sábado, 18 de junho de 2022

Intercine sai do ar

 A sessão “Intercine” estava no ar desde 1996, e era marcada pela interatividade, na qual os filmes a serem veiculados eram escolhidos através de votação por telefone.

Aparentemente a mudança seria só na grade de verão, colocando só o tradicional Corujão no lugar.

Mas, como já foram anunciadas a estreia de duas séries (Crimes do Colarinho Branco e Lie to Me) e o agora fixo nas noites de sexta, o esportivo 'Corujão do Esporte' com Tande, além dos eventuais Som Brasil e Por Toda Minha Vida, além da Sessão Brasil às segundas e da série Uma Família da Pesada no sábado após o Supercine, que também é exibida no FX, todos na sequência do Programa do Jô; não haverá espaço para duas sessões de cinema na madrugada, já que há sempre um atraso no começo da programação do fim de noite, e as 5 da manhã têm que entregar o horário para o Telecurso de segunda a sexta e a Santa Missa aos domingos.





Tudo indica, que o Intercine não volta mais, se acontecer mesmo em Abril, não será surpresa, é um método da Globo, de tornar extinta uma atração discretamente, sem nenhum alarde.





Aos cinéfilos meus pesares, porque a Sessão de Sábado também sairá do ar para dar lugar as gracinhas da Xuxa. Ela e o Intercine podem voltar, nos feriados, no Natal, no Ano Novo e quando tem prova do Enem.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Ônibus Paraibanos na rua - Tetéus de João Pessoa

 O Ônibus Paraibanos começa o “Ônibus Paraibanos na rua” com flagrantes pouco – ou até nunca – vistos: os ônibus do Projeto Tetéu parados no Terminal de Integração do Varadouro. É lá – da plataforma 2 – que a viagem deles se inicia e termina, inverso a uma linha comum.

T004-Valentina– Seu itinerário é o da linha 118, passando no Muçu Magro e no Paratibe, e também atende ao 5º Batalhão de Polícia Militar.

O carro do dia foi o 02045. No resto do dia, é fixo do 2300-Circular.


T006-Mangabeira– Faz o itinerário das linhas 301 e 302. Vai para o Cidade Verde antes de ir para o terminal do 301, e volta para o Cidade Verde antes de ir para o Centro via Josefa Taveira, onde passa na ida e na volta.

T009-Tambaú: Faz o itinerário da linha 510-Tambaú na íntegra, porém em sua primeira viagem, estica até o Retão de Manaíra, contornando pelo Manaíra Shopping. Nas demais segue o itinerário do 510 sem alterações.




No dia estava o 07021, reserva da empresa no resto do dia.


T012-Circular– É uma versão do 5100, diferindo desta por passar na Integração, Grotão e Colinas do Sul (absorveu o Tetéu do 101) e não passar no Manaíra Shopping, no Hiper Bompreço nem no bairro de Manaíra, apesar de rodar com o letreiro comum (Circular-Manaíra Shopping).



No dia estava o 0737, reserva no resto do dia. É o último ano do veículo na empresa, visto ser 2009.


A linha que faz o itinerário oposto desta é a T011, que é a versão Tetéu do 1500.


O único ônibus – e linha – da Reunidas no Tetéu é o T010-Bessa, que faz o mesmo itinerário da 601 e só roda nos fins de semana (sexta para sábado e sábado para domingo).

A única linha intermunicipal no Tetéu é o T013-Cabedelo, que faz o mesmo itinerário do 5101-Direto e só roda nos fins de semana, sem alterações em seu itinerário.


Rodam ainda:


T002-Bairro das Indústrias/Alto do Mateus, correspondendo ao 104 e 108 – vai para o Alto do Mateus antes de ir para o Bairro das Indústrias, e saindo de lá, volta para o Alto do Mateus, seguindo dali para o Centro via Cruz das Armas.

T005-Mangabeira/Rangel, correspondendo ao antigo 203. Ao sair da 2 de Fevereiro, entra em Mangabeira por Dentro, de onde vai para Mangabeira VII, retornando ao Centro pela Josefa Taveira.


T007-Mandacaru, correspondente ao 504, que tem seu terminal diferenciado: na garagem da empresa. Em caso de shows ou outros eventos na Domus Hall do Manaíra Shopping, a linha se estende àquela região.


T008-Cabo Branco, correspondendo ao 507, só que passando na Beira Rio, e não na Epitácio Pessoa como durante o dia. Só vai para a Epitácio no itinerário de volta, porém apenas no final da via; contorna dentro de Tambaú para retornar à Beira Rio.


Todas elas possuem um carro, com exceção da T009 que roda com dois devido à enorme demanda, e saem de hora em hora do Terminal de Integração – correspondente ao ponto final – entre 0 e 4 da manhã. No momento em que todos saem, as portas do terminal são fechadas por medida de segurança, e só são reabertas às 5 horas, quando chegam os ônibus das primeiras viagens do dia.

Verbos difíceis de conjugar

 Existem vários verbos difíceis de conjugar no português, quer por serem irregulares, quer por serem pouco utilizados, quer por apresentarem uma sonoridade considerada estranha. É importante conhecer esses verbos e entender que existem algumas regras que facilitam a sua conjugação.


1. Reaver

Eu reouve meus documentos em uma semana.

Ele reouve seus documentos em uma semana.

Eles reouveram seus documentos em uma semana.

É frequente vermos formas conjugadas erradas desse verbo, como reavi, reaveu, reavê, reavesse, reaveram, reaver, reavera. O verbo reaver é irregular e defectivo, não sendo conjugado em todas as pessoas e tempos verbais. Conjuga-se como haver, somente nas formas em que este possui a letra v. As formas irregulares são conjugadas com o radical reouv-, como: reouve, reouveram, reouvesse, reouveram, reouver, reouvera. Por ser difícil de escrever e pronunciar, muitas vezes é substituído pelo sinônimo recuperar e resgatar.


2. Requerer

Com certeza eu requeiro minha aposentadoria ainda este ano.

Eu já requeri minha aposentadoria no ano passado.

Requeira sua aposentadoria assim que você puder!

Embora o verbo requerer seja derivado do verbo querer, a conjugação de requerer não segue a conjugação de querer em todos os tempos verbais: eu quero - eu requeiro; eu quis - eu requeri; ele quis - ele requereu; eles quiseram - eles requereram; se eu/ele quisesse - se eu/ele requeresse; quando eu/ele quiser - quando eu/ele requerer; eu/ele quisera - eu/ele requerera. Muitas vezes, é substituído pelo sinônimo solicitar.


3. Intermediar

Eu intermedeio a discussão, não se preocupe.

Elas intermedeiam a discussão, não se preocupe.

Você quer que ele intermedeie a discussão?

O verbo intermediar, sendo derivado do verbo mediar, faz parte de um grupo de verbos terminados em -iar que são irregulares porque são formados com o ditongo ei nas suas formas rizotônicas, ou seja, sempre que a sílaba tônica está no radical da palavra. Assim, as palavras intermedio, intermediam e intermedie estão erradas. Esse grupo de verbos terminados em -iar são os verbos mediar, ansiar, remediar, intermediar e incendiar.


4. Maquiar

Eu não me maquio todos os dias.

Você não se maquia todos os dias?

Será que elas não se maquiam todos os dias?

Existem alguns verbos terminados em -iar que apresentam conjugações irregulares. Contudo, o verbo maquiar não faz parte desses verbos, apresentando a conjugação regular dos verbos da 1.ª conjugação, assim como outros, como anunciar, copiar, denunciar e renunciar. Desse modo, não existem as formas maqueio, maqueia, maqueiam.


5. Polir

Eu pulo meu carro todas as semanas.

Ele pule seu carro todas as semanas.

Você espera que ele pula seu carro?

O verbo polir apresenta formas verbais irregulares, com o radical pul-: eu pulo, eles pulem, que eu pula. Assim, as formas verbais pole e polem estão erradas. Embora esse verbo seja frequentemente confundido com o verbo pular, a única forma verbal em comum é eu pulo, no presente do indicativo.


6. Compelir

Eu compilo meus funcionários, não vou mentir.

Ele compele seus funcionários, mas não admite.

Vocês concordam que eles compilam os funcionários?

Apesar do verbo compelir ser um verbos regular, apresenta uma alternância vocálica no radical, passando da vogal e para a vogal i nas suas formas rizotônicas, ou seja, quando a sílaba tônica está no radical: eu compeli, eu compilo, que eu compila. É frequentemente confundido com o verbo compilar. Apesar disso, a única forma em comum é eu compilo, no presente do indicativo. Muitas vezes, é substituído pelos sinônimos constranger, obrigar, forçar, submeter, sujeitar, empurrar e impulsionar.


7. Gerir

Eu giro as contas da minha casa e da casa da minha avó.

Você quer que eu gira suas contas?

Giram bem o dinheiro para pagar as contas.

O verbo gerir apresenta formas verbais irregulares, com o radical gir-: eu giro, que eu gira, que eles giram. É, assim, frequentemente confundido com o verbo girar. Apesar disso, a única forma verbal em comum é eu giro, no presente do indicativo. Muitas vezes é substituído pelos sinônimos dirigir, gerenciar e administrar.


8. Frigir

Você frege um ovo para mim, por favor?

Você quer que eu frija o ovo em óleo ou azeite?

Eu frijo com óleo.

O verbo frigir é um verbo irregular. No radical, ocorre a alteração da vogal i pela vogal e aberta em algumas formas verbais. Além disso, para manutenção da sonoridade, ocorre a troca da consoante g pela consoante j antes da vogal a e da vogal o: eu frijo, ele frege. É um verbo de pouco uso, e se usa, na maioria das vezes, o sinônimo fritar. Aparece na expressão 'no frigir dos ovos' (no fim de tudo).


9. Prover

Eu provejo a todas as necessidades dos meus filhos.

Ele provê a todas as necessidades dos seus filhos.

Que eles provejam sempre a todas as necessidades dos seus filhos.

O verbo prover apresenta dois modelos de conjugação verbal. Apresenta uma conjugação regular na maior parte dos tempos verbais (proveu, proveram, provesse, prover, provera), mas estabelece paralelismo com a conjugação do verbo ver no presente do indicativo (eu vejo, eu provejo), no pretérito imperfeito (eu via, eu provia), no futuro do presente (eu verei, eu proverei), no futuro do pretérito (eu veria, eu proveria), no presente do subjuntivo (que ele veja, que ele proveja), no imperativo afirmativo e negativo (vejam vocês, provejam vocês; não vejamos nós, não provejamos nós). Não deve ser confundido com prever, que deriva integralmente de ver.


