ou seja, a formação de uma nova palavra é obtida pela mudança da função gramatical (substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, etc.) na frase.
Exemplo:
Joana tem um andar muito determinado. (substantivo)
Essa tarde podemos andar no parque. (verbo)
Note que nesse tipo de derivação não é acrescido nem prefixo e nem sufixo à nova palavra. Dessa forma, não ocorre nenhuma mudança na estrutura do termo, mas sim no significado dele. Por isso é chamada de imprópria.
Todavia, a nova palavra desempenha outro papel gramatical na frase de acordo com contexto em que está inserida.
Lembre-se que a derivação é um dos processos de formação de palavras que envolve o radical de uma palavra primitiva e os afixos (prefixo e sufixo).
Além da derivação imprópria temos: derivação regressiva, sufixal, prefixal e parassintética.
Exemplos de Derivação Imprópria
Nosso jantar estava ótimo. (substantivo)
Vamos jantar na casa da Fabiana? (verbo)
O olhar da garota era profundo. (substantivo)
Ao olhar os preços das camisas, resolvemos ir à feira. (verbo)
O conceito de belo nas artes é encontrado na Grécia Antiga. (substantivo)
O Coliseu de Roma é muito belo. (adjetivo)
Pedro é a mais alto da turma. (adjetivo)
A professora falava muito alto. (advérbio)
Sofia é a cabeça da classe. (adjetivo)
Minha cabeça dói muito hoje. (substantivo)
quinta-feira, 17 de agosto de 2023
Toda Matéria - formação das palavras
Toda Matéria - estrutura das palavras
Os morfemas são pequenas partes que formam as palavras. Cada uma dessas partes tem um significado. Por exemplo, a palavra gato é formada por dois morfemas: gat- e -o.
O morfema gat- é a parte principal da palavra, pois através dela, entendemos o que ela quer dizer. O morfema -o indica que a palavra pertence ao gênero masculino.
Classificação dos morfemas
Os morfemas podem ser classificados em: radical, desinências, afixos, vogal temática, vogal ou consoante de ligação.
Radical
Esse é o elemento comum. Ele serve de base às palavras.
Exemplos: ferro, ferreiro, ferragem, ferrugem.
Na nossa língua existem uma série de palavras cujos radicais são de origem grega ou latina.
Exemplos em grego:
agro = campo, tal como agronomia.
demo = povo, tal como democracia.
Exemplos em latim:
agri = campo, tal como agricultor.
fide = fé, tal como fidedigno.
Desinências
As desinências são os elementos que se juntam à palavra para indicar flexões gramaticais e podem ser nominais e verbais.
As desinências nominais indicam gênero e número, enquanto as verbais promovem as conjugações dos verbos (desinências modo-temporais e número-pessoais).
Exemplos de desinências nominais: aluno, alunos, bela, belas.
Exemplos de desinências verbais: escreverei (re - desinência de tempo futuro do modo indicativo), (i - desinência de 1.ª pessoa do singular); estudávamos (ava - desinência de tempo pretérito do modo indicativo), (mos - desinência de 1.ª pessoa do plural).
A desinência zero é a ausência de desinência. Assim, não necessita de qualquer desinência para encerrar o seu sentido. A ausência da letra “s” no final de uma palavra, por exemplo, pode indicar que a mesma se apresenta no singular. Exemplo: sol, livro, mês.
Afixos
Os afixos ou morfemas derivacionais são os elementos que se juntam à palavra para formar novas palavras. Os afixos são classificados em prefixos e sufixos, de acordo com a posição nas palavras, respectivamente antes e depois do radical.
Exemplos de prefixos: contradizer, infeliz, ambivalente.
Exemplos de sufixos: ricaço, lealdade, narigudo.
Tal como acontece com os radicais, a maior parte dos afixos da língua portuguesa tem origem no grego ou no latim.
Exemplos em grego:
anti = oposição, tal como antipatia
pos = posição, tal como posterior
cracia = poder, tal como democracia
Exemplos em latim:
bi = dois, tal como bisavô
re = repetição, tal como refazer
ista = ofício, tal como dentista
Vogal temática
A vogal temática é a vogal que se junta ao radical e daí recebe as desinências. Ela indica a conjugação a que os verbos pertencem:
1.ª conjugação - vogal temática A. Exemplos: amar, ensaiar, saltar.
2.ª conjugação - vogal temática E. Exemplos: entender, ler, saber.
3.ª conjugação - vogal temática I. Exemplos: decidir, sair, unir.
Vogal ou consoante de ligação
Esses são os elementos que não têm qualquer significado. Sua função é tão somente ligar os elementos para auxiliar a pronúncia das palavras.
Exemplos: chaleira, maresia, bananeira.
Tipos de morfemas: presos e livres
Quando o morfema por si só encerra o significado de um vocábulo, ele é chamado de livre. Os morfemas presos, por sua vez, são aqueles que sozinhos não detém significado.
Exemplo da palavra mares:
mar- é um morfema livre
-es é um morfema preso, que indica o plural da palavra mar
Morfemas lexicais e gramaticais
São morfemas lexicais: os substantivos, os adjetivos, os verbos e os advérbios de modo.
São morfemas gramaticais: os artigos, os pronomes, os numerais, as preposições, as conjunções e os demais advérbios, bem como os morfemas que indicam número, gênero, modo, tempo e aspecto verbal.
A vogal temática é a vogal que se une ao radical da palavra. A função desse morfema formador de palavras é ligar o radical às desinências, formando assim, o tema.
Lembre-se que o radical é um morfema que contém o significado básico das palavras.
Exemplo:
Ferr– radical de ferro, ferragem, ferrugem, etc.
As desinências são morfemas que indicam as flexões das palavras (número, gênero, pessoa, modo e tempo verbal). São acrescidas no final dos termos e podem ser nominais ou verbais.
Exemplo:
Amigo – amiga (desinências nominais de gênero)
Por fim, o tema é a união do radical com a vogal temática, por exemplo: estuda, onde estud– é o radical e o –a é a vogal temática.
Classificação
A vogal temática pode ser verbal ou nominal.
Verbal: de acordo com as conjugações verbais, temos três tipos de vogais temáticas.
1ª conjugação é o “a”, por exemplo: andar, amar, falar.
2ª conjugação é o “e”, por exemplo: vender, comer, ter.
3ª conjugação é o “i”, por exemplo, sair, partir, dormir.
Obs: há exceções que são chamadas de formas atemáticas. Nos verbos essas formas ocorrem no presente do subjuntivo, por exemplo:
1ª conjugação: cante – cant/e
2ª conjugação: venda – vend/a
3ª conjugação: parta – part/a
Nominal: presente nos nomes substantivos, elas são classificadas em três tipos:
A vogal “a”: substantivos terminados em “a”, por exemplo, casa, escola e sala.
A vogal “o”: substantivos terminados em “o”, por exemplo, prato, copo e livro.
A vogal “e”: substantivos terminados em “e”, por exemplo, controle, sorte e pote.
Obs: as palavras terminadas em vogais tônicas não apresentam vogal temática, por exemplo: café, sofá, picolé, cajá, etc. Elas representam as formas “atemáticas”. Assim, as vogais temáticas nominais estão presentes somente nos nomes átonos.
Vogal de Ligação
Importante não confundir a vogal temática com a chamada vogal de ligação. Essa serve para auxiliar a pronúncia de algumas palavras da língua, por exemplo: bananeira.
Além da vogal de ligação, há a consoante de ligação e apresenta o mesmo objetivo desta: facilitar a pronúncia das palavras, por exemplo: chaleira.
As desinências são morfemas que se juntam à parte final das palavras variáveis com o intuito de assinalar as suas flexões, por isso são também chamadas de morfemas flexionais. As desinências podem ser nominais ou verbais.
Desinências Nominais
As desinências nominais indicam gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural) dos substantivos, dos adjetivos e de alguns pronomes.
Gênero Número
Masculino Feminino Singular Plural
-o -a - -s
Exemplos:
O aluno atencioso prestou atenção na aula.
Os alunos atenciosos prestaram atenção nas aulas.
A aluna atenciosa prestou atenção na aula.
As alunas atenciosas prestaram atenção nas aulas.
O plural geralmente é indicado pela desinência -s. Algumas palavras terminadas com s, todavia, formam plural com o acréscimo de -es.
Exemplos: meses, países, portugueses.
Assim, muitas vezes, a ausência do -s indica o singular; é o que chamamos de desinência zero.
Desinências Verbais
As desinências verbais indicam flexões do verbo: número e pessoa, modo e tempo. Desta forma se dividem em:
Desinências modo-temporais (DMT)
Quando indicam os modos (indicativo, subjuntivo e imperativo) e os tempos (presente, passado e futuro).
Desinências número-pessoais (DNP)
Quando indicam o número (singular e plural) e as pessoas (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas).
