quinta-feira, 17 de agosto de 2023

Toda Matéria - substantivos

 Substantivo é a classe de palavras usada para dar nome aos seres, objetos, fenômenos, lugares, qualidades, ações, dentre outros.

Exemplos: menino, João, Portugal, caneta, ventania, coragem, corrida.

Os substantivos podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo).
Classificação dos substantivos

Os substantivos são classificados em: comum, próprio, simples, composto, concreto, abstrato, primitivo, derivado e coletivo.

1. Substantivos comuns

Os substantivos são comuns se eles dão nome a seres de forma genérica.

Exemplos: pessoa, gente, país.

2. Substantivos próprios

Os substantivos são próprios quando eles dão nome a seres de forma particular. Eles são escritos com letra maiúscula.

Exemplos: Maria, São Paulo, Brasil.

3. Substantivos simples

Os substantivos simples são formados por apenas um radical (radical é a parte da palavra que contém o seu significado básico).

Exemplos: casa, carro, camiseta.

4. Substantivos compostos

Os substantivos compostos são formados por mais de um radical (radical é a parte da palavra que contém o seu significado básico).

Exemplos: guarda-chuva, passatempo, beija-flor.

5. Substantivos concretos

Os substantivos concretos designam as palavras reais, concretas, sejam elas pessoas, objetos, animais ou lugares.

Exemplos: menina, homem, cachorro.

6. Substantivos abstratos

Os substantivos abstratos são aqueles relacionados aos sentimentos, estados, qualidades e ações.

Exemplos: beleza, alegria, bondade.

7. Substantivos primitivos

Os substantivos primitivos, como o próprio nome indica, são aqueles que não derivam de outras palavras.

Exemplos: casa, folha, chuva.

8. Substantivos derivados

Os substantivos derivados são aquelas palavras que derivam de outras.

Exemplos: casarão (derivado de casa), folhagem (derivado de folha), chuvarada (derivado de chuva).

9. Substantivos coletivos

Os substantivos coletivos são aqueles que se referem a um conjunto de seres.

Exemplos: flora (conjunto de plantas), álbum (conjunto de fotos), colmeia (conjunto de abelhas).
Flexão de gênero dos substantivos

De acordo com o gênero (feminino e masculino) dos substantivos, eles são classificados em: biforme e uniforme.

Substantivos biformes - apresentam duas formas, ou seja, uma para o masculino e outra para o feminino. Exemplos: professor e professora; amigo e amiga.

Substantivos uniformes - somente um termo especifica os dois gêneros (masculino e feminino), sendo classificados em: epiceno, sobrecomum e comum de dois gêneros.

    Epicenos: apresenta somente um gênero e refere-se aos animais. Exemplo: foca (macho ou fêmea).
    Sobrecomum: apresenta somente um gênero e refere-se às pessoas. Exemplo: criança (masculino e feminino).
    Comum de dois gêneros: termo que se refere aos dois gêneros (masculino e feminino), identificado por meio do artigo que o acompanha. Exemplo: "o artista" e "a artista".

Os substantivos de origem grega terminados em "ema" e "oma" são masculinos, por exemplo: teorema, poema.

Há os substantivos chamados de "gênero duvidoso ou incerto", ou seja, aqueles utilizados para os dois gêneros sem alteração do significado, por exemplo: o personagem e a personagem.

Existem alguns substantivos que, variando de gênero, mudam seu significado, por exemplo: "o cabeça" (líder), "a cabeça" (parte do corpo humano).
Flexão de número dos substantivos

De acordo com o número do substantivo, eles são classificados em: singular e plural.

Singular - designa uma única coisa, pessoa ou um grupo. Exemplo: bola, mulher.

Plural - designa várias coisas, pessoas ou grupos. Exemplo: bolas, mulheres.
Flexão de grau dos substantivos

De acordo com o grau dos substantivos, eles são classificados em: aumentativo e diminutivo.

Aumentativo - indica o aumento do tamanho de algum ser ou alguma coisa.

Diminutivo - indica a diminuição do tamanho de algum ser ou alguma coisa.

Os graus aumentativo e diminutivo podem ser analíticos e sintéticos.

O aumentativo analítico é acompanhado de um adjetivo que indica grandeza. Exemplo: casa grande.

O aumentativo sintético recebe o acréscimo de um sufixo indicador de aumento. Exemplo: casarão.

O diminutivo analítico é acompanhado de um adjetivo que indica pequenez. Exemplo: casa pequena.

O diminutivo sintético recebe o acréscimo de um sufixo indicador de diminuição. Exemplo: casinha.
Relação entre adjetivos e substantivos

Os adjetivos correspondem à classe de palavras que indicam qualidades e estados aos substantivos, por exemplo: casa bonita. Aqui, o termo "bonita" atribui uma qualidade ao substantivo "casa".

Os substantivos simples caraterizam um tipo de substantivo que apresenta somente um radical ou uma palavra, por exemplo: papel, homem, caneta.
Flexão dos substantivos simples

O substantivo é uma classe gramatical flexionada em gênero (feminino e masculino), número (singular e plural) e grau (aumentativo e diminutivo).
1. Flexão de Gênero

    Substantivos Biformes: apresentam duas formas, ou seja, uma feminina e outra masculina, por exemplo: menino - menina
    Substantivos Heterônimos: apresentam formas para ambos os gêneros, porém com radicais distintos, por exemplo: mulher - homem
    Substantivos Uniformes: apresentam somente uma forma para ambos os gêneros e são classificados em:
        Comum de dois: apresentam uma forma para ambos os gêneros, diferenciada somente pelo artigo ou outro determinante, por exemplo: o estudante - a estudante.
        Sobrecomum: apresenta uma forma e um artigo (masculino ou feminino) para ambos os gêneros, por exemplo: a criança; o indivíduo; a pessoa; o gênio.
        Epiceno: utilizado para distinguir os animais (macho ou fêmea), os epicenos apresentam uma forma e um artigo (masculino ou feminino) para ambos os gêneros, por exemplo: a piranha (macho ou fêmea).

2. Flexão de Número

    Singular: indica um ser, coisa, objeto, por exemplo: casa, criança, voz.
    Plural: indica dois ou mais seres, coisas, objetos, por exemplo: casas, crianças, vozes.

Note que alguns substantivos são empregados somente no plural, por exemplo: costas, férias, óculos, trevas, núpcias, dentre outros.

A formação do plural para os substantivos simples é baseada nas seguintes regras gramaticais:

    Terminados em vogal e ditongo oral, há acréscimo de s, por exemplo: chapéu - chapéus; sofá - sofás; bola - bolas.
    Terminados em n, há acréscimo de s ou es, por exemplo: cânon - cânones; hífen - hifens ou hífenes; pólen - polens ou pólenes.
    Terminados em m, há acréscimo de ns, por exemplo: álbum - álbuns; homem - homens; item - itens.
    Terminados em r e z, há acréscimo de es, por exemplo: sonar - sonares; raiz - raízes; sênior - seniores.
    Terminados em al, el, ol, ul, troca-se o l por is (há exceções, por exemplo: mal e males, cônsul e cônsules). Alguns exemplos: quintal - quintais; hotel - hotéis; farol - faróis.
    Terminados em il fazem o plural de duas maneiras:
        Oxítonos em is, por exemplo: canil - canis; barril - barris;
        Paroxítonos em eis, por exemplo: míssil - mísseis; fóssil - fósseis.
    Terminados em s fazem o plural de duas maneiras:
        Monossilábicos ou Oxítonos mediante o acréscimo de es, por exemplo: ás - ases; retrós - retróses;
        Paroxítonos ou Proparoxítonos permanecem invariáveis, por exemplo: o ônibus - os ônibus; o lápis - os lápis.
    Terminados em ão fazem o plural de três maneiras:
        substituindo o -ão por -ões, por exemplo: falcão - falcões;
        substituindo o -ão por -ães, por exemplo: escrivão - escrivães;
        substituindo o -ão por -ãos, por exemplo: cidadãos - cidadãos.
    Terminados em x ficam invariáveis, por exemplo: o látex - os látex; o tórax - os tórax.

3. Flexão de Grau

O Grau está relacionado ao tamanho das coisas e dos seres. São classificados em grau aumentativo e grau diminutivo, sendo constituídos através de dois processos:

    Analítico: acréscimo de outra palavra, por exemplo: menino grande, menino pequeno.
    Sintético: acréscimo de sufixo, por exemplo: menino - menininho (diminutivo); meninão (aumentativo).
    
    O substantivo composto é o substantivo formado por mais de uma palavra ou radical.

Exemplos:

    sexta-feira (é formado por dois radicais: sext- e feir-).
    cachorro-quente (é formado por dois radicais: cachor- e quent-).
    cana-de-açúcar (é formado por três radicais: can-, d- e açúc-).

O substantivo composto pode ser formado de duas formas: por justaposição ou por aglutinação.

JUSTAPOSIÇÃO, quando os radicais se juntam sem que sofram alterações. Exemplos: arco-íris, fim de semana, passatempo.

AGLUTINAÇÃO, quando os radicais se juntam e, nesse processo, sofrem alterações. Exemplos: aguardente (água + ardente), vinagre (vinho + acre), planalto (plano + alto).

O plural dos substantivos compostos é feito mediante duas situações. Uma delas se refere à forma como ele é escrito.

Se o substantivo composto for escrito sem hífen, o plural é feito tal como os substantivos simples, muitas vezes acrescentando o “s” no final. Exemplos: claraboia(s), ferrovia(s), passatempo(s).

A outra situação que deve ser observada é como o substantivo que escrito com hífen é formado (por verbo + substantivo, por palavras unidas por preposição, por palavras repetidas, entre outros). Nesses casos, algumas regras devem ser observadas.
Regras dos substantivos compostos com hífen

1) Substantivo + substantivo que especifica o primeiro

Apenas o primeiro elemento passa para o plural ou os dois elementos passam para o plural. Exemplos:

    caneta-tinteiro (canetas-tinteiro ou canetas-tinteiro)
    salário-família (salários-família ou salários-famílias)
    banana-prata (bananas-prata ou banana-pratas)

2) Palavras unidas por preposição

Apenas o primeiro elemento passa para o plural. Exemplos:

    estrela-do-mar (estrelas-do-mar)
    mula-sem-cabeça (mulas-sem-cabeça)
    peroba-do-campo (perobas-do-campo)

3) Verbo, prefixo ou advérbio + substantivo ou adjetivo

Apenas o segundo elemento passa para o plural. Exemplos:

    abaixo-assinado (abaixo-assinados)
    beija-flor (beija-flores)
    vice-prefeito (vice-prefeitos)

4) Palavras repetidas ou onomatopeias

Apenas o segundo elemento passa para o plural. Exemplos:

    pingue-pongue (pingue-pongues)
    teco-teco (teco-tecos)
    tique-taque (tique-taques)

5) Palavra variável + palavra variável

Os dois elementos passam para o plural. Lembrando que são palavras variáveis substantivos, verbos, adjetivos, pronomes, artigos e numerais. Exemplos:

    cota-parte (cotas-partes)
    mão-boba (mãos-bobas)
    segunda-feira (segundas-feiras)
    
    Os substantivos primitivos são aqueles que não derivam de outras palavras da língua portuguesa. As palavras classificadas como substantivos primitivos têm origem em outras línguas, como latim e grego.

Exemplos de substantivos primitivos:

    ferro (tem origem do latim: ferrum, e dele surge o derivado ferreiro)
    flor (tem origem do latim: flore, e dele surge o derivado floricultura)
    pedra (tem origem do grego: pétra, e dele surge o derivado pedreira)
    folha (tem origem do latim: folia, e dele surge o derivado folhagem)
    papel (tem origem do latim: papyrus, e dele surge o derivado papelaria)

Substantivo primitivo e derivado

Ao contrário dos substantivos primitivos, os substantivos derivados são palavras que surgem de outras palavras primitivas. Isso acontece pelo processo chamado de derivação, em que há o acréscimo de sílabas ou letras.