10. Intervir

Eu intervenho apenas quando minha participação é solicitada.

Na escola, eu intervinha muitas vezes nas aulas.

Eu intervim nessa situação para evitar consequências piores.

O verbo intervir é frequentemente conjugado de forma errada. É importante entender que, sendo derivado do verbo vir, deverá ser conjugado como ele, com exceção da acentuação da 3.ª pessoa do singular do presente do indicativo. O paralelismo na conjugação com o verbo vir ocorre também com outros verbos derivados de vir, como convir, provir, advir, desavir (desentender-se), sobrevir.


(eles) vêm (eu) vim (quando eu) vier

(eles) intervêm

(eles) convêm

(eles) advêm

(eles) desavêm (eu) intervim

(eu) convim

(eu) advim

(eu) desavim (quando eu) intervier

(quando eu) convier

(quando eu) advier

(quando eu) desavier

11. Conter

Quando eu me contiver é porque já não tenho interesse no assunto.

Você quer que eu me contenha?

Eu já me contive, não se preocupe!

O verbo conter é um verbo irregular, derivado do verbo ter. É conjugado assim conforme o verbo ter, tal como outros verbos derivados de ter, como conter, deter, reter, obter, entreter, manter, abster-se, ater-se, suster. Estabelecer esse paralelismo é a forma mais fácil de não errar na conjugação desses verbos.


(eu) tive (que eu) tenha (quanto eu) tiver

(eu) contive

(eu) detive

(eu) retive (que eu) contenha

(que eu) detenha

(que eu) retenha (quando eu) contiver

(quando eu) detiver

(quando eu) retiver

12. Pôr

Na minha infância eu punha açúcar no pão.

Eu nunca pus açúcar no pão.

Eu já pusera açúcar no pão antes de você chegar.

O verbo pôr é um verbo irregular que apresenta diversas alterações no seu radical: ele põe, ele punha, que ele ponha, quando ele puser. Como a conjugação do verbo pôr é muito difícil, frequentemente é substituído por sinônimos mais simples, como colocar ou botar. É, contudo, importante conhecer a conjugação desse verbo uma vez que influencia a conjugação dos verbos derivados de pôr, como dispor, propor, repor, compor, depor, impor, expor, supor, antepor, opor, justapor, decompor, pressupor, interpor.


(eles) põem (eu) punha (quando ele) puser

(eles) dispõem

(eles) repõem

(eles) compõem

(eles) depõem (eu) dispunha

(eu) repunha

(eu) compunha

(eu) depunha (quando ele) dispuser

(quando ele) repuser

(quando ele) compuser

(quando ele) depuser

13. Trazer

Eu trago isso amanhã.

Eu trouxe isso ontem.

Eu trarei isso amanhã.

O verbo trazer é um verbo irregular muito utilizado. Como o seu radical apresenta três variações, ocorrem muitos erros na conjugação desse verbo. O radical traz- transforma-se em trag-, trar- e troux-. Além disso, quando se mantém o radical traz-, esse verbo é conjugado sempre com z, nunca com s: ele traz.


14. Haver

Elas não se houveram corretamente com essa situação.

Ele houve, inacreditavelmente, a carteira perdida no ônibus.

Haja, no mínimo, dignidade!

Embora o verbo haver seja conjugado maioritariamente apenas na 3.ª pessoa do singular, como verbo impessoal, pode ser conjugado de forma completa com vários sentidos: lidar, reaver, entender-se. Em diversas formas verbais ocorre a alteração do radical hav- para houv- e haj-.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Significado da Páscoa e da Semana Santa

 O QUE É PÁSCOA?

Na verdade é muito mais do que um simples feriado, trata-se de uma data muito especial para o cristianismo e para o judaísmo. É nesse período que cada religião comemora algo muito importante que marcou a história de seus seguidores.


2  O QUE É PÁSCOA?

O tempo pascal compreende cinquenta dias (em grego = "Pentecostes"), vividos e celebrados como um só dia: "os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande domingo" (Normas Universais do Ano Litúrgico, n 22).


3  O QUE É PÁSCOA?

Para entender como tudo começou, vamos ter que voltar um pouco no tempo. Há três mil e quinhentos anos aproximadamente, no Egito, os judeus eram escravos dos faraós. Revoltados com essa situação, resolveram fugir com Moisés até Canaã, a Terra Prometida.


4  O QUE É PÁSCOA?

Eles ficaram tão felizes que comemoraram sem parar e nomearam a data de PESSACH, que significa “passagem” em hebraico. No caso deles, foi uma passagem da escravidão para a liberdade. Na Bíblia encontramos a libertação do povo judeu do cativeiro, no Egito, e a passagem através do Mar Vermelho. de seus seguidores.


5  Já os cristãos batizaram o Pessach de Páscoa e deram um sentido diferente para essa data. Eles comemoram a ressurreição de Cristo. 

6  SEMANA SANTA

A "Semana Santa" foi fixada durante o Concílio de Niceia, em 325 d.C, como sendo “o primeiro domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março”.


7  SEMANA SANTA

A Igreja propõe aos cristãos os sagrados mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus, tornado Homem, para no martírio da Cruz e na vitória sobre a morte, oferecer a todos os homens a graça da salvação.


8  DOMINGO DE RAMOS

O "Domingo de Ramos" comemora a entrada de Jesus em Jerusalém montado num jumento sendo saudado pelo povo que estenderem pelo caminho as vestes e os ramos de árvores e gritavam: "Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!".


9  DOMINGO DE RAMOS

O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus.


10  DOMINGO DE RAMOS

A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus, com ramos e matos proclamando: "Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor". (Lc 19, 38 - MT 21, 9).

Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor.


11  DOMINGO DE RAMOS

No Domingo de Ramos, da Paixão do Senhor, a Igreja entra no mistério do seu Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado.

O Domingo de Ramos foi instituído, desde o século IV, como uma maneira de recordar a entrada de Jesus de Nazaré na cidade de Jerusalém.

Vários outros costumes foram empregados ao Domingo de Ramos, porém foi somente na segunda metade do século VII que o Vaticano restaurou a ordem dos Domingos da Quaresma.


12  DOMINGO DE RAMOS

Atualmente, a Celebração de Ramos tem dois momentos: o primeiro, em que é feita a Bênção dos Ramos e, o segundo, onde é realizada uma missa, sendo que neste momento é feita uma reflexão sobre a Morte e Ressurreição do Senhor. Ao final da Celebração, os ramos de oliveira ou palmeira são abençoados e levados pelos fiéis para serem colocados em uma cruz nas suas casas ou sobre alguma tumba no cemitério, como um sinal de compromisso com Cristo e simbolizando a força da vida e a esperança da ressurreição.


13  DOMINGO DE RAMOS

O Domingo de Ramos não é um dia apenas de contemplação, mas sim, um dia de se entregar ao caminho de Cristo e se alegrar com a chegada dele em sua vida. É nesse Domingo que a Igreja vive dois mistérios da vida de Jesus: o primeiro é representado pela procissão de ramos e relembra a entrada de Cristo em Jerusalém; o outro é a Paixão de Jesus, que vai continuar sendo celebrado durante a Semana Santa.

Na Bíblia a chegada de Jesus a Jerusalém é contada nos Evangelhos de São Mateus 21, 1-11; São Marcos 11, 1-11; São Lucas 19, e São João 12,


14  QUINTA-FEIRA SANTA

Na quinta-feira é comemorado a Última Ceia, ou seja a última noite que Jesus passou com os discípulos.


15  QUINTA-FEIRA SANTA

Celebra-se a Instituição do Sacramento da Eucaristia.

Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:


16  QUINTA-FEIRA SANTA Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos.

Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia.

O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal.


17  São abençoados os seguintes óleos:

QUINTA-FEIRA SANTA

São abençoados os seguintes óleos:


18  QUINTA-FEIRA SANTA

Óleo do Crisma - Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar "o bom perfume de Cristo". É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os "escolhidos" que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.


19  QUINTA-FEIRA SANTA

Óleo dos Catecúmenos - Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.


20  QUINTA-FEIRA SANTA

Óleo dos Enfermos - É usado na unção dos enfermos, antigamente conhecida como extrema-unção. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.


21  QUINTA-FEIRA SANTA

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés: com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.


22  QUINTA-FEIRA SANTA

Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos.


23  QUINTA-FEIRA SANTA

O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite.


24  SEXTA-FEIRA SANTA

Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.


25  SEXTA-FEIRA SANTA

Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de quatro partes: liturgia da Palavra, oração universal, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.


26  SÁBADO SANTO

No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a "Vigília Pascal". Durante o dia, não se celebra a Eucaristia. As únicas celebrações que fazem parte deste dia são as da Liturgia das Horas (Ofício Divino). Além da Eucaristia, é proibido celebrar qualquer outro sacramento, exceto o da confissão e da unção dos enfermos. A distribuição da comunhão eucarística só é permitida como viático, isto é, em caso de morte.


27  SÁBADO SANTO

Vigília Pascal Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada "A mãe de todas as santas vigílias", porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte.


28  SÁBADO SANTO

Quatro elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a benção do fogo, com o acendimento do Círio Pascal e o canto do Exulte, proclamando a ressurreição de Cristo; a rica Liturgia da Palavra, composta de 7 leituras do Antigo Testamento, 2 do Novo e o Evangelho (entre uma leitura e outra, é cantado um Salmo Responsorial); a Liturgia Batismal, nela a água do batismo é abençoada e as promessas do batismo são renovadas; e a última parte, a Liturgia Eucarística.


29  DOMINGO DE PÁSCOA

A palavra páscoa vem do hebreu Peseach e significa "passagem". Era vivamente comemorada pelos judeus do antigo testamento.

A Páscoa que eles comemoram é a passagem do Mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, onde era escravo.


30  DOMINGO DE PÁSCOA

Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó teriam de atravessá-lo às pressas.

Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água, que ladeavam um corredor enxuto, por onde o povo passou. Jesus também festejava a Páscoa.