Exemplos:
Viajo todas as férias. (1.ª pessoa do singular do presente do indicativo)
Se viajassem. (3.ª pessoa do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo)
Viajemos para Miami! (1.ª pessoa do plural do imperativo)
Confira o quadro das desinências dos tempos verbais que dão origem a outros tempos e modos verbais.
Presente Pretérito Perfeito
Infinitivo Pessoal
Futuro do Subjuntivo
Pessoa Singular Plural Singular Plural Singular Plural
1.ª -o -mos -i -mos - -mos
2.ª -s -is (-des) -ste -stes -es -des
3.ª - -m -u -ram - -em
Saiba mais sobre esse tema em Formação dos Tempos Simples.
Não confunda!
Desinência e vogal temática são diferentes. Enquanto a desinência indica o gênero, a vogal temática indica a que conjugação o verbo pertence, ao mesmo tempo que o prepara para receber as desinências que tornam possível a sua conjugação.
Exemplos:
estuda (a - 3.ª pessoa do singular do presente do indicativo)
estudava (a - vogal temática, va - 1.ª ou 3.ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo)
Prefixo e Sufixo são morfemas que se juntam às palavras a fim de formar novas palavras. Ambos são, na verdade, afixos.
O nome prefixo ou sufixo é dado dependendo do lugar que ocupam na palavra. Ou seja, se estiver antes do radical é prefixo, mas se estiver depois do radical é sufixo.
Exemplos:
antipatia (anti = prefixo)
retroceder (retro = prefixo)
tolerante (ante = sufixo)
realismo (ismo = sufixo)
Prefixos
Os prefixos são afixos que formam palavras a partir de um morfema que antecede o radical. Assim, eles modificam o seu sentido mas, geralmente, mantêm a classe gramatical a qual pertencem.
A maior parte dos prefixos da língua portuguesa são de origem latina ou grega. Confira as listas com os respetivos significados e exemplos:
Lista de Prefixos Latinos
Prefixos Significados Exemplos
ab- afastamento abdicar
ambi- duplicação ambidestro
ante- anterioridade antepor
bem-, ben- bem bendito, beneficente
bi-, bis- dois biênio, bisneto
contra- oposição contradizer
in-, i- negação ingrato, ilegal
pos- posição posterior
semi- metade semicírculo
tri- três triângulo
Lista de Prefixos Gregos
Prefixos Significados Exemplos
anti- oposição antipatia
arce- superioridade arcebispo
cata- movimento para baixo cataclismo
dis- dificuldade dispneia
en- posição interior encéfalo
epi- posterioridade epílogo
eu- bem, bom eufonia
hiper- excessivo hipertensão
para- proximidade paralelo
pro- anterioridade prólogo
Sufixos
Os sufixos são afixos que formam palavras a partir de um morfema que sucede o radical. Assim, eles modificam o seu sentido e, principalmente, alteram a classe gramatical a qual pertencem.
Os sufixos podem ser nominais, verbais e adverbiais.
Sufixos Nominais
Os sufixos nominais se juntam ao radical para formar substantivos e adjetivos.
Sufixos Nominais Sufixos Exemplos
Sufixos Aumentativos
-ão
-aço
-alhão
-aréu
-arra
-(z)arrão
-eirão
-uça
paredão
ricaço
grandalhão
povaréu
bocarra
homenzarrão
boqueirão
dentuça
Sufixos Diminutivos
-inho
-zinho
-acho
-icho (a)
-eco
-ela
-ote
-isco
Pedrinho
avozinho
riacho
barbicha
soneca
viela
velhote
chuvisco
Confira na tabela abaixo outros exemplos de sufixos nominais:
Sufixos Exemplos Significado
-dor
-tor
-sor
-eiro
-ista
-nte
-rio
causador
tradutor
professor
padeiro
dentista
estudante
bibliotecário
agente, profissão, instrumento
-dade
-ência
-ez
-eza
-ice
-ície
-ismo
-or
-ude
-ume
-ura credibilidade
paciência
sensatez
beleza
meiguice
imundície
patriotismo
frescor
amplitude
azedume
formosura qualidade, estado
-ado
-ato
-aria
-douro
-tório
-tério principado
orfanato
padaria
matadouro
dormitório
cemitério lugar, ramo de negócio
-ia
-ismo
-ica
-tica geometria
cristianismo
física
política ciência, técnica, doutrina
-al
-agem
-ada
-ama
-ame
-ário
-aria
-edo
-eiro
-eira
-ena cafezal
ferragem
boiada
dinheirama
vasilhame
mobiliário
gritaria
arvoredo
formigueiro
fumaceira
dezena
coletivo
-az
-ento
-lento
-into
-enho
-onho
-oso
-udo sagaz
ciumento
sonolento
faminto
ferrenho
medonho
jeitoso
barrigudo qualidade em abundância, intensidade
-eo
-aco
-iaco
-aco
-aico
-ano
-ão
-enho
-eno
-ense
-ês
-eu
-ino
-ista ósseo
demoníaco
paradisíaco
polaco
hebraico
paraibano
catalão
panamenho
chileno
cearense
francês
europeu
argentino
paulista natureza, origem, que tem a qualidade de
-ável
-ível
-óvel
-úvel
-iço
-ivo
amável
audível
móvel
solúvel
movediço
lucrativo possibilidade, tendência
-ada
-agem
-ança
-aria
-eria
-ata
-ção
-ura
-ela
-ença
-ência
-mento
-or cabeçada
aprendizagem
esperança
pirataria
selvageria
passeata
correção
formatura
olhadela
parecença
continência
juramento
temor ação, resultado de ação
Sufixos Verbais
Os sufixos verbais se juntam ao radical para formar verbos.
Sufixos Exemplos Significado
-ear
-ejar folhear, espernear
gotejar, apedrejar ação que se repete
-icar
-itar
-iscar bebericar
saltitar
petiscar ação diminutiva que se repete
-ecer
-escer amanhecer, anoitecer
florescer, rejuvenescer ação que principia
Sufixos Adverbais
Os sufixos adverbiais se juntam ao radical para formar advérbios. Há apenas um sufixo adverbial em português: -mente. Ele se acrescenta à forma feminina do adjetivo, quando for biforme.
Exemplos:
cuidadosamente
firmemente
francamente
justamente
rapidamente
sábado, 22 de julho de 2023
Lista dos adjetivos pátrios dos estados e capitais brasileiras
Acre – acriano
Rio Branco – rio-branquense
Alagoas – alagoano
Maceió – maceioense
Amapá – amapense
Macapá – macapaense
Amazonas – amazonense
Manaus – manauense
Bahia – baiano
Salvador – soteropolitano
Ceará – cearense
Fortaleza – fortalezense
Distrito Federal – brasiliense
Espírito Santo – capixaba
Vitória – vitoriense
Goiás – goiano
Goiânia – goianiense
Maranhão = maranhense
São Luís – ludovicense
Mato Grosso – mato-grossense
Cuiabá – cuiabano
Mato Grosso do Sul – sul-mato-grossense
Campo Grande – campo-grandense
Minas Gerais – mineiro
Belo Horizonte – belo-horizontino
Pará – paraense
Belém – belenense
Paraíba – paraibano
João Pessoa – pessoense
Paraná – paranaense
Curitiba – curitibano
Pernambuco – pernambucano
Recife – recifense
Piauí – piauiense
Teresina – teresinense
Rio de Janeiro – fluminense (Estado)
Rio de Janeiro – carioca (Capital)
Rio Grande do Norte – potiguar
Natal – natalense
Rio Grande do Sul – gaúcho
Porto Alegre – porto-alegrense
Rondônia – rondoniense
Porto Velho – porto-velhense
Roraima – roraimense
Boa Vista – boa-vistense
Santa Catarina – catarinense
Florianópolis – florianopolitano
São Paulo – paulista (Estado)
São Paulo – paulistano (Capital)
Sergipe – sergipano
Aracaju – aracajuano
Tocantins – tocantinense
Palmas – palmense
fonte:
Henrique Nuno - Português Descomplicado
Globo Espreeville - abertura - 06/11/1995
Juntos novamente, Rede Globo e você, para viver intensamente hoje, segunda-feira, 6 de novembro de 1995, todo este universo de emoções. Dentro de instantes:
06:15 - Telecurso Profissionalizante - Tratamento Térmico nº 4
06:30 - Telecurso 2000 - 2º Grau - Português nº 45
06:45 - Telecurso 2000 - 1º Grau - Ciências nº 38
07:00 - Bom Dia Espreeville
08:00 - TV Colosso
12:35 - Globo Esporte
12:50 - Espreeville TV 1ª Edição
13:15 - Jornal Hoje
13:40 - Vídeo Show
14:10 - Vale a Pena Ver de Novo - Renascer
15:20 - Sessão da Tarde - Ghost: Do Outro Lado da Vida
17:25 - Malhação
18:00 - História de Amor
18:50 - Espreeville TV 2ª Edição
19:05 - Cara & Coroa
20:00 - Jornal Nacional
20:35 - Explode Coração
21:40 - Tela Quente - O Guarda-Costas
00:10 - Jornal da Globo
00:45 - Espreeville News
01:15 - Concertos Internacionais
02:35 - Sessão Comédia - O Casamento da Senhora Delafield
sfl662006 - Espreeville News: vinheta
Essa é a vinheta do Espreeville News, exibido pela Globo desde 1983 - quando ainda se chamava Espreeville Television.