Assim sendo, os substantivos primitivos são responsáveis por originar essas outras palavras:

    sorveteria (derivado do substantivo primitivo sorvete);
    lixeira (derivado do substantivo primitivo lixo);
    dentadura (derivado do substantivo primitivo dente).

Exemplos de frases com substantivos primitivos e derivados:
Substantivo primitivo     Substantivo derivado
A casa da Mariana ficou pronta este ano.     Mário viveu durante dez anos num casarão.
O livro de Tomás ficou molhado com a chuva.     A livraria do centro é a mais conhecida da cidade.
A folha da árvore ressecou com o inseticida.     A folhagem dessa planta está cada dia maior.
Resolveu colocar pedras no jardim.     Aquele pedreiro construiu grande parte da nossa casa.
Recebeu a carta do pai na noite de natal.     O carteiro não passou naquele dia.
Pela manhã percebeu que seu dente estava caindo.     Sempre gostou do trabalho do César, seu dentista.
Cada dia que passava a chuva diminuía.     Naquele dia, a previsão era de chuvisco pela tarde.
Precisava comprar sapatos novos.     Tinha a profissão de sapateiro desde a adolescência.

A partir dos exemplos acima, podemos distinguir esses dois tipos de substantivos: os primitivos e os derivados.

As palavras que não são originárias de outras são classificadas como substantivos primitivos: casa, livro, folha, pedra, carta, dente, chuva, sapato.

Já as palavras que derivam de outras são classificadas como substantivos derivados: casarão, livraria, folhagem, pedreiro, carteiro, dentista, chuvisco, sapateiro.

Os substantivos derivados são substantivos formados a partir de outras palavras. Por exemplo, o substantivo florista é derivado, porque é formado a partir da palavra flor.

Quando dizemos que um substantivo é derivado, estamos a classificá-lo considerando a sua formação. Os substantivos que não são formados a partir de outras palavras são substantivos primitivos.

Exemplos:

substantivos derivados: pedreiro, livraria, terreno

substantivo primitivos: pedra, livro, terra
Exemplos de substantivos derivados
Substantivos primitivos     Substantivos derivados
Flor     floração, flora, floral, florescente, floriano, floricultura, florido, florista
Chuva     chuvada, chuvarada, chuveiro, chuvisco
Terra     aterrado, aterro, enterrado, terreiro, terreno, terrestre, território
Livro     livralhada, livraria, livreiro, livreto
Dente     dentadura, dentição, dentina, dentista, dentuça
Ferro     enferrujado, ferragem, ferreiro, férreo, ferrugem
Papel     papelada, papelão, papelaria, papeleiro, papiro
Sapato     sapatada, sapataria, sapateira, sapateiro
Jornal     jornaleco, jornaleiro, jornalista
Formiga     formigado, formigamento, formigueiro
Pedra     pedrada, pedreiro, pedregulho, pedraria, pedrisco
Telha     telhado, telheira, telheira
Sonho     sonhado, sonhador
Boi     boiada, boiadeiro, boizama, bovino
Ilha     ilhado, ilhéu, ilhota
Máquina     maquinaria, maquinário, maquinista
Bicicleta     bicicletaria, bicicletário, bicicletista
Salsicha     salsichão, salsicharia, salsicheiro
Café     cafeicultor, cafeína, cafezal
Lua     aluado, enluarado, luar, lunar, lunático
Vidro     envidraçado, vidraça, vidraçaria, vidraceiro
Gato     gataria, gateira
Cantina     cantineiro
Mar     maré, maresia, maremoto, marina, marinheiro, marítimo
Jardim     jardinagem, jardineira, jardineiro
Fogo     fogareiro, fogaréu, fogueira, foguista
Folha     folhado, folhagem, folheto, folhetim, folhoso, folhudo
Leite     leitoso, leiteira, leiteiro
História     historiador, histórico, historiografia
Água     aguaceiro, aguado, aguador
Sol     insolação, solar, ensolarado
Amargo     amargor, amargura, amargurado
Banana     bananeira, bananada, bananal
Dia     diário, diarista, diurno
Faca     facada, facão
Feliz     felicidade, felizmente, infelicidade
Mãe     maternal, maternidade, materno
Morte     imortal, mortal, morta, mortuário, mortífero
Pobre     pobreza, empobrecido
Ter     reter, deter, manter, obter
Ver     antever, prever, rever
Vergonha     vergonheira, vergonhoso, envergonhado
Laranja     laranjeira, laranjada
Tinta     tinteiro
Rei     reinado
Grama     gramado
Cozinha     cozinheiro
Porta     porta, portaria, porteiro
Casa     caseiro
Substantivos primitivos e derivados

Conforme a formação dos substantivos, eles podem ser classificados como substantivos primitivos ou substantivos derivados.

Os substantivos primitivos não são formados a partir de nenhuma palavra. Exemplos: chuva, mar, jornal.

Os substantivos derivados são formados a partir de outras palavras. Exemplos: chuvisco, marítimo, jornalista.
Derivação: processo de formação de palavras

A formação das palavras derivadas pode ser feita através de cinco tipos de derivação: parassintética, sufixal, prefixal, imprópria e regressiva.

    Derivação parassintética (prefixo + radical + sufixo) - acréscimo de prefixo e sufixo à palavra primitiva: anoitecer, enraivecer.
    Derivação sufixal (radical + sufixo) -a créscimo de sufixo à palavra primitiva: felizmente, alegremente.
    Derivação prefixal (prefixo + radical) - acréscimo de prefixo à palavra primitiva: reorganizar, refazer.
    Derivação imprópria - mudança de classe de palavra sem que a forma primitiva seja alterada: O balançar de sua cabeça indicou sua decepção. (verbo torna-se substantivo)
    Derivação regressiva - redução da palavra primitiva. Nesse processo têm-se os substantivos denominados "deverbais", ou seja, palavras que derivam de verbos: trabalho, derivado do verbo trabalhar.
    
    Substantivo Concreto é um tipo de substantivo que designa seres ou objetos reais. Representa seres com existência própria (cadeira, mesa, gato, mulher, homem) e que não dependem de outros para existirem.
Substantivo Concreto e Abstrato

Ao contrário dos substantivos concretos, o substantivo abstrato é um tipo de substantivo que depende de outro para se manifestar.

Os substantivos abstratos são termos que nomeiam ações, estados e qualidades, os quais necessitam estar atribuídos a outros, por exemplo: felicidade e beleza.
Exemplos de Substantivos Concretos e Abstratos

Importante ressaltar que, segundo o contexto em que são empregadas as palavras, o mesmo substantivo pode ser concreto ou abstrato. Vejamos alguns exemplos:

    A venda de roupas está aumentando com a chegada do Natal.
    Na venda do seu Manuel tem frutas, legumes e verduras.

Note que no primeiro exemplo, a palavra "venda" depende da palavra "roupas" para existir, por isso trata-se de um substantivo abstrato.

Por outro lado, no segundo exemplo, a palavra "venda" representa uma loja, uma mercearia, e portanto, nesse caso, designa um substantivo concreto.

    A aliança entre as nações favoreceu a adesão aos acordos internacionais.
    Ganhou uma aliança de ouro branco da namorada.

O exemplo acima apresenta a mesma palavra em contextos distintos. No primeiro exemplo, a "aliança" depende das "nações" para existir, portanto designa um substantivo abstrato.

Já no segundo exemplo, a palavra "aliança" designa um objeto e, portanto, não depende de outra coisa para existir. Assim, trata-se de um substantivo concreto.

E Coisas Fictícias?

Também são substantivos concretos as palavras que designam seres fictícios. São aqueles termos que possuem uma representação ou um conceito conhecido por todos, por exemplo: fada, duende, Papai Noel, bruxa, vampiro, sereia, unicórnio, fantasma, saci-pererê, gnomo, dentre outros.

Substantivo abstrato é um tipo de substantivo que indica qualidade, sentimento, estado, ação e conceito.

Essas palavras abstratas não existem por si só, uma vez que dependem de outro ser para se manifestarem, por exemplo: alegria, beleza e felicidade.

    A alegria de Ana Paula é contagiante.

Note que no exemplo acima, a "alegria" depende de alguém que esteja alegre para se manifestar e, por isso, é um substantivo abstrato.
Exemplos de substantivos abstratos

Os substantivos abstratos podem ser derivados de ações ou verbos, estados e qualidades.
1. Derivados de ação ou verbos

    Beijo (verbo beijar)
    Partida (verbo partir)
    Corrida (verbo correr)
    Arrumação (verbo arrumar)
    Investimento (verbo investir)

2. Derivados de estados

    Tristeza (triste)
    Felicidade (feliz)
    Emoção (emocionado)
    Velhice (velho)
    Pobreza (pobre)

3. Derivados de qualidades

    Beleza (belo)
    Gentileza (gentil)
    Largura (largo)
    Honestidade (honesto)
    Seriedade (sério)
    
    O substantivo comum é um tipo de substantivo que dá nome aos seres da mesma espécie (pessoas, animais, plantas, frutas, objetos, lugares, fenômenos) de forma genérica.

Esses termos são sempre grafados com letra minúscula - exceto em início de frase, por exemplo: pessoa, gente, criança, cidade, país.
Exemplos de substantivos comuns
1. Pessoas

    Homem
    Mulher
    Criança
    Amigo
    Colega

2. Animais

    Cachorro
    Gato
    Cavalo
    Formiga
    Tubarão

3. Plantas

    Camomila
    Jasmim
    Erva-doce
    Orquídea
    Palmeira

4. Frutas

    Banana
    Maçã
    Laranja
    Abacaxi
    Goiaba

5. Objetos

    Mesa
    Cadeira
    Bicicleta
    Computador
    Microfone

6. Lugares

    Bairro
    Cidade
    Município
    Estado
    Praia

7. Fenômenos

    Tempestade
    Trovoada
    Furacão
    Maremoto
    Terremoto

Substantivo comum e próprio

O substantivo comum são palavras que designam os seres da mesma espécie de forma genérica, enquanto os substantivos próprios são termos utilizados para particularizá-los.

Além disso, os substantivos próprios, diferente dos comuns, são grafados com letra maiúscula, por exemplo: Brasil, Catarina, São Paulo.

Substantivo Próprio é aquele que particulariza seres distinguindo-os da sua espécie, como entidades, países, cidades, estados, continentes, planetas, oceanos, dentre outros. Esses termos são sempre grafados em letras maiúsculas.
Exemplos de Substantivos Próprios
1. Nomes de Pessoas

    Os amigos da Ana Beatriz são: Paloma, Vitor, Leonardo e Rui.
    Alice passou a tarde toda pensando no seu namorado.
    Lucas e sua família foram viajar no final de semana.

O nome próprio de cada pessoa é escrito em letra maiúscula. Da mesma maneira, os sobrenomes também são grafados em letra maiúscula, por exemplo: Rafael Silveira Andrade.
2. Nomes de Entidades

    A Organização das Nações Unidas (ONU) foi criada em 1945.
    O Ministério da Educação (MEC) pretende reformular o currículo escolar.
    O Conselho de Cultura da cidade existe desde o ano passado.

Nesse caso, as entidades públicas, privadas, sociais, desportivas, culturais são sempre grafadas com letra maiúscula.
3. Nome de Cidades, Estados e Países

    Viveu durante muito tempo na cidade de São Paulo, conhecida como a "terra da garoa".
    O estado de Minas Gerais é localizado na região sudeste do Brasil.
    Os países que fazem parte do Mercosul são: Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela.

A partir dos exemplos acima, podemos constatar que os nomes de cidades, estados ou países são grafados com letra maiúscula, uma vez que são considerados nomes próprios.
4. Nome de Continentes, Planetas e Oceanos

    A Europa está localizada no hemisfério norte, enquanto a África está no hemisfério sul.
    O planeta Terra é o terceiro planeta mais próximo do sol, depois de Mercúrio e Vênus.
    O oceano Pacífico separa a Ásia e a Oceania das Américas.