31  DOMINGO DE PÁSCOA

Foi o que Ele fez ao cear com seus discípulos. Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica.

A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus.


32  DOMINGO DE PÁSCOA

O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus na Sexta-Feira transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.


33  A DATA DA PÁSCOA

A fixação das festas móveis decorre do cálculo que estabelece o Domingo da Páscoa de cada ano, assim: A Páscoa deve ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que segue o Equinócio da Primavera, no Hemisfério Norte (21 de março).


34  DOMINGO DE PÁSCOA

Se esse dia ocorrer depois do dia 21 de abril, a Páscoa será celebrada no domingo anterior. Se, porém, a lua cheia acontecer no dia 21 de março, sendo domingo, será celebrada de 25 de abril. A Páscoa não acontecerá nem antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril.


35  Conhecendo-se a data da Páscoa, conheceremos a das outras festas móveis, como o Carnaval, o Domingo de Pentecostes, Santíssima Trindade e Corpus Christi.

São datas variáveis, ao contrário de outros feriados, fixos, como 21 de abril (Tiradentes), 7 de setembro (Independência), 2 de novembro (Finados) ou 15 de novembro (Proclamação da República).

36  SÍMBOLOS DA PÁSCOA 

37  CORDEIRO

O cordeiro que os israelitas sacrificavam no templo no primeiro dia da páscoa como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo.

Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama "nossa páscoa" (Cor 5, 7).


38  CORDEIRO

João Batista, quando está junto ao rio Jordão em companhia de alguns discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1, 29 e 36).

Isaías o tinha visto também como Cordeiro sacrificado por nossos pecados (Cf. Is 53, 7-12). Também o Apocalipse apresenta Cristo como cordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. (Cf. AP 5,6.12; 13, 8).


39  CORDEIRO

Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus, oferecido como o único sacrifício capaz de nos reconciliar com Deus, uma vez que desde o primeiro pecado cometido por Adão e Eva, somos todos pecadores e estamos afastados de Deus. Graças ao sacrifício de Cristo, somos novamente chamados de amigos de Deus.


40  OVO

O costume e tradição dos ovos estão associados com a Páscoa há séculos. Símbolo da fertilidade e nova vida.

A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento. O sepulcro de Jesus ocultava uma vida nova que irrompeu na noite pascal.

Ofertar ovos significa desejar que a vida se renove em nós.


41  OVO

Simboliza fertilidade e nova vida. Dá- lo de presente significa desejar que a vida se renove para a pessoa homenageada. No início do cristianismo, presenteava-se com alimentos. A partir do século 18, a Igreja adotou o ovo oficialmente como símbolo da Páscoa. Assim, os ovos tornaram-se o símbolo da ressurreição e da nova vida.


42  OVO

Aparentemente morto, o ovo contêm dentro de si uma Vida Nova; é símbolo da vida em gestação, daquele que está por nascer. Assim também, o Sepulcro de Cristo ocultava a Vida Nova que irrompeu na madrugada da Páscoa: Jesus Cristo que, divino e glorioso, é "a Luz para iluminar as Nações, a Glória do povo de Israel" (Lc 2, 32).


43  OVO

Antigamente o povo costumava - por lenda popular - pegar ovos que as galinhas botavam durante a Semana Santa, especialmente os da Sexta-feira Santa, por considerá-los detentores de virtudes especiais na prevenção de febres malignas ou de pestes mortíferas. Os ovos de Páscoa são, portanto, um símbolo festivo do final da quarentena (quarenta dias ou quaresma).


44  OVO

Hoje, os ovos de Páscoa são feitos de chocolate. O cacau tem como nome científico, em grego, de Teobroma Cacau, que traduzido quer dizer alimento divino. Seu paladar e sua força energética sempre foram reconhecidos em toda a Europa e terras latino-americanas.


45  OVO

Ao ser misturado com o leite e tomar o formato de um ovo representa novamente a força rejuvenecedora da vida que está latente no ovo e que possui agora a energia do chocolate. O ovo de chocolate é, portanto, o símbolo da vida que se multiplica e alimenta nossa fragilidade, assim como nos deve ser as orações diárias, os santos Sacramentos.


46  COELHO

Por serem animais capazes de gerar grandes ninhadas e reproduzirem-se várias vezes ao ano, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos de Jesus, Filho de Deus.


47  PÃO E VINHO

Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor.

Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.


48  CÍRIO PASCAL

É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal.

Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda atreva do erro, da morte, do pecado.

É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos Povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio.


49  CÍRIO PASCAL

Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois crava-se neste, cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus e as letras ”Alfa" e ”Ômega", primeira e última letra do alfabeto grego, que significa o princípio e o fim de todas as coisas.


50  CÍRIO PASCAL

É o símbolo de Cristo Ressuscitado. "Eu sou a Luz do mundo; quem Me segue não anda em trevas, mas tem a Luz da vida" (Jo 8, 12).

Lembra-nos também a Coluna de Fogo que precedia o povo Hebreu na caminhada através do deserto para a Terra Prometida.


51  CÍRIO PASCAL

O Círio tem gravada uma cruz. Nas extremidades superior e inferior da haste vertical, estão escritas alfa e ômega, simbolizando a eternidade de Cristo Jesus, o Princípio e o Fim, ontem e hoje, a Quem são dedicados o tempo, a Eternidade, a Glória e o Poder pelos séculos sem fim, representados pelos algarismos do ano em curso, gravados nos quatro ângulos da cruz. Sobre a cruz são colocados cinco grãos de incenso, simbolizando as Chagas.


52  GIRASSOL

Sua corola voltada para o sol lembra os fiéis voltando-se para Deus.


53  PEIXE

Na era das perseguições, os cristãos não podiam falar publicamente o nome do Senhor Jesus. Recorrem, então,a palavra Peixe, que escrito em grego, cada letra corresponde a inicial da afirmativa: Jesus Cristo, de Deus Filho, Salvador. Em suas casas e roupas, pintavam a figura de um peixe como profissão de Fé em Jesus Cristo.


54  PEIXE

Ressuscitado, Jesus, em suas aparições, serve-Se de peixe e oferece-o aos Apóstolos. Daí a associação do Peixe ao Tempo Pascal.

O Peixe também indica renovação, troca, purificação e ilustra o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, mostrando Cristo como fonte de nova vida.


55  SINO

O repicar dos sinos, quebrando o silêncio da Paixão, relembra a vida e a ressurreição de Jesus Cristo e é um chamado aos fiéis.

O badalar dos sinos nas torres das igrejas, durante a missa de domingo de Páscoa, mostra como os fiéis estão contentes com a ressurreição de Cristo e por isso também cantam Aleluia. Neste momento, acende-se o círio pascal.

 

Quanto ao Tríduo Pascal, os fiéis só devem comungar durante as celebrações. Aos doentes e aos que não podem participar das celebrações, pode se dar a comunhão na Quinta-feira Santa e na Sexta-feira Santa, de manhã ou de tarde. No Sábado Santo não pode ser dada, exceto aos gravemente doentes, hipótese em que a comunhão pode ser dada a qualquer hora do dia ou da noite.

sábado, 28 de agosto de 2021

Vírgula - regras e observações

 A pedido dos nossos leitores, vamos continuar dando uma atenção especial às regras e observações sobre o uso da vírgula.




Uso da VÍRGULA – Parte 4


5ª.- A vírgula DEVE ser usada quando o adjunto adverbial (de tempo, de lugar, de modo...) estiver deslocado: “O técnico analisou o problema no seu último relatório.” (ordem direta - sem vírgula); “No seu último relatório, o técnico analisou o problema.” (adjunto adverbial deslocado); “O técnico, no seu último relatório, analisou o problema.” (adjunto adverbial deslocado).


Observação:


Esta regra não é rígida. A vírgula pode ser omitida, principalmente em frases curtas e com adjuntos pequenos, quando estes são apenas um advérbio: “Ontem, os representantes visitaram o sindicato.” Ou “Ontem os representantes visitaram o sindicato.”


 


Uso da VÍRGULA – Parte 5


6ª.- A vírgula deve ser usada quando a oração adjetiva é EXPLICATIVA: “Dr. José Cláudio dos Santos, que é o coordenador do projeto, viajou a São Paulo.” “Nossa empresa, que foi fundada em 1988, já apresenta um alto faturamento.” “A natureza deve ser respeitada pelo homem, que é um ser mortal.” (= todo homem é mortal)


Observações:


a) - O APOSTO EXPLICATIVO também deve ficar entre vírgulas: “O coordenador do projeto, Dr. Paulo Henrique de Assis, viajou a serviço.” (=cargo exclusivo); “Nossa empresa, a maior fabricante de calçados do Brasil, pretende desenvolver outras atividades.”


b) - A vírgula DEVE SER EVITADA quando a oração adjetiva é RESTRITIVA: “Devemos respeitar o homem que trabalha.” (não é todo homem que trabalha); “Não encontrei os documentos que você me enviou.” (aqueles que você me enviou).


Observe a importância da vírgula neste caso: “Os funcionários, que se dedicaram à empresa, devem ser aumentados.” (entre vírgulas - oração EXPLICATIVA = todos se dedicaram e serão aumentados) – “Os funcionários que se dedicaram à empresa devem ser aumentados.” (sem vírgula - oração RESTRITIVA = só os que se dedicaram devem ser aumentados).


 


7ª.- A vírgula deve ser usada para separar o VOCATIVO (expressão de chamamento): “Deve, Sr. Presidente, confiar nestas ideias.” “Meus caros amigos, não sei se fui claro.”


Observe a importância da vírgula: “Dr. José Carlos vem aqui. (sujeito: sem vírgula - é uma frase afirmativa) – “Dr. José Carlos, vem aqui.” (vocativo: com vírgula - é uma frase imperativa)


Observações:


Não devemos separar com vírgula:


a) SUJEITO e VERBO: “Os computadores podem acarretar duas consequências.”


b) VERBO e COMPLEMENTOS: “Os computadores podem acarretar duas consequências.” “Comunicamos aos presentes a chegada do Diretor.”


c) ORAÇÃO PRINCIPAL e ORAÇÃO OBJETIVA: “Ele disse que não viria.” “Não sabemos quando eles voltaram.” “Solicitamos a V.Sa. que permaneça na sala.”