De segunda a sexta é exibido em duas edições:
uma após a faixa de shows, dura 10 minutos, logo após tem o Jornal da Globo.
e outra após a Sessão Brasil às segundas, dura 30 minutos, logo após tem o Telecurso e o Tecendo o Saber. De terça a sexta, é exibido após o Intercine, logo após tem o Corujão, de sexta para sábado tem o Globo Educação.
Aos sábados é exibido após a série Uma Família da Pesada e o Corujão, dura 15 minutos, logo após tem a Santa Missa de Padre Marcelo Rossi.
Aos domingos é exibido após o Domingo Maior ou a Sessão de Gala, esta exceto em dias de manutenção técnica ou exibição de programas especiais. Dura 20 minutos, logo após tem o Telecurso e o Tecendo o Saber.
sábado, 18 de junho de 2022
Intercine sai do ar
A sessão “Intercine” estava no ar desde 1996, e era marcada pela interatividade, na qual os filmes a serem veiculados eram escolhidos através de votação por telefone.
Aparentemente a mudança seria só na grade de verão, colocando só o tradicional Corujão no lugar.
Mas, como já foram anunciadas a estreia de duas séries (Crimes do Colarinho Branco e Lie to Me) e o agora fixo nas noites de sexta, o esportivo 'Corujão do Esporte' com Tande, além dos eventuais Som Brasil e Por Toda Minha Vida, além da Sessão Brasil às segundas e da série Uma Família da Pesada no sábado após o Supercine, que também é exibida no FX, todos na sequência do Programa do Jô; não haverá espaço para duas sessões de cinema na madrugada, já que há sempre um atraso no começo da programação do fim de noite, e as 5 da manhã têm que entregar o horário para o Telecurso de segunda a sexta e a Santa Missa aos domingos.
Tudo indica, que o Intercine não volta mais, se acontecer mesmo em Abril, não será surpresa, é um método da Globo, de tornar extinta uma atração discretamente, sem nenhum alarde.
Aos cinéfilos meus pesares, porque a Sessão de Sábado também sairá do ar para dar lugar as gracinhas da Xuxa. Ela e o Intercine podem voltar, nos feriados, no Natal, no Ano Novo e quando tem prova do Enem.
sexta-feira, 3 de setembro de 2021
Ônibus Paraibanos na rua - Tetéus de João Pessoa
O Ônibus Paraibanos começa o “Ônibus Paraibanos na rua” com flagrantes pouco – ou até nunca – vistos: os ônibus do Projeto Tetéu parados no Terminal de Integração do Varadouro. É lá – da plataforma 2 – que a viagem deles se inicia e termina, inverso a uma linha comum.
T004-Valentina– Seu itinerário é o da linha 118, passando no Muçu Magro e no Paratibe, e também atende ao 5º Batalhão de Polícia Militar.O carro do dia foi o 02045. No resto do dia, é fixo do 2300-Circular.
T006-Mangabeira– Faz o itinerário das linhas 301 e 302. Vai para o Cidade Verde antes de ir para o terminal do 301, e volta para o Cidade Verde antes de ir para o Centro via Josefa Taveira, onde passa na ida e na volta.
T009-Tambaú: Faz o itinerário da linha 510-Tambaú na íntegra, porém em sua primeira viagem, estica até o Retão de Manaíra, contornando pelo Manaíra Shopping. Nas demais segue o itinerário do 510 sem alterações.
No dia estava o 07021, reserva da empresa no resto do dia.
T012-Circular– É uma versão do 5100, diferindo desta por passar na Integração, Grotão e Colinas do Sul (absorveu o Tetéu do 101) e não passar no Manaíra Shopping, no Hiper Bompreço nem no bairro de Manaíra, apesar de rodar com o letreiro comum (Circular-Manaíra Shopping).
No dia estava o 0737, reserva no resto do dia. É o último ano do veículo na empresa, visto ser 2009.
A linha que faz o itinerário oposto desta é a T011, que é a versão Tetéu do 1500.
O único ônibus – e linha – da Reunidas no Tetéu é o T010-Bessa, que faz o mesmo itinerário da 601 e só roda nos fins de semana (sexta para sábado e sábado para domingo).
A única linha intermunicipal no Tetéu é o T013-Cabedelo, que faz o mesmo itinerário do 5101-Direto e só roda nos fins de semana, sem alterações em seu itinerário.
Rodam ainda:
T002-Bairro das Indústrias/Alto do Mateus, correspondendo ao 104 e 108 – vai para o Alto do Mateus antes de ir para o Bairro das Indústrias, e saindo de lá, volta para o Alto do Mateus, seguindo dali para o Centro via Cruz das Armas.
T005-Mangabeira/Rangel, correspondendo ao antigo 203. Ao sair da 2 de Fevereiro, entra em Mangabeira por Dentro, de onde vai para Mangabeira VII, retornando ao Centro pela Josefa Taveira.
T007-Mandacaru, correspondente ao 504, que tem seu terminal diferenciado: na garagem da empresa. Em caso de shows ou outros eventos na Domus Hall do Manaíra Shopping, a linha se estende àquela região.
T008-Cabo Branco, correspondendo ao 507, só que passando na Beira Rio, e não na Epitácio Pessoa como durante o dia. Só vai para a Epitácio no itinerário de volta, porém apenas no final da via; contorna dentro de Tambaú para retornar à Beira Rio.
Todas elas possuem um carro, com exceção da T009 que roda com dois devido à enorme demanda, e saem de hora em hora do Terminal de Integração – correspondente ao ponto final – entre 0 e 4 da manhã. No momento em que todos saem, as portas do terminal são fechadas por medida de segurança, e só são reabertas às 5 horas, quando chegam os ônibus das primeiras viagens do dia.
Verbos difíceis de conjugar
Existem vários verbos difíceis de conjugar no português, quer por serem irregulares, quer por serem pouco utilizados, quer por apresentarem uma sonoridade considerada estranha. É importante conhecer esses verbos e entender que existem algumas regras que facilitam a sua conjugação.
1. Reaver
Eu reouve meus documentos em uma semana.
Ele reouve seus documentos em uma semana.
Eles reouveram seus documentos em uma semana.
É frequente vermos formas conjugadas erradas desse verbo, como reavi, reaveu, reavê, reavesse, reaveram, reaver, reavera. O verbo reaver é irregular e defectivo, não sendo conjugado em todas as pessoas e tempos verbais. Conjuga-se como haver, somente nas formas em que este possui a letra v. As formas irregulares são conjugadas com o radical reouv-, como: reouve, reouveram, reouvesse, reouveram, reouver, reouvera. Por ser difícil de escrever e pronunciar, muitas vezes é substituído pelo sinônimo recuperar e resgatar.
2. Requerer
Com certeza eu requeiro minha aposentadoria ainda este ano.
Eu já requeri minha aposentadoria no ano passado.
Requeira sua aposentadoria assim que você puder!
Embora o verbo requerer seja derivado do verbo querer, a conjugação de requerer não segue a conjugação de querer em todos os tempos verbais: eu quero - eu requeiro; eu quis - eu requeri; ele quis - ele requereu; eles quiseram - eles requereram; se eu/ele quisesse - se eu/ele requeresse; quando eu/ele quiser - quando eu/ele requerer; eu/ele quisera - eu/ele requerera. Muitas vezes, é substituído pelo sinônimo solicitar.
3. Intermediar
Eu intermedeio a discussão, não se preocupe.
Elas intermedeiam a discussão, não se preocupe.
Você quer que ele intermedeie a discussão?
O verbo intermediar, sendo derivado do verbo mediar, faz parte de um grupo de verbos terminados em -iar que são irregulares porque são formados com o ditongo ei nas suas formas rizotônicas, ou seja, sempre que a sílaba tônica está no radical da palavra. Assim, as palavras intermedio, intermediam e intermedie estão erradas. Esse grupo de verbos terminados em -iar são os verbos mediar, ansiar, remediar, intermediar e incendiar.
4. Maquiar
Eu não me maquio todos os dias.
Você não se maquia todos os dias?
Será que elas não se maquiam todos os dias?