Da mesma maneira, os continentes, planetas e oceanos são escritos inicialmente com letra maiúscula.
Substantivos próprios e substantivos comuns

É importante ressaltar a diferença entre as classificações dos substantivos próprios e comuns.

    Substantivos próprios: indicam seres, países, estados, sendo grafados com letra maiúscula, por exemplo: São Paulo, Brasil.
    Substantivos comuns: grafados com letra minúscula, designam seres da mesma espécie (animais, plantas, objetos), por exemplo, as palavras: cidade, país.

Em resumo, quando há especificação da palavra, ela deve ser escrita com letra maiúscula (substantivo próprio, São Paulo). Do contrário, permanece com a letra minúscula (substantivo comum, cidade).

Substantivos coletivos são palavras que indicam o agrupamento de pessoas, seres, coisas, objetos ou animais da mesma espécie.

Confira abaixo alguns exemplos de substantivos coletivos.
Substantivos coletivos de grupos de pessoas

    Coletivo de alunos: turma, classe
    Coletivo de amigos: galera, roda
    Coletivo de anjos: legião, falange, coro
    Coletivo de atores ou artistas: elenco, companhia
    Coletivo de aviadores: tripulação
    Coletivo de bandidos: horda
    Coletivo de bispos: concílio
    Coletivo de cantores: coro, coral
    Coletivo de cardeais reunidos para eleger o papa: conclave
    Coletivo de cavaleiros: cavalgada
    Coletivo de cidadãos: comunidade
    Coletivo de ciganos: bando
    Coletivo de credores: junta
    Coletivo de demônios: legião
    Coletivo de desonestos: súcia
    Coletivo de desordeiros: corja, choldra, farândola, horda, malta
    Coletivo de especialistas: congresso
    Coletivo de espectadores: auditório, plateia
    Coletivo de estudantes: turma, classe
    Coletivo de examinadores: banca, junta
    Coletivo de escravos: senzala
    Coletivo de filhos: prole
    Coletivo de heróis: falange
    Coletivo de homens célebres pelo talento: plêiade
    Coletivo de imigrantes: colônia
    Coletivo de invasores: horda
    Coletivo de jogadores: time, equipe
    Coletivo de jurados: júri, conselho
    Coletivo de ladrões: quadrilha, corja, choldra
    Coletivo de malandros: cambada, corja, choldra
    Coletivo de malfeitores: malta, bando, caterva, choldra
    Coletivo de marinheiros: tripulação, chusma
    Coletivo de médicos: junta
    Coletivo de mercadores: caravana
    Coletivo de músicos: banda, orquestra
    Coletivo de ministros: ministério
    Coletivo de padres: clero
    Coletivo de parentes: família
    Coletivo de parlamentares: assembleia, congresso, bancada
    Coletivo de peregrinos: caravana
    Coletivo de pessoas: multidão, grupo, gente, massa, roda, chusma, magote
    Coletivo de pessoas de uma determinada região: população, povo
    Coletivo de pessoas em deslocação: leva
    Coletivo de poetas: plêiade
    Coletivo de prisioneiros: leva
    Coletivo de professores: corpo docente
    Coletivo de religiosos: congregação
    Coletivo de reunião de parentes ou amigos: tertúlia
    Coletivo de sacerdotes: clero
    Coletivo de soldados: batalhão, exército, pelotão, tropa, regimento, companhia, legião
    Coletivo de tropas: falange
    Coletivo de vadios: farândola, malta
    Coletivo de viajantes: caravana

Substantivos coletivos de grupos de animais

    Coletivo de abelhas: colmeia, enxame
    Coletivo de animais de uma região: fauna
    Coletivo de animais de raça: plantel
    Coletivo de aves: bando, revoada
    Coletivo de bactérias: colônia
    Coletivo de cabras: fato, rebanho
    Coletivo de bois: boiada, manada
    Coletivo de borboletas: panapaná
    Coletivo de búfalos: manada
    Coletivo de burros: burricada
    Coletivo de cachorros, cães: matilha
    Coletivo de camelos: cáfila
    Coletivo de caranguejos: cambada
    Coletivo de cavalos: cavalaria, manada, tropa
    Coletivo de dromedários: cáfila
    Coletivo de elefantes: manada
    Coletivo de filhotes: ninhada
    Coletivo de formigas: colônia, formigueiro, formigame, carreiro, correição
    Coletivo de gafanhotos: nuvem
    Coletivo de gatos: gataria
    Coletivo de insetos: miríade
    Coletivo de insetos nocivos: praga
    Coletivo de javalis: vara
    Coletivo de leões: alcateia
    Coletivo de lhamas: trompa
    Coletivo de lobos: alcateia
    Coletivo de macacos: bando, capela
    Coletivo de marimbondo: nuvem, enxame
    Coletivo de ovelhas: rebanho
    Coletivo de pássaros: bando, revoada
    Coletivo de peixes: cardume
    Coletivo de pintinhos: ninhada
    Coletivo de pombos: revoada
    Coletivo de porcos: vara
    Coletivo de vacas: manada

Substantivos coletivos de grupos de plantas

    Coletivo de alhos: réstia
    Coletivo de árvores: arvoredo, bosque
    Coletivo de árvores frutíferas: pomar
    Coletivo de carvalhos: carvalhal, reboredo
    Coletivo de castanheiros: souto, castinçal
    Coletivo de cebolas: réstia
    Coletivo de cerquinhos: cerca
    Coletivo de flores: buquê, ramalhete, ramo
    Coletivo de frutas: cacho, penca
    Coletivo de oliveiras: olival
    Coletivo de pinheiros: pinhal
    Coletivo de plantas de uma região: flora
    Coletivo de plantas secas prensadas: herbário
    Coletivo de verduras: molho

Substantivos coletivos de grupos de coisas e objetos

    Coletivo de armas: arsenal
    Coletivo de aviões: esquadrilha
    Coletivo de canhões: bateria
    Coletivo de carros: frota
    Coletivo de cartas: escrínio
    Coletivo de chaves: molho
    Coletivo de coisas colocadas umas sobre as outras: pilhas
    Coletivo de discos: discoteca
    Coletivo de figurinhas: álbum
    Coletivo de filmes: cinemateca
    Coletivo de fogos de artifício: girândola
    Coletivo de fotografias: álbum
    Coletivo de jornais e revistas arquivados: hemeroteca
    Coletivo de lenha: feixe
    Coletivo de livros: biblioteca, livraria
    Coletivo de munições: arsenal
    Coletivo de navios: frota
    Coletivo de navios de guerra: armada, esquadra
    Coletivo de objetos de arte: galeria
    Coletivo de objetos de mesa: baixela
    Coletivo de obras de arte: acervo
    Coletivo de ônibus: frota
    Coletivo de palha: fardo
    Coletivo de papel: resma, fardo
    Coletivo de pratos: baixela, serviço
    Coletivo de quadros ou de pinturas: pinacoteca
    Coletivo de roupas: enxoval, trouxa
    Coletivo de selos: álbum
    Coletivo de tecidos: fardo
    Coletivo de vídeos: videoteca

Substantivos coletivos de grupos de unidades de tempo

    Coletivo de dois dias: bíduo
    Coletivo de três dias: tríduo
    Coletivo de sete dias: semana
    Coletivo de nove dias: novena
    Coletivo de treze dias: trezena
    Coletivo de quinze dias: quinzena
    Coletivo de 28, 29, 30 ou 31 dias: mês
    Coletivo de quarenta dias: quarentena
    Coletivo de dois meses: bimestre
    Coletivo de três meses: trimestre
    Coletivo de quatro meses: quadrimestre
    Coletivo de seis meses: semestre
    Coletivo de doze meses: ano
    Coletivo de dois anos: biênio
    Coletivo de três anos: triênio
    Coletivo de quatro anos: quadriênio
    Coletivo de cinco anos: lustro
    Coletivo de seis anos: sexênio
    Coletivo de sete anos: septênio
    Coletivo dez anos: década
    Coletivo de vinte anos: vintênio
    Coletivo de cem anos: século, centenário
    Coletivo de cento e cinquenta anos: sesquicentenário
    Coletivo de mil anos: milênio

Outros substantivos coletivos

    Coletivo de canções: cancioneiro
    Coletivo de estrelas: constelação, miríade
    Coletivo de faculdades: universidade
    Coletivo de ilhas: arquipélago
    Coletivo de letras: alfabeto
    Coletivo de mapas: atlas
    Coletivo de montanhas: cordilheira
    Coletivo de músicas: coletânea, antologia
    Coletivo de obras teatrais ou musicais: repertório
    Coletivo de pães: fornada
    Coletivo de palavras: vocabulário, dicionário
    Coletivo de poemas narrativos: romanceiro
    Coletivo de poesias líricas: cancioneiro
    Coletivo de textos: coletânea, antologia
    Coletivo de textos escolhidos: seleta
    Coletivo de versos: estrofe
    Coletivo de órgãos: sistema
    
    O substantivo comum de dois gêneros, chamado também de comum de dois, é um tipo de substantivo uniforme. Ou seja, aquele que apresenta somente um termo para os dois gêneros (masculino e feminino).

Nesse caso, o que diferencia um termo de outro é o artigo que acompanha o substantivo:

    o, um (masculino), por exemplo: o artista.
    a, uma (feminino), por exemplo: a artista.

Outra forma de identificar o gênero do substantivo de dois gêneros é por meio do adjetivo que o acompanha, por exemplo:

Motorista sofre acidente na estrada.

Nesse exemplo, não conseguimos identificar se temos um motorista ou uma motorista, uma vez que a frase não possui um artigo de identificação do gênero.

Motorista argentino sofre acidente na estrada.

Após acrescentar o adjetivo "argentino" já identificamos que o motorista que sofreu o acidente era do sexo masculino.
Exemplos de substantivos comum de dois

    O artista; a artista
    O chefe; a chefe
    O cliente; a cliente
    O colega; a colega
    O dentista; a dentista
    O estudante; a estudante
    O fã; a fã
    O gerente; a gerente
    O imigrante; a imigrante
    O intérprete; a intérprete
    O jornalista; a jornalista
    O jovem; a jovem
    O pianista; a pianista
    O policial; a policial
    O servente; a servente
    
    O substantivo sobrecomum é um tipo de substantivo uniforme, ou seja, que apresenta somente um termo para os dois gêneros (masculino e feminino).

Ele é utilizado para nomear pessoas, por exemplo, a palavra "criança", utilizada para os dois gêneros: a criança menino; a criança menina.

Diferente dos substantivos uniformes, os substantivos biformesapresentam duas formas para os gêneros masculino e feminino, por exemplo: poeta e poetisa.
Exemplos de substantivos sobrecomuns

1. O anjo

    João é um anjo que apareceu na minha vida.
    Maria, funcionária da loja, é um anjo de mulher.

2. O cônjuge

    Estela é cônjuge de Fernando.
    Leonardo é cônjuge de Sandra desde 2012.

3. a criança

    Ele é uma criança alegre ao lado de seus colegas.
    Ela é uma criança teimosa na escola.

4. o defunto

    Ficou claro que o defunto era de João Pedro.
    O defunto descoberto no quintal da casa era de Maria Regina.

5. a estrela (de cinema)

    Brad Pitt é uma grande estrela do cinema desde a infância.
    Angelina Jolie é uma estrela de cinema e mulher de Brad Pitt.

6. o gênio

    José Miguel é um gênio na matemática e na física.
    Joana é um gênio que se destaca na escola.

7. o membro

    Henrique foi membro do exército na Segunda Guerra Mundial.
    Juliana era membro do grupo de escoteiros em sua cidade natal.

8. o monstro

    Naquele tarde chuvosa, Alan parecia um monstro.
    Lara estava igual um monstro após a cirurgia.