 


Uso da VÍRGULA – Parte 6


8ª.- A vírgula deve ser usada para separar os incisos explicativos, retificadores, continuativos, conclusivos ou enfáticos (por exemplo, ou melhor, isto é, a saber, ou antes, aliás, digo, por assim dizer, além disso, com efeito, ou seja, na verdade, então, minto, resumindo, na minha opinião, quer dizer, em outras palavras, a propósito, por outro lado, por sinal...): “O gerente era muito respeitado, ou melhor, muito temido.” “Ele deve, por exemplo, ouvir mais os seus funcionários.”


 


9ª.- A vírgula deve ser usada para separar orações intercaladas: “Só o presidente, creio eu, pode resolver este caso.” “A diretoria, convém lembrar, não se reúne há três meses.”


 


10ª.- A vírgula deve ser usada para separar termos deslocados: “A sala, acredito que já tenha sido alugada.” (acredito que a sala já tenha sido alugada); “Os inspetores, parece que não chegaram.” (parece que os inspetores não chegaram).


Observações:


a) A vírgula também deve ser usada em caso de PLEONASMO ou ANACOLUTO.


1 - Aos empregados, o nosso sucesso lhes devemos. (Pleonasmo = repetição);


2 - Dinheiro, quem não está precisando disto? (Anacoluto = frase quebrada).


* Pleonasmo é a redundância de termos e anacoluto é uma frase interrompida por outra.


 


11ª.- A vírgula pode ser usada também para marcar a supressão do verbo, por questão de economia, para evitar repetição desnecessária: “Tu buscas a terra e eu, os céus.” (busco); “Ele não nos entende nem nós, a ele.” (entendemos).


 


12ª.- A vírgula deve ser usada para separar o nome da localidade nas datas: ”Rio de Janeiro, 9 de setembro de 2012.


13ª - A vírgula deve ser usada para separar os membros de um provérbio: Quem tem boca, vai a Roma.


14ª - A vírgula deve ser usada para separar o número da rua nos endereços: Avenida da Liberdade, 476.


15ª - A vírgula deve ser usada nos advérbios sim e não, usados como resposta: Você vai viajar? Sim, eu vou. / Você vai trabalhar? Não, não vou.


 


DESAFIO


Onde está o erro?


“A empresa entende que deve tornar público os seus princípios e a sua filosofia de vida.”


Resposta:


Há um erro de concordância. O adjetivo “público” se refere aos “princípios” e à “filosofia de vida”. Deve, por isso, concordar no masculino plural: “...tornar públicos os seus princípios e a sua filosofia de vida”.



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Quarta-feira, 21/11/2012, às 10:06, por Sérgio Nogueira

Veja três dicas com regras simples para usar a vírgula sem erro

O uso da vírgula é uma eterna dor de cabeça. Em razão disso, para atender aos insistentes pedidos de muitos leitores, voltamos ao assunto.


 


Uso da VÍRGULA – Parte 1


Regras práticas:


1ª.- A vírgula deve ser usada para separar ENUMERAÇÕES, TERMOS e ORAÇÕES INDEPENDENTES ENTRE SI (núcleos de um sujeito composto, orações coordenadas assindéticas, termos de uma série não ligados pelo conectivo “e”):


1. O diretor, os assessores e os coordenadores se reuniram ontem à tarde.


(núcleos de um sujeito composto);


2. Eles chegaram cedo, discutiram o assunto, resolveram tudo.


(orações coordenadas assindéticas);


3. Necessitamos adquirir canetas, papel, borrachas, lápis.


(enumeração - termos de uma série).


Observe a importância da vírgula neste caso:


- O presidente compareceu à reunião, acompanhado da secretária, do diretor e do coordenador. (=Ele foi com três pessoas: a secretária, que não é do diretor, o próprio diretor e o coordenador);


- O presidente compareceu à reunião, acompanhado da secretária do diretor e do coordenador. (=Agora ele foi só com duas pessoas - o coordenador e a secretária do diretor).


2ª.- A vírgula deve ser evitada antes da conjunção aditiva “e”:


1. O diretor e os assessores se reuniram ontem à tarde.


2. Nesta empresa, os funcionários podem trabalhar e estudar.


Observações:


a) - A vírgula deve ser usada antes da conjunção “e” com valor ADVERSATIVO:


Já são dez horas, e (=mas ) a reunião ainda não terminou.


b) - A vírgula deve ser usada quando o conectivo “e” liga orações com sujeitos diferentes:


Os funcionários reclamavam, e a direção atendeu.


c) - A vírgula pode ser usada quando o conectivo “e” tem valor consecutivo ou enfático:


Os trabalhadores se reuniram, discutiram, e decidiram como agir.


Chegou, e viu, e lutou, e venceu finalmente.


d) - O conectivo “e”, em fim de enumeração, tem o valor de terminalidade:


Foram chamados vários funcionários: João Carlos, Pedro Sousa, Luísa e Cláudio Luís. (=Chamaram só estes quatro);


Foram chamados vários funcionários :João Carlos, Pedro Sousa, Luísa, Cláudio Luís.(=Estes são quatro dos que foram chamados. Pode haver mais)


- Não se usa a vírgula antes do conectivo “ou” (conjunção alternativa):


Não sei se ele trabalha ou estuda.


Uso da VÍRGULA – Parte 2


3ª.- A vírgula deve ser usada antes das conjunções ADVERSATIVAS (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, não obstante) e CONCLUSIVAS (logo, portanto, por isso, por conseguinte, então, destarte, assim, dessarte): “Ele sempre se dedicou à empresa, porém nunca foi promovido.” “Ele sempre se dedicou à empresa, por isso será promovido.”


Observações:


a) - As conjunções ADVERSATIVAS e CONCLUSIVAS, quando deslocadas, devem ficar entre vírgulas: “Ele sempre se dedicou à empresa, nunca foi, porém, promovido.” “Ele sempre se dedicou à empresa, será, portanto, promovido.”


b) - A conjunção POIS, com o valor CONCLUSIVO, deve ficar entre vírgulas: “Ele sempre se dedicou à empresa, será, pois, promovido.” (= portanto)


c) - A conjunção POIS, com o valor EXPLICATIVO ou CAUSAL, pode ou não vir antecedida de vírgula: “Ele deverá ser promovido, pois se dedica à empresa.” (= porque)



Uso da VÍRGULA – Parte 3


4ª - A vírgula PODE ser usada para separar a oração principal da subordinada adverbial (causal, concessiva, condicional, final, temporal...): “Ele foi promovido, porque sempre se dedicou à empresa.”(causal); “Ele foi promovido, embora não se dedicasse muito à empresa.”(concessiva); “Eles só será promovido, caso se dedique mais à empresa.”(condicional); “Ele desenvolveu o projeto, conforme nós orientamos.”(conformativa); “Ele tem se dedicado muito, para que possa ser promovido.”(final); “Ele só assinará o contrato, quando receber toda a documentação.”(temporal).


Observações:


a) - A vírgula DEVE ser usada quando a oração adverbial estiver deslocada: “Embora não se dedicasse à empresa, ele foi promovido.” “Solicitamos, caso seja possível, o seu comparecimento a este setor.” “Conforme nos foi solicitado, estamos enviando todos os documentos.” “Os computadores, quando foram introduzidos na empresa, trouxeram várias consequências.”


b) - A vírgula DEVE ser usada quando a oração reduzida* estiver deslocada:


“Encerrado o prazo, adotamos novas medidas.” (reduzida de particípio); “Os representantes, gritando muito, encerraram a reunião.” (reduzida de gerúndio); “Ao reduzir o déficit, pudemos pensar em desenvolvimento.” (reduzida de infinitivo).


*  Oração reduzida não apresenta conectivo e o verbo aparece nas formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.


c) - A vírgula deve ser evitada quando a oração adverbial é CONSECUTIVA ou COMPARATIVA:


Ele se dedicou tanto à empresa que foi promovido; Ele se dedicou mais que os outros funcionários.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Conjugação de verbos que merecem atenção

 Conjugações Verbais Irregulares 

Existem verbos cujas formas não obedecem rigorosamente ao paradigma das conjugações regulares, podendo apresentar irregularidades no radical ou nas desinências.

Seguem apenas os tempos nos quais ocorrem formas irregulares com relação ao paradigma ao qual pertence o verbo indicado. Fica implícito, portanto, que as demais formas são regulares, o que não significa que esses verbos não deixam de ser irregulares.

Fica excluído o imperativo, porque sua conjugação segue o esquema já conhecido.


23  PRIMEIRA CONJUGAÇÃO DAR Indicativo Presente: dou, dás, dá, damos, dais, dão. Pretérito perfeito: dei, deste, deu, demos, destes, deram. Pretérito mais-que-perfeito: dera, deras, dera, déramos, déreis, deram. Subjuntivo Presente: dê, dês, dê, demos, deis, deem. Pretérito imperfeito: desse, desses, desse, déssemos, désseis, dessem. Futuro: der, deres, der, dermos, derdes, derem. 

24  SEGUNDA CONJUGAÇÃO CABER Indicativo Presente: caibo, cabes, cabe, cabemos, cabeis, cabem. Pretérito perfeito: coube, coubeste, coube, coubemos, coubestes, couberam. Pretérito mais-que-perfeito: coubera, couberas, coubera, coubéramos, coubéreis, couberam. Subjuntivo Presente: caiba, caibas, caiba, caibamos, caibais, caibam. Pretérito imperfeito: coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos, coubésseis, coubessem. Futuro: couber, couberes, couber, coubermos, couberdes, couberem. 

Devido ao seu sentido, esse verbo não possui imperativo.

25  CRER Indicativo Presente: creio, crês, crê, cremos, credes, creem

CRER Indicativo Presente: creio, crês, crê, cremos, credes, creem. Pretérito perfeito: cri, creste, creu, cremos, crestes, creram. Pretérito imperfeito: cria, crias, cria, críamos, críeis, criam. Subjuntivo Presente: creia, creias, creia, creiamos, creiais, creiam. Pretérito imperfeito: cresse, cresses, cresse, crêssemos, crêsseis, cressem. Futuro: crer, creres, crer, crermos, crerdes, crerem.

Segue esse modelo o derivado descrer e os verbos ler e reler.


26  DIZER

Indicativo

Presente: digo, dizes, diz, dizemos, dizeis, dizem.