Existem alguns verbos terminados em -iar que apresentam conjugações irregulares. Contudo, o verbo maquiar não faz parte desses verbos, apresentando a conjugação regular dos verbos da 1.ª conjugação, assim como outros, como anunciar, copiar, denunciar e renunciar. Desse modo, não existem as formas maqueio, maqueia, maqueiam.
5. Polir
Eu pulo meu carro todas as semanas.
Ele pule seu carro todas as semanas.
Você espera que ele pula seu carro?
O verbo polir apresenta formas verbais irregulares, com o radical pul-: eu pulo, eles pulem, que eu pula. Assim, as formas verbais pole e polem estão erradas. Embora esse verbo seja frequentemente confundido com o verbo pular, a única forma verbal em comum é eu pulo, no presente do indicativo.
6. Compelir
Eu compilo meus funcionários, não vou mentir.
Ele compele seus funcionários, mas não admite.
Vocês concordam que eles compilam os funcionários?
Apesar do verbo compelir ser um verbos regular, apresenta uma alternância vocálica no radical, passando da vogal e para a vogal i nas suas formas rizotônicas, ou seja, quando a sílaba tônica está no radical: eu compeli, eu compilo, que eu compila. É frequentemente confundido com o verbo compilar. Apesar disso, a única forma em comum é eu compilo, no presente do indicativo. Muitas vezes, é substituído pelos sinônimos constranger, obrigar, forçar, submeter, sujeitar, empurrar e impulsionar.
7. Gerir
Eu giro as contas da minha casa e da casa da minha avó.
Você quer que eu gira suas contas?
Giram bem o dinheiro para pagar as contas.
O verbo gerir apresenta formas verbais irregulares, com o radical gir-: eu giro, que eu gira, que eles giram. É, assim, frequentemente confundido com o verbo girar. Apesar disso, a única forma verbal em comum é eu giro, no presente do indicativo. Muitas vezes é substituído pelos sinônimos dirigir, gerenciar e administrar.
8. Frigir
Você frege um ovo para mim, por favor?
Você quer que eu frija o ovo em óleo ou azeite?
Eu frijo com óleo.
O verbo frigir é um verbo irregular. No radical, ocorre a alteração da vogal i pela vogal e aberta em algumas formas verbais. Além disso, para manutenção da sonoridade, ocorre a troca da consoante g pela consoante j antes da vogal a e da vogal o: eu frijo, ele frege. É um verbo de pouco uso, e se usa, na maioria das vezes, o sinônimo fritar. Aparece na expressão 'no frigir dos ovos' (no fim de tudo).
9. Prover
Eu provejo a todas as necessidades dos meus filhos.
Ele provê a todas as necessidades dos seus filhos.
Que eles provejam sempre a todas as necessidades dos seus filhos.
O verbo prover apresenta dois modelos de conjugação verbal. Apresenta uma conjugação regular na maior parte dos tempos verbais (proveu, proveram, provesse, prover, provera), mas estabelece paralelismo com a conjugação do verbo ver no presente do indicativo (eu vejo, eu provejo), no pretérito imperfeito (eu via, eu provia), no futuro do presente (eu verei, eu proverei), no futuro do pretérito (eu veria, eu proveria), no presente do subjuntivo (que ele veja, que ele proveja), no imperativo afirmativo e negativo (vejam vocês, provejam vocês; não vejamos nós, não provejamos nós). Não deve ser confundido com prever, que deriva integralmente de ver.
10. Intervir
Eu intervenho apenas quando minha participação é solicitada.
Na escola, eu intervinha muitas vezes nas aulas.
Eu intervim nessa situação para evitar consequências piores.
O verbo intervir é frequentemente conjugado de forma errada. É importante entender que, sendo derivado do verbo vir, deverá ser conjugado como ele, com exceção da acentuação da 3.ª pessoa do singular do presente do indicativo. O paralelismo na conjugação com o verbo vir ocorre também com outros verbos derivados de vir, como convir, provir, advir, desavir (desentender-se), sobrevir.
(eles) vêm (eu) vim (quando eu) vier
(eles) intervêm
(eles) convêm
(eles) advêm
(eles) desavêm (eu) intervim
(eu) convim
(eu) advim
(eu) desavim (quando eu) intervier
(quando eu) convier
(quando eu) advier
(quando eu) desavier
11. Conter
Quando eu me contiver é porque já não tenho interesse no assunto.
Você quer que eu me contenha?
Eu já me contive, não se preocupe!
O verbo conter é um verbo irregular, derivado do verbo ter. É conjugado assim conforme o verbo ter, tal como outros verbos derivados de ter, como conter, deter, reter, obter, entreter, manter, abster-se, ater-se, suster. Estabelecer esse paralelismo é a forma mais fácil de não errar na conjugação desses verbos.
(eu) tive (que eu) tenha (quanto eu) tiver
(eu) contive
(eu) detive
(eu) retive (que eu) contenha
(que eu) detenha
(que eu) retenha (quando eu) contiver
(quando eu) detiver
(quando eu) retiver
12. Pôr
Na minha infância eu punha açúcar no pão.
Eu nunca pus açúcar no pão.
Eu já pusera açúcar no pão antes de você chegar.
O verbo pôr é um verbo irregular que apresenta diversas alterações no seu radical: ele põe, ele punha, que ele ponha, quando ele puser. Como a conjugação do verbo pôr é muito difícil, frequentemente é substituído por sinônimos mais simples, como colocar ou botar. É, contudo, importante conhecer a conjugação desse verbo uma vez que influencia a conjugação dos verbos derivados de pôr, como dispor, propor, repor, compor, depor, impor, expor, supor, antepor, opor, justapor, decompor, pressupor, interpor.
(eles) põem (eu) punha (quando ele) puser
(eles) dispõem
(eles) repõem
(eles) compõem
(eles) depõem (eu) dispunha
(eu) repunha
(eu) compunha
(eu) depunha (quando ele) dispuser
(quando ele) repuser
(quando ele) compuser
(quando ele) depuser
13. Trazer
Eu trago isso amanhã.
Eu trouxe isso ontem.
Eu trarei isso amanhã.
O verbo trazer é um verbo irregular muito utilizado. Como o seu radical apresenta três variações, ocorrem muitos erros na conjugação desse verbo. O radical traz- transforma-se em trag-, trar- e troux-. Além disso, quando se mantém o radical traz-, esse verbo é conjugado sempre com z, nunca com s: ele traz.
14. Haver
Elas não se houveram corretamente com essa situação.
Ele houve, inacreditavelmente, a carteira perdida no ônibus.
Haja, no mínimo, dignidade!
Embora o verbo haver seja conjugado maioritariamente apenas na 3.ª pessoa do singular, como verbo impessoal, pode ser conjugado de forma completa com vários sentidos: lidar, reaver, entender-se. Em diversas formas verbais ocorre a alteração do radical hav- para houv- e haj-.
quarta-feira, 1 de setembro de 2021
Significado da Páscoa e da Semana Santa
O QUE É PÁSCOA?
Na verdade é muito mais do que um simples feriado, trata-se de uma data muito especial para o cristianismo e para o judaísmo. É nesse período que cada religião comemora algo muito importante que marcou a história de seus seguidores.
2 O QUE É PÁSCOA?
O tempo pascal compreende cinquenta dias (em grego = "Pentecostes"), vividos e celebrados como um só dia: "os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande domingo" (Normas Universais do Ano Litúrgico, n 22).
3 O QUE É PÁSCOA?
Para entender como tudo começou, vamos ter que voltar um pouco no tempo. Há três mil e quinhentos anos aproximadamente, no Egito, os judeus eram escravos dos faraós. Revoltados com essa situação, resolveram fugir com Moisés até Canaã, a Terra Prometida.
4 O QUE É PÁSCOA?
Eles ficaram tão felizes que comemoraram sem parar e nomearam a data de PESSACH, que significa “passagem” em hebraico. No caso deles, foi uma passagem da escravidão para a liberdade. Na Bíblia encontramos a libertação do povo judeu do cativeiro, no Egito, e a passagem através do Mar Vermelho. de seus seguidores.
5 Já os cristãos batizaram o Pessach de Páscoa e deram um sentido diferente para essa data. Eles comemoram a ressurreição de Cristo.
6 SEMANA SANTA
A "Semana Santa" foi fixada durante o Concílio de Niceia, em 325 d.C, como sendo “o primeiro domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março”.
7 SEMANA SANTA
A Igreja propõe aos cristãos os sagrados mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus, tornado Homem, para no martírio da Cruz e na vitória sobre a morte, oferecer a todos os homens a graça da salvação.
8 DOMINGO DE RAMOS
O "Domingo de Ramos" comemora a entrada de Jesus em Jerusalém montado num jumento sendo saudado pelo povo que estenderem pelo caminho as vestes e os ramos de árvores e gritavam: "Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!".
9 DOMINGO DE RAMOS
O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus.