9. a pessoa

    Ele é a pessoa mais carinhosa que já conheci.
    Ela é a pessoa mais atenciosa do trabalho.

10. a testemunha

    Luís foi testemunha do crime passional.
    Luísa foi testemunha do roubo que aconteceu na joalheria.

11. a vítima

    Lucas foi vítima de bullying na escola durante um ano.
    Luciana foi vítima do atentado em Paris e infelizmente ficou com sequelas.
    
    O substantivo epiceno é um tipo de substantivo uniforme que possui somente uma palavra para os dois gêneros (masculino e feminino).

Eles estão relacionados com os animais sendo diferenciados pelas palavras “macho” ou “fêmea”.

    Fernando foi picado por uma cobra fêmea.
    Nasceu um panda macho no zoológico.
    A onça fêmea é a mais protetora do grupo.
    O jacaré macho estava muito inquieto.

Exemplos de substantivos epicenos

    a águia
    a andorinha
    a anta
    o beija-flor
    a borboleta
    a cobra
    o crocodilo
    o escorpião
    a foca
    a formiga
    a gaivota
    o gavião
    o hipopótamo
    o jacaré
    a mosca
    o mosquito
    a onça
    o peixe
    a pulga
    o rinoceronte
    o sapo
    o tatu
    o tigre
    a zebra
    
   

Toda Matéria - formação das palavras

 As palavras que compõem o léxico da língua são formadas principalmente por dois processos morfológicos:

    Derivação (prefixal, sufixal, parassintética, regressiva e imprópria)
    Composição (justaposição e aglutinação)

Palavras Primitivas e Derivadas

Antes de mais nada, vale ressaltar dois conceitos importantes para o estudo de formação das palavras.

Os vocábulos “primitivos” são as palavras que originam outras. Já as palavras “derivadas” são aquelas que surgem a partir das palavras primitivas

Exemplos:

    dente (primitiva) e dentista (derivada)
    mar (primitiva) e marítimo (derivada)
    sol (primitiva) e solar (derivada)

Afixos

Além do conceito de palavras primitivas e derivadas, temos os afixos. Eles são morfemas, ou seja, as menores partículas significativas da língua.

Juntos a um radical, os afixos formam uma palavra, por exemplo, pedra (palavra primitiva) e pedreira (palavra derivada). Nesse exemplo, foi acrescentado o sufixo -eira.

Os afixos são classificados de acordo com sua localização na palavra. Assim, os sufixos vem depois do radical, por exemplo, folhagem e livraria.

Já os prefixos são acrescentados antes do radical, por exemplo desleal e ilegal.

Além deles, há ainda os “infixos” que aparecem no meio da palavra, sendo representados por uma consoante ou vogal, por exemplo, cafeteria e cafezal.

Radical e Prefixo

Antes de analisar uma palavra e o processo pelo qual ela foi formada, faz-se necessário o conhecimento de seu radical e de seus prefixos.

Segue abaixo alguns exemplos de radicais e prefixos gregos e latinos, ou seja, as línguas que mais influenciaram o léxico da língua portuguesa.
Radicais Gregos     Prefixos Gregos     Radicais Latinos     Prefixos Latinos
Acro: alto, elevado acrobata     a-, an-: negação     Agri: campo     ab- (abs-): afastamento
Aero: ar     anti-: ação contrária     Ambi: ambos, duplicidade     ad- (a-): proximidade, direção
Antropo: homem     dia-: movimento através     Arbori: árvore     ambi-: duplicidade
Arcaio/ arqueo: antigo     epi-: posição superior     Avi: ave     ante-: anterioridade
Arquia: governo     eu-: bem, bom     Beli: guerra     bem-: bom, êxito
Hidro: água     hiper-: excesso, posição superior     Bi, bis: duas vezes     bi-: dois
Hipo: cavalo     hipo-: deficiência     Cultura: cultivar     in-: negação
Pseudo: falso     meta-: mudança, transformação     Curvi: curvo     infra-: abaixo
Psico: alma     peri-: em torno de     Ego: eu     inter-: entre, posição intermediária
Sofia: sabedoria     pro-: anteriormente     Equi: igual     intra-: posição interior

Processos de Derivação

Os processos de derivação de palavras ocorrem de cinco maneiras sempre com um radical e os afixos (sufixos e prefixos):

    Derivação Prefixal (Prefixação): inclusão de prefixo à palavra primitiva, por exemplo: infeliz, antebraço, enraizar, refazer, etc.
    Derivação Sufixal (Sufixação): inclusão de sufixo à palavra primitiva, por exemplo: felicidade, beleza, estudante, etc.
    Derivação Parassintética (Parassíntese): inclusão de um prefixo e de um sufixo à palavra primitiva, de forma simultânea, por exemplo: entardecer, emagrecer, engaiolar, etc.
    Derivação Regressiva: redução da palavra derivada por meio da retirada de uma parte da palavra primitiva, por exemplo: beijar-beijo, debater-debate, perder-perda, etc.
    Derivação Imprópria: ocorre a mudança de classe gramatical da palavra, por exemplo, O jantar estava muito bom (substantivo); Fui jantar ontem à noite com Luís. (verbo)

Processos de Composição

Os processos de composição de palavras envolvem mais de dois radicais de palavras, sendo classificadas em:

    Justaposição: Na união dos termos, os radicais não sofrem qualquer alteração em sua estrutura, por exemplo, surdo-mudo, guarda-chuva, abre-latas, etc.
    Aglutinação: Na união dos termos, pelo menos um dos radicais sofre alteração em sua estrutura, por exemplo, planalto (plano alto), vinagre (vinho e acre), etc.

Neologismo

O neologismo é um processo de formação de palavras em que se cria uma palavra ou uma palavra já existente muda de sentido. Podemos citar como exemplo a palavra "internetês", que se refere à linguagem da internet. É um processo de renovação da língua.
Hibridismo

O hibridismo também é um processo de formação de palavras. Esses termos são formados com elementos de idiomas diferentes, por exemplo, “sociologia” (do latim, “sócio” e do grego “logia”).

A derivação parassintética ou parassíntese é um tipo de derivação em que ocorre o acréscimo de afixos (prefixo e sufixo) à palavra primitiva.

Lembre-se que a derivação é um processo de formação de palavras que envolve o radical e os afixos (sufixo e prefixo).

Além de parassintética, a derivação pode ser: imprópria, regressiva, sufixal e prefixal.
Exemplos de Derivação Parassintética

    Abençoar (a- prefixo e -oar - sufixo)
    Amanhecer (a- prefixo e -ecer - sufixo)
    Anoitecer (a- prefixo e -ecer - sufixo)
    Entardecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
    Envelhecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
    Envernizar (en- prefixo e -izar - sufixo)
    Enrijecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
    Entristecer (en- prefixo e -ecer - sufixo)
    Emagrecer (e- prefixo e -ecer - sufixo)
    Engaiolar (en- prefixo e -ar - sufixo)
    
Em infelicidade e transformação, não ocorreu parassíntese, porque existem infeliz e felicidade, transformar e formação. Neste caso, ocorreu derivação prefixal e sufixal.
Em enlouquecer ocorreu parassíntese, porque não existem louquecer nem enlouco.

A derivação regressiva é um tipo de derivação que ocorre por meio da supressão da palavra primitiva, gerando uma derivada.

Exemplo:

Ele é um portuga muito legal. (portuga = português)

As palavras derivadas são criadas a partir de palavras primitivas, por exemplo: flor (primitiva) e florista (derivada).

Lembre-se que a derivação é um processo de formação de palavras que ocorre com o radical da palavra e seus afixos (sufixo e prefixo).

Além da derivação regressiva temos: derivação imprópria, sufixal, prefixal e parassintética.
Exemplos de Derivação Regressiva

    O mengo arrasou essa tarde. (flamengo)
    Todos os dias eles vão àquele boteco (botequim)
    Maria Eugênia é muito comuna. (comunista)
    Essa noite será um agito. (do verbo agitar)
    Nora ofereceu ajuda para os estudantes. (do verbo ajudar)
    Eles estavam num grande amasso (do verbo amassar)
    O beijo é uma forma de cumprimento entre as pessoas. (do verbo beijar)
    O choro da criança era muito desesperador. (do verbo chorar)
    O debate foi sobre a privatização das empresas (do verbo debater)
    Tivemos uma grande perda essa tarde. (do verbo perder)

Obs: Note que na derivação regressiva forma-se uma nova palavra (normalmente um substantivo) a partir de um verbo na forma infinitiva ou de outro substantivo. Por esse motivo, esses substantivos são chamados de deverbais, e são sempre abstratos.

Em telefone > telefonar, o substantivo é concreto, logo a formação é sufixal.

Nos exemplos acima, temos a supressão do –r final dos verbos, que indica a desinência de infinitivo.

A derivação imprópria, também chamada de conversão, é um tipo de derivação que acontece pela mudança de classe gramatical da palavra.

Ou seja, a formação de uma nova palavra é obtida pela mudança da função gramatical (substantivo, adjetivo, verbo, advérbio, etc.) na frase.

Exemplo:

Joana tem um andar muito determinado. (substantivo)
Essa tarde podemos andar no parque. (verbo)

Note que nesse tipo de derivação não é acrescido nem prefixo e nem sufixo à nova palavra. Dessa forma, não ocorre nenhuma mudança na estrutura do termo, mas sim no significado dele. Por isso é chamada de imprópria.

Todavia, a nova palavra desempenha outro papel gramatical na frase de acordo com contexto em que está inserida.

Lembre-se que a derivação é um dos processos de formação de palavras que envolve o radical de uma palavra primitiva e os afixos (prefixo e sufixo).

Além da derivação imprópria temos: derivação regressiva, sufixal, prefixal e parassintética.
Exemplos de Derivação Imprópria

    Nosso jantar estava ótimo. (substantivo)
    Vamos jantar na casa da Fabiana? (verbo)
    O olhar da garota era profundo. (substantivo)
    Ao olhar os preços das camisas, resolvemos ir à feira. (verbo)
    O conceito de belo nas artes é encontrado na Grécia Antiga. (substantivo)
    O Coliseu de Roma é muito belo. (adjetivo)
    Pedro é a mais alto da turma. (adjetivo)
    A professora falava muito alto. (advérbio)
    Sofia é a cabeça da classe. (adjetivo)
    Minha cabeça dói muito hoje. (substantivo)

Toda Matéria - estrutura das palavras

 Os morfemas são pequenas partes que formam as palavras. Cada uma dessas partes tem um significado. Por exemplo, a palavra gato é formada por dois morfemas: gat- e -o.

O morfema gat- é a parte principal da palavra, pois através dela, entendemos o que ela quer dizer. O morfema -o indica que a palavra pertence ao gênero masculino.
Classificação dos morfemas

Os morfemas podem ser classificados em: radical, desinências, afixos, vogal temática, vogal ou consoante de ligação.
Radical

Esse é o elemento comum. Ele serve de base às palavras.
Exemplos: ferro, ferreiro, ferragem, ferrugem.

Na nossa língua existem uma série de palavras cujos radicais são de origem grega ou latina.

Exemplos em grego:

    agro = campo, tal como agronomia.
    demo = povo, tal como democracia.

Exemplos em latim:

    agri = campo, tal como agricultor.
    fide = fé, tal como fidedigno.

Desinências

As desinências são os elementos que se juntam à palavra para indicar flexões gramaticais e podem ser nominais e verbais.

As desinências nominais indicam gênero e número, enquanto as verbais promovem as conjugações dos verbos (desinências modo-temporais e número-pessoais).

Exemplos de desinências nominais: aluno, alunos, bela, belas.

Exemplos de desinências verbais: escreverei (re - desinência de tempo futuro do modo indicativo), (i - desinência de 1.ª pessoa do singular); estudávamos (ava - desinência de tempo pretérito do modo indicativo), (mos - desinência de 1.ª pessoa do plural).