Pretérito perfeito: disse, disseste, disse, dissemos, dissestes, disseram.

Pretérito mais-que-perfeito: dissera, disseras, dissera, disséramos, disséreis, disseram.

Futuro do presente: direi, dirás, dirá, diremos, direis, dirão.

Futuro do pretérito: diria, dirias, diria, diríamos, diríeis, diriam.

Subjuntivo

Presente: diga, digas, diga, digamos, digais, digam.

Pretérito imperfeito: dissesse, dissesses, dissesse, disséssemos, dissésseis, dissessem.

Futuro: disser, disseres, disser, dissermos, disserdes, disserem.

Particípio: dito

= bendizer, desdizer, contradizer, maldizer, predizer.


27  FAZER

Indicativo

Presente: faço, fazes, faz, fazemos, fazeis, fazem.

Pretérito perfeito: fiz, fizeste, fez, fizemos, fizestes, fizeram.

Pretérito mais-que-perfeito: fizera, fizeras, fizera, fizéramos, fizéreis, fizeram.

Futuro do presente: farei, farás, fará, faremos, fareis, farão.

Futuro do pretérito: faria, farias, faria, faríamos, faríeis, fariam.

Subjuntivo

Presente: faça, faças, faça, façamos, façais, façam.

Pretérito imperfeito: fizesse, fizesses, fizesse, fizéssemos, fizésseis, fizessem.

Futuro: fizer, fizeres, fizer, fizermos, fizerdes, fizerem.

= desfazer, perfazer, refazer, satisfazer, liquefazer, rarefazer.


28  PERDER Presente do indicativo: perco, perdes, perde, perdemos, perdeis, perdem. Presente do subjuntivo: perca, percas, perca, percamos, percais, percam. 

29  PODER

Indicativo

Presente: posso, podes, pode, podemos, podeis, podem.

Pretérito perfeito: pude, pudeste, pôde, pudemos, pudestes, puderam.

Pretérito mais-que-perfeito: pudera, puderas, pudera, pudéramos, pudéreis, puderam.

Subjuntivo

Presente: possa, possas, possa, possamos possais, possam.

Pretérito imperfeito: pudesse, pudesses, pudesse, pudéssemos, pudésseis, pudessem.

Futuro: puder, puderes, puder, pudermos, puderdes, puderem


30  PÔR (anômalo)

Indicativo

Presente: ponho, pões, põe, pomos, pondes, põem.

Pretérito imperfeito: punha, punhas, punha, púnhamos, púnheis, punham.

Pretérito perfeito: pus, puseste, pôs, pusemos, pusestes, puseram.

Pretérito mais-que-perfeito: pusera, puseras, pusera, puséramos, puséreis, puseram.

Subjuntivo

Presente: ponha, ponhas, ponha, ponhamos, ponhais, ponham.

Pretérito imperfeito: pusesse, pusesses, pusesse, puséssemos, pusésseis, pusessem.

Futuro: puser, puseres, puser, pusermos, puserdes, puserem.

Particípio: posto

= antepor, apor, contrapor, decompor, depor, dispor, expor, impor, opor, propor, repor, supor, transpor.


31  PROVER (embora derivado de “ver”, conjuga-se como ele apenas no presente do indicativo, pretérito imperfeito, futuro do presente, futuro do pretérito, presente do subjuntivo, imperativo afirmativo e negativo e apresenta conjugação regular no Pretérito Perfeito do Indicativo e nas formas dele derivadas). Indicativo Pretérito perfeito: provi, proveste, proveu, provemos, provestes, proveram. Pretérito mais-que-perfeito: provera, proveras, provera, provêramos, provêreis, proveram. Subjuntivo Pretérito imperfeito: provesse, provesses, provesse, provêssemos, provêsseis, provessem. Futuro: prover, proveres, prover, provermos, proverdes, proverem Particípio: provido 

32  QUERER

Indicativo

Presente: quero, queres, quer, queremos, quereis, querem.

Pretérito perfeito: quis, quiseste, quis, quisemos, quisestes, quiseram.

Mais-que-perfeito: quisera, quiseras, quisera, quiséramos, quiséreis, quiseram.

Subjuntivo

Presente: queira, queiras, queira, queiramos, queirais, queiram.

Pretérito imperfeito: quisesse, quisesses, quisesse, quiséssemos, quisésseis, quisessem.

Futuro: quiser, quiseres, quiser, quisermos, quiserdes, quiserem.


33  REQUERER (não segue a conjugação de querer

REQUERER (não segue a conjugação de querer, apesar de coincidir a conjugação no presente do indicativo, no pretérito imperfeito, no futuro do presente, no futuro do pretérito, no presente do subjuntivo, no imperativo afirmativo e negativo. Apresenta flexão regular no pretérito perfeito e nos tempos que dele se formam) Indicativo Presente: requeiro, requeres, requer, requeremos, requereis, requerem. Pretérito perfeito: requeri, requereste, requereu, requeremos, requerestes, requereram. Subjuntivo Presente: requeira, requeiras, requeira, requeiramos, requeirais, requeiram.


34  SER (anômalo)

Indicativo

Presente: sou, és, é, somos, sois, são.

Pretérito imperfeito: era, eras, era, éramos, éreis, eram.

Pretérito perfeito: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram.

Mais-que-perfeito: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram.

Futuro do presente: serei, serás, será, seremos, sereis, serão.

Futuro do pretérito. seria, serias, seria, seríamos, seríeis, seriam.

Subjuntivo

Presente: seja, sejas, seja, sejamos, sejais, sejam.

Pretérito imperfeito: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem.

Futuro: for, fores, for, formos, fordes, forem.

Particípio: sido


35  TRAZER

Indicativo

Presente: trago, trazes, traz, trazemos, trazeis, trazem.

Pretérito perfeito: trouxe, trouxeste, trouxe, trouxemos, trouxestes, trouxeram.

Mais-que-perfeito: trouxera, trouxeras, trouxera, trouxéramos, trouxéreis, trouxeram.

Futuro do presente: trarei, trarás, trará, traremos, trareis, trarão.

Futuro do pretérito: traria, trarias, traria, traríamos, traríeis, trariam.

Subjuntivo

Presente: traga, tragas, traga, tragamos, tragais, tragam.

Pretérito imperfeito: trouxesse, trouxesses, trouxesse, trouxéssemos, trouxésseis, trouxessem.

Futuro: trouxer, trouxeres, trouxer, trouxermos, trouxerdes, trouxerem.


36  VALER

Indicativo

Presente: valho, vales, vale, valemos, valeis, valem.

Subjuntivo

Presente: valha, valhas, valha, valhamos, valhais, valham.

= equivaler


37  VER

Indicativo

Presente: vejo, vês, vê, vemos, vedes, veem.

Pretérito perfeito: vi, viste, viu, vimos, vistes, viram.

Pretérito mais-que-perfeito: vira, viras, vira, víramos, víreis, viram.

Subjuntivo

Presente: veja, vejas, veja, vejamos, vejais, vejam.

Pretérito imperfeito: visse, visses, visse, víssemos, vísseis, vissem.

Futuro: vir, vires, vir, virmos, virdes, virem.

Particípio: visto

= antever, entrever, telever, prever, rever.


38  TERCEIRA CONJUGAÇÃO DORMIR Presente do indicativo: durmo, dormes, dorme, dormimos, dormis, dormem. Presente do subjuntivo: durma, durmas, durma, durmamos, durmais, durmam. = tossir, engolir, cobrir, descobrir, encobrir, recobrir. 

39  IR (anômalo)

Indicativo

Presente: vou, vais, vai, vamos, ides, vão.

Pretérito imperfeito: ia, ias, ia, íamos, íeis, iam.

Pretérito perfeito: fui, foste, foi, fomos, fostes, foram.

Mais-que-perfeito: fora, foras, fora, fôramos, fôreis, foram.

Futuro do presente: irei, irás, irá, iremos, ireis, irão.

Futuro do pretérito. iria, irias, iria, iríamos, iríeis, iriam.

Subjuntivo

Presente: vá, vás, vá, vamos, vades, vão.

Pretérito imperfeito: fosse, fosses, fosse, fôssemos, fôsseis, fossem.

Futuro: for, fores, for, formos, fordes, forem.


40  SERVIR

Presente do indicativo: sirvo, serves, serve, servimos, servis, servem.

Presente do subjuntivo: sirva, sirvas, sirva, sirvamos, sirvais, sirvam.

= aderir, advertir, conferir, competir, conseguir, consentir, deferir, desferir, despir, desmentir, diferir, digerir, divergir, divertir, discernir, expelir, ferir, inferir, impelir, interferir, investir, ingerir, inserir, mentir, perseguir, prosseguir, preferir, proferir, referir, refletir, repelir, repetir, seguir, sentir, sugerir, transferir, vesir.


41  VIR (anômalo) Indicativo Presente: venho, vens, vem, vimos, vindes, vêm. Pretérito imperfeito: vinha, vinhas, vinha, vínhamos, vínheis, vinham. Pretérito perfeito: vim, vieste, veio, viemos, viestes, vieram. Mais-que-perfeito: viera, vieras, viera, viéramos, viéreis, vieram. Futuro do presente: virei, virás, virá, viremos, vireis, virão. Futuro do pretérito: viria, virias, viria, viríamos, viríeis, viriam. Subjuntivo Presente: venha, venhas, venha, venhamos, venhais, venham. Pretérito imperfeito: viesse, viesses, viesse, viéssemos, viésseis, viessem. Futuro: vier, vieres, vier, viermos, vierdes, vierem. = advir, convir, intervir, provir, desavir-se (desentender-se) e sobrevir. 

42  VERBOS DEFECTIVOS

Alguns verbos apresentam conjugação defectiva por motivos de eufonia e de possibilidade de confusão com formas idênticas de outro verbo. Os principais são estes:

1- Todos os verbos impessoais;

  2- adequar e precaver, que só se conjugam nas formas arrizotônicas;

  3- computar, que não possui a 1ª, a 2ª e a 3ª pessoa do singular de Presente do Indicativo e, consequentemente, todas as formas derivadas;

  4- reaver, derivado de Haver, que só se conjuga nas formas em que se conserva a letra v;

  5- Verbos defectivos de 3ª conjugação: tornou-se praxe classificá- los em dois grupos.