10 DOMINGO DE RAMOS
A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus, com ramos e matos proclamando: "Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor". (Lc 19, 38 - MT 21, 9).
Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor.
11 DOMINGO DE RAMOS
No Domingo de Ramos, da Paixão do Senhor, a Igreja entra no mistério do seu Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado.
O Domingo de Ramos foi instituído, desde o século IV, como uma maneira de recordar a entrada de Jesus de Nazaré na cidade de Jerusalém.
Vários outros costumes foram empregados ao Domingo de Ramos, porém foi somente na segunda metade do século VII que o Vaticano restaurou a ordem dos Domingos da Quaresma.
12 DOMINGO DE RAMOS
Atualmente, a Celebração de Ramos tem dois momentos: o primeiro, em que é feita a Bênção dos Ramos e, o segundo, onde é realizada uma missa, sendo que neste momento é feita uma reflexão sobre a Morte e Ressurreição do Senhor. Ao final da Celebração, os ramos de oliveira ou palmeira são abençoados e levados pelos fiéis para serem colocados em uma cruz nas suas casas ou sobre alguma tumba no cemitério, como um sinal de compromisso com Cristo e simbolizando a força da vida e a esperança da ressurreição.
13 DOMINGO DE RAMOS
O Domingo de Ramos não é um dia apenas de contemplação, mas sim, um dia de se entregar ao caminho de Cristo e se alegrar com a chegada dele em sua vida. É nesse Domingo que a Igreja vive dois mistérios da vida de Jesus: o primeiro é representado pela procissão de ramos e relembra a entrada de Cristo em Jerusalém; o outro é a Paixão de Jesus, que vai continuar sendo celebrado durante a Semana Santa.
Na Bíblia a chegada de Jesus a Jerusalém é contada nos Evangelhos de São Mateus 21, 1-11; São Marcos 11, 1-11; São Lucas 19, e São João 12,
14 QUINTA-FEIRA SANTA
Na quinta-feira é comemorado a Última Ceia, ou seja a última noite que Jesus passou com os discípulos.
15 QUINTA-FEIRA SANTA
Celebra-se a Instituição do Sacramento da Eucaristia.
Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:
16 QUINTA-FEIRA SANTA Bênção dos Santos Óleos
Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos.
Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia.
O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal.
17 São abençoados os seguintes óleos:
QUINTA-FEIRA SANTA
São abençoados os seguintes óleos:
18 QUINTA-FEIRA SANTA
Óleo do Crisma - Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar "o bom perfume de Cristo". É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os "escolhidos" que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.
19 QUINTA-FEIRA SANTA
Óleo dos Catecúmenos - Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.
20 QUINTA-FEIRA SANTA
Óleo dos Enfermos - É usado na unção dos enfermos, antigamente conhecida como extrema-unção. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.
21 QUINTA-FEIRA SANTA
Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés: com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.
22 QUINTA-FEIRA SANTA
Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos.
23 QUINTA-FEIRA SANTA
O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite.
24 SEXTA-FEIRA SANTA
Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.
25 SEXTA-FEIRA SANTA
Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de quatro partes: liturgia da Palavra, oração universal, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.
26 SÁBADO SANTO
No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a "Vigília Pascal". Durante o dia, não se celebra a Eucaristia. As únicas celebrações que fazem parte deste dia são as da Liturgia das Horas (Ofício Divino). Além da Eucaristia, é proibido celebrar qualquer outro sacramento, exceto o da confissão e da unção dos enfermos. A distribuição da comunhão eucarística só é permitida como viático, isto é, em caso de morte.
27 SÁBADO SANTO
Vigília Pascal Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada "A mãe de todas as santas vigílias", porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte.
28 SÁBADO SANTO
Quatro elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a benção do fogo, com o acendimento do Círio Pascal e o canto do Exulte, proclamando a ressurreição de Cristo; a rica Liturgia da Palavra, composta de 7 leituras do Antigo Testamento, 2 do Novo e o Evangelho (entre uma leitura e outra, é cantado um Salmo Responsorial); a Liturgia Batismal, nela a água do batismo é abençoada e as promessas do batismo são renovadas; e a última parte, a Liturgia Eucarística.
29 DOMINGO DE PÁSCOA
A palavra páscoa vem do hebreu Peseach e significa "passagem". Era vivamente comemorada pelos judeus do antigo testamento.
A Páscoa que eles comemoram é a passagem do Mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, onde era escravo.
30 DOMINGO DE PÁSCOA
Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó teriam de atravessá-lo às pressas.
Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água, que ladeavam um corredor enxuto, por onde o povo passou. Jesus também festejava a Páscoa.
31 DOMINGO DE PÁSCOA
Foi o que Ele fez ao cear com seus discípulos. Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica.
A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus.
32 DOMINGO DE PÁSCOA
O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus na Sexta-Feira transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.
33 A DATA DA PÁSCOA
A fixação das festas móveis decorre do cálculo que estabelece o Domingo da Páscoa de cada ano, assim: A Páscoa deve ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que segue o Equinócio da Primavera, no Hemisfério Norte (21 de março).
34 DOMINGO DE PÁSCOA
Se esse dia ocorrer depois do dia 21 de abril, a Páscoa será celebrada no domingo anterior. Se, porém, a lua cheia acontecer no dia 21 de março, sendo domingo, será celebrada de 25 de abril. A Páscoa não acontecerá nem antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril.
35 Conhecendo-se a data da Páscoa, conheceremos a das outras festas móveis, como o Carnaval, o Domingo de Pentecostes, Santíssima Trindade e Corpus Christi.
São datas variáveis, ao contrário de outros feriados, fixos, como 21 de abril (Tiradentes), 7 de setembro (Independência), 2 de novembro (Finados) ou 15 de novembro (Proclamação da República).
36 SÍMBOLOS DA PÁSCOA
37 CORDEIRO
O cordeiro que os israelitas sacrificavam no templo no primeiro dia da páscoa como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo.
Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama "nossa páscoa" (Cor 5, 7).
38 CORDEIRO
João Batista, quando está junto ao rio Jordão em companhia de alguns discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1, 29 e 36).
Isaías o tinha visto também como Cordeiro sacrificado por nossos pecados (Cf. Is 53, 7-12). Também o Apocalipse apresenta Cristo como cordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. (Cf. AP 5,6.12; 13, 8).
39 CORDEIRO
Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus, oferecido como o único sacrifício capaz de nos reconciliar com Deus, uma vez que desde o primeiro pecado cometido por Adão e Eva, somos todos pecadores e estamos afastados de Deus. Graças ao sacrifício de Cristo, somos novamente chamados de amigos de Deus.
40 OVO
O costume e tradição dos ovos estão associados com a Páscoa há séculos. Símbolo da fertilidade e nova vida.
A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento. O sepulcro de Jesus ocultava uma vida nova que irrompeu na noite pascal.
Ofertar ovos significa desejar que a vida se renove em nós.
41 OVO
Simboliza fertilidade e nova vida. Dá- lo de presente significa desejar que a vida se renove para a pessoa homenageada. No início do cristianismo, presenteava-se com alimentos. A partir do século 18, a Igreja adotou o ovo oficialmente como símbolo da Páscoa. Assim, os ovos tornaram-se o símbolo da ressurreição e da nova vida.
42 OVO
Aparentemente morto, o ovo contêm dentro de si uma Vida Nova; é símbolo da vida em gestação, daquele que está por nascer. Assim também, o Sepulcro de Cristo ocultava a Vida Nova que irrompeu na madrugada da Páscoa: Jesus Cristo que, divino e glorioso, é "a Luz para iluminar as Nações, a Glória do povo de Israel" (Lc 2, 32).
43 OVO
Antigamente o povo costumava - por lenda popular - pegar ovos que as galinhas botavam durante a Semana Santa, especialmente os da Sexta-feira Santa, por considerá-los detentores de virtudes especiais na prevenção de febres malignas ou de pestes mortíferas. Os ovos de Páscoa são, portanto, um símbolo festivo do final da quarentena (quarenta dias ou quaresma).
44 OVO
Hoje, os ovos de Páscoa são feitos de chocolate. O cacau tem como nome científico, em grego, de Teobroma Cacau, que traduzido quer dizer alimento divino. Seu paladar e sua força energética sempre foram reconhecidos em toda a Europa e terras latino-americanas.
45 OVO
Ao ser misturado com o leite e tomar o formato de um ovo representa novamente a força rejuvenecedora da vida que está latente no ovo e que possui agora a energia do chocolate. O ovo de chocolate é, portanto, o símbolo da vida que se multiplica e alimenta nossa fragilidade, assim como nos deve ser as orações diárias, os santos Sacramentos.
46 COELHO
Por serem animais capazes de gerar grandes ninhadas e reproduzirem-se várias vezes ao ano, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos de Jesus, Filho de Deus.
47 PÃO E VINHO
Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor.
Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.