A desinência zero é a ausência de desinência. Assim, não necessita de qualquer desinência para encerrar o seu sentido. A ausência da letra “s” no final de uma palavra, por exemplo, pode indicar que a mesma se apresenta no singular. Exemplo: sol, livro, mês.
Afixos

Os afixos ou morfemas derivacionais são os elementos que se juntam à palavra para formar novas palavras. Os afixos são classificados em prefixos e sufixos, de acordo com a posição nas palavras, respectivamente antes e depois do radical.

Exemplos de prefixos: contradizer, infeliz, ambivalente.

Exemplos de sufixos: ricaço, lealdade, narigudo.

Tal como acontece com os radicais, a maior parte dos afixos da língua portuguesa tem origem no grego ou no latim.

Exemplos em grego:

    anti = oposição, tal como antipatia
    pos = posição, tal como posterior
    cracia = poder, tal como democracia

Exemplos em latim:

    bi = dois, tal como bisavô
    re = repetição, tal como refazer
    ista = ofício, tal como dentista

Vogal temática

A vogal temática é a vogal que se junta ao radical e daí recebe as desinências. Ela indica a conjugação a que os verbos pertencem:

1.ª conjugação - vogal temática A. Exemplos: amar, ensaiar, saltar.
2.ª conjugação - vogal temática E. Exemplos: entender, ler, saber.
3.ª conjugação - vogal temática I. Exemplos: decidir, sair, unir.
Vogal ou consoante de ligação

Esses são os elementos que não têm qualquer significado. Sua função é tão somente ligar os elementos para auxiliar a pronúncia das palavras.

Exemplos: chaleira, maresia, bananeira.
Tipos de morfemas: presos e livres

Quando o morfema por si só encerra o significado de um vocábulo, ele é chamado de livre. Os morfemas presos, por sua vez, são aqueles que sozinhos não detém significado.

Exemplo da palavra mares:
mar- é um morfema livre
-es é um morfema preso, que indica o plural da palavra mar
Morfemas lexicais e gramaticais

São morfemas lexicais: os substantivos, os adjetivos, os verbos e os advérbios de modo.

São morfemas gramaticais: os artigos, os pronomes, os numerais, as preposições, as conjunções e os demais advérbios, bem como os morfemas que indicam número, gênero, modo, tempo e aspecto verbal.

A vogal temática é a vogal que se une ao radical da palavra. A função desse morfema formador de palavras é ligar o radical às desinências, formando assim, o tema.

Lembre-se que o radical é um morfema que contém o significado básico das palavras.

Exemplo:

Ferr– radical de ferro, ferragem, ferrugem, etc.

As desinências são morfemas que indicam as flexões das palavras (número, gênero, pessoa, modo e tempo verbal). São acrescidas no final dos termos e podem ser nominais ou verbais.

Exemplo:

Amigo – amiga (desinências nominais de gênero)

Por fim, o tema é a união do radical com a vogal temática, por exemplo: estuda, onde estud– é o radical e o –a é a vogal temática.
Classificação

A vogal temática pode ser verbal ou nominal.

Verbal: de acordo com as conjugações verbais, temos três tipos de vogais temáticas.

    1ª conjugação é o “a”, por exemplo: andar, amar, falar.
    2ª conjugação é o “e”, por exemplo: vender, comer, ter.
    3ª conjugação é o “i”, por exemplo, sair, partir, dormir.

Obs: há exceções que são chamadas de formas atemáticas. Nos verbos essas formas ocorrem no presente do subjuntivo, por exemplo:

    1ª conjugação: cante – cant/e
    2ª conjugação: venda – vend/a
    3ª conjugação: parta – part/a

Nominal: presente nos nomes substantivos, elas são classificadas em três tipos:

    A vogal “a”: substantivos terminados em “a”, por exemplo, casa, escola e sala.
    A vogal “o”: substantivos terminados em “o”, por exemplo, prato, copo e livro.
    A vogal “e”: substantivos terminados em “e”, por exemplo, controle, sorte e pote.

Obs: as palavras terminadas em vogais tônicas não apresentam vogal temática, por exemplo: café, sofá, picolé, cajá, etc. Elas representam as formas “atemáticas”. Assim, as vogais temáticas nominais estão presentes somente nos nomes átonos.
Vogal de Ligação

Importante não confundir a vogal temática com a chamada vogal de ligação. Essa serve para auxiliar a pronúncia de algumas palavras da língua, por exemplo: bananeira.

Além da vogal de ligação, há a consoante de ligação e apresenta o mesmo objetivo desta: facilitar a pronúncia das palavras, por exemplo: chaleira.

As desinências são morfemas que se juntam à parte final das palavras variáveis com o intuito de assinalar as suas flexões, por isso são também chamadas de morfemas flexionais. As desinências podem ser nominais ou verbais.
Desinências Nominais

As desinências nominais indicam gênero (masculino ou feminino) e número (singular ou plural) dos substantivos, dos adjetivos e de alguns pronomes.
Gênero     Número
Masculino     Feminino     Singular     Plural
-o     -a     -     -s

Exemplos:

    O aluno atencioso prestou atenção na aula.
    Os alunos atenciosos prestaram atenção nas aulas.
    A aluna atenciosa prestou atenção na aula.
    As alunas atenciosas prestaram atenção nas aulas.

O plural geralmente é indicado pela desinência -s. Algumas palavras terminadas com s, todavia, formam plural com o acréscimo de -es.

Exemplos: meses, países, portugueses.

Assim, muitas vezes, a ausência do -s indica o singular; é o que chamamos de desinência zero.
Desinências Verbais

As desinências verbais indicam flexões do verbo: número e pessoa, modo e tempo. Desta forma se dividem em:
Desinências modo-temporais (DMT)

Quando indicam os modos (indicativo, subjuntivo e imperativo) e os tempos (presente, passado e futuro).
Desinências número-pessoais (DNP)

Quando indicam o número (singular e plural) e as pessoas (eu, tu, ele/ela, nós, vós, eles/elas).

Exemplos:

    Viajo todas as férias. (1.ª pessoa do singular do presente do indicativo)
    Se viajassem. (3.ª pessoa do plural do pretérito imperfeito do subjuntivo)
    Viajemos para Miami! (1.ª pessoa do plural do imperativo)

Confira o quadro das desinências dos tempos verbais que dão origem a outros tempos e modos verbais.
    Presente     Pretérito Perfeito     

Infinitivo Pessoal

Futuro do Subjuntivo
Pessoa     Singular     Plural     Singular     Plural     Singular     Plural
1.ª     -o     -mos     -i     -mos     -     -mos
2.ª     -s     -is (-des)     -ste     -stes     -es     -des
3.ª     -     -m     -u     -ram     -     -em

Saiba mais sobre esse tema em Formação dos Tempos Simples.

Não confunda!
Desinência e vogal temática são diferentes. Enquanto a desinência indica o gênero, a vogal temática indica a que conjugação o verbo pertence, ao mesmo tempo que o prepara para receber as desinências que tornam possível a sua conjugação.

Exemplos:

    estuda (a - 3.ª pessoa do singular do presente do indicativo)
    estudava (a - vogal temática, va - 1.ª ou 3.ª pessoa do singular do pretérito imperfeito do indicativo)
    
    Prefixo e Sufixo são morfemas que se juntam às palavras a fim de formar novas palavras. Ambos são, na verdade, afixos.

O nome prefixo ou sufixo é dado dependendo do lugar que ocupam na palavra. Ou seja, se estiver antes do radical é prefixo, mas se estiver depois do radical é sufixo.

Exemplos:

        antipatia (anti = prefixo)
        retroceder (retro = prefixo)
        tolerante (ante = sufixo)
        realismo (ismo = sufixo)

Prefixos

Os prefixos são afixos que formam palavras a partir de um morfema que antecede o radical. Assim, eles modificam o seu sentido mas, geralmente, mantêm a classe gramatical a qual pertencem.

A maior parte dos prefixos da língua portuguesa são de origem latina ou grega. Confira as listas com os respetivos significados e exemplos:
Lista de Prefixos Latinos
Prefixos     Significados     Exemplos
ab-     afastamento     abdicar
ambi-     duplicação     ambidestro
ante-     anterioridade     antepor
bem-, ben-     bem     bendito, beneficente
bi-, bis-     dois     biênio, bisneto
contra-     oposição     contradizer
in-, i-     negação     ingrato, ilegal
pos-     posição     posterior
semi-     metade     semicírculo
tri-     três     triângulo
Lista de Prefixos Gregos
Prefixos     Significados     Exemplos
anti-     oposição     antipatia
arce-     superioridade     arcebispo
cata-     movimento para baixo     cataclismo
dis-     dificuldade     dispneia
en-     posição interior     encéfalo
epi-     posterioridade     epílogo
eu-     bem, bom     eufonia
hiper-     excessivo     hipertensão
para-     proximidade     paralelo
pro-     anterioridade     prólogo

Sufixos

Os sufixos são afixos que formam palavras a partir de um morfema que sucede o radical. Assim, eles modificam o seu sentido e, principalmente, alteram a classe gramatical a qual pertencem.

Os sufixos podem ser nominais, verbais e adverbiais.
Sufixos Nominais

Os sufixos nominais se juntam ao radical para formar substantivos e adjetivos.
Sufixos Nominais     Sufixos     Exemplos
Sufixos Aumentativos     

-ão
-aço
-alhão
-aréu
-arra
-(z)arrão
-eirão
-uça
    

paredão
ricaço
grandalhão
povaréu
bocarra
homenzarrão
boqueirão
dentuça
Sufixos Diminutivos     

-inho
-zinho
-acho
-icho (a)
-eco
-ela
-ote
-isco
    

Pedrinho
avozinho
riacho
barbicha
soneca
viela
velhote
chuvisco

Confira na tabela abaixo outros exemplos de sufixos nominais:
Sufixos     Exemplos     Significado

-dor
-tor
-sor
-eiro
-ista
-nte
-rio
    
causador
tradutor
professor
padeiro
dentista
estudante
bibliotecário     

agente, profissão, instrumento
-dade
-ência
-ez
-eza
-ice
-ície
-ismo
-or
-ude
-ume
-ura     credibilidade
paciência
sensatez
beleza
meiguice
imundície
patriotismo
frescor
amplitude
azedume
formosura     qualidade, estado
-ado
-ato
-aria
-douro
-tório
-tério     principado
orfanato
padaria
matadouro
dormitório
cemitério     lugar, ramo de negócio
-ia
-ismo
-ica
-tica     geometria
cristianismo
física
política     ciência, técnica, doutrina
-al
-agem
-ada
-ama
-ame
-ário
-aria
-edo
-eiro
-eira
-ena     cafezal
ferragem
boiada
dinheirama
vasilhame
mobiliário
gritaria
arvoredo
formigueiro
fumaceira
dezena     
coletivo
-az
-ento
-lento
-into
-enho
-onho
-oso
-udo     sagaz
ciumento
sonolento
faminto
ferrenho
medonho
jeitoso
barrigudo     qualidade em abundância, intensidade
-eo
-aco
-iaco
-aco
-aico
-ano
-ão
-enho
-eno
-ense
-ês
-eu
-ino
-ista     ósseo
demoníaco
paradisíaco
polaco
hebraico
paraibano
catalão
panamenho
chileno
cearense
francês
europeu
argentino
paulista     natureza, origem, que tem a qualidade de

-ável
-ível
-óvel
-úvel
-iço
-ivo
    
amável
audível
móvel
solúvel
movediço
lucrativo     possibilidade, tendência
-ada
-agem
-ança
-aria
-eria
-ata
-ção
-ura
-ela
-ença
-ência
-mento
-or     cabeçada
aprendizagem
esperança
pirataria
selvageria
passeata
correção
formatura
olhadela
parecença
continência
juramento
temor     ação, resultado de ação

Sufixos Verbais

Os sufixos verbais se juntam ao radical para formar verbos.
Sufixos     Exemplos     Significado
-ear
-ejar     folhear, espernear
gotejar, apedrejar     ação que se repete
-icar
-itar
-iscar     bebericar
saltitar
petiscar     ação diminutiva que se repete
-ecer
-escer     amanhecer, anoitecer
florescer, rejuvenescer     ação que principia

Sufixos Adverbais

Os sufixos adverbiais se juntam ao radical para formar advérbios. Há apenas um sufixo adverbial em português: -mente. Ele se acrescenta à forma feminina do adjetivo, quando for biforme.