43  GRUPO I – os que seguem a conjugação de Abolir, que não possui a 1ª pessoa do singular do Presente do Indicativo e, consequentemente, todas as formas dela derivadas: Presente do Indicativo - aboles abole abolimos abolis abolem - 

Todos os outros tempos têm conjugação regular.

Seguem essa conjugação: aturdir, brandir, carpir, colorir, comedir, delir, demolir, disjungir, esculpir, espargir, exaurir, explodir, excelir, haurir, fremir, fulgir, jungir, puir, refulgir, retorquir, ruir, pascer, tinir e urgir. No português contemporâneo, já se documentam as formas explodo, exploda, explodam etc. 

Vocabulário:

aturdir - atordoar

brandir - acenar, agitar a mão

carpir - lamentar

delir - apagar

exaurir - ressecar, esgotar

excelir - destacar-se

haurir - sorver, beber

fremir - gemer

ruir - desabar, desaparecer

retorquir - replicar, argumentar contrariamente

tinir - soar

pascer - pastar

urgir - ser urgente

espargir - borrifar, derramar

44  GRUPO II - os que seguem a conjugação de Falir, que só se usa nas formas arrizotônicas, não possuindo também todas as suas formas derivadas:

Presente do Indicativo

-

falimos

falis

Todos os outros tempos têm conjugação regular.

Seguem essa conjugação: combalir, embair, emolir, empedernir, esbaforir-se, escandir, espavorir, florir, garrir, remir, ressarcir, ressequir, transir, aguerrir, embair, renhir. No português contemporâneo, já se documentam as formas ressarço, ressarces, ressarce, ressarcem, adéquo, adéquas, adéqua, adéquam etc.

Vocabulário:

emolir - desfazer a dureza

garrir - vestir-se com luxo, falar em demasia

aguerrir - tornar valoroso

embair - enganar

empedernir - endurecer

esbaforir-se - ficar ofegante

espavorir - amedrontar

escandir - medir as sílabas de um verso

remir - adquirir de novo, libertar, indenizar, recuperar-se de erro ou falha

renhir - disputar

transir - transpassar, penetrar

45  VERBOS ABUNDANTES Apresentam mais de uma forma em certos tempos e modos. Essas variantes, contudo, são mais frequentes no particípio. Assim, as formas regulares usam-se, via de regra, com auxiliares ter e haver, e as irregulares com os auxiliares ser e estar. - Os familiares haviam aceitado o convite. - O convite foi aceito pelo diretor. 

46  Emprego facultativo: - Tinha acendido / aceso as velas - As velas foram acendidas / acesas - Tinha entregado / entregue a carta - As cartas eram entregues - Tinha ganho / ganhado o prêmio - O campeonato estava ganho - Tinha gastado / gasto o dinheiro - Foi gasto muito dinheiro - Tinha salvado / salvo o doente - O doente foi salvo - Tê-lo-ia pegado / pego de surpresa - O ladrão foi pego pela polícia - Terá pagado / pago a dívida? - A dívida foi paga? 

47  Observações:

- as formas ganho, gasto e pago, sem dúvida por serem mais breves, no português atual, vêm tornando obsoletos os particípios regulares ganhado, gastado e pagado;

- chego é particípio da variante coloquial da língua.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Perguntas e respostas sobre a música na liturgia

 1. O que é a Missa?


É a renovação do sacrifício de Cristo oferecido na Cruz, o qual, por sua vez, foi antecipado na Última Ceia. Ceia, Cruz e Missa são uma só realidade substancial. O que ocorreu no Calvário, ocorre na Missa: Cristo se oferecendo por nós. Todavia, a Missa, como a Última Ceia, se distingue da Cruz quanto ao modo de oferecimento: na Cruz, o sacrifício foi cruento, enquanto na Missa é incruento.


2. O que é Missa cantada? E Missa rezada?


Missa cantada é aquela, na tradição litúrgica romana, que tem todas as partes cantadas (com exceção de uma ou outra parte que, no rito anterior, era feita em voz submissa, ou de recente introdução). Nela, o padre e o coro se alternam no canto da Missa em si mesma. Não se trata de executar cantos durante as ações sacras apenas, mas de verdadeiramente cantar as partes que normalmente se recita.


A Missa rezada se entende justamente como o antônimo da cantada. Tradicionalmente, e isso permanece para aqueles que observam a forma extraordinária do rito romano, a Missa rezada era toda rezada, ainda que acompanhada de cantos. Mas as normas da forma ordinária permitem que na Missa rezada atual haja não apenas acompanhamento de cantos, e sim que trechos da Missa em si mesma sejam cantados. Não todos, pois assim seria Missa cantada.


3. Cantar na Missa ou cantar a Missa?


Depende. Cantar NA Missa é executar cantos que acompanhem as funções sacras, como a Entrada, o Ofertório, a Comunhão. Tem a ver com a Missa rezada, quando acompanhada de cantos. Já cantar A Missa é dizer as partes audíveis que o padre e o povo normalmente falam, só que cantando, não rezando. Tem a ver com a Missa cantada, embora se possa cantar trechos na Missa rezada.


4. O que é Ordinário e o que é Próprio? O que isso tem a ver com o canto na Missa?


Ordinário é a parte fixa da Missa, aquilo que nunca muda: o Sinal-da-cruz, o Ato Penitencial, o Kyrie, o Glória, o Credo, o Ofertório, o diálogo antes do Prefácio, o Santo, a Consagração, o Pai Nosso, o Cordeiro de Deus etc.


Próprio é a parte variável, aquilo que muda conforme o dia, o tempo e as intenções: a Coleta (Oração do Dia), as leituras da Liturgia da Palavra, a reflexão sobre o Evangelho, as preces da Oração Universal, a Oração sobre as Oferendas, a Oração Eucarística e suas respostas, o Prefácio, a Oração depois da Comunhão. Daí que o conjunto desses elementos de uma determinada Missa se chame "Próprio da Missa". 


Pode-se cantar A Missa: no Ordinário e no Próprio. Bem como cantar NA Missa: em algumas partes do Próprio que admitam alteração, como a Entrada, a procissão das oferendas, a Comunhão.


O Próprio tem elementos não só que variam conforme o dia, o tempo etc, mas também são facultativos. A Entrada, por exemplo: se pode rezar ou cantar o texto do Missal, ou cantar o texto do Gradual, ou cantar uma música apropriada que tenha a ver com o momento. A procissão do Ofertório a mesma coisa. A Comunhão idem. Outros trechos, como as leituras da Liturgia da Palavra, não podem ser alterados nunca: a Aclamação ao Evangelho é sempre e exatamente aquela disposta no Lecionário, a mesma coisa o Salmo etc.


O Ordinário, por sua vez, não só está sempre presente, como suas palavras não podem ser alteradas, nem quando se o reza, nem quando se o canta. Nesse sentido, o Pai Nosso, que é parte do Ordinário, é sempre rezado ou cantado conforme está no Missal, sem mutilar nem acrescentar ou modificar. Da mesma forma, o Ato Penitencial, o Sinal-da-cruz, o Glória etc, devem ser exatamente os previstos no Missal, quer se recite, quer se cante. Alterar o texto do Ordinário, mesmo que seja com boa intenção, para executar um canto em seu lugar, é proibido e atenta contra as regras da liturgia, mesmo que um padre ou um Bispo permitam - pois eles não podem mudar a lei da Igreja.


5. Quais os tipos de canto que a Igreja permite na Missa? Qual o lugar do canto gregoriano?


A Igreja permite cantos que sejam sóbrios e adequados ao espírito da liturgia. A Missa é um culto, não uma baderna. Há lugar para músicas agitadas com conteúdo religioso fora da Missa.


O parâmetro é o canto gregoriano. Ele é, em igualdade de condições, o ideal. Não o podendo executar, ou havendo justas razões para não o fazer, pode-se escolher outro tipo, e quanto mais esse outro tipo de canto se aproxime do gregoriano, melhor.


Assim, além do gregoriano, há a polifonia sacra e o canto popular sacro. Algumas vezes, a polifonia, por ser bem solene, pode ser melhor para uma Missa especial. Em outras, por causa do povo que se reúne para a Missa ou pela falta de um coral treinado, o canto popular pode ser a alternativa. Mas sempre tendo em vista o lugar de excelência do gregoriano e inspirando-se nele para as melodias e para o "ethos" de sobriedade e seriedade da música litúrgica.


A Missa cantada pode ter partes em gregoriano e partes em polifonia, conforme o tipo.


6. Como é o canto na Entrada?


A Entrada, ou Intróito, é parte do Próprio, variando conforme a Missa. Assim, o Missal traz uma Antífona de Entrada para cada Missa do ano, do tempo, da circunstância. Pode-se rezar ou cantar, em polifonia, ou em melodia inspirada no gregoriano, ou em canto popular, essa antífona do Missal. Ou cantar em gregoriano a antífona prevista no Gradual, ou uma polifonia ou canto popular com essa letra. Ou, então, escolher um canto popular adequado. É um momento livre para se cantar "o que quiser" - com bom senso, claro. No Tempo Pascal deve cantar sobre a Ressurreição, no Advento deve cantar sobre a expectativa da vinda do Salvador, no Tempo do Natal deve cantar sobre a encarnação e o nascimento de Cristo, na Quaresma deve cantar sobre penitência e mudança de vida.


7. Como é o canto no Ato Penitencial? E no Kyrie?


O Ato Penitencial é parte do Ordinário, sendo fixo na Missa. Todavia, o Missal nos dá três opções que o padre pode escolher: a) ou reza ou canta o "Confesso a Deus todo-poderoso..."; b) ou reza ou canta o "Tende compaixão de nós, Senhor..."; c) ou reza ou canta o "Senhor, que viestes salvar... tende piedade de nós" (ou suas fórmulas apropriadas para cada tempo). Essa terceira opção é chamada de "Kyrie com tropos". Se é usada a primeira ou a segunda fórmulas, após a absolvição, se reza ou canta o "Kyrie" (sem as invocações alternativas para os diversos tempos litúrgicos), ou seja, o "Senhor, tende piedade de nós". Já se é usada a terceira fórmula, por já ter o "Kyrie", ele é dispensado após a absolvição.