48 CÍRIO PASCAL
É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal.
Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda atreva do erro, da morte, do pecado.
É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos Povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio.
49 CÍRIO PASCAL
Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois crava-se neste, cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus e as letras ”Alfa" e ”Ômega", primeira e última letra do alfabeto grego, que significa o princípio e o fim de todas as coisas.
50 CÍRIO PASCAL
É o símbolo de Cristo Ressuscitado. "Eu sou a Luz do mundo; quem Me segue não anda em trevas, mas tem a Luz da vida" (Jo 8, 12).
Lembra-nos também a Coluna de Fogo que precedia o povo Hebreu na caminhada através do deserto para a Terra Prometida.
51 CÍRIO PASCAL
O Círio tem gravada uma cruz. Nas extremidades superior e inferior da haste vertical, estão escritas alfa e ômega, simbolizando a eternidade de Cristo Jesus, o Princípio e o Fim, ontem e hoje, a Quem são dedicados o tempo, a Eternidade, a Glória e o Poder pelos séculos sem fim, representados pelos algarismos do ano em curso, gravados nos quatro ângulos da cruz. Sobre a cruz são colocados cinco grãos de incenso, simbolizando as Chagas.
52 GIRASSOL
Sua corola voltada para o sol lembra os fiéis voltando-se para Deus.
53 PEIXE
Na era das perseguições, os cristãos não podiam falar publicamente o nome do Senhor Jesus. Recorrem, então,a palavra Peixe, que escrito em grego, cada letra corresponde a inicial da afirmativa: Jesus Cristo, de Deus Filho, Salvador. Em suas casas e roupas, pintavam a figura de um peixe como profissão de Fé em Jesus Cristo.
54 PEIXE
Ressuscitado, Jesus, em suas aparições, serve-Se de peixe e oferece-o aos Apóstolos. Daí a associação do Peixe ao Tempo Pascal.
O Peixe também indica renovação, troca, purificação e ilustra o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, mostrando Cristo como fonte de nova vida.
55 SINO
O repicar dos sinos, quebrando o silêncio da Paixão, relembra a vida e a ressurreição de Jesus Cristo e é um chamado aos fiéis.
O badalar dos sinos nas torres das igrejas, durante a missa de domingo de Páscoa, mostra como os fiéis estão contentes com a ressurreição de Cristo e por isso também cantam Aleluia. Neste momento, acende-se o círio pascal.
Quanto ao Tríduo Pascal, os fiéis só devem comungar durante as celebrações. Aos doentes e aos que não podem participar das celebrações, pode se dar a comunhão na Quinta-feira Santa e na Sexta-feira Santa, de manhã ou de tarde. No Sábado Santo não pode ser dada, exceto aos gravemente doentes, hipótese em que a comunhão pode ser dada a qualquer hora do dia ou da noite.
sábado, 28 de agosto de 2021
Vírgula - regras e observações
A pedido dos nossos leitores, vamos continuar dando uma atenção especial às regras e observações sobre o uso da vírgula.
Uso da VÍRGULA – Parte 4
5ª.- A vírgula DEVE ser usada quando o adjunto adverbial (de tempo, de lugar, de modo...) estiver deslocado: “O técnico analisou o problema no seu último relatório.” (ordem direta - sem vírgula); “No seu último relatório, o técnico analisou o problema.” (adjunto adverbial deslocado); “O técnico, no seu último relatório, analisou o problema.” (adjunto adverbial deslocado).
Observação:
Esta regra não é rígida. A vírgula pode ser omitida, principalmente em frases curtas e com adjuntos pequenos, quando estes são apenas um advérbio: “Ontem, os representantes visitaram o sindicato.” Ou “Ontem os representantes visitaram o sindicato.”
Uso da VÍRGULA – Parte 5
6ª.- A vírgula deve ser usada quando a oração adjetiva é EXPLICATIVA: “Dr. José Cláudio dos Santos, que é o coordenador do projeto, viajou a São Paulo.” “Nossa empresa, que foi fundada em 1988, já apresenta um alto faturamento.” “A natureza deve ser respeitada pelo homem, que é um ser mortal.” (= todo homem é mortal)
Observações:
a) - O APOSTO EXPLICATIVO também deve ficar entre vírgulas: “O coordenador do projeto, Dr. Paulo Henrique de Assis, viajou a serviço.” (=cargo exclusivo); “Nossa empresa, a maior fabricante de calçados do Brasil, pretende desenvolver outras atividades.”
b) - A vírgula DEVE SER EVITADA quando a oração adjetiva é RESTRITIVA: “Devemos respeitar o homem que trabalha.” (não é todo homem que trabalha); “Não encontrei os documentos que você me enviou.” (aqueles que você me enviou).
Observe a importância da vírgula neste caso: “Os funcionários, que se dedicaram à empresa, devem ser aumentados.” (entre vírgulas - oração EXPLICATIVA = todos se dedicaram e serão aumentados) – “Os funcionários que se dedicaram à empresa devem ser aumentados.” (sem vírgula - oração RESTRITIVA = só os que se dedicaram devem ser aumentados).
7ª.- A vírgula deve ser usada para separar o VOCATIVO (expressão de chamamento): “Deve, Sr. Presidente, confiar nestas ideias.” “Meus caros amigos, não sei se fui claro.”
Observe a importância da vírgula: “Dr. José Carlos vem aqui. (sujeito: sem vírgula - é uma frase afirmativa) – “Dr. José Carlos, vem aqui.” (vocativo: com vírgula - é uma frase imperativa)
Observações:
Não devemos separar com vírgula:
a) SUJEITO e VERBO: “Os computadores podem acarretar duas consequências.”
b) VERBO e COMPLEMENTOS: “Os computadores podem acarretar duas consequências.” “Comunicamos aos presentes a chegada do Diretor.”
c) ORAÇÃO PRINCIPAL e ORAÇÃO OBJETIVA: “Ele disse que não viria.” “Não sabemos quando eles voltaram.” “Solicitamos a V.Sa. que permaneça na sala.”
Uso da VÍRGULA – Parte 6
8ª.- A vírgula deve ser usada para separar os incisos explicativos, retificadores, continuativos, conclusivos ou enfáticos (por exemplo, ou melhor, isto é, a saber, ou antes, aliás, digo, por assim dizer, além disso, com efeito, ou seja, na verdade, então, minto, resumindo, na minha opinião, quer dizer, em outras palavras, a propósito, por outro lado, por sinal...): “O gerente era muito respeitado, ou melhor, muito temido.” “Ele deve, por exemplo, ouvir mais os seus funcionários.”
9ª.- A vírgula deve ser usada para separar orações intercaladas: “Só o presidente, creio eu, pode resolver este caso.” “A diretoria, convém lembrar, não se reúne há três meses.”
10ª.- A vírgula deve ser usada para separar termos deslocados: “A sala, acredito que já tenha sido alugada.” (acredito que a sala já tenha sido alugada); “Os inspetores, parece que não chegaram.” (parece que os inspetores não chegaram).
Observações:
a) A vírgula também deve ser usada em caso de PLEONASMO ou ANACOLUTO.
1 - Aos empregados, o nosso sucesso lhes devemos. (Pleonasmo = repetição);
2 - Dinheiro, quem não está precisando disto? (Anacoluto = frase quebrada).
* Pleonasmo é a redundância de termos e anacoluto é uma frase interrompida por outra.
11ª.- A vírgula pode ser usada também para marcar a supressão do verbo, por questão de economia, para evitar repetição desnecessária: “Tu buscas a terra e eu, os céus.” (busco); “Ele não nos entende nem nós, a ele.” (entendemos).
12ª.- A vírgula deve ser usada para separar o nome da localidade nas datas: ”Rio de Janeiro, 9 de setembro de 2012.
13ª - A vírgula deve ser usada para separar os membros de um provérbio: Quem tem boca, vai a Roma.
14ª - A vírgula deve ser usada para separar o número da rua nos endereços: Avenida da Liberdade, 476.
15ª - A vírgula deve ser usada nos advérbios sim e não, usados como resposta: Você vai viajar? Sim, eu vou. / Você vai trabalhar? Não, não vou.
DESAFIO
Onde está o erro?
“A empresa entende que deve tornar público os seus princípios e a sua filosofia de vida.”
Resposta:
Há um erro de concordância. O adjetivo “público” se refere aos “princípios” e à “filosofia de vida”. Deve, por isso, concordar no masculino plural: “...tornar públicos os seus princípios e a sua filosofia de vida”.
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Quarta-feira, 21/11/2012, às 10:06, por Sérgio Nogueira
Veja três dicas com regras simples para usar a vírgula sem erro
O uso da vírgula é uma eterna dor de cabeça. Em razão disso, para atender aos insistentes pedidos de muitos leitores, voltamos ao assunto.