Exemplos:

        cuidadosamente
        firmemente
        francamente
        justamente
        rapidamente



sábado, 22 de julho de 2023

Lista dos adjetivos pátrios dos estados e capitais brasileiras

Acre – acriano
Rio Branco – rio-branquense

Alagoas – alagoano
Maceió – maceioense

Amapá – amapense
Macapá – macapaense

Amazonas – amazonense
Manaus – manauense

Bahia – baiano
Salvador – soteropolitano

Ceará – cearense
Fortaleza – fortalezense

Distrito Federal – brasiliense

Espírito Santo –  capixaba
Vitória – vitoriense

Goiás – goiano
Goiânia – goianiense

Maranhão = maranhense
São Luís – ludovicense

Mato Grosso – mato-grossense
Cuiabá – cuiabano

Mato Grosso do Sul – sul-mato-grossense
Campo Grande – campo-grandense

Minas Gerais – mineiro
Belo Horizonte – belo-horizontino

Pará – paraense
Belém – belenense

Paraíba – paraibano
João Pessoa – pessoense

Paraná – paranaense
Curitiba – curitibano

Pernambuco – pernambucano
Recife – recifense

Piauí – piauiense
Teresina – teresinense

Rio de Janeiro – fluminense (Estado)
Rio de Janeiro – carioca (Capital)

Rio Grande do Norte – potiguar
Natal – natalense

Rio Grande do Sul – gaúcho
Porto Alegre – porto-alegrense

Rondônia – rondoniense
Porto Velho – porto-velhense

Roraima – roraimense
Boa Vista – boa-vistense

Santa Catarina – catarinense
Florianópolis – florianopolitano

São Paulo – paulista (Estado)
São Paulo – paulistano (Capital)

Sergipe – sergipano
Aracaju – aracajuano

Tocantins – tocantinense
Palmas – palmense


fonte: 

Henrique Nuno - Português Descomplicado

Globo Espreeville - abertura - 06/11/1995

 Juntos novamente, Rede Globo e você, para viver intensamente hoje, segunda-feira, 6 de novembro de 1995, todo este universo de emoções. Dentro de instantes:

06:15 - Telecurso Profissionalizante - Tratamento Térmico nº 4

06:30 - Telecurso 2000 - 2º Grau - Português nº 45

06:45 - Telecurso 2000 - 1º Grau - Ciências nº 38

07:00 - Bom Dia Espreeville

08:00 - TV Colosso

12:35 - Globo Esporte

12:50 - Espreeville TV 1ª Edição

13:15 - Jornal Hoje

13:40 - Vídeo Show

14:10 - Vale a Pena Ver de Novo - Renascer

15:20 - Sessão da Tarde - Ghost: Do Outro Lado da Vida

17:25 - Malhação

18:00 - História de Amor

18:50 - Espreeville TV 2ª Edição

19:05 - Cara & Coroa

20:00 - Jornal Nacional

20:35 - Explode Coração

21:40 - Tela Quente - O Guarda-Costas

00:10 - Jornal da Globo

00:45 - Espreeville News

01:15 - Concertos Internacionais

02:35 - Sessão Comédia - O Casamento da Senhora Delafield

sfl662006 - Espreeville News: vinheta

 Essa é a vinheta do Espreeville News, exibido pela Globo desde 1983 - quando ainda se chamava Espreeville Television.

De segunda a sexta é exibido em duas edições:

uma após a faixa de shows, dura 10 minutos, logo após tem o Jornal da Globo.

e outra após a Sessão Brasil às segundas, dura 30 minutos, logo após tem o Telecurso e o Tecendo o Saber. De terça a sexta, é exibido após o Intercine, logo após tem o Corujão, de sexta para sábado tem o Globo Educação.

Aos sábados é exibido após a série Uma Família da Pesada e o Corujão, dura 15 minutos, logo após tem a Santa Missa de Padre Marcelo Rossi.

Aos domingos é exibido após o Domingo Maior ou a Sessão de Gala, esta exceto em dias de manutenção técnica ou exibição de programas especiais. Dura 20 minutos, logo após tem o Telecurso e o Tecendo o Saber.

sábado, 18 de junho de 2022

Intercine sai do ar

 A sessão “Intercine” estava no ar desde 1996, e era marcada pela interatividade, na qual os filmes a serem veiculados eram escolhidos através de votação por telefone.

Aparentemente a mudança seria só na grade de verão, colocando só o tradicional Corujão no lugar.

Mas, como já foram anunciadas a estreia de duas séries (Crimes do Colarinho Branco e Lie to Me) e o agora fixo nas noites de sexta, o esportivo 'Corujão do Esporte' com Tande, além dos eventuais Som Brasil e Por Toda Minha Vida, além da Sessão Brasil às segundas e da série Uma Família da Pesada no sábado após o Supercine, que também é exibida no FX, todos na sequência do Programa do Jô; não haverá espaço para duas sessões de cinema na madrugada, já que há sempre um atraso no começo da programação do fim de noite, e as 5 da manhã têm que entregar o horário para o Telecurso de segunda a sexta e a Santa Missa aos domingos.





Tudo indica, que o Intercine não volta mais, se acontecer mesmo em Abril, não será surpresa, é um método da Globo, de tornar extinta uma atração discretamente, sem nenhum alarde.





Aos cinéfilos meus pesares, porque a Sessão de Sábado também sairá do ar para dar lugar as gracinhas da Xuxa. Ela e o Intercine podem voltar, nos feriados, no Natal, no Ano Novo e quando tem prova do Enem.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

Ônibus Paraibanos na rua - Tetéus de João Pessoa

 O Ônibus Paraibanos começa o “Ônibus Paraibanos na rua” com flagrantes pouco – ou até nunca – vistos: os ônibus do Projeto Tetéu parados no Terminal de Integração do Varadouro. É lá – da plataforma 2 – que a viagem deles se inicia e termina, inverso a uma linha comum.

T004-Valentina– Seu itinerário é o da linha 118, passando no Muçu Magro e no Paratibe, e também atende ao 5º Batalhão de Polícia Militar.

O carro do dia foi o 02045. No resto do dia, é fixo do 2300-Circular.


T006-Mangabeira– Faz o itinerário das linhas 301 e 302. Vai para o Cidade Verde antes de ir para o terminal do 301, e volta para o Cidade Verde antes de ir para o Centro via Josefa Taveira, onde passa na ida e na volta.

T009-Tambaú: Faz o itinerário da linha 510-Tambaú na íntegra, porém em sua primeira viagem, estica até o Retão de Manaíra, contornando pelo Manaíra Shopping. Nas demais segue o itinerário do 510 sem alterações.




No dia estava o 07021, reserva da empresa no resto do dia.


T012-Circular– É uma versão do 5100, diferindo desta por passar na Integração, Grotão e Colinas do Sul (absorveu o Tetéu do 101) e não passar no Manaíra Shopping, no Hiper Bompreço nem no bairro de Manaíra, apesar de rodar com o letreiro comum (Circular-Manaíra Shopping).



No dia estava o 0737, reserva no resto do dia. É o último ano do veículo na empresa, visto ser 2009.


A linha que faz o itinerário oposto desta é a T011, que é a versão Tetéu do 1500.


O único ônibus – e linha – da Reunidas no Tetéu é o T010-Bessa, que faz o mesmo itinerário da 601 e só roda nos fins de semana (sexta para sábado e sábado para domingo).

A única linha intermunicipal no Tetéu é o T013-Cabedelo, que faz o mesmo itinerário do 5101-Direto e só roda nos fins de semana, sem alterações em seu itinerário.


Rodam ainda:


T002-Bairro das Indústrias/Alto do Mateus, correspondendo ao 104 e 108 – vai para o Alto do Mateus antes de ir para o Bairro das Indústrias, e saindo de lá, volta para o Alto do Mateus, seguindo dali para o Centro via Cruz das Armas.

T005-Mangabeira/Rangel, correspondendo ao antigo 203. Ao sair da 2 de Fevereiro, entra em Mangabeira por Dentro, de onde vai para Mangabeira VII, retornando ao Centro pela Josefa Taveira.


T007-Mandacaru, correspondente ao 504, que tem seu terminal diferenciado: na garagem da empresa. Em caso de shows ou outros eventos na Domus Hall do Manaíra Shopping, a linha se estende àquela região.


T008-Cabo Branco, correspondendo ao 507, só que passando na Beira Rio, e não na Epitácio Pessoa como durante o dia. Só vai para a Epitácio no itinerário de volta, porém apenas no final da via; contorna dentro de Tambaú para retornar à Beira Rio.


Todas elas possuem um carro, com exceção da T009 que roda com dois devido à enorme demanda, e saem de hora em hora do Terminal de Integração – correspondente ao ponto final – entre 0 e 4 da manhã. No momento em que todos saem, as portas do terminal são fechadas por medida de segurança, e só são reabertas às 5 horas, quando chegam os ônibus das primeiras viagens do dia.

Verbos difíceis de conjugar

 Existem vários verbos difíceis de conjugar no português, quer por serem irregulares, quer por serem pouco utilizados, quer por apresentarem uma sonoridade considerada estranha. É importante conhecer esses verbos e entender que existem algumas regras que facilitam a sua conjugação.


1. Reaver

Eu reouve meus documentos em uma semana.

Ele reouve seus documentos em uma semana.

Eles reouveram seus documentos em uma semana.

É frequente vermos formas conjugadas erradas desse verbo, como reavi, reaveu, reavê, reavesse, reaveram, reaver, reavera. O verbo reaver é irregular e defectivo, não sendo conjugado em todas as pessoas e tempos verbais. Conjuga-se como haver, somente nas formas em que este possui a letra v. As formas irregulares são conjugadas com o radical reouv-, como: reouve, reouveram, reouvesse, reouveram, reouver, reouvera. Por ser difícil de escrever e pronunciar, muitas vezes é substituído pelo sinônimo recuperar e resgatar.


2. Requerer

Com certeza eu requeiro minha aposentadoria ainda este ano.

Eu já requeri minha aposentadoria no ano passado.

Requeira sua aposentadoria assim que você puder!

Embora o verbo requerer seja derivado do verbo querer, a conjugação de requerer não segue a conjugação de querer em todos os tempos verbais: eu quero - eu requeiro; eu quis - eu requeri; ele quis - ele requereu; eles quiseram - eles requereram; se eu/ele quisesse - se eu/ele requeresse; quando eu/ele quiser - quando eu/ele requerer; eu/ele quisera - eu/ele requerera. Muitas vezes, é substituído pelo sinônimo solicitar.


3. Intermediar

Eu intermedeio a discussão, não se preocupe.

Elas intermedeiam a discussão, não se preocupe.

Você quer que ele intermedeie a discussão?

O verbo intermediar, sendo derivado do verbo mediar, faz parte de um grupo de verbos terminados em -iar que são irregulares porque são formados com o ditongo ei nas suas formas rizotônicas, ou seja, sempre que a sílaba tônica está no radical da palavra. Assim, as palavras intermedio, intermediam e intermedie estão erradas. Esse grupo de verbos terminados em -iar são os verbos mediar, ansiar, remediar, intermediar e incendiar.


4. Maquiar

Eu não me maquio todos os dias.

Você não se maquia todos os dias?

Será que elas não se maquiam todos os dias?

Existem alguns verbos terminados em -iar que apresentam conjugações irregulares. Contudo, o verbo maquiar não faz parte desses verbos, apresentando a conjugação regular dos verbos da 1.ª conjugação, assim como outros, como anunciar, copiar, denunciar e renunciar. Desse modo, não existem as formas maqueio, maqueia, maqueiam.