Como dissemos, o Ato Penitencial é parte do Ordinário. E, por isso, ele não se altera. Quer cantar? Cante, mas cante o que está no Missal. Não interessa se outra coisa está "no folheto". Folheto não é documento da Igreja! O Ato Penitencial não é o momento para meros "cantos de perdão" ou "cantos de arrependimento". Esses por mais belos que sejam, não cabem no Ato Penitencial.


8. Como é o canto no Glória?


O Glória é parte do Ordinário, sendo fixo na Missa. Todos os Domingos fora da Quaresma e Advento, nas solenidades e nas festas, ele é rezado ou cantado, e em outras ocasiões propícias também pode ser rezado ou cantado. É omitido também nas missas de sétimo dia, trigésimo dia, um ano de falecimento, missas de corpo presente e Dia de Finados.


Como dissemos, o Glória é parte do Ordinário. E, por isso, ele não se altera. Quer cantar? Cante, mas cante o que está no Missal. Não interessa se outra coisa está "no folheto". Folheto não é documento da Igreja! O Glória não é o momento para meros "cantos de glória" ou "cantos de louvor". Esses, por mais belos que sejam, não cabem no Glória.


9. Como é o canto no Salmo?


O Salmo é parte do Próprio, variando conforme a Missa. Assim, o Lecionário traz um Salmo Responsorial para cada Missa do ano, do tempo, da circunstância. Pode-se rezar ou cantar, em polifonia, ou em melodia inspirada no gregoriano, ou em canto popular, esse Salmo Responsorial do Lecionário. Ou cantar em gregoriano o Salmo Gradual previsto no Gradual, ou uma polifonia com essa letra. Todavia, diferentemente das antífonas, por ser parte da Liturgia da Palavra, e haver uma unidade entre o salmo e as leituras, ele não pode ser alterado. O Salmo Responsorial tem esse nome porque sua própria letra responde à primeira leitura que foi ouvida.


10. Como é o canto no Aleluia ou no Trato (Aclamação ao Evangelho)?


A Aclamação ao Evangelho pode ser o Aleluia ou o Trato.


O Aleluia é parte do Próprio, variando conforme a Missa. Assim, o Lecionário traz um Aleluia para cada Missa do ano, do tempo, da circunstância. Pode-se rezar ou cantar, em polifonia, ou em melodia inspirada no gregoriano, ou em canto popular, esse Aleluia do Lecionário. Ou cantar em gregoriano o Aleluia previsto no Gradual, ou uma polifonia com essa letra. Todavia, diferentemente das antífonas, por ser parte da Liturgia da Palavra, e por ser uma preparação ao Evangelho, tendo a mesma mensagem dele, ele não pode ser alterado. Embora parte do Próprio, ele não pode ser alterado. Quer cantar? Cante, mas cante o que está no Lecionário ou no Gradual. Não interessa se outra coisa está "no folheto". Folheto não é documento da Igreja! O Aleluia não é o momento para meros "cantos de aclamação ao Evangelho". Esses e outros, por mais belos que sejam, não cabem no Aleluia.


Na Quaresma, o Aleluia é substituído pelo Trato, mas as regras são as mesmas.


11. Como é o canto no Credo?


O Credo é parte do Ordinário, sendo fixo na Missa. Todos os Domingos e nas solenidades, ele é rezado ou cantado. Pode ser usado o texto do Apostólico ou do Niceno-constantinopolitano.


Como dissemos, o Credo é parte do Ordinário. E, por isso, ele não se altera. Quer cantar? Cante, mas cante o que está no Missal. Não interessa se outra coisa está "no folheto". Folheto não é documento da Igreja! O Credo não é o momento para meros "cantos de fé" ou "cantos de creio". Esses e outros, por mais belos que sejam, não cabem no Credo.


12. Como é o canto no Ofertório?


O Ofertório consiste em uma procissão facultativa, nas orações que são o Ofertório em si mesmo, e na Oração sobre as Oferendas.


Durante a procissão, se pode cantar a Antífona de Ofertório - que é do Próprio - prevista no Gradual, em gregoriano, ou usar sua letra para uma melodia inspirada no gregoriano, uma polifonia ou um canto popular. Ou, então, escolher um canto popular adequado. É um momento livre para se cantar "o que quiser" - com bom senso, claro. Não precisa necessariamente falar de pão e vinho, mas pode falar do tema da liturgia ou do oferecimento da própria vida a Cristo.


As orações do Ofertório são ditas pelo padre em voz submissa enquanto se canta, ou em voz alta quando não se canta ou quando cessa o canto. A Oração sobre as Oferendas é parte do Próprio, havendo uma para cada Missa.


13. Como é o canto no Santo?


O Santo é parte do Ordinário, sendo fixo na Missa.E, por isso, ele não se altera. Quer cantar? Cante, mas cante o que está no Missal. Não interessa se outra coisa está "no folheto". Folheto não é documento da Igreja! O Santo não é o momento para meros "cantos de Santo". Esses e outros, por mais belos que sejam, não cabem no Santo.


14. Como é o canto no Pai Nosso?


O Pai Nosso é parte do Ordinário, sendo fixo na Missa.E, por isso, ele não se altera. Quer cantar? Cante, mas cante o que está no Missal. Não interessa se outra coisa está "no folheto". Folheto não é documento da Igreja! O Pai Nosso não é o momento para meros "cantos de Pai Nosso". Esses e outros, por mais belos que sejam, não cabem no Pai Nosso.


15. Como é o canto no Cordeiro de Deus?


O Cordeiro de Deus é parte do Ordinário, sendo fixo na Missa.E, por isso, ele não se altera. Quer cantar? Cante, mas cante o que está no Missal. Não interessa se outra coisa está "no folheto". Folheto não é documento da Igreja! O Cordeiro de Deus não é o momento para meros "cantos de Cordeiro". Assim, esses e outros, por mais belos que sejam, não cabem no Cordeiro de Deus.


16. Como é o canto na Comunhão?


A Comunhão é parte do Próprio, variando conforme a Missa. Assim, o Missal traz uma Antífona de Comunhão para cada Missa do ano, do tempo, da circunstância. Pode-se rezar ou cantar, em polifonia, ou em melodia inspirada no gregoriano, ou em canto popular, essa antífona do Missal. Ou cantar em gregoriano a antífona prevista no Gradual, ou uma polifonia ou canto popular com essa letra. Ou, então, escolher um canto popular adequado. É um momento livre para se cantar "o que quiser" - com bom senso, claro. Não necessariamente deve falar da comunhão, do Corpo e do Sangue de Cristo, do pão da vida, pão do céu ou qualquer outro tema que faça referência ao mistério da Eucaristia.


17. Como é o canto depois da Comunhão?


A Igreja diz que esse momento serve para a adoração silenciosa, podendo, conforme o costume, a comunidade recitar fórmulas de oração em comum. Se for costume, isso se estende ao canto. Uma música piedosa, calma, mas livre, não prevista em normas, e que tenha o sentido do que se acabou de fazer (agradecendo a Cristo na Eucaristia, por exemplo).


18. Como é o canto no Recessional?


A Igreja não fala nada, mas da tradição das Missas cantadas em que se entoava um hino livre, geralmente gregoriano ou polifonia, se pode cantar algo: gregoriano, polifonia ou popular, mas decente.


19. Podem-se inserir cantos em outras partes?


Não. O que existe é que todas as partes que não mencionamos aqui podem (e na Missa cantada devem) ser cantadas: a Oração do Dia (Coleta), as Preces, as Leituras, o Sinal-da-cruz, o Prefácio, a Oração sobre as Oferendas, a Oração Eucarística, a Oração depois da Comunhão, a Bênção, o Ide em paz etc. Mas sempre com a letra prevista no Missal ou Lecionário. Nada de cantos com letra diferente, refrões, outras frases, repetições ou outros cantos correlatos.

domingo, 15 de agosto de 2021

Novos horários dos programas da tarde da Globo - 2013 / Vale a Pena Ver de Novo e Sessão da Tarde em novos horários - 2014

 Globo de forma inédita bagunça toda a programação da tarde


"Excepcionalmente". A Globo sempre gostou de divulgar essa palavra nas suas chamadas, quando por algum motivo (geralmente um jogo de futebol ou alguma cobertura jornalística importante) uma da suas atrações não seria exibida, ou começaria mais tarde, isso se destacava em respeito ao telespectador.


Quando um programa ia mudar de horário, havia o anúncio "programa X agora em novo horário".


Coisas simples, mas que fizeram da Globo a referência, o gigante que ela é no campo televisivo e a diferenciou das demais concorrentes e suas inconstâncias tão conhecidas.


Tudo o que foi construído desde a época do 'padrão Globo de qualidade', imposto por Boni, e seguido até pouco tempo, parece vir por água abaixo agora,e se tornar num futuro uma enchente.


A nova gestão 'metamorfose ambulante' da emissora não entende que 'televisão é hábito'.Então que importância tem sair atirando para todos os lados, mudando tudo do lugar, invertendo a ordem de atrações tradicionais do plim-plim; se a moda agora é "inovar", porque a Globo, segundo pesquisa foi considerada pelos mais jovens como uma senhora rica, elegante e austera, sem muitas novidades e com uma programação engessada?!


Daria a essas mudanças outros nomes: incoerência, imediatismo e falta de respeito ao público.


A nova da vez: a partir de segunda (18), na TV Gazeta, afiliada da Globo no Estado do Espírito Santo, a programação da tarde ficará desta maneira:


13h50 Sessão da Tarde

15h40 Vale a Pena Ver de Novo

17h10 Vídeo Show

e o resto, do jeito que está


Simples assim.


Em Brasília-DF já acontece desde o mês passado a alteração, ainda que a ordem seja outra:


13h50 Vídeo Show

14h40 Sessão da Tarde

16h10 Vale a Pena Ver de Novo

e o resto, do jeito que está


Em Goiás, também a partir da próxima segunda (18) a grade da 'TV Anhanguera' obedecerá a de Brasília-DF.


E dizem, que aos poucos, outros Estados, passaram por essa 'experiência' até chegar ao Rio e São Paulo.


Pelo menos,  a Globo não deveria reclamar da programação fuso no horário de verão, misturado a adequação horária às classificações indicativas, que prejudicam naturalmente o desempenho de sua audiência nessas regiões; porque ela mesmo está fazendo uma nova grade para cada Estado, ao sabor dos ventos, tudo junto e misturado, não é mesmo?!