Uso da VÍRGULA – Parte 1
Regras práticas:
1ª.- A vírgula deve ser usada para separar ENUMERAÇÕES, TERMOS e ORAÇÕES INDEPENDENTES ENTRE SI (núcleos de um sujeito composto, orações coordenadas assindéticas, termos de uma série não ligados pelo conectivo “e”):
1. O diretor, os assessores e os coordenadores se reuniram ontem à tarde.
(núcleos de um sujeito composto);
2. Eles chegaram cedo, discutiram o assunto, resolveram tudo.
(orações coordenadas assindéticas);
3. Necessitamos adquirir canetas, papel, borrachas, lápis.
(enumeração - termos de uma série).
Observe a importância da vírgula neste caso:
- O presidente compareceu à reunião, acompanhado da secretária, do diretor e do coordenador. (=Ele foi com três pessoas: a secretária, que não é do diretor, o próprio diretor e o coordenador);
- O presidente compareceu à reunião, acompanhado da secretária do diretor e do coordenador. (=Agora ele foi só com duas pessoas - o coordenador e a secretária do diretor).
2ª.- A vírgula deve ser evitada antes da conjunção aditiva “e”:
1. O diretor e os assessores se reuniram ontem à tarde.
2. Nesta empresa, os funcionários podem trabalhar e estudar.
Observações:
a) - A vírgula deve ser usada antes da conjunção “e” com valor ADVERSATIVO:
Já são dez horas, e (=mas ) a reunião ainda não terminou.
b) - A vírgula deve ser usada quando o conectivo “e” liga orações com sujeitos diferentes:
Os funcionários reclamavam, e a direção atendeu.
c) - A vírgula pode ser usada quando o conectivo “e” tem valor consecutivo ou enfático:
Os trabalhadores se reuniram, discutiram, e decidiram como agir.
Chegou, e viu, e lutou, e venceu finalmente.
d) - O conectivo “e”, em fim de enumeração, tem o valor de terminalidade:
Foram chamados vários funcionários: João Carlos, Pedro Sousa, Luísa e Cláudio Luís. (=Chamaram só estes quatro);
Foram chamados vários funcionários :João Carlos, Pedro Sousa, Luísa, Cláudio Luís.(=Estes são quatro dos que foram chamados. Pode haver mais)
- Não se usa a vírgula antes do conectivo “ou” (conjunção alternativa):
Não sei se ele trabalha ou estuda.
Uso da VÍRGULA – Parte 2
3ª.- A vírgula deve ser usada antes das conjunções ADVERSATIVAS (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante) e CONCLUSIVAS (logo, portanto, por isso, por conseguinte, então, destarte, assim, dessarte): “Ele sempre se dedicou à empresa, porém nunca foi promovido.” “Ele sempre se dedicou à empresa, por isso será promovido.”
Observações:
a) - As conjunções ADVERSATIVAS e CONCLUSIVAS, quando deslocadas, devem ficar entre vírgulas: “Ele sempre se dedicou à empresa, nunca foi, porém, promovido.” “Ele sempre se dedicou à empresa, será, portanto, promovido.”
b) - A conjunção POIS, com o valor CONCLUSIVO, deve ficar entre vírgulas: “Ele sempre se dedicou à empresa, será, pois, promovido.” (= portanto)
c) - A conjunção POIS, com o valor EXPLICATIVO ou CAUSAL, pode ou não vir antecedida de vírgula: “Ele deverá ser promovido, pois se dedica à empresa.” (= porque)
Uso da VÍRGULA – Parte 3
4ª - A vírgula PODE ser usada para separar a oração principal da subordinada adverbial (causal, concessiva, condicional, final, temporal...): “Ele foi promovido, porque sempre se dedicou à empresa.”(causal); “Ele foi promovido, embora não se dedicasse muito à empresa.”(concessiva); “Eles só será promovido, caso se dedique mais à empresa.”(condicional); “Ele desenvolveu o projeto, conforme nós orientamos.”(conformativa); “Ele tem se dedicado muito, para que possa ser promovido.”(final); “Ele só assinará o contrato, quando receber toda a documentação.”(temporal).
Observações:
a) - A vírgula DEVE ser usada quando a oração adverbial estiver deslocada: “Embora não se dedicasse à empresa, ele foi promovido.” “Solicitamos, caso seja possível, o seu comparecimento a este setor.” “Conforme nos foi solicitado, estamos enviando todos os documentos.” “Os computadores, quando foram introduzidos na empresa, trouxeram várias consequências.”
b) - A vírgula DEVE ser usada quando a oração reduzida* estiver deslocada:
“Encerrado o prazo, adotamos novas medidas.” (reduzida de particípio); “Os representantes, gritando muito, encerraram a reunião.” (reduzida de gerúndio); “Ao reduzir o déficit, pudemos pensar em desenvolvimento.” (reduzida de infinitivo).
* Oração reduzida não apresenta conectivo e o verbo aparece nas formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
c) - A vírgula deve ser evitada quando a oração adverbial é CONSECUTIVA ou COMPARATIVA:
Ele se dedicou tanto à empresa que foi promovido; Ele se dedicou mais que os outros funcionários.
sexta-feira, 27 de agosto de 2021
Conjugação de verbos que merecem atenção
Conjugações Verbais Irregulares
Existem verbos cujas formas não obedecem rigorosamente ao paradigma das conjugações regulares, podendo apresentar irregularidades no radical ou nas desinências.
Seguem apenas os tempos nos quais ocorrem formas irregulares com relação ao paradigma ao qual pertence o verbo indicado. Fica implícito, portanto, que as demais formas são regulares, o que não significa que esses verbos não deixam de ser irregulares.
Fica excluído o imperativo, porque sua conjugação segue o esquema já conhecido.
23 PRIMEIRA CONJUGAÇÃO DAR Indicativo Presente: dou, dás, dá, damos, dais, dão. Pretérito perfeito: dei, deste, deu, demos, destes, deram. Pretérito mais-que-perfeito: dera, deras, dera, déramos, déreis, deram. Subjuntivo Presente: dê, dês, dê, demos, deis, deem. Pretérito imperfeito: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem. Futuro: der, deres, der, dermos, derdes, derem.
24 SEGUNDA CONJUGAÇÃO CABER Indicativo Presente: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem. Pretérito perfeito: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam. Pretérito mais-que-perfeito: coubera, couberas, coubera, coubéramos, coubéreis, couberam. Subjuntivo Presente: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam. Pretérito imperfeito: coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem. Futuro: couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem.
Devido ao seu sentido, esse verbo não possui imperativo.
25 CRER Indicativo Presente: creio, crês, crê, cremos, credes, creem
CRER Indicativo Presente: creio, crês, crê, cremos, credes, creem. Pretérito perfeito: cri, creste, creu, cremos, crestes, creram. Pretérito imperfeito: cria, crias, cria, críamos, críeis, criam. Subjuntivo Presente: creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam. Pretérito imperfeito: cresse, cresses, cresse, crêssemos, crêsseis, cressem. Futuro: crer, creres, crer, crermos, crerdes, crerem.
Segue esse modelo o derivado descrer e os verbos ler e reler.
26 DIZER
Indicativo
Presente: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem.
Pretérito perfeito: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram.
Pretérito mais-que-perfeito: dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, disseram.
Futuro do presente: direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão.
Futuro do pretérito: diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam.
Subjuntivo
Presente: diga, digas, diga, digamos, digais, digam.
Pretérito imperfeito: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem.
Futuro: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem.
Particípio: dito
= bendizer, desdizer, contradizer, maldizer, predizer.
27 FAZER
Indicativo
Presente: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem.
Pretérito perfeito: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram.
Pretérito mais-que-perfeito: fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram.
Futuro do presente: farei, farás, fará, faremos, fareis, farão.
Futuro do pretérito: faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam.
Subjuntivo
Presente: faça, faças, faça, façamos, façais, façam.
Pretérito imperfeito: fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem.
Futuro: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem.
= desfazer, perfazer, refazer, satisfazer, liquefazer, rarefazer.
28 PERDER Presente do indicativo: perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem. Presente do subjuntivo: perca, percas, perca, percamos, percais, percam.
29 PODER
Indicativo
Presente: posso, podes, pode, podemos, podeis, podem.
Pretérito perfeito: pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam.
Pretérito mais-que-perfeito: pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, puderam.
Subjuntivo
Presente: possa, possas, possa, possamos possais, possam.
Pretérito imperfeito: pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, pudessem.
Futuro: puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem
30 PÔR (anômalo)
Indicativo
Presente: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem.
Pretérito imperfeito: punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham.
Pretérito perfeito: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram.
Pretérito mais-que-perfeito: pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram.
Subjuntivo
Presente: ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham.
Pretérito imperfeito: pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis, pusessem.
Futuro: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem.