5. Polir

Eu pulo meu carro todas as semanas.

Ele pule seu carro todas as semanas.

Você espera que ele pula seu carro?

O verbo polir apresenta formas verbais irregulares, com o radical pul-: eu pulo, eles pulem, que eu pula. Assim, as formas verbais pole e polem estão erradas. Embora esse verbo seja frequentemente confundido com o verbo pular, a única forma verbal em comum é eu pulo, no presente do indicativo.


6. Compelir

Eu compilo meus funcionários, não vou mentir.

Ele compele seus funcionários, mas não admite.

Vocês concordam que eles compilam os funcionários?

Apesar do verbo compelir ser um verbos regular, apresenta uma alternância vocálica no radical, passando da vogal e para a vogal i nas suas formas rizotônicas, ou seja, quando a sílaba tônica está no radical: eu compeli, eu compilo, que eu compila. É frequentemente confundido com o verbo compilar. Apesar disso, a única forma em comum é eu compilo, no presente do indicativo. Muitas vezes, é substituído pelos sinônimos constranger, obrigar, forçar, submeter, sujeitar, empurrar e impulsionar.


7. Gerir

Eu giro as contas da minha casa e da casa da minha avó.

Você quer que eu gira suas contas?

Giram bem o dinheiro para pagar as contas.

O verbo gerir apresenta formas verbais irregulares, com o radical gir-: eu giro, que eu gira, que eles giram. É, assim, frequentemente confundido com o verbo girar. Apesar disso, a única forma verbal em comum é eu giro, no presente do indicativo. Muitas vezes é substituído pelos sinônimos dirigir, gerenciar e administrar.


8. Frigir

Você frege um ovo para mim, por favor?

Você quer que eu frija o ovo em óleo ou azeite?

Eu frijo com óleo.

O verbo frigir é um verbo irregular. No radical, ocorre a alteração da vogal i pela vogal e aberta em algumas formas verbais. Além disso, para manutenção da sonoridade, ocorre a troca da consoante g pela consoante j antes da vogal a e da vogal o: eu frijo, ele frege. É um verbo de pouco uso, e se usa, na maioria das vezes, o sinônimo fritar. Aparece na expressão 'no frigir dos ovos' (no fim de tudo).


9. Prover

Eu provejo a todas as necessidades dos meus filhos.

Ele provê a todas as necessidades dos seus filhos.

Que eles provejam sempre a todas as necessidades dos seus filhos.

O verbo prover apresenta dois modelos de conjugação verbal. Apresenta uma conjugação regular na maior parte dos tempos verbais (proveu, proveram, provesse, prover, provera), mas estabelece paralelismo com a conjugação do verbo ver no presente do indicativo (eu vejo, eu provejo), no pretérito imperfeito (eu via, eu provia), no futuro do presente (eu verei, eu proverei), no futuro do pretérito (eu veria, eu proveria), no presente do subjuntivo (que ele veja, que ele proveja), no imperativo afirmativo e negativo (vejam vocês, provejam vocês; não vejamos nós, não provejamos nós). Não deve ser confundido com prever, que deriva integralmente de ver.


10. Intervir

Eu intervenho apenas quando minha participação é solicitada.

Na escola, eu intervinha muitas vezes nas aulas.

Eu intervim nessa situação para evitar consequências piores.

O verbo intervir é frequentemente conjugado de forma errada. É importante entender que, sendo derivado do verbo vir, deverá ser conjugado como ele, com exceção da acentuação da 3.ª pessoa do singular do presente do indicativo. O paralelismo na conjugação com o verbo vir ocorre também com outros verbos derivados de vir, como convir, provir, advir, desavir (desentender-se), sobrevir.


(eles) vêm (eu) vim (quando eu) vier

(eles) intervêm

(eles) convêm

(eles) advêm

(eles) desavêm (eu) intervim

(eu) convim

(eu) advim

(eu) desavim (quando eu) intervier

(quando eu) convier

(quando eu) advier

(quando eu) desavier

11. Conter

Quando eu me contiver é porque já não tenho interesse no assunto.

Você quer que eu me contenha?

Eu já me contive, não se preocupe!

O verbo conter é um verbo irregular, derivado do verbo ter. É conjugado assim conforme o verbo ter, tal como outros verbos derivados de ter, como conter, deter, reter, obter, entreter, manter, abster-se, ater-se, suster. Estabelecer esse paralelismo é a forma mais fácil de não errar na conjugação desses verbos.


(eu) tive (que eu) tenha (quanto eu) tiver

(eu) contive

(eu) detive

(eu) retive (que eu) contenha

(que eu) detenha

(que eu) retenha (quando eu) contiver

(quando eu) detiver

(quando eu) retiver

12. Pôr

Na minha infância eu punha açúcar no pão.

Eu nunca pus açúcar no pão.

Eu já pusera açúcar no pão antes de você chegar.

O verbo pôr é um verbo irregular que apresenta diversas alterações no seu radical: ele põe, ele punha, que ele ponha, quando ele puser. Como a conjugação do verbo pôr é muito difícil, frequentemente é substituído por sinônimos mais simples, como colocar ou botar. É, contudo, importante conhecer a conjugação desse verbo uma vez que influencia a conjugação dos verbos derivados de pôr, como dispor, propor, repor, compor, depor, impor, expor, supor, antepor, opor, justapor, decompor, pressupor, interpor.


(eles) põem (eu) punha (quando ele) puser

(eles) dispõem

(eles) repõem

(eles) compõem

(eles) depõem (eu) dispunha

(eu) repunha

(eu) compunha

(eu) depunha (quando ele) dispuser

(quando ele) repuser

(quando ele) compuser

(quando ele) depuser

13. Trazer

Eu trago isso amanhã.

Eu trouxe isso ontem.

Eu trarei isso amanhã.

O verbo trazer é um verbo irregular muito utilizado. Como o seu radical apresenta três variações, ocorrem muitos erros na conjugação desse verbo. O radical traz- transforma-se em trag-, trar- e troux-. Além disso, quando se mantém o radical traz-, esse verbo é conjugado sempre com z, nunca com s: ele traz.


14. Haver

Elas não se houveram corretamente com essa situação.

Ele houve, inacreditavelmente, a carteira perdida no ônibus.

Haja, no mínimo, dignidade!

Embora o verbo haver seja conjugado maioritariamente apenas na 3.ª pessoa do singular, como verbo impessoal, pode ser conjugado de forma completa com vários sentidos: lidar, reaver, entender-se. Em diversas formas verbais ocorre a alteração do radical hav- para houv- e haj-.

quarta-feira, 1 de setembro de 2021

Significado da Páscoa e da Semana Santa

 O QUE É PÁSCOA?

Na verdade é muito mais do que um simples feriado, trata-se de uma data muito especial para o cristianismo e para o judaísmo. É nesse período que cada religião comemora algo muito importante que marcou a história de seus seguidores.


2  O QUE É PÁSCOA?

O tempo pascal compreende cinquenta dias (em grego = "Pentecostes"), vividos e celebrados como um só dia: "os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se tratasse de um só e único dia festivo, como um grande domingo" (Normas Universais do Ano Litúrgico, n 22).


3  O QUE É PÁSCOA?

Para entender como tudo começou, vamos ter que voltar um pouco no tempo. Há três mil e quinhentos anos aproximadamente, no Egito, os judeus eram escravos dos faraós. Revoltados com essa situação, resolveram fugir com Moisés até Canaã, a Terra Prometida.


4  O QUE É PÁSCOA?

Eles ficaram tão felizes que comemoraram sem parar e nomearam a data de PESSACH, que significa “passagem” em hebraico. No caso deles, foi uma passagem da escravidão para a liberdade. Na Bíblia encontramos a libertação do povo judeu do cativeiro, no Egito, e a passagem através do Mar Vermelho. de seus seguidores.


5  Já os cristãos batizaram o Pessach de Páscoa e deram um sentido diferente para essa data. Eles comemoram a ressurreição de Cristo. 

6  SEMANA SANTA

A "Semana Santa" foi fixada durante o Concílio de Niceia, em 325 d.C, como sendo “o primeiro domingo após a primeira Lua Cheia que ocorre após ou no equinócio da primavera boreal, adotado como sendo 21 de março”.


7  SEMANA SANTA

A Igreja propõe aos cristãos os sagrados mistérios da Paixão, Morte e Ressurreição do Filho de Deus, tornado Homem, para no martírio da Cruz e na vitória sobre a morte, oferecer a todos os homens a graça da salvação.


8  DOMINGO DE RAMOS

O "Domingo de Ramos" comemora a entrada de Jesus em Jerusalém montado num jumento sendo saudado pelo povo que estenderem pelo caminho as vestes e os ramos de árvores e gritavam: "Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!".


9  DOMINGO DE RAMOS

O Domingo de Ramos dá início à Semana Santa e lembra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, aclamado pelos judeus.


10  DOMINGO DE RAMOS

A Igreja recorda os louvores da multidão cobrindo os caminhos para a passagem de Jesus, com ramos e matos proclamando: "Hosana ao Filho de Davi. Bendito o que vem em nome do Senhor". (Lc 19, 38 - MT 21, 9).

Com esse gesto, portando ramos durante a procissão, os cristãos de hoje manifestam sua fé em Jesus como Rei e Senhor.


11  DOMINGO DE RAMOS

No Domingo de Ramos, da Paixão do Senhor, a Igreja entra no mistério do seu Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado.

O Domingo de Ramos foi instituído, desde o século IV, como uma maneira de recordar a entrada de Jesus de Nazaré na cidade de Jerusalém.

Vários outros costumes foram empregados ao Domingo de Ramos, porém foi somente na segunda metade do século VII que o Vaticano restaurou a ordem dos Domingos da Quaresma.


12  DOMINGO DE RAMOS

Atualmente, a Celebração de Ramos tem dois momentos: o primeiro, em que é feita a Bênção dos Ramos e, o segundo, onde é realizada uma missa, sendo que neste momento é feita uma reflexão sobre a Morte e Ressurreição do Senhor. Ao final da Celebração, os ramos de oliveira ou palmeira são abençoados e levados pelos fiéis para serem colocados em uma cruz nas suas casas ou sobre alguma tumba no cemitério, como um sinal de compromisso com Cristo e simbolizando a força da vida e a esperança da ressurreição.


13  DOMINGO DE RAMOS

O Domingo de Ramos não é um dia apenas de contemplação, mas sim, um dia de se entregar ao caminho de Cristo e se alegrar com a chegada dele em sua vida. É nesse Domingo que a Igreja vive dois mistérios da vida de Jesus: o primeiro é representado pela procissão de ramos e relembra a entrada de Cristo em Jerusalém; o outro é a Paixão de Jesus, que vai continuar sendo celebrado durante a Semana Santa.

Na Bíblia a chegada de Jesus a Jerusalém é contada nos Evangelhos de São Mateus 21, 1-11; São Marcos 11, 1-11; São Lucas 19, e São João 12,


14  QUINTA-FEIRA SANTA

Na quinta-feira é comemorado a Última Ceia, ou seja a última noite que Jesus passou com os discípulos.


15  QUINTA-FEIRA SANTA

Celebra-se a Instituição do Sacramento da Eucaristia.

Jesus, desejoso de deixar aos homens um sinal da sua presença antes de morrer, instituiu a eucaristia. Na Quinta-feira Santa, destacamos dois grandes acontecimentos:


16  QUINTA-FEIRA SANTA Bênção dos Santos Óleos

Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos.

Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia.

O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal.


17  São abençoados os seguintes óleos:

QUINTA-FEIRA SANTA

São abençoados os seguintes óleos:


18  QUINTA-FEIRA SANTA

Óleo do Crisma - Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar "o bom perfume de Cristo". É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os "escolhidos" que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.


19  QUINTA-FEIRA SANTA

Óleo dos Catecúmenos - Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.


20  QUINTA-FEIRA SANTA

Óleo dos Enfermos - É usado na unção dos enfermos, antigamente conhecida como extrema-unção. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.


21  QUINTA-FEIRA SANTA

Instituição da Eucaristia e Cerimônia do Lava-pés: com a Missa da Ceia do Senhor, celebrada na tarde de quinta-feira, a Igreja dá início ao chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.


22  QUINTA-FEIRA SANTA

Nesta missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio. Durante a missa ocorre a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos.


23  QUINTA-FEIRA SANTA

O sermão desta missa é conhecido como sermão do Mandato ou do Novo Mandamento e fala sobre a caridade ensinada e recomendada por Jesus Cristo. No final da Missa, faz-se a chamada Procissão do Translado do Santíssimo Sacramento ao altar-mor da igreja para uma capela, onde se tem o costume de fazer a adoração do Santíssimo durante toda à noite.


24  SEXTA-FEIRA SANTA

Celebra-se a paixão e morte de Jesus Cristo. O silêncio, o jejum e a oração devem marcar este dia que, ao contrário do que muitos pensam, não deve ser vivido em clima de luto, mas de profundo respeito diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.


25  SEXTA-FEIRA SANTA

Às 15 horas, horário em que Jesus foi morto, é celebrada a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de quatro partes: liturgia da Palavra, oração universal, adoração da cruz e comunhão eucarística. Depois deste momento não há mais comunhão eucarística até que seja realizada a celebração da Páscoa, no Sábado Santo.


26  SÁBADO SANTO

No Sábado Santo ou Sábado de Aleluia, a principal celebração é a "Vigília Pascal". Durante o dia, não se celebra a Eucaristia. As únicas celebrações que fazem parte deste dia são as da Liturgia das Horas (Ofício Divino). Além da Eucaristia, é proibido celebrar qualquer outro sacramento, exceto o da confissão e da unção dos enfermos. A distribuição da comunhão eucarística só é permitida como viático, isto é, em caso de morte.


27  SÁBADO SANTO

Vigília Pascal Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada "A mãe de todas as santas vigílias", porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte.


28  SÁBADO SANTO

Quatro elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a benção do fogo, com o acendimento do Círio Pascal e o canto do Exulte, proclamando a ressurreição de Cristo; a rica Liturgia da Palavra, composta de 7 leituras do Antigo Testamento, 2 do Novo e o Evangelho (entre uma leitura e outra, é cantado um Salmo Responsorial); a Liturgia Batismal, nela a água do batismo é abençoada e as promessas do batismo são renovadas; e a última parte, a Liturgia Eucarística.


29  DOMINGO DE PÁSCOA

A palavra páscoa vem do hebreu Peseach e significa "passagem". Era vivamente comemorada pelos judeus do antigo testamento.

A Páscoa que eles comemoram é a passagem do Mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando Moisés conduziu o povo hebreu para fora do Egito, onde era escravo.


30  DOMINGO DE PÁSCOA

Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó teriam de atravessá-lo às pressas.

Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água, que ladeavam um corredor enxuto, por onde o povo passou. Jesus também festejava a Páscoa.


31  DOMINGO DE PÁSCOA

Foi o que Ele fez ao cear com seus discípulos. Condenado à morte na cruz e sepultado, ressuscitou três dias após, num domingo, logo depois da Páscoa judaica.

A ressurreição de Jesus Cristo é o ponto central e mais importante da fé cristã. Através da sua ressurreição, Jesus prova que a morte não é o fim e que Ele é, verdadeiramente, o Filho de Deus.


32  DOMINGO DE PÁSCOA

O temor dos discípulos em razão da morte de Jesus na Sexta-Feira transforma-se em esperança e júbilo. É a partir deste momento que eles adquirem força para continuar anunciando a mensagem do Senhor. São celebradas missas festivas durante todo o domingo.


33  A DATA DA PÁSCOA

A fixação das festas móveis decorre do cálculo que estabelece o Domingo da Páscoa de cada ano, assim: A Páscoa deve ser celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que segue o Equinócio da Primavera, no Hemisfério Norte (21 de março).


34  DOMINGO DE PÁSCOA

Se esse dia ocorrer depois do dia 21 de abril, a Páscoa será celebrada no domingo anterior. Se, porém, a lua cheia acontecer no dia 21 de março, sendo domingo, será celebrada de 25 de abril. A Páscoa não acontecerá nem antes de 22 de março, nem depois de 25 de abril.


35  Conhecendo-se a data da Páscoa, conheceremos a das outras festas móveis, como o Carnaval, o Domingo de Pentecostes, Santíssima Trindade e Corpus Christi.

São datas variáveis, ao contrário de outros feriados, fixos, como 21 de abril (Tiradentes), 7 de setembro (Independência), 2 de novembro (Finados) ou 15 de novembro (Proclamação da República).

36  SÍMBOLOS DA PÁSCOA 

37  CORDEIRO

O cordeiro que os israelitas sacrificavam no templo no primeiro dia da páscoa como memorial da libertação do Egito, na qual o sangue do cordeiro foi o sinal que livrou os seus primogênitos. Este cordeiro era degolado no templo.

Os sacerdotes derramavam seu sangue junto ao altar e a carne era comida na ceia pascal. Aquele cordeiro prefigurava a Cristo, ao qual Paulo chama "nossa páscoa" (Cor 5, 7).


38  CORDEIRO

João Batista, quando está junto ao rio Jordão em companhia de alguns discípulos e vê Jesus passando, aponta-o em dois dias consecutivos dizendo: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (Jo 1, 29 e 36).

Isaías o tinha visto também como Cordeiro sacrificado por nossos pecados (Cf. Is 53, 7-12). Também o Apocalipse apresenta Cristo como cordeiro sacrificado, agora vivo e glorioso no céu. (Cf. AP 5,6.12; 13, 8).


39  CORDEIRO

Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus, oferecido como o único sacrifício capaz de nos reconciliar com Deus, uma vez que desde o primeiro pecado cometido por Adão e Eva, somos todos pecadores e estamos afastados de Deus. Graças ao sacrifício de Cristo, somos novamente chamados de amigos de Deus.


40  OVO

O costume e tradição dos ovos estão associados com a Páscoa há séculos. Símbolo da fertilidade e nova vida.

A existência da vida está intimamente ligada ao ovo, que simboliza o nascimento. O sepulcro de Jesus ocultava uma vida nova que irrompeu na noite pascal.

Ofertar ovos significa desejar que a vida se renove em nós.


41  OVO

Simboliza fertilidade e nova vida. Dá- lo de presente significa desejar que a vida se renove para a pessoa homenageada. No início do cristianismo, presenteava-se com alimentos. A partir do século 18, a Igreja adotou o ovo oficialmente como símbolo da Páscoa. Assim, os ovos tornaram-se o símbolo da ressurreição e da nova vida.


42  OVO

Aparentemente morto, o ovo contêm dentro de si uma Vida Nova; é símbolo da vida em gestação, daquele que está por nascer. Assim também, o Sepulcro de Cristo ocultava a Vida Nova que irrompeu na madrugada da Páscoa: Jesus Cristo que, divino e glorioso, é "a Luz para iluminar as Nações, a Glória do povo de Israel" (Lc 2, 32).


43  OVO

Antigamente o povo costumava - por lenda popular - pegar ovos que as galinhas botavam durante a Semana Santa, especialmente os da Sexta-feira Santa, por considerá-los detentores de virtudes especiais na prevenção de febres malignas ou de pestes mortíferas. Os ovos de Páscoa são, portanto, um símbolo festivo do final da quarentena (quarenta dias ou quaresma).


44  OVO

Hoje, os ovos de Páscoa são feitos de chocolate. O cacau tem como nome científico, em grego, de Teobroma Cacau, que traduzido quer dizer alimento divino. Seu paladar e sua força energética sempre foram reconhecidos em toda a Europa e terras latino-americanas.


45  OVO

Ao ser misturado com o leite e tomar o formato de um ovo representa novamente a força rejuvenecedora da vida que está latente no ovo e que possui agora a energia do chocolate. O ovo de chocolate é, portanto, o símbolo da vida que se multiplica e alimenta nossa fragilidade, assim como nos deve ser as orações diárias, os santos Sacramentos.


46  COELHO

Por serem animais capazes de gerar grandes ninhadas e reproduzirem-se várias vezes ao ano, sua imagem simboliza a capacidade da Igreja de produzir novos discípulos de Jesus, Filho de Deus.


47  PÃO E VINHO

Na ceia do senhor, Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao seu amor.

Representando o seu corpo e sangue, eles são dados aos seus discípulos para celebrar a vida eterna.


48  CÍRIO PASCAL

É uma grande vela que é acesa no fogo novo, no Sábado Santo, logo no início da celebração da Vigília Pascal.

Assim como o fogo destrói as trevas, a luz que é Jesus Cristo afugenta toda atreva do erro, da morte, do pecado.

É o símbolo de Jesus ressuscitado, a luz dos Povos. Após a bênção do fogo acende-se, nele, o Círio.


49  CÍRIO PASCAL

Faz-se a inscrição dos algarismos do ano em curso; depois crava-se neste, cinco grãos de incenso que lembram as cinco chagas de Jesus e as letras ”Alfa" e ”Ômega", primeira e última letra do alfabeto grego, que significa o princípio e o fim de todas as coisas.


50  CÍRIO PASCAL

É o símbolo de Cristo Ressuscitado. "Eu sou a Luz do mundo; quem Me segue não anda em trevas, mas tem a Luz da vida" (Jo 8, 12).

Lembra-nos também a Coluna de Fogo que precedia o povo Hebreu na caminhada através do deserto para a Terra Prometida.


51  CÍRIO PASCAL

O Círio tem gravada uma cruz. Nas extremidades superior e inferior da haste vertical, estão escritas alfa e ômega, simbolizando a eternidade de Cristo Jesus, o Princípio e o Fim, ontem e hoje, a Quem são dedicados o tempo, a Eternidade, a Glória e o Poder pelos séculos sem fim, representados pelos algarismos do ano em curso, gravados nos quatro ângulos da cruz. Sobre a cruz são colocados cinco grãos de incenso, simbolizando as Chagas.


52  GIRASSOL

Sua corola voltada para o sol lembra os fiéis voltando-se para Deus.


53  PEIXE

Na era das perseguições, os cristãos não podiam falar publicamente o nome do Senhor Jesus. Recorrem, então,a palavra Peixe, que escrito em grego, cada letra corresponde a inicial da afirmativa: Jesus Cristo, de Deus Filho, Salvador. Em suas casas e roupas, pintavam a figura de um peixe como profissão de Fé em Jesus Cristo.


54  PEIXE

Ressuscitado, Jesus, em suas aparições, serve-Se de peixe e oferece-o aos Apóstolos. Daí a associação do Peixe ao Tempo Pascal.

O Peixe também indica renovação, troca, purificação e ilustra o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, mostrando Cristo como fonte de nova vida.


55  SINO

O repicar dos sinos, quebrando o silêncio da Paixão, relembra a vida e a ressurreição de Jesus Cristo e é um chamado aos fiéis.

O badalar dos sinos nas torres das igrejas, durante a missa de domingo de Páscoa, mostra como os fiéis estão contentes com a ressurreição de Cristo e por isso também cantam Aleluia. Neste momento, acende-se o círio pascal.

 

Quanto ao Tríduo Pascal, os fiéis só devem comungar durante as celebrações. Aos doentes e aos que não podem participar das celebrações, pode se dar a comunhão na Quinta-feira Santa e na Sexta-feira Santa, de manhã ou de tarde. No Sábado Santo não pode ser dada, exceto aos gravemente doentes, hipótese em que a comunhão pode ser dada a qualquer hora do dia ou da noite.

Toda Matéria - período composto por coordenação

 As orações coordenadas são orações independentes, ou seja, não há relação sintática entre elas. Elas são classificadas em dois tipos: oraçõ...