E o rumor enfim se confirmou: a nova direção da TV Globo bateu o martelo, e segundo informações da coluna Controle Remoto de O Globo, a partir do 17 de fevereiro o Vale a Pena Ver de Novo e a Sessão de Tarde invertem seus horários. 


A mudança desde o fim do ano passado já acontecia em Brasília-DF, Vitória-ES e Goiânia-GO, e a partir da segunda quinzena do próximo mês se estenderá para todo o Brasil.


É o fim de uma 'dobradinha' de mais de 30 anos na programação das tardes globais.


Acreditam que com a novidade, o 'Vale a Pena' ajudará a salvar o fracasso da combalida e cansativa Malhação que vem na sequência, e as novelas das 6 e das 7, que em matéria de Ibope marcam recordes negativos.


Achei péssimo.Televisão é hábito.Quebra-se uma tradição de décadas, de gerações cativas da telinha neste horário. 


E várias novelas na sequência ao invés de uma  alimentar a audiência da outra poderá saturar o público.


A grade da Globo considerada por muitos especialistas "engessada" na verdade foi muito bem pensada há 'séculos', com conteúdo variado. 


O que se vê agora, é novela, depois de novela, programa de auditório atrás de outro...a Globo sempre foi modelo de organização... e aos que se queixam dela ser muito rígida, há que se lembrar das programações de temporada, que já tornam mais dinâmica a grade sem precisar fazer essas alterações tão bruscas.

Após inversão dos horários da Sessão da Tarde e Vale a Pena Ver de Novo, Globo foi detonada por internautas no twitter que estranharam a inversão de horários de ambas sessões que estavam fixas em seus antigos horários a um bom tempo, o assunto foi bastante comentado nas redes sociais.



Confira algumas frases:


Quero entender uma coisa: por que a Globo colocou a “Sessão da Tarde” pra passar primeiro que a novela?


Cara, desnecessário passar “Sessão da Tarde” agora.


Não creio que a novela agora começa depois de “Sessão da Tarde”.


Crianças de 9 anos beijando na boca, eu tentando entender por que a “Sessão da Tarde” mudou de horário com “Vale a Pena Ver de Novo”.


Só eu que não sabia que o horário da “Sessão da Tarde” mudou?


Nada a ver a globo colocar “Sessão da Tarde”primeiro e depois “Vale a Pena Ver de Novo”.


Como assim? Quero assistir “Caras & Bocas” mais passa só depois da “Sessão da Tarde”.


Globo tá f****** com tudo mesmo, primeiro tiraram a “TV Globinho” do ar e agora mudaram o horário da “Sessão da Tarde”. Onde esse mundo vai parar?


Por que já está passando a “Sessão da Tarde”? E a novela?


Tãoo estranho ver “Sessão da Tarde”passando essa hora


No meu tempo a “Sessão da Tarde” era mais tarde auabahahahahha


Gostava da “Sessão da Tarde” no outro horário!! Esse novo horário é muito estranho… chato demais.


É impressao minha ou já está dando “Sessão da Tarde”?


Gente alguém pode me dizer por que “Sessão da Tarde” está passando agora ?


Não gostei da “Sessão da Tarde” ser primeiro do que a novela…


Palhaçada “Sessão da Tarde” ser antes do ”Vale a Pena Ver de Novo” . ¬¬


Sessão da Tarde” 14h30? Bons tempos da minha infância onde era 16h30 e depois um jornal rapidinho e  mais a espera da “Malhação”…


Achei muito idiota a Globo exibir a “Sessão da Tarde” primeiro.


“Sessão da Tarde”passando agora ? osh


“Sessão da Tarde” a essa hora é a coisa mais besta que a Globo ja fez


Não gostei da novela depois da “Sessão da Tarde”.Coisa chata!


Acho desnecessário essa “Sessão da Tarde” por que toda vez passa os mesmos filmes!


Pra que “Sessão da Tarde”antes da novela?


Queria saber porque agora passa primeiro o filme “Sessão da Tarde” e depois a novela.


Esse horário novo “Sessão da Tarde” tá me deixando é louca.


Estranho ver “Sessão da Tarde”essa hora.


Essa nova programação da Globo com “Sessão da Tarde”primeiro é uma bost*.


Uai, por que está passando “Sessão da Tarde”agora ? 


Vivi pra ver a Globo trocar a ordem de “Vale a Pena Ver De Novo” e “Sessão da Tarde”. Próximo passo é tirar o Faustão do ar.


Minha mãe está irritada porque era pra estar passando novela mas tá passando “Sessão da Tarde”.


“Sessão da Tarde” às 14h nunca mais será a mesma.

Programação da Globo com o horário de verão 2014/2015

 A partir da 0h deste domingo, dia 19 (meia-noite de sábado, dia 18), começa o horário de verão brasileiro nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, cuja segunda semana do horário também coincide com as provas do Enem realizadas nos dias 8 e 9 de novembro: humanas, natureza, linguagens, matemática e redação.


Com isso devem adiantar os relógios em uma hora os moradores do Distrito Federal e dos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Nestes locais, a programação da Globo não sofre alterações.

 

Nos 16 estados do Norte e Nordeste, que não seguem o horário de verão, há alteração no horário de exibição de muitos de nossos programas, por causa de ajustes na grade.


No Amazonas, em Rondônia e em Roraima, onde a diferença de fuso será de duas horas, de segunda a sexta-feira, o Bom Dia Brasil será exibido com atraso de uma hora, às 6h30, e o Jornal Nacional, às 19h30. Com a diferença de três horas no fuso do Acre, o Bom Dia Brasil será exibido às 6h30, com duas horas de atraso, enquanto o Jornal Nacional vai ao ar às 18h30, com uma hora de atraso em relação ao horário de Brasília. E, aos domingos, a programação será adiantada em uma hora.


Já Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe, Amapá, Pará e Tocantins acompanham alguns programas em horários e sequências diferentes das que estão acostumados. Nesses estados, o Jornal Nacional vai ao ar ao vivo, às 19h30, e a novela das sete é exibida logo após, às 20h10, seguida da trama das nove, às 21h05. 


Nas noites de quarta e de quinta, a programação será encurtada para que as partidas de futebol e o The Voice Brasil sejam veiculados ao vivo. A novela das sete começará às 19h55, e a das nove começará após o jogo e o talent show, às 22h45.


Os jornais locais da manhã e da hora do almoço e os programas da manhã e da tarde, os programas da linha de shows e da madrugada, e os programas do fim de semana seguem sem alterações.


Na última semana de horário eleitoral obrigatório


A primeira semana do horário de verão brasileiro coincide com a última semana de propaganda política eleitoral obrigatória. Portanto, até o dia 26 de outubro, a programação da Globo fica ainda mais atípica nos 16 estados que não seguem o horário de verão, pois todos os programas vão ao ar mais cedo ou em horários bem diferentes daqueles a que o público está acostumado.


Por exemplo, o Jornal Nacional vai ao ar, no Acre, às 17h; Amazonas, Rondônia e Roraima assistem às 18h; e o restante dos estados das regiões Norte e Nordeste acompanha as principais notícias do Brasil e do mundo às 19h. Em todos os locais o telejornal é exibido ao vivo.


O horário de verão brasileiro termina no dia 22 de fevereiro de 2015.

Nova programação de verão 2011 na Globo

 A temperatura é máxima na nova grade do Verão da Globo.Confira as novidades da programação da emissora carioca de Janeiro a Março que deixará sua tela ainda mais quente:




Novelas:

Insensato Coração *A Nova Novela das 9


O Clone *Um grande sucesso de Glória Perez de volta no Vale a Pena Ver de Novo







Minisséries:


Amor em Quatro Atos *Baseada na obra de Chico Buarque de Holanda

O Bem Amado *A nova versão do clássico de Dias Gomes

Chico Xavier *Um mega sucesso de bilheteria agora na TV em 4 capítulos


Séries:


Aline *Nova Temporada


24 Horas *Última Temporada


Lost *Última Temporada









Musicais:

Festival de Verão de Salvador


Carnaval Globeleza 










Esporte:

Futebol 2011: Campeonatos Regionais




Cinema:

Festival Nacional *Somente Filmes Inéditos








Entretenimento:

Big Brother Brasil 11 *Conheça a nova casa e os novos participantes



Esquenta *Novo programa das tardes de Domingo com Regina Casé



Amor e Sexo *Nova Temporada

Estreia do Esquenta 2011

 Neste domingo, dia 2, logo após o especial O Relógio da Aventura, Regina Casé estreia Esquenta!, seu programa de verão que vai animar o início as tardes dominicais da Rede Globo de janeiro a março. A apresentadora promete fazer da atração uma festa, trazendo sempre seus amigos e até as famílias deles como convidados.



No primeiro programa, que será ambientado em um cenário de cores vivas, em referência à estação mais quente do ano, Casé exibe, com exclusividade, uma conversa com Luiz Inácio Lula da Silva sobre seus oito anos na presidência da República e os planos para o futuro. Já no palco musical, que tem sempre uma roda de samba e pagode conduzida por Arlindo Cruz e Leandro Sapucahy, se apresentam nada mais, nada menos do que Gilberto Gil e Zeca Pagodinho. O momento cômico fica por conta de Marcius Melhem e Leandro Hassum, enquanto Cauã Reymond conversa sobre sua história e carreira.



Como em toda boa festa não pode faltar comida, o almoço do dia é o tradicional cozido de Márcia Black, comadre de Zeca, servido por ela própria. A escola de samba Portela, comandada por sua madrinha Sheron Menezes, traz o carnaval para animar os convidados. Num clima familiar, Preta Gil leva seu filho e a Velha Guarda da Portela e Zeca Pagodinho apresentam seus netinhos. O jogador Túlio Maravilha também marca presença, lembrando um memorável gol marcado por ele em sua carreira no Botafogo.





Esquenta! tem direção de núcleo de Guel Arraes e direção de Estevão Ciavatta, Leonardo Netto, Monica Almeida e Mário Meirelles. O roteiro é finalizado por Alberto Renault e Hermano Vianna.

Toda Matéria - período composto por coordenação

 As orações coordenadas são orações independentes, ou seja, não há relação sintática entre elas. Elas são classificadas em dois tipos: oraçõ...