Particípio: posto
= antepor, apor, contrapor, decompor, depor, dispor, expor, impor, opor, propor, repor, supor, transpor.
31 PROVER (embora derivado de “ver”, conjuga-se como ele apenas no presente do indicativo, pretérito imperfeito, futuro do presente, futuro do pretérito, presente do subjuntivo, imperativo afirmativo e negativo e apresenta conjugação regular no Pretérito Perfeito do Indicativo e nas formas dele derivadas). Indicativo Pretérito perfeito: provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram. Pretérito mais-que-perfeito: provera, proveras, provera, provêramos, provêreis, proveram. Subjuntivo Pretérito imperfeito: provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis, provessem. Futuro: prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem Particípio: provido
32 QUERER
Indicativo
Presente: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem.
Pretérito perfeito: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram.
Mais-que-perfeito: quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram.
Subjuntivo
Presente: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram.
Pretérito imperfeito: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem.
Futuro: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem.
33 REQUERER (não segue a conjugação de querer
REQUERER (não segue a conjugação de querer, apesar de coincidir a conjugação no presente do indicativo, no pretérito imperfeito, no futuro do presente, no futuro do pretérito, no presente do subjuntivo, no imperativo afirmativo e negativo. Apresenta flexão regular no pretérito perfeito e nos tempos que dele se formam) Indicativo Presente: requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem. Pretérito perfeito: requeri, requereste, requereu, requeremos, requerestes, requereram. Subjuntivo Presente: requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais, requeiram.
34 SER (anômalo)
Indicativo
Presente: sou, és, é, somos, sois, são.
Pretérito imperfeito: era, eras, era, éramos, éreis, eram.
Pretérito perfeito: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram.
Mais-que-perfeito: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram.
Futuro do presente: serei, serás, será, seremos, sereis, serão.
Futuro do pretérito. seria, serias, seria, seríamos, seríeis, seriam.
Subjuntivo
Presente: seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam.
Pretérito imperfeito: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem.
Futuro: for, fores, for, formos, fordes, forem.
Particípio: sido
35 TRAZER
Indicativo
Presente: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem.
Pretérito perfeito: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram.
Mais-que-perfeito: trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis, trouxeram.
Futuro do presente: trarei, trarás, trará, traremos, trareis, trarão.
Futuro do pretérito: traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam.
Subjuntivo
Presente: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam.
Pretérito imperfeito: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem.
Futuro: trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxerem.
36 VALER
Indicativo
Presente: valho, vales, vale, valemos, valeis, valem.
Subjuntivo
Presente: valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham.
= equivaler
37 VER
Indicativo
Presente: vejo, vês, vê, vemos, vedes, veem.
Pretérito perfeito: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram.
Pretérito mais-que-perfeito: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram.
Subjuntivo
Presente: veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam.
Pretérito imperfeito: visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem.
Futuro: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.
Particípio: visto
= antever, entrever, telever, prever, rever.
38 TERCEIRA CONJUGAÇÃO DORMIR Presente do indicativo: durmo, dormes, dorme, dormimos, dormis, dormem. Presente do subjuntivo: durma, durmas, durma, durmamos, durmais, durmam. = tossir, engolir, cobrir, descobrir, encobrir, recobrir.
39 IR (anômalo)
Indicativo
Presente: vou, vais, vai, vamos, ides, vão.
Pretérito imperfeito: ia, ias, ia, íamos, íeis, iam.
Pretérito perfeito: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram.
Mais-que-perfeito: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram.
Futuro do presente: irei, irás, irá, iremos, ireis, irão.
Futuro do pretérito. iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam.
Subjuntivo
Presente: vá, vás, vá, vamos, vades, vão.
Pretérito imperfeito: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem.
Futuro: for, fores, for, formos, fordes, forem.
40 SERVIR
Presente do indicativo: sirvo, serves, serve, servimos, servis, servem.
Presente do subjuntivo: sirva, sirvas, sirva, sirvamos, sirvais, sirvam.
= aderir, advertir, conferir, competir, conseguir, consentir, deferir, desferir, despir, desmentir, diferir, digerir, divergir, divertir, discernir, expelir, ferir, inferir, impelir, interferir, investir, ingerir, inserir, mentir, perseguir, prosseguir, preferir, proferir, referir, refletir, repelir, repetir, seguir, sentir, sugerir, transferir, vesir.
41 VIR (anômalo) Indicativo Presente: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm. Pretérito imperfeito: vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham. Pretérito perfeito: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram. Mais-que-perfeito: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram. Futuro do presente: virei, virás, virá, viremos, vireis, virão. Futuro do pretérito: viria, virias, viria, viríamos, viríeis, viriam. Subjuntivo Presente: venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham. Pretérito imperfeito: viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem. Futuro: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem. = advir, convir, intervir, provir, desavir-se (desentender-se) e sobrevir.
42 VERBOS DEFECTIVOS
Alguns verbos apresentam conjugação defectiva por motivos de eufonia e de possibilidade de confusão com formas idênticas de outro verbo. Os principais são estes:
1- Todos os verbos impessoais;
2- adequar e precaver, que só se conjugam nas formas arrizotônicas;
3- computar, que não possui a 1ª, a 2ª e a 3ª pessoa do singular de Presente do Indicativo e, consequentemente, todas as formas derivadas;
4- reaver, derivado de Haver, que só se conjuga nas formas em que se conserva a letra v;
5- Verbos defectivos de 3ª conjugação: tornou-se praxe classificá- los em dois grupos.
43 GRUPO I – os que seguem a conjugação de Abolir, que não possui a 1ª pessoa do singular do Presente do Indicativo e, consequentemente, todas as formas dela derivadas: Presente do Indicativo - aboles abole abolimos abolis abolem -
Todos os outros tempos têm conjugação regular.
Seguem essa conjugação: aturdir, brandir, carpir, colorir, comedir, delir, demolir, disjungir, esculpir, espargir, exaurir, explodir, excelir, haurir, fremir, fulgir, jungir, puir, refulgir, retorquir, ruir, pascer, tinir e urgir. No português contemporâneo, já se documentam as formas explodo, exploda, explodam etc.
Vocabulário:
aturdir - atordoar
brandir - acenar, agitar a mão
carpir - lamentar
delir - apagar
exaurir - ressecar, esgotar
excelir - destacar-se
haurir - sorver, beber
fremir - gemer
ruir - desabar, desaparecer
retorquir - replicar, argumentar contrariamente
tinir - soar
pascer - pastar
urgir - ser urgente
espargir - borrifar, derramar
44 GRUPO II - os que seguem a conjugação de Falir, que só se usa nas formas arrizotônicas, não possuindo também todas as suas formas derivadas:
Presente do Indicativo
-
falimos
falis
-
Todos os outros tempos têm conjugação regular.
Seguem essa conjugação: combalir, embair, emolir, empedernir, esbaforir-se, escandir, espavorir, florir, garrir, remir, ressarcir, ressequir, transir, aguerrir, embair, renhir. No português contemporâneo, já se documentam as formas ressarço, ressarces, ressarce, ressarcem, adéquo, adéquas, adéqua, adéquam etc.
Vocabulário:
emolir - desfazer a dureza
garrir - vestir-se com luxo, falar em demasia
aguerrir - tornar valoroso
embair - enganar
empedernir - endurecer
esbaforir-se - ficar ofegante
espavorir - amedrontar
escandir - medir as sílabas de um verso
remir - adquirir de novo, libertar, indenizar, recuperar-se de erro ou falha
renhir - disputar
transir - transpassar, penetrar
45 VERBOS ABUNDANTES Apresentam mais de uma forma em certos tempos e modos. Essas variantes, contudo, são mais frequentes no particípio. Assim, as formas regulares usam-se, via de regra, com auxiliares ter e haver, e as irregulares com os auxiliares ser e estar. - Os familiares haviam aceitado o convite. - O convite foi aceito pelo diretor.
46 Emprego facultativo: - Tinha acendido / aceso as velas - As velas foram acendidas / acesas - Tinha entregado / entregue a carta - As cartas eram entregues - Tinha ganho / ganhado o prêmio - O campeonato estava ganho - Tinha gastado / gasto o dinheiro - Foi gasto muito dinheiro - Tinha salvado / salvo o doente - O doente foi salvo - Tê-lo-ia pegado / pego de surpresa - O ladrão foi pego pela polícia - Terá pagado / pago a dívida? - A dívida foi paga?
47 Observações:
- as formas ganho, gasto e pago, sem dúvida por serem mais breves, no português atual, vêm tornando obsoletos os particípios regulares ganhado, gastado e pagado;
- chego é particípio da variante coloquial da língua.
Toda Matéria - período composto por coordenação
As orações coordenadas são orações independentes, ou seja, não há relação sintática entre elas. Elas são classificadas em dois tipos: oraçõ...